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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

O tempo de acordar.

Eu sei, uma pessoa bem se tenta desdobrar em 5 ou 6 ou 653756734, mas não dá para tudo, e o pobre do blog é que sofre. Acho que a culpa é do facebook e do raio dos memes e dos memes do Witcher ó balha-me deus, deslarguem-me!

De modos que, estando na terra nova e na casa nova há já um ano e meio, fartei-me de andar com os tarecos de um lado para o outro, é o "aqui a luz é melhor", o "onde é que deixei as canetas desta vez?", o "ó cum catano, já não sinto as nalgas de estar sentada aqui no chão!" e já informei o gajo cá de casa que quero a mesa instalada no canto aqui ao lado do Igor... Ivar... olha, o Quasimodo!, que é para ter a minha caixa de madeira com gavetas fofinha do Ikea cheia de cadernos com histórias (que agora estão umas no armário do quarto das arrumações, outras no arquivo no outro armário e outras em CAIXAS na GARAGEM!!), as parvoíces que gosto de meter na agenda, as pesquisas de Egiptologia, Idade Média, genealogia, plantas venenosas e outras que nem por isso, fotos do pinterest com aqueles projectos que, UM DIA!!, hei-de conseguir fazer e, basicamente as canetas à mão, o rabo bem sentado numa cadeira e a luz certa para me concentrar.

Me aguardem!

(mudei a configuração do blog e estive dois meios séculos a tentar perceber em que botão podia carregar para conseguir meter uma posta actualizada sem mandar esta cena toda pastar para os infinitos. Boa sorte!)


terça-feira, 23 de abril de 2019

Da Rúbrica "Marta, larga os mortos"!

Quando uma pessoa é freak da genealogia e vai muito bem a passear pelas ruas do Funchal, já um bocado arreada porque teve de subir uma colina até uma fortaleza com um caganico de 10 quilos ao colo, e depois descer, num dia assim a tender para o veranito, e dá com o portão para o que parece ser um jardim, e descobre que afinal é um jardim britânico com um cemitério britânico lá dentro, ganha energias renovadas e vai dar a volta àquilo tudo com a máquina fotográfica ligada.

Aviso: este post tem campas muháhahahahahah!

(e preciosidades históricas!)
































sábado, 11 de abril de 2015

Um septuagenário é um losango com sete lados #43764576

Saio do autocarro. 

Subo a rua para ir ao supermercado. 

Cruzo-me com uma septuagenária de bengala, bastante vagarosa, no início da rua, na conversa com o sr do café, à porta do mesmo.  

Entro no supermercado, volto a sair cerca de 5 minutos mais tarde. a septuagenária está nos mesmos preparos, mas 3 lojas mais abaixo. 

Lá foi ela, devagar devagarinho, a meter as novidades em dia à porta de cada loja. 

Espero que não more lá muito em baixo, que o próximo lance da rua tem pelo menos umas 10 lojas, todas seguidas!


domingo, 29 de março de 2015

Um septuagenário é um losango de sete lados, #75897348. Edição Especial Domingo de Ramos.

Tocam os sinos ali da igreja de Santa Clara, bem no cimo da colina, a torre a alcançar os montes em redor, alguns com casas, outros com prédios, muitos apenas com campos.

Uns minutos depois, vejo pela janela, ao estender as carpetes lavadas ao sol, uma pensionista que desce a Calçada do Poço em direcção aqui à rua, com um ramo de verduras e flores na mão, em passo acelerado.

Penso "que giro, somos tão típicos, com um cheirinho de Primavera já andamos a encher a casa de flores silvestres!"

Depois lembro-me: é Domingo de Ramos, as igrejas e os adros são enfeitados de ramos e de flores e as velhas andam no fim, e nas costas do padre, claro, a arrebanhar as ramas todas que podem e mais algumas, já sem pensar nas imensas mazelas que as fazem estar à porta da farmácia meia hora antes de abrir ao serviço.

Ah... somos tão típicos!


sexta-feira, 27 de março de 2015

Isto já se tornou um padrão.

Em todos os lugares onde vivi, havia sempre uma personagem caricata que ganhava o nome de "velha do r/c". 

Precisamente por serem senhoras idosas, muitas vezes a viver sozinhas e independentes, por vontade própria, e com a sua rotina social bastante movimentada.

Ora, neste prédio, não podia deixar de acontecer a mesma coisa.

Vive aqui uma senhora bastante idosa, mas dona do seu nariz, que conhece toda a gente aqui do bairro, e que tem sempre tudo e mais alguma coisa para fazer.

Esta senhora, ao contrário de umas quantas que já me calharam, até tem o tico e o teco a funcionar bem.

Claro que a parte da maluquice tinha de extravasar para outro lado do edifício, pelo que fomos brindados também com uma "velha do 2º andar", mesmo abaixo de nós que gosta de ir fumar o seu cigarrinho para a janela onde acabei de estender a roupa da criança (rsrsrsrs!) e que, ontem, por exemplo, estava entretida, com o cabo da esfregona, a dar catanadas na caixa do estore da sala para enxotar os pombos que lá queriam ir fazer ninho.

Tipo, um grande cagaçal de barulho a ecoar pela rua toda, com uma senhora na janela com ar de quem não tinha o tino todo com ela ali naquele momento...




terça-feira, 17 de março de 2015

Critério do absurdo #57634856


Enquanto as pessoas normais têm como parâmetro de escolha de um par de calças de ganga o estilo, a marca ou a cor, cá por estes lados, o critério é: "se consigo vestir e despir as calças com as sapatilhas calçadas, sim, estas estão perfeitas para mim!"



domingo, 1 de março de 2015

Sonos trocados, ou falta de horas de sono, ou porque é que tenho de reduzir o café, mas o organismo depressa se habitua a esta vida, afinfa!

A pirolita cá de casa tem 4 meses e meio. 

Como é normal nos bebés destas idades, acorda a meio da noite para mamar.

 A sequência de eventos, a cada 3 horas, é: a bebé mama, arrota, mudo a fralda, faço massagem na barriga, meto óleo de amêndoas doces na cabeça, vai para a cama dela, apago a luz e estou uns minutos à espera que adormeça ferrada para lhe ir dar uma beijoca e tapar como deve de ser. 

Isto leva, no mínimo, uma hora, uma hora e meia. 

Daí a duas horas, ou uma hora e meia ou, se for daqueles dias em que me viro de um lado para o outro e não consigo dormir, meia hora, mais coisa menos coisa, se estiver tudo calmo repete-se o procedimento. 

As 7.30h, 8h da manhã, já não precisa de dormir mais. 

Vai dormindo sestas durante o dia.

 Mas eu não. 

Há sempre coisas para fazer.

 Por isso, se o meu cérebro estiver um molho de bróculos e não souber sequer o que acabei de almoçar, ou se eu não me manifestar muito entusiasmada para algumas actividades, em que as outras pessoas estão com a pica toda, se calhar é mesmo porque elas dormiram a noite toda, mesmo que tenham acordado às 6h da matina, e eu nem por isso, ok?


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Gato Sabão.

Cá em casa, gostamos de estar os quatro no mesmo metro quadrado.

De preferência, empilhados uns nos outros, mas qualquer espaço estreito serve.

Nomeadamente, a casa de banho, sendo que, neste caso particular, somos preteridos pelas várias formas de sabão existentes no espaço:

Zozas Francisca abifa-se ao pufe da banheira, de preferência depois do banho de alguém.

Bani Tsunami salta para a bancada (com a pouca destreza e elegância que tem, nada felinas...) e vai lamber o sabonete.

E isto com água fresquinha nas suas respectivas gamelas.

Já nem vou mencionar a pancada da gata número 1 pela escova de tirar pêlos, já que ela se põe a miar de forma histérica e esgrouviada - mas mesmo HISTÉRICA!! - de cada vez que alguém entra na casa de banho, na esperança de que ela - e o seu neurónio solitário -  sejam escovados!


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

De como o crime, afinal, até compensa.

Hoje, finalmente, comecei o horário das pessoas normais, não assim tão normais, com fins de semana, ou como a colega dos calções a ver o rêgo que anda meio enrolada com um ou os dois supervisores e que tem mais fins de semana que toda a gente e faz 1 hora e meia de almoço enquanto os comuns mortais fazem 1h, mas com aquela coisa fixe de sair ainda de dia, de poder sair do trabalho e ir à mercearia e fazer o jantar do Puto cá de casa, coisa com que me divirto bastante.

Hoje resolvi passar, tranquilamente, ali pelo mini-preço da rua de cima, com ideias de vir a descer a rua pela sombra das árvores e a levar com o pitróil dos carros, que isto é província, mas também é Lisboa.

Estava eu lá muito bem, a aproveitar que o Puto não estava nos próximos quilómetros de distância, para espreitar as qualidades e as atracções dos gelados da montra do frigorífico, a pensar com qual/quais me havia de alambazar, quando oiço um

"Pst, pst,... ó menina..."

(Ó, meu deus, "menina!" Gosto tanto que me chamem de "menina" quando já sou uma trintona!)

"Pode chamar a funcionária aqui à Padaria?"

(Não, eu não pensei essas coisas! Suas mentes perversas!)

Afinal, o senhor tinha ido à Padaria levar não sei o quê, e uma das meninas, sem saber que ele estava lá dentro, trancou-o. Sair, ou pela porta, que estava trancada, ou pelo balcão, que era alto, e eu não me aventuraria.

Moral da história: salvei o segurança do mini-preço, pratiquei a boa acção do dia, e acabei por não trazer gelado.... 


Vá, trouxe iogurte grego de morango da marca branca e areias, misturei tudo, estava fresquinho, e soube-me a ginjas!

domingo, 14 de julho de 2013

O antes e o mais ou menos a caminhar para o depois.

Agora temos o quarto, que também ainda não está como eu quero, porque ainda estou para descortinar o que vou meter em cima de uma cómoda ikea que andava há anos a admirar, é quase da minha altura e tem uma pazáda de espaço de arrumação.

Isto era o antes. 


A cama não tem cabeceira, e faz-me um bocado de espécie ter quadros ou crucifixos em cima da cabeça quando estou a dormir, pelo que trouxe uns autocolantes todos jólis do ikea e meti ali a dar estilo.

Mamãe ofereceu o edredon e as almofadas com os gatos, da Loja do Gato Preto (os gajos não me pagam, podiam fazê-lo, mas em géneros, têm uns candeeiros que eu andava a gabar, mas são coisas que não tenho coragem numa casa com felinos, enfim... mas faço-lhes publicidade na mesma, porque é mesmo a minha loja preferida...) e, para abrilhantar a coisa... gatos a sério em cima da cama!


Esta já foi num outro dia, em que já tinha mais uma mesa de cabeceira, um candeeiro... e cortinas!


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Como uma pessoa se apercebe que está pronta para o estado de graça da maternidade. Ou não.

Passo aqui na rua à noite, a caminho de casa vinda da paragem do autocarro e oiço um ruído que me parece o de um gato com o cio.

Era a birra do sono de um catraio num dos prédios, que ecoava pela rua toda, até então perfeitamente calma e silenciosa.

Estás lá, man!


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Então, esta é a sala!

Como podem adivinhar, ainda não tive coragem de meter cortinas, tal é a posição macaca em que estão as janelas.....


Este era o sofá do Puto, e confirmo que não é um sofá, é um trono! Belas sonecas que se dormem aqui!


Agora está assim a modos que um bocado mais colorida, mas dentro dos limites do razoável. E tem mantas para as felinas não andarem a lembrar-se de arranhar e largar pêlo no sofá...

As almofadas azuis grandes foram feitas pela minha sogra com uma daquelas mantas polares do ikea e uns botões cor de rosa e laranja que trouxe de Madrid.


Mudámos a mesa de sítio e, eventualmente, vamos encaixar mais uns quantos armários (para livros...) e, lá está, as cortinas...


O quadro que a Maf e o Jorgix nos ofereceram no casamento, pintado pela mãe da Maf, e que está neste cantinho da sala.


Eis a menina do blog armada em carapau de corrida, isto é, decoradora e isso.....

Ora, como este é um bloing que se dá ao luxo de fazer o que lhe dá na real gana, e como não temos de fazer logo tudo de enfiada, que o que tem graça é ir fazendo as coisas à nossa maneira e não chegar ao pé do senhor do "querido" e dizer, "ó psiu, tá a ver, faça desta maneira, masómenos, tá a ver?" e pumba, já está uma sala tipo revista, mas meter o nosso toque pessoal e os euros que a gente ganha a trabalhar, desenganem-se se acham que vêm para aqui ver uma daquelas cenas tipo "Esta é a minha cozinha, antes e, xanã!.... depois!".

Népia. Esta é a cozinha cá de casa, antes, no meio, e vamos lá ver quando é que me decido com as cortinas para se meter o depois.

Então, antes estava assim, muito branquinha, não muito lavadinha, fartei-me de esfregar com sonasol verde e esfregão, e desarredar armários e lavar paredes.


Pronto, cá em casa temos duas cabeças um bocado diferentes: o Puto é das matemáticas, eu sou das letras, o Puto é do apontar as coisas em gadgets, eu sou de apontar com caneta e papel, ele é de cores sóbrias... eu sou um bocado esquizofrénica e colorida. Como é que se resolve isto?


Desta maneira. Eu cedi na decisão de pintar a parede de verde ou de ameixa, ele deixou-me meter os meus tapetes coloridos, misturámos loiça colorida com preta e branca nos armários, e chávenas de gatos (vindas de onde?), a baby nespresso, companheira de aventuras lado a lado com um sóbrio micro-ondas, e as cortinas, ainda estou a pensar, devem ser tipo azul céu.


Ora esta bela peça trouxe hoje da Viva e já a espetei na parede. O Puto ainda não sabe...


Sim, temos a pancada de trazer imanes dos lugares que visitamos, e também pinhas e pedras e conchas e essas cenas assim que se apanham no chão...


E ele também teve de ceder no que se refere ao tópico "livros"...


Ops... este já desapareceu, algures pela avenida da liberdade...


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Nem tinha vontade de dizer nada, que é para não agoirar.........

Mas está calorzinho, sim senhor, já se parece Verão, tem muito jeito o S. Pedro, muita experiência no seu trabalho, sabe fazer um Verão mesmo bem feitinho, todo à maneira, ele é sol, é calorzinho, é o cheiro a feno (que aqui é Lisboa, mas também é quase província, temos feno e hortas e essas cenas), e ficamos por aqui que é para o gajo não se armar em parvo.

Por isso, se virem a miúda de óculos de calças de ganga e acharem que ela se tem andado a descuidar da depilação, desenganem-se.

É mesmo porque tenho uma pázada de nódoas negras espetadas nas pernas, parece que tenho 12 anos outra vez e andei a trepar às oliveiras e a tralhar do carrinho de rolamentos lá na ladeira em frente da casa dos meus avós, que antes era de cascalho e fazia nódoas negras, mas que se fosse agora, que é de alcatrão, arrancava as calças e a pele, iaics!


segunda-feira, 3 de junho de 2013

As nossas histórias dos livros.

Sempre tive uma relação especial com os livros.

Livros não são aquelas coisas que se usam e metem a um canto depois de usados, como alguns cadernos do liceu ou a roupa que já não nos serve.

Os livros são amigos, companheiros de certas épocas da nossa vida, marcam-nos, moldam-nos a personalidade, orientam os nossos sonhos, os nossos desejos.

De um bom amigo livro, sabemos de cor as passagens. 

Fechamos os olhos e vemos o que vê o autor, claramente, como se tivesse sido uma ideia, um pensamento, saído da nossa cabeça.

Voltamos a estar junto desse amigo de cada vez que lhe tocamos a capa, que folheamos as páginas, sentimos o seu cheiro, de cada vez que cai um papel com um poema ou uma imagem que lá deixámos dentro, há muito tempo atrás.

Há livros que nos acompanham na adolescência, e que depois vemos com outros olhos quando o lemos 10 anos mais tarde.

Há livros que nos estão tão marcados na alma que as suas histórias não são para nós apenas sonhos, mas memórias de outros tempos.

Fez-me uma certa pena ver, nos alfarrabistas da Feira do Livro, alguns dos livros que li na adolescência e dos quais seria impensável livrar-me: os volumes das Brumas, a Casa da Floresta e, sim, uma data deles do Paulo Coelho.

Deu-me a sensação de que os adultos de agora se estão a desfazer das memórias do seu início da juventude, como que se estivessem a atirar para detrás das costas aquilo que foram aprendendo a ser, trocado por coisas que se tornaram mais importantes do que a formação do seu carácter.

As minhas Brumas, arduamente conquistadas, fruto de férias a trabalhar para juntar uns trocos para livros, fruto de buscas por livrarias à procura das velhas edições, estão alinhadas na prateleira.

Volta e meia, dou um salto até aos tempos do Rei Artur e da fantástica Morgaine.

Na noite passada, teria sido possível trazer todos os livros, espalhados por várias bancadas da Feira.

Os do Paulo Coelho, enfim, fiquei com a Brida, que foi oferecida e tem a dedicatória das minhas melhores amigas, os outros já os tinha despachado para o Sr. O Mundo É o Meu Destino E Eu Sou Um Totó, também não se perdeu muito.

Há livros que ainda não foi tempo de ler, há outros que vão ficando na prateleira para se ir lendo, outros que são devorados na altura certa.

Na verdade, seria muito pouco provável desfazer-me de um livro, mandá-lo embora sem lhe dar outra oportunidade, quem sabe esteja à espera desse momento.

A não ser o Lusco Fusco, claro...

(o maior erro livrístico que já cometi, jasuis... o primeiro ainda encaixei, agora os outros... iam para a lareira...)


E aquela camisola de lã das riscas violeta e rosa, das que já temos vergonha de andar com ela na rua, com uma costura rota e um pingo de tinta branca, que continuamos a guardar como o primeiro peluche, com a desculpa do "ah e tal, dá para andar por casa e fazer as limpezas e isso"...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O pêlo, o mamilo e o ataque de posidonite.

Aqui a menina do blog, há que confessar, não é pessoa muito felpuda.

Longe vai a época da juventude da Dona Amélia, senhora minha avó, que se gaba de ter sido muito farfalhuda por baixo, com um gesto explicativo a demonstrá-lo. Medo!

Ora por estes lados, felizmente, a depilação é uma alegria, que não me dá nem chatices nem encontros imediatos com aquelas máquinas diabólicas de tortura, vulgo "depiladoras".

Mas há um pormenor um pouco, digamos, constrangedor mas, ao mesmo tempo, quiçá devido minha natureza a rondar o sarcástico, algo engraçado, com que nos divertimos bastante em família, o marido e eu, as gatas é que não ligam peva a estas cenas: tenho um pelito de estimação num dos mamilos, que acarinho com tanto sentimento como aos cabelitos brancos que me começam a surgir na cabeça, fruto de herança genética, gracias, pai!

Ora já cortei este pelito, já o tentei arrancar, já meti álcool a ver se enfraquece, mas nada resulta. O gajo está para ficar.

De modos que me limito a fazer piadolas parvas e a sonhar com o dia em que venha a ser mãe e a amamentar, para poder espetar com o pêlo no nariz do petiz quando este se vier alimentar sôfregamente ao biberão natural materno.

Estão a ver, ainda nem sequer tenho filhotes, mas o instinto materno já está irremediavelmente misturado com a parvoíce da minha cabeça, pelo que podem já pensar com antecedência: pobre criança!

(Pior: pobres leitores, se alguma vez me der para abrir um baby-blog decorado com cegonhas e afins!)

Como também é sabido, e é facto que eu alardeio por todo o lado, este lar é possuidor de duas felinas, estas borregas que podem observar nas imagens seguintes.

E, como calculam, as felinas são peludas e, em época de mudança de estação, largam as suas pelugens por todo o lado.

Para o caso de ainda não terem reparado na foto desta predadora de salsa e de cravos do canteiro cá de casa, a criatura é possuidora de pelugem branca.

E foi precisamente um destes (só um!!) pelitos imaculadamente brancos que, sei lá como, de tanto sítio onde podia aterrar (imaginando que não atormento as gatas depois do banho e de mamocas ao léu...), me veio parar... exacto: ao mamilo também possuidor do seu pelinho solitário!

Há que ver que aqui a menina é pessoa que tem um dose generosa de paciência, mas há que ver também que, sendo uma comum mortal, esta tem os seus limites, e já me basta desatinarem com os cabelos brancos no cimo da cabeça mas, juro, um pêlo branco de estimação no mamilo era uma dose de flagelo bem grande a enfrentar!

Mas sacudi com a toalha, e era só um pêlo branco da gata, afinal!


(Ó que linda salsa, estás mesmo a fazer-me cá uma comichão nas gengivas!)


(Tu queres? Desampara-me a loja, máisócara.........)

Estou mesmo a ver é que, com a qualidade destes títulos de postas, qualquer dia me estão a convidar para escrever uma novela para a tvi. Ou um livro para a Margaridta...

sexta-feira, 22 de março de 2013

Novidade do dia:

Está a chover.

Aposto que ainda não tinham lido isto em blog nenhum hoje!

A septuagenária do andar de baixo deve estar sem o marido por perto, porque está com a televisão ligada na missa em altos berros, e eu já estou com pena de não ter trazido os meus cds de rammstein para meter aqui num volume não aconselhado, só para a meter nos eixos, mas se calhar nem por isso, que ainda lhe dava uma coisinha má.

Nada contra os septuagenários, aka losangos de sete lados, que a Alice Vieira já lá chegou e está toda fina. 

A ver se salta mais uma coisa do género Código de Avintes, nem sei como é que aqueles desgraçados se vão desenrascar sem a minha Rosinha, mas olhem, filhos, se quiserem, a menina aqui do blog até está assim a modos que disponível e tem ideias levadas da breca, ok?



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Levanta-te e anda, versão salsa.

O Português comum vem de lá da sua aldeia (mal) habituado: precisa de salsa, é só dar um saltinho ao quintal, ou meter a conversa em dia com a vizinha, ou pedir na praça um bocadinho e dão-lhe um molho de salsa que dá para alimentar o batalhão 463 Angola 69 por uma semana.

Em Madrid?

Ora bem, para já, é mesmo necessário sair de casa: aqui não há quintal, nem nosso, nem dos vizinhos.

Temos um viveiro aqui ao pé, e vendem salsa em vasinhos. Menos mal, está viva, por uns dias.

Depois temos várias frutarias e o supermercado que, sim senhor, até vendem, atentem, VENDEM!! a salsa carota, e toda murcha, mesmo aquela salsa que a senhora da praça metia para o lado para dar aos porcos, porque teria vergonha de dar a um freguês, quanto mais vender!

Ora o que é que se pode fazer quando a receita leva salsa e só temos desta?

Mete-se em água, e não é que a sacana arrebita!

Está ali mais viva que ontem!!