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domingo, 17 de janeiro de 2010

Plantaram-lhe uma torga à cabeceira.

É inútil resistir.
Por detrás das muralhas da vontade
Mora o desejo, a força que as derruba.
Deixa que nasça, avoluma e suba
Esta maré de seiva e de ternura.
A grandeza do homem, criatura
Que cresce enquanto ama e pode amar,


É saber
Que só depois do gosto de pecar
Lhe vem o gosto de se arrepender.

Miguel Torga, "Terra Humana"
S. Martinho da Anta, perto de Vila Real de Trás-os-Montes, 12 de Agosto de 1907
Coimbra, 17 de Janeiro de 1995

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Coimbra. 8 de Janeiro.

Aham... a estação correcta. Coimbra-cidade...

A varanda do Humberto Delgado.

E, ali ao pé, a janela do Torga.

Uma rua a direito e um mapa. Tecnicamente, não me posso perder.

As gárgulas.

A entrada para Santa Cruz.


Obviamente!


Plano à pró!

Mais outro plano à pró!

E que tal este, hum?

Por esta altura, já tinha o cérebro meio congelado!

Mais um!

Santa-Clara-a-Velha resgatada das águas do Mondego.

Prometo voltar.
Acreditas em mim?

sábado, 9 de janeiro de 2010

Definitivamente, apaixonei-me em Coimbra!

E por Coimbra...
Memória


De todos os cilícios, um, apenas
Me foi grato sofrer:
Cinquenta anos de desassossego
A ver correr Serenas
As águas do Mondego


Miguel Torga
(in Diário XIV 1/11/83)





(esta imagem não é minha, e nem o pc, mas assim que chegar a casa meto as imagens maravilhosas que consegui apanhar! E modéstia, hum??)