Fresco! Fresquinho!!
"Not all girls are made of sugar and spice and all things nice. Some are made of witchcraft and wolf and a little bit of vice." Nikita Gill
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domingo, 1 de julho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
29) Uma paisagem de Verão
Eis Santa Cruz num dia típico de pleno Verão...
(farrusco, ligeiramente abafado, a humidade a sentir-se nos poros, maré vazia com a rocha toda à vista, ideal para passeios, apanha de ouriços, lapas, mexilhão, e uma banhoca fresquinha numa das poças de água. E dá para ganhar cor!)
(Este fim de semana já lá ando, olarila!)
quinta-feira, 28 de junho de 2012
28) Uma sombra de Verão.
Aqui por Madrid, os parques. Que tal dormir uma sesta com uma brisa fresca, o marulhar do vento nas folhas e o cheiro a relva?
quarta-feira, 27 de junho de 2012
27) Os meus óculos de sol.
Não uso.
Tenho pena, mas não dá.
Por um lado, tenho miopia, pelo que, durante a maior parte do ano, tenho de andar com óculos normais.
Estes, têm de ser escolhidos da secção infantil da loja....
Logo, como devem calcular, os óculos normais, da moda e renhonhó, ficam-me sempre demasiado grandes, e ainda não inventaram os óculos de sol da moda para a secção infantil.
Por isso, chapéu! Não há nada para ninguém...
(mas às vezes uso em casa, só para o estilo... e adoro aqueles à aviador!)
terça-feira, 26 de junho de 2012
26) Um outfit de Verão.
Outfit piquena touriste: t-shirt, vaqueros* ou calções, sapatilhas ou rãs.
A ver os aviões...
A pisar o Rio Tejo em Toledo...
A fotografar outros piquenos touristes...
A conhecer mais um parque de Madrid...
*calças de ganga, em espanhol. Faz uma pessoa sentir-se uma cowgirl...
segunda-feira, 25 de junho de 2012
domingo, 24 de junho de 2012
24) Uma fruta de Verão.
Cerejas, ameixas, damascos, amoras, figos, framboesas, morangos, pêssegos, mangas, papaias, maracujás... e fazer doces, depois de ver nascer o dia e ir para o campo apanhar a fruta pela fresca.
sábado, 23 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
22) Um cheiro de Verão.
Cheiro a praia, de manhã bem cedinho, a maré vazia a deixar as rochas todas de fora.
E o cheiro de um campo feno à noite, depois de um dia de calor imenso.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
21) Uma coisa que vi neste dia de Verão.
O golaço do Cristiano, caray!!
(de forma ilegal, é claro, que estava a trabalhar, e não se pode ver futebol no trabalho, mesmo quando todo o país está a fazer o mesmo, mas o meu colega talibã meteu-me a telecinco a bombar no pc do supervisor muhahahahaha! Com colegas destes... tenho de lhes oferecer biscoitos! Mesmo que em vez de ouvirem "bizcochos de miel" oiçam "bizcochos de miau" porque ando sempre com coisas de gatos atrás... Já estou tão queimadinha naquele trabalho, uff!)
(de forma ilegal, é claro, que estava a trabalhar, e não se pode ver futebol no trabalho, mesmo quando todo o país está a fazer o mesmo, mas o meu colega talibã meteu-me a telecinco a bombar no pc do supervisor muhahahahaha! Com colegas destes... tenho de lhes oferecer biscoitos! Mesmo que em vez de ouvirem "bizcochos de miel" oiçam "bizcochos de miau" porque ando sempre com coisas de gatos atrás... Já estou tão queimadinha naquele trabalho, uff!)
quarta-feira, 20 de junho de 2012
20) As minhas Leituras de Verão.
Devo informar que, neste aspecto, sofro um bocadinho de múltipla personalidade.
Já nos idos da adolescência, aqui a menina que andava sempre agarrada aos livros da escola, e a Eças, Júlios Dinises, Bessas-Luíses e renhonhó, volta e meia, sentia uma necessidade súbita de se purgar com uma Ragazza, mas daquelas Ragazzas dos anos 90, com algumas reportagens menos mal e fotografias que eram menos mal também.
Isto, quando dá a necessidade súbita, é uma chatice: ainda no outro dia, tive a necessidade súbita de adicionar mais um livro de papel à minha colecção e acabei por chegar quase 15 minutos atrasada ao trabalho, correndo o risco de enfrentar a fúria patronal, que nestas coisas é muito cioso, embora um bocadinho menos no cumprir do meu direito de usufruir a pausa de 20 minutos que tenho das 8 horas em sentada em frente a um computador.
Enfim, atrasada, mas feliz, e com um livro novo (mimimi!) na mochila! Que se fºdª o patrão, que não trabalha aos fins de semana e está lá no andar de cima aos saltos para a piscína e nós ali a fazer horário.
Se, por um lado, voltando à questão, ando sempre com um livro atrás - e quando vou de férias levo vários na mochila, porque "um" é coisa que se acaba depressa, apesar de gostar de ler o mesmo livro, duas, três, cinquenta vezes - também aproveito a ocasião para rapinar a Mamãe umas quantas Caras e Nova Gentes, para me actualizar acerca dos vips e afins e rir um bocado com as bacoradas da Luce. Esta última leitura também me distrai bastante quando tenho de ir à casa de banho, mas isso é outra história...
Perfeito, perfeito, é acordar cedinho, apanhar o autocarro até à praia, ser informada de que Mamãe se atrasou um bocado e vou ter de ficar uma hora à espera dela, descobrir que há uma feira do livro na praça da vila, e encontrar para lá perdido um daqueles livros da Joanne Harris que andava à procura há séculos, ao preço da uva mijona!
Este ano, parece, vou acabar com o Game of Thrones (levo o baby kindle, por isso nunca se sabe o que virá a seguir), levo uns da Jane Austen atrás, também no baby kindle, Sarah Addison Allen (meti a sogra a ler isto, só falta conquistar o terreno "Mamãe") e... sim, confesso, está-me a dar para Nicholas Sparks... Sério, quem é que, no seu juizo perfeito, consegue resistir ao Notebook? Quem??
terça-feira, 19 de junho de 2012
19) um dia no campo no Verão
Zona saloia, vinhas a amadurecer, casas em ruínas, cheias de histórias.
E muitos carrapatos nas meias, credo!
segunda-feira, 18 de junho de 2012
18) Os Amores de Verão.
Diz a minha experiência
pessoal que os amores de Verão são uma frustração.
Há que ser honesta: na
adolescência, não fui nenhuma ninfa (acho que nem agora sou, mas aqui a metade
da laranja sofre da opinião contrária, e não há nada a fazer, senão babar-me e largar
um sorriso parvo...), sou cachopa possuidora de óculos, cabelo temperamental
(no sentido não tão positivo da coisa) e tímida que nem um ouriço cacheiro,
pelo que, amores de Verão, na adolescencia, zero.
Quando tinha para aí uns
20 anos, menina estudante em Lisboa, calhava de apanhar aos Domingos o combóio
da terrinha em direcção à metrópole, e foi aí que, fresca e fofa, encontrei um
tropa.
Ora, na altura, aqui a
moça até achou graça à farda, pelo que a evidência de ele ser mais baixo do que
eu não bateu à primeira. O pedir pão para rapar o molho chop soy num
restaurante chinês à beira da praia de Cascais já deu o tique na sobrancelha,
mas enfim, donzelas frescas, fazer o quê.
Ora este “pseudo-Amor de
Verão” deu numa noite de feira com carrocéis e farturas (pontos a favor do
rapaz) e a revelação do seu gosto musical a tender para a Céline Dion e o
Michael Bolton (pontos contra...), que terminou, precisamente, debaixo de um
candeeiro no centro da cidade com um beijaço de sabor a morango.
Claro que, dias mais
tarde, o rapaz resolveu convidar-me para a casa dele, informando que tinha
despachado a mãe (não no sentido Correio da Manhã da coisa), e ganhou um par de
patins, visto que, apesar de ser fresquinha, estava já a ver o filme todo, e
não estava para aí virada.
FIM!
(PS1: os Amores de Verão
dos livros não são tão salseiros, fica uma donzela mais descansada.
PS2: Com licença, vou ali
compor as coisas com a metade da laranja, que não sabia ainda desta história, e
agora tem de ser compensado.....)
domingo, 17 de junho de 2012
17) As melhores férias de Verão.
As da infância e adolescência, quando o tempo passa devagarinho, devagarinho. Acordar cedo de manhã e ter o dia todo para viver. Caminhar uma meia hora para ir para a praia e chegar antes de toda a gente, apanhar conchas nas rochas, tomar banhos, fazer parvoíces com os irmãos e os primos e os amigos, estender na toalha cansados e enregelados de tanto tempo na água fria, repetir várias vezes até à hora do almoço. Chama a mãe ou a avó e lá vamos nós de volta para a tenda, ou para a casa, passando pelo centro da vila, onde há uma loja que vende frangos assados, que é dos melhores cheiros para os miúdos que vêm da praia cheios de sal e areia e apetite. Almoço debaixo da sombra fresca dos pinheiros, sesta ou brincadeira ou livro pelas horas de mais calor, ao meio da tarde, mais praia, até ao pôr-do-sol, banhoca fresca, jantar e passeio pelas calçadas da vila, a ver e a cheirar o mar.
E depois, road trips à aventura, a conhecer melhor a nossa metade da laranja, a visitar os amigos que vão morar para bem longe, estradas nacionais, sem portagens, sem quilómetros sem fim, mas com paisagem e histórias e História e, com sorte, francesinhas e pastéis de Tentúgal à beira do caminho, faróis e praias e campos e pontes e verde dos pinhais, o amarelo dos campos cultivados, o azul do céu e do mar, o branco cinza dos nevoeiros na costa de Leiria; ou com a família até às montanhas do Torga, ver as vinhas e as serras e os ribeiros, prestar homenagem ao sábio e sentir na pele e na alma as suas palavras ao ver a sua inspiração. (neste caso, convém enterrar na memória a volta ao estômago que todos tivemos, por andarmos a beber a água de todas as fontes, a minha meia-irmã ainda se torce toda só de se lembrar, mas lá que as férias foram mágicas, foram!).
sábado, 16 de junho de 2012
16) O meu bikini, coiso e coiso e tal.
Eu cá sou menina de bikini.
Quiseram os deuses que eu fosse assim para o petite e fininha, coisa que sempre me valeu aqueles brindes do género "és uma olívia palito", "tens pernas de alicate" ou "tens de comer, filha", coisas ditas, obviamente, por pessoas que não têm noção da quantidade de porcarias que eu meto para dentro, nomeadamente na forma de chocolate.
Adiante, o bikini não é pela falta de carnes, é mesmo pelo gostinho em apanhar sol e andar à vontade.
Ah... isso é que é um regalo!
E poder encher o umbigo de areia!
Contrariamente ao que seria de esperar, gosto do pretinho básico, este tem uns raiozitos de violeta e cor de rosa, gosto da cueca com fitinhas nos lados, e do top triangular com as alças a agarrar atrás do pescoço. Et voilá!
sexta-feira, 15 de junho de 2012
15) A minha toalha de praia.
A minha toalha de praia tem um objectivo: tem de ser confortável o suficiente para eu me estender lá horas seguidas sem ser obrigada a levantar o bujon para a ajeitar ou para lhe sacudir a areia.
É muito difícil de escolher, não porque eu seja uma pessoa exigente, mas porque sou uma pessoa, vá, esquisita.
Por exemplo, andei com uma muito gira, toda marinha, às riscas azuis, desde a adolescência, e que, eventualmente, pode já ter caído de podre. Não sei dizer, que já não privo com ela.
Agora, infelizmente, não ando com nenhuma, porque Madrid é um daqueles lugares chatos sem praia, mas faço tenções de dar muito uso à presente toalha da minha vida no mês que vem, nomeadamente nas horas que vou passar em cima dela.
Como não podia deixar de ser, tem tamanho para a petite demoiselle que aqui a je é, para um livro ou mais, para um ou outro sobrinho ou primito pequeno, para a metade da laranja, é amarela a condizer com a praia... e tem montes de gatos!
quinta-feira, 14 de junho de 2012
14) A Praia do meu Verão.
Santa Cruz, sempre.
Na praia do Penedo do Guincho, com poças de água, rochas para trepar, um miradouro no cimo das rochas para ver mais alé, à procura dos barcos de piratas das histórias no horizonte, lapas e ouriços e caracóis do mar e caranguejos e peixinhos pequenos, chapéu de sol solorido, toalha estendida, livro, cheiro a maresia, apanhar conchas na maré vazia, dormir uma sesta, escutar o marulhar das ondas a brincar com a areia, criar histórias na nossa cabeça, aventuras imaginadas e sempre possíveis.
E o tempo todo do mundo.
Há lá praia melhor que esta?
quarta-feira, 13 de junho de 2012
13) O que mais gosto de comer no Verão.
Como as pessoas normais e saudáveis, gosto de fruta, de preferência apanhada no quintal dos meus avós. Ameixas, damascos, pêssegos, cerejas, é mandar vir! Gosto de mangas e de papaias e de maracujás. Quando era miúda, na casa anterior, havia uma trepadeira enorme, que chegava à varanda do 1º andar: era chegar a casa depois de uma tarde na brincadeira e apanhá-los às mão-cheias! Infelizmente, a fruta cá em Espanha deixa muito a desejar, tendo em conta a facilidade de contratos comerciais que têm com os países sul-americanos, e a quantidade de sol que levam. É que nem as laranjas...
Depois, como as pessoas pouco saudáveis e que gostam de fazer figura nas esplanadas, também sou dada a pires (tachos) de caracóis com uma bela de uma imperial a acompanhar, e muito pão caseiro para molhar no molho.
Aqui por estes lados, não há nada de caracóis (ó meu Deus, já chegar o fim do mês para voltar para a terrinha durante três semanas e enfardar caracóis dia sim dia sim numa esplanada na praia!), por isso cá vos deixo com uma das preciosidades culinárias cá de casa: fatias de baguete, rodela de tomate, rodela de queijo de cabra, 2 ou 3 minutos no forno, e folhita de mangericão a enfeitar!
E que tal umas sopas frias, com o calor que aqui levamos? Salmorejo, gaspacho, sopa de alho e amêndoas, sopa de pepino... é só escolher!
terça-feira, 12 de junho de 2012
12) As noites de Verão.
Por Madrid? Tapas e cañas e conversas na esplanada pela noite fora, passear pelas ruas, está ainda um calorzinho que nos permite ficar até mais tarde, e nem se dá pelas horas.
Em Portugal? O mesmo, mas com casaco de lã... E, numa noite como a de hoje, nos arraiais de Santo António, a comer broa de milho com sardinha assada, a beber laranjada, a comer arroz doce, a saltar a fogueira.
(imagem: http://www.antigaportuguesa.com/ )
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