quinta-feira, 20 de junho de 2013

Quem semeia ventos, colhe tempestades.

Numa das empresas onde trabalhei, os gajos tinham a mania de pegar em funcionário competentes e aplicados e despedirem-nos à última da hora por questões financeiras.

Traduzindo, por números.

Cada um de nós, independentemente de ser despachado, inteligente, assíduo, eficiente, não passava de um número, perfeitamente dispensável.

Ora essa empresa, em Madrid, decidiu acabar com o departamento de Portugal aí, e passou-o para Lisboa.

Claro que só fomos avisados à última da hora, mais concretamente, meia hora antes de sermos despedidos, porque nos chamaram para assinar os papéis.

Quando regressei a Lisboa, há um mês e tal atrás, foi uma das empresas que me chamou para entrevista.

Ah e tal, gostamos muito dos vossos currículos, ainda bem que já tem experiência com a empresa, é uma mais valia, dentro de uns dias damos a resposta.

Não deram.

Obviamente, como a gente não se pode fiar só numa entrevista, nessa semana tive várias outras.

De uma das posições tive resposta ainda antes de chegar a casa, depois de sair da dita entrevista, numa Sexta-feira. "Pode começar a formação na próxima Terça-feira?". "Posso."

Era a hipótese que tinha o ordenado não tão alto, era a que tinha o horário mais macaco, mas foi a que me pareceu mais estável.

Ora a empresa número 1, que despacha os funcionários como números, está agora com um problema de "funcionário de baixa", "funcionário que despediram porque era um número a mais há meia dúzia de dias", "funcionário de férias", "funcionário que arranjou melhor e bazou", "funcionário que se fartou das m&rd@s deles e bazou"... e lembra-se de contactar, para encher os buracos os que tinha despachado anteriormente, que já tinham prática e formação feita.

Obviamente, f*d&r@m-se....


3 comentários:

Mary Brown disse...

Não sei onde as empresas pensar ir com esta mudança constante de funcionários. A produtividade sofre com isso porque o funcionário que esta a aprender não produz tanto como o que tem prática. Este vai ser o futuro, o trabalhador é apenas um número discartável. Beijinhos

Banana Stressada disse...

É a mesma porcaria em todo o lado, as empresas não tem o mínimo de respeito pelos empregados e depois querem que os empregados tenham respeito por elas... claro, claro...

marta, a menina do blog disse...

Isto parece que anda meio mundo a querer enganar o outro meio....