sábado, 29 de junho de 2013

Miss Fofinha em linha.

Como já devo ter mencionado, o dia de antes de ontem, lá no trabalhinho, foi o Texas em cuecas.

Ontem já correu de feição, não sei se por estar motivada por ter um fim de semana de folga, se por já saber o que vinha aí, ou se porque, desta vez, foi mesmo o fusível do discernimento ao ar.

De qualquer das formas, ainda consegui, ontem, em apenas dois minutos, fazer perceber ao meu supervisor que tenho várias pessoas cá na caixa dos fusíveis, nomeadamente aquela que mandou imprimir umas folhas com informação desnecessária e apagou a que continha informação importante, e a que, no meio de cerca de 200 chamadas que atendeu depois das 17 horas, ainda sabia o nome do cliente, mais ou menos a duração da chamada, o problema do equipamento, a marca do equipamento, mais ou menos os números de telefone, parte da morada e ainda  parte do número de telefone de onde o senhor tinha ligado, e que era diferente dos outros dois.

Do género, em vez de se estar a testar uma dúzia de chamadas, a menina do blog olhou para o ecrã, apontou, disse "é esta!", e era mesmo.

Resumindo, com aquela confusão toda e com a falta dos dados necessários para mandar o técnico do ar condicionado lá à casa do senhor, foi preciso ouvir a chamada. Mas o gajo foi um fixe e não me fez passar a vergonha de ser ele a fazê-lo: deu-me os auscultadores para a mão e não me apontou o dedo ("sua desmiolada!"), deixou-me a ouvir a chamada sossegada e a tirar notas da informação de que precisava.

Ora aqui acontecem aquelas coisas sinistras da nossa vida, que são ter de ouvir a nossa própria voz ao telefone.

Garanto, é sinistro, é estranho, é anti-natural, é o restaurador Olex dos telefones!

Ainda por cima, descobri que, ao telefone, tenho voz de menina fofinha! Tipo, MESMO Fofinha! Tipo muito mimimi! Medo!!



Sem comentários: