quarta-feira, 26 de abril de 2017

O fenómeno "Matteo, perdeu o encanto" do mundo bloguístico.

É um facto, já perdeu um bocado a pica, e não tem muita lógica andar uma pessoa a desdobrar-se por dois ou três ou vinte blogs, se depois não tem vida para andar aqui a mexer.

Por isso, vamos ficar a funcionar ali no outro lado e que seja tudo ao molho e fé em Deuz ou, mais concretamente, na Goddess of Multitasking que todas nós temos cá dentro de nós.

Ah, e temos bolinhos.

Isso é que é essencial.

E não sou esquisita, até partilho os segredos.

http://thetypicalportuguese.blogspot.pt







sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Lição de estilo #5789347587348.

É ir buscar a miúda à escolinha em dia de reunião de pais, ver o parque cheio de grandes banheiras de marcas caras, e ter nas mãos um Clio de 98 azul ainda de boa qualidade mas com a plástico do pára-choques a descascar, com o leitor de cassetes com o Wolfhearted dos Moonspell a tocar (foi a única coisa de jeito que encontrei em cassete, já ninguém acha piada à banda sonora da Missão Impossível com os Limp Bizkit...) que, por mor de ter fechado na garagem por uma semana, levou com uma mijadela da gata no capot que empestou por todo o lado e não sei como me livrar do pivete!

Sou uma mãe hipster, é o que é. Se fosse gajo deixava crescer a barba e um man-bun!


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Entramos em modo Halloween.

Amanhã já dou um choque a esta cena, para a acordar para a vida, a ver se me saio melhor que o Dr Frank Stein...

Fiquem-se com este momento de nostalgia...

You know nothing, menina do blog!

As velhotas já não estão por cá. Banny Tsunami estava velhota e doente, mas gostou do sossego do campo e adorava estar ao solinho no terraço. Gasosas Pestilenta, infelizmente, foi atropelada por um urso Y"#)?="!$&!!! que passou aqui em frente de casa às sete da manhã.

Vai daí, passado uns tempos, decidimos adoptar outra felina, já que casa sem gato não é a mesma coisa. Ou por outra, chateei tanto o homem cá de casa, que teve de ser.

Ora a minha ideia era ir até ali à associação e trazer um gatito pequeno, para ir ensinando, uma vez que temos uma piolha pequena cá em casa e não ia ser boa ideia trazer um felino esgrouviado.

O que é que se fêz, em termos práticos? Adoptámos uma gatinha de rua, que veio de BRAGA!!! e ainda por cima com brinde.

Daí ter ganho a graça de Gaia...

É um bocado doida, mas é uma paz de alma, sentiu-se logo em casa.

Daí a umas semanas, chega a hora de desovar os gatinhos: 1... 2... 6!

A menina do blog mete a mão na barriga, "ah e tal, ainda está para aqui qualquer coisa a mexer", diz o homem, "não pode ser, isso para ao fim de algumas horas, vi no google", "ah e tal, mas olha que sim, olha que eu já tive uma criança a mexer na barriga e sei o que é", "olha que não, eu vi no google".

24 horas depois, vou espreitar os gatinhos e estava lá um mesmo, mas MESMO bem lambido, tipo, banho, espera... vou a contar: 1... 2.... 7!!

Pois, nasceu mesmo um 24 horas depois! Embrulha e vai para a China, google!

Esta semana, já os gatinhos todos encaminhados e a gata sem leite nas maminhas, pronta para ir à faca e acabar com as parvoíces do cio, e começa-se a achar que já está de barriga outra vez, por mor de ter mais chicha.

Vem o homem e diz "ah, está com gatinhos! Mas como é que é possível, se não teve cio?", vêm os meus primos "ah, está com gatinhos, tem uma grande pança, e dura!", eu opino "olha que não, ela estava magrinha de dar leite, mas está é gorda, ela tem enfardado que nem um abade!".

Vamos ao veterinário por causa da castração, e a enfermeira acha o mesmo que todos: "ah, sim, de certeza, isto é uma gatinha grávida!"

Chega à ecografia, "olha... fezes e comida! Está mesmo gorda!"


Tipo... lontra, estão a ver? Pachola!

Nunca ouvem o que eu digo, caray!




sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A jardineira envergonhada.

Aqui por estes lados, anda-se em plantações.

Já seguiram várias espécies e feitios e alturas de bolbos, roseiras, tremocilha, favas, hibisco, jarros, pervinca, violetas e uma trepadeira de interior que se dá muito bem nas mãos da minha mãe.

Infelizmente, não há nada para vista, já que o festival de luz e cor e alturas e bolbos só deve meter o nariz fora da terra lá para a Primavera, o que quer dizer que, por agora, só mesmo uma fotografiazita da terra para mostrar progressos...

De qualquer forma, as roseiras pegaram bem e já têm mais umas folhitas, as tremocilhas já começaram para ali a espreitar,  e a violeta do parapeito já cresceu de tal maneira que até já a pude transplantar e retirar folhas para novas plantações, o que é uma novidade, porque as pessoas que conheço sabem a minha tendência para matar toda e qualquer violeta que apareça cá por casa, ...

Hei-de, um dia, ganhar coragem para as orquídeas, mas vamos ver, pode ser que façam outra vez aquela exposição no Jardim da Ajuda que me deixou a sonhar acordada...

Nos entretantos, levem lá com a gata cá de casa com a abóbora do Halloween (das americanas, vinda - em sementes, claro! - dos States, e da qual sobraram mais sementes para plantar), com uma lagartixa que se resolveu a passear aqui no quintal, e no meio da erva príncipe, que está toda à banda porque a sôdona felina tem o hábito de lá ir esfregar a dentadura.....







terça-feira, 10 de novembro de 2015

O choque e a vila.

Deram-me ganas de voltar às lãs, um dia destes.

Não sei se sou eu que acho que tenho tempo livre (ahahahahahahah!!), ou se foi a chuvinha (tempestade sim senhor) que caiu no outro dia.

O que é certo é que deram-me ganas de lãs, e de procurar uma retrosaria aqui por estes lados.

Lá a descobri, e fiquei um bocado chocada.

Para começar, é numa espécie de shopping ali na vila, que tem... para aí umas 8 lojas, sendo que só quatro estão a funcionar, mas uma delas é só ao fim de semana.

Depois, é uma loja 2 em 1, numa versão alternativa ao negócio familiar: de um lado, é loja de chaves e arranjos e pequenos electrodomésticos, do outro é retrosaria. Há a louvar, no entanto, o pormenor de ter cada uma a sua decoração e o seu estilo, o que quer dizer que o esposo não se deve ter atrevido a opinar acerca do que a esposa devia ter ou não na loja...

Tem também um horário alternativo, o que quer dizer que só está aberta quando apetece à senhora que está ao balcão, o que quer dizer "aberto a horas indeterminadas e o almoço são três horas porque vou buscar os netos à escola, dar-lhes o almoço e levá-los outra vez e ainda tenho meia hora para fazer um bocadinho de zumba".

Ah, e temos que referir que ao balcão está uma pensionista, que serve pensionistas e que vende coisas que as pensionistas querem das retrosarias, tipo linhas de crochet douradas para fazer os rebordos aos panos e oferecer para o enxoval das filhas e das netas no Natal, uma variedade de tecidos excelentes para fazer batas de pensionistas, botões para camiseiros para levar à igreja ao Domingo e aquelas barras para meter nas prateleiras da despensa, em bordado inglês estilo princesa Diana 1985, sendo que botões coloridos não existem, lãs giras também não, e muito menos ponchos feitos à mão a enfeitar o estaminé.

De modos que, quando lá entrei, euzinha, calças de ganga, botas de comando, t-shirt por cima da blusa de manga comprida, com a criança a dormir no carrinho e umas lãs azuis e cor de rosa, para encontrar uns botões catitas para aquilo, só me apeteceu fazer mais duas tatuagens, meter um daqueles brilhantes na sobrancelha, que coragem para piercing é coisa que não me assiste, levar a saia da loja de artesanato com as botas de comando, uma rodada de hena no cabelo, uma pulseira no tornozelo, umas quantas latas de tinta, uma vassoura, um berbequim, um homem cheio de força, umas quantas caixas de lãs super fixes e apelativas, móveis em segunda mão, mas no máximo até aos anos 70, não quero cá ficar encalhada com mamarrachos dos anos 80 ou, pior, dos anos 90, tipo sapateiras e bares de sala com o balcão e as prateleiras para as garrafas e os copos de balão e o espelhado atrás!, e uma data de agulhas coloridas e de vários tamanhos, não há cá nada das metálicas tamanho 1 a 3, botões de madeira e às cores e de vários tamanhos, uma prateleira com livros e revistas alusivos, e dar uma reviravolta àquela cena toda!

Ah, e metia uma mesinha toda catita com cadeiras desirmanadas e um sofázito com a manta dos quadrados no lado da janela, para as clientela entrar, sentar-se, tomar um chá (também à disposição), e arengar um bocadinho sobre livros e pontos e a vida numa tarde de chuva à beira mar!


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Tempos de mudança.

Pois cá estamos no campo/praia, suficientemente longe de Lisboa mas com direito a wifi e chocolates do pingo doce, as coisas quase quase todas arrumadas (tipo, faltam os cachecóis e uns quantos sapatos de Inverno...) e a cozinha limpa e pronta a funcionar como deve de ser.

Nos entretantos, demos o ok a uma mini cadelita, a chegar em meados de Agosto, agora que temos quintal para ela, sossego que só vendo é que se sabe, a miúda a dormir sestas lá fora no quintal ao som dos passarinhos, do vento nas árvores, das abelhinhas e do porco do vizinho a grunhir, o que é simpático, para variar do 736 a descer desgovernado a Estrada do Desvio.

Infelizmente, a nossa velhota estava doentinha, e faleceu aqui em casa na semana passada, mas teve muito mimo e sossego neste último mês, com muitas tardes descansadas ali no terraço, que ela adorava.

Esta foi a última foto dela, na véspera de nos deixar fisicamente.

Agora, é andar para a frente e ver o que nos espera.

Para já, em termos práticos, colheita e cozinha, o que é imenso para aprender e partilhar!


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Many years turning pollos, dia 5.

Nota mental: hei-de ensinar os meus filhos a ser pessoas desenrascadas, como o pai, a saber para que é que serve uma vassoura, e a saber que não é educado vir do quintal com as sapatilhas cheias de areia, atravessar a cozinha que a outra pessoa acabou de varrer e lavar e abrir a porta do lado que faz vento para encher o resto de mais lixo. Se me fizerem uma destas outra vez, dou a vassoura para a mão e mando a pessoa limpar o que sujou, que nunca lhe deve ter calhado!

Many years turning pollos, dia 3.

Como tornar uma coisa chata numa coisa super: a sala tem um móvel enorme, pesadíssimo e antiquado, aka "o mamarracho". A mesa e o candeeiro fazem pandan em ser daquelas coisas que um casal jovem e moderno nunca na vida ia escolher numa loja de móveis. Infelizmente, estamos um bocado encalhados com essas peças. Depois de se olhar bem, uma pessoa começa a imaginar as cortinas certas, aquele castiçal preto da Tribo que a Zabete me ofereceu há anos, e a sala já se torna tolerável com o tema de "sala de jantar gótica". Atentem, gótica tipo conde Drácula, Gary Oldman, não gótica tipo vampiros com lantejoulas. E um cantinho de leitura com aquele sofá mastodonte um bocadinho horroroso de pele (detesto mobília em pele!), com uma manta jeitosa por cima, porque as felinas cá da casa até o acham bastante confortável para a sesta...

Many years turning pollos, dia 2.

Veio a minha sogra dar uma ajuda nas limpezas. O que ela queria, e estava danada para isso, era cuscar o estado da casa que era dela e que ela mandou fazer, depois de uns três anos sem cá entrar. Ok, foi um erro, a desgraçada, sendo um bocado freak das limpezas, ficou um bocado transtornada com a falta da dita, nas mãos do meu sogro, que só cá vem ao fim de semana, e que acha que é um "luxo" pagar a alguém para vir limpar a casa, nem que seja uma vez por mês. Eu não sou tão freak das limpezas e estou transtornada com tanta kaki. Além de que ultrapassa a lógica encher as gavetas todas de naftalina quando basta arredar a cómoda e aspirar um ninho de traças... Caragos, era só desencostar a porcaria da cómoda da parede!

Many years turning pollos, dia 1.

Dia -1. Chego a casa, depois do último dia de trabalho, depois de coordenar mais umas idas para a minha colega ter uns dias de férias, com um horário que faz com que passe mais tempo fora de casa do que com a pirolita, a pensar em mais uns dias em Lisboa a empacotar tralhas, vem o Puto com a novidade do "vamos mas é já amanhã para a terra". Amanhã, dia 1. Ok, vamos lá, fica já despachado e começo já as limpezas. Estou a tentar contactar a minha chefe, mas ela é uma moça ocupada, tive de lhe mandar mensagem, o resto do tempo estou a aspirar e a lavar paredes, a minha sorte é ter ali a sogrinha a cuidar da pequenota...

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Uma tarde na baixa.

Pronto, não foi uma tarde, foram 45 minutos depois do trabalho, mas o título fica mais poético assim, e eu ando com manias de que sou tipo escritora ou coisa que valha. O facto de ter blogs dá-me essas ideias parvas, vou fazer o quê?...

Pois a aventura de ontem à tarde, enfim, vamos antes chamar-lhe "A Missão", era passar por uma loja de roupa bastante conhecida, com um nome de iniciais a vermelho e uns quatro andares, cujo nome não vou revelar, é claro, por mor de arranjar umas mariquices fofinhas para os sobrinhos que acabaram de chegar da Suisse para as férias na Parvónia, que é como quem diz, praia e piscina e papo para o ar, para voltarem para a Suisse outra vez, mas com uma tonalidade mais à moda da Tunísia.

A parte fácil era olhar lá para o índice dos andares e ver onde estava o que queria.

A parte não tão fácil era tentar encontrar o que queria, que eu não sabia muito bem o que era, o que é logo uma desvantagem, e, ao mesmo tempo, desviar-me das hordas de clientes que tiveram a mesma ideia, além de turistas que não devem ter uma loja destas com as iniciais em letras vermelhas lá na Aveclândia de onde vêm.

Lá escolhi umas coisas mimis para os sobrinhos, umas coisas mimis para a baby plum cá de casa, pois claro, não podia sair de uma loja cheia de coisas giras para petizes sem trazer um miminho para a petite cá de casa, uma t-shirt dos saldos e dei um salto ao andar da roupa interior para dar uma arejada ao stock de braguitas. Salvo seja. 

Pelos vistos, as cuecas de cintura descaída que costumo usar já não se designam "cuecas de cintura descaída", mas "cueca hipster". Senti-me logo, automaticamente, mais inteligente. Andei eu a ler Eça estes anos todos e, afinal, bastava-me ir a uma loja de roupa na Baixa e comprar meia dúzia de cuecas. Estamos sempre a aprender!

Pois uma vez que estava nesse piso, decidi ficar nessa caixa, o que se traduziu em dez minutos parada em 

a) olhar para as restantes cuecas e soutimamas, já que as peúgas giras e os pijamas com bonecada estavam fora do alcance do meu olhar

e

b) estar mais ou menos atenta às pessoas que ali andavam a rondar.

Obviamente, a hipótese b era muito mais divertida!

À minha frente estavam duas gaiatas castelhanas: enquanto uma estava na fila, a outra ia vendo as estantes, e depois trocavam, papagueando castelhanices entre elas, coisa que me transportou para os passeios à hora do almoço à mesma loja com a miúda fashión de Buarcos, em Madrid, há uns anos atrás. Ah... recuerdos....

Depois, atentei para as moças da caixa. Se por um lado, achei simpático da marca não ter inibições em contratar uma miúda com montes de tatuagens, quando há empresas que são um bocadinho fdp's nesse sentido, e com grávidas também, mas adiante, quanto aos outfits das moçoilas já achei um bocado exagerado, porque elas pareciam menos funcionárias de loja de roupa internacional numa das mais bonitas capitais europeias e mais funcionárias do bar de uma casa de alterne numa das mais bonitas capitais europeias.

Depois, tivemos a senhora que tirou os preços de dois soutiens que, por si, já estavam a metade do preço, e tentou levá-los pelo preço mais baixo da promoção. A funcionária disse "olhe que não, esses estão nos de 7 euros", ao que a senhora contestou "ai não não, estavam na prateleira dos 3 euros, vou levá-los a 3 euros!", ao que a funcionária reagiu com um "vou ver à prateleira, são os 7 euros, arrotas com o dinheiro ou não levas nada da casa!". Ganhou a funcionária, obviamente.

Mas a pièce de resistence da coisa foi a avózinha!

A avózinha era uma senhora que devia ter mais ou menos a idade da minha avó, ou seja, octogenária, e estava a tentar levar uns quantos soutiens da moda, almofadados e push-ups e com rendas, quem sabe inspirada por qualquer calhamaço que tenha andado a ler recentemente, mas, alas!, não havia medida para ela!

Lá se foi a senhora com um olhar de desilusão e a pensar, provavelmente, que o seu destino mais certo seria a banca da feira das Galinheiras com os soutiens cor de pele reforçados, que empinam as mamas descaídas e com aquela aba debaixo das ditas, para amparar ali um bocado as peles flácidas.



sexta-feira, 19 de junho de 2015

Dúvida fashion #354783457:

Quando é que a gente percebe que as barbas da moda deixam de ser chiques e passam a ser chungas?

(e olhem que eu acho graça à barbinha, mas uma coisa mais asseada, não é tão giro uma coisa que dá para perder cenas lá dentro, tipo arroz, canetas, o gato, estão a ver?)



quarta-feira, 17 de junho de 2015

Dirty little secret.

Sou daquelas pessoas que gosta de olhar para palacetes e edifícios antigos e imaginar, sendo aquela coisa toda da je, em que sítio é que lhe metia a biblioteca.

Por isso, aquela miúda de franja com ar atronhado e sorriso parvo na cara, como quem está já a ver como é que vai encaixar as prateleiras entre as janelas e os livros nas prateleiras e umas imagens pré-rafaelitas nos pedaços de parede que sobrem e uma mesa para espalhar a tralha e uma chaise longue perto da janela que apanha o sol à tarde com uma mesinha de apoio ao lado para ter o caderno, o lápis, um livro ou dois ou dez e o chá e o bolo de côco que acabei de tirar do forno, a olhar para um prémio valmor, iep, sou eu...

(Estão a ver? Já estou a fazer o filme todo!)

Não posso ir confortavelmente a Sintra, claro...



terça-feira, 16 de junho de 2015

Deve ser moda, agora.

A Marta do teleseguro foi despachada, e trocada por uma Marta nova.

Ou estava a terminar a licença de maternidade ou tinha um blog.

Das duas, uma...


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Espalhem a palavra.

Quem acompanha a net ou, quando muito, as notícias da televisão, já deve ter dado com esta história.

Um casal à espera de gémeos, a Kim e o Fred, vem fazer uma lua de mel, antes da chegada da vida intensa prevista para depois do nascimento dos seus pimpolhos.

O médico deu o ok, lá os deve ter avisado para não tomar banho nas nossas praias por causa das bactérias (?? médicos americanos...), e eles lá vieram, todos contentes.

Os bebés estavam previstos para Agosto, e nasceram a 10 de Maio, um menino, Hudson, que faleceu poucos dias depois, e uma menina, Hayden, que tem sido uma guerreira e que acabou de celebrar 1 mês.

Como devem calcular, os pais estão atrapalhados.

Com as contas, é certo, porque os seguros não cobrem estas coisas, e em poucas companhias há aquela coisa de "abrir uma excepção" e facilitar a situação.  Era boa publicidade, mas quem sou eu para dizer, não sou marketeer.......

Com o lugar estranho, com a língua que não falam e com a distância da família e dos amigos que, por perto, tornam estas situações não tão difíceis.

Felizmente, estão em boas mãos: na MAC e, tenho a certeza, tudo vai correr pelo melhor.

Felizmente, estão num país onde as pessoas têm um coração do tamanho do Estádio da Luz (pelo menos!), e onde meia dúzia de caramelos se consegue mobilizar para organizar as coisas.

Já se conseguiram vários artigos para a bebé: ovo, roupinhas (mini, mini!), mantas, toalhas, botinhas, já se estão a organizar as refeições para os pais, repartindo entre todos, para não ser difícil, procura-se um pequeno apartamento na zona, não muito caro, para os pais poderem estar perto da bebé até esta poder ir para casa.

Falta muita coisa.

Falta tempo, e é preciso uma grande dose de energia positiva para que corra tudo muito bem, mas também somos um povo com uma serra da Estrela de esperança e, basicamente, optimista até ao final de um campeonato europeu..

Se puderem, acompanhem.

Se puderem, ajudem um bocadinho: dar a mão ao próximo, às vezes uma palavra compreensiva, não custa nada, e está no nosso coração.

Se puderem, espalhem a palavra.


Obrigada!

https://www.facebook.com/TwinsInPortugal?fref=ts



segunda-feira, 8 de junho de 2015

A psicanálise deu-me cabo dos contos de fada.

Quando andava na faculdade, tive de ler um livro sobre a psicanálise dos contos de fadas.

Era um livro bastante escandaloso porque o senhor, basicamente, levava tudo para a cueca, e chegava-se ao fim da obra menos com a sensação de estarmos esclarecidos acerca do tópico e mais com a sensação de que o senhor tinha fugido da casa de malucos que estudava casos freudianos.

A modos que uma pessoa fica com a percepção do mundo da fantasia da nossa infância um bocado alterada, depois de passar por um teste de vida destes, e foi o que aconteceu quando, um dia destes, depois de muitos, muitos anos, dou comigo a cantarolar as pombinhas da Catrina à baby plum e aquilo começa a soar-me mais a Fifty Shades de Catrina...

Começamos logo com as pombinhas da moça, que andam de mão em mão.

Ora, cá na terra, pombinha é um termo que se usa para as partes fodengas de uma senhora, utilizado principalmente por senhoras mais tímidas ou púdicas, ou octogenárias, como a minha tia-avó, além de outras expressões, também bastamente usadas por ela, como pechenaica, pachacha, pardalita, pardaloca ou pardala.

Já os senhores são um bocadinho mais brutos e chamam pachacha ou c***, a não ser que se estejam a referir às suas filhotas, e aí lá sai um pipizito.

Mas vagina, por estes lados, só calha mesmo ao médico, salvo seja.

Pronto, lá andaram a passear, foram aqui, foram ali, tudo na maior.

Depois, a mãe da moça manda-a à fonte, e a desgraçada parte a cantarinha, uma inequívoca referência ao "partir a bilha", expressão sobejamente conhecida em território português.

O que deve querer dizer que a rapariga deve ter algum problema em fechar as pernas, de acordo lá com o senhor do livro, que me deu cabo da mística popular infantil, e foi por causa disto que passei antes para "todos os patinhos sabem bem nadar", na esperança de não me cruzar com nenhum trocadilho à Rosinha...



sexta-feira, 5 de junho de 2015

Este filme não é para mães.


Pelo menos, aquelas mães que acordam várias vezes por noite, têm (muitas) horas de sono em falta, e cuja capacidade de resistência ao dito sono não chega para ver um filme de uma hora e meia, quanto mais o Hobbit!

O melhor é ficar-se mesmo por um episódio de um dos desenhos animados do panda...


(Tenho andando a perder o fim de vários - imensos! - filmes, mesmo aqueles que ando com muitas ganas de ver.)


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Um turn off do caraças.

Uma moça, há muitos anos atrás, lê um livro todo xiripiti com cenário na Irlanda.

Hum, Irlanda.....

A parte positiva é que é uma trilogia. Mais Irlanda, iupi!

A parte menos positiva é que é Nora Roberts.

A parte f$%%$ é que não encontrei o terceiro livro em LADO NENHUM!!! durante ANOS!!!!

Dei com ele, há uns dias, já o despachei e já está no monte para reler.

Agora vou reler o Sensibilidade e Bom tempo, digo Senso", mas em português, que é para, sei lá, variar um bocado as coisas.

Pois lá no livro da Dona Nora Roberts, é certo e sabido, há uma heroína, um herói, muito chamego, muito marmelanço, umas quantas cenas calientes e, pois claro, Irlanda...

A gente até está para ali, sim senhor, e tal, muito jeitoso, a imaginar a nossa heroína, os olhos verdes, o cabelo ondulado, sedoso, etc, e o nosso herói, olhos verdes, sorriso travesso, e vem depois a mulher e mete-lhe uns cabelos negros e encaracolados!

Ora isso, aqui no meu dicionário, só tem um nome: Carlos Santana!

E lá se vai o romance da coisa, e a heroína, que estava a ser imaginada na onda da Scarlett coiso e os seus lábios repenicados, passa a ter o olhar esgrouviado e a melena à Dallas da Sue Ellen!

Porra, que já me estragaram a veia romântica!

(se bem que, nos últimos anos, a herói que é herói, só lhe acho graça quando tem uma barbinha. Fraquezas, vá...)