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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Retrospectiva dos óscares que não vi.

Ou seja, todos. 

Tenho a confessar que foi coisa que nunca me entusiasmou muito. 

Para já, não sou assim tao grande apreciadora de outfits para achar que vale a pena perder uma noite bem dormida, depois porque quando uma pessoa começa a ver o espectáculo, aquilo é uma seca pegada e perde a motivação toda, que já não e muita, mas acima de tudo porque eu e os gajos dos óscares não nos entendemos: tanto filme como actores, os que gosto quase nunca ganham, e arrebatam tudo uns quantos que eu ainda estava a pensar em desculpas para que estivessem ali naquele lugar.

É certo, gostei do senhor dos anéis e aquilo levou tudo para casa, houve filmes que não conhecia mas que se revelaram boas surpresas, como o Crash, e graças aos céus que a Meryl Streep é merecidamente valorizada, mas o Johnny Depp é dos meus actores preferidos, e extremamente versátil, e ficou varias vezes sentado na cadeira, e no ano do Pulp Fiction ganhou outro actor de que ninguém se lembra, mas o que ficou para a história foi o "bad motherfucker".

Por isso, deu-me para fazer assim a modos que uma compilaçãoo não dos vencedores dos óscares, mas dos que deviam ter ganho se fosse eu a mandar naquela cena toda.


E isto quer dizer dar prémio ex-equo ao Frida e ao The Hours, bem como à Nicole e à Salma e à Meryl só porque acho que merecem!

Bolas, a Meryl merece varrer aquilo tudo de cada vez que lá vai! E a Cate Blanchett!

Ora vamos ver, só assim por alto, enquanto ali a pirolita dorme a sesta:

95: o ano do Forrest Gump... Nada mais a dizer. Mas tinha marchado óscar para o Morgan Freeman (claro!), a Uma, o Travolta e o S.L. Jackson pelo Pulp Fiction. Então digam lá, qual é que é o filme de culto agora?

96 é histórico: dá um óscar ao Nicholas Cage e deixa de lado Sean Penn e Anthony Hopkins... O Brad Pitt no 12 monkeys, que é um filme épico (e não ganhou o óscar, mas vá, o Braveheart estava lá...) também ficou de fora e, apesar de gostar da Susan Sarandon, senhores, dava o gajo dourado à Meryl e às pontes de Madison county!

98 foi difícil, tanto o Bom Rebelde como o Melhor é Impossível davam luta, mas mesmo assim o sacana do Titanic levou tudo ao fundo com ele...

2000: o Sexto Sentido saiu a perder com o American Beauty, que não acho nada por aí além, num ano que tinha o fantástico The Green Mile e o Magnolia. E dava um óscar ao Tom Cruise!

2001: Chocolat. Ao lado. Ok, também adorei o Gladiador. Mas Erin Brockovich? Nah... E vi uma vez o Pollock e tive vontade de me atirar da janela!

2003: Frida e The Hours. Tudo para eles! Mas rendeu mostrar as pernas no Chicago, pelos vistos...


2006: O Crash foi uma boa surpresa. Brokeback Mountain tinha grandes previsões, mas não chegou lá. Felizmente.

2009: Para mim, Benjamin Button. Mas o Sean Penn, enfim...

2013: Argo. Mais que merecido.




sexta-feira, 15 de novembro de 2013

De como se ganha em se perder:

Isto de ter trabalhos com horários marados, fins de semana às postas, turnos da manhã, turnos da tarde, turnos da noite, mais dois anos e meio em Espanha, mais uns meses sem televisão em casa, antes disso, que era televisão ou sofá e eu optei pelo sofá, faz com que uma pessoa se desabitue um bocado dessa coisa de, precisamente, ver televisão.

De modos que bem podem vir Casas de Degredos, telenovelas, jogos de futebol importantíssimos, a Barbi e o Descarrilhado à pantufada a abrir o telejornal que, por aqui, não aquece nem arrefece.

Ou já perdi a capacidade de me surpreender com a estupidez do português comum a vida, ou estou uma chata que não encontra emoção nos enormes seios à vista e nos gajos semi despidos no dia a dia televisivo, ou houve qualquer coisa que se perdeu desde que deixei de ter o Herman Enciclopédia.

Valha-nos o axn e coisas afins, para descontrair um bocadinho as vistas, e o ver na net os episódios de Downton todos seguidos sem ter de aturar a chatice que é os melindres por causa do que a Mary trazia vestido e do que o Bates disse e o quarailho, raio dos ingleses mas chatinhos, pá!

Não perco muito, pois não?




terça-feira, 2 de julho de 2013

Vamos a ver, há que ser uma pessoa optimista.

Vamos ser positivos e pensar que o Gasparzinho estava entretido a apoiar o desporto nacional, a ver as partidas de ténis da Michele Brito, e teve um acidente de percurso, ficando ceguinho de um olho, motivo pelo qual foi obrigado a meter baixa.

Vamos ser positivos e tentar esquecer todas as trafulhices que já lemos agregadas ao nome da nova ministra nas últimas, quê, 12 horas em que ela já está no poleiro.

Vamos ser positivos e não pensar que, à conta da mania da corrupçãozinha tipicamente portuguesa, a porcaria continua toda lá, está lá há anos, muda a cara, mas a porcaria é a mesma, a senhora, justa ou injustamente, vai ser agora massacrada porque são erros que já têm raízes, pior, são hábitos que já têm raízes, quem está nas suas pequenas corrupçõezitas vai continuar, as finanças vão continuar uma caca e a gente continua a queixar-se.

Até ao dia em que chegue lá alguém e diga qualquer coisa do género "Mas qué esta m&rd@? Tá tudo a ser responsável pelos seus actos!"

Ah, espera... as pessoas são educadas a pensar que o seu umbigo é mais importante do que o de toda a gente, não a ser responsável, parece que o problema não é só o governo, é mesmo a mentalidade social dos portugueses!



sexta-feira, 21 de junho de 2013

Querido S. Pedro, meu grande safardana:

Não sei se já te deste conta, mas estás a lixar o dia à concorrência, já foi o Tóne, agora vai o Jóne, vai-se a ver, lixas também a Nossa Senhora, que é no meio de Agosto, e isso, meu estafermo, já é falta de respeito às senhoras, ainda por cima uma senhora que é tua superior hierárquica!

Ora a gente, cá em baixo, não tem nada a ver com a lavagem de roupa suja que tens com os outros gajos, mas dava jeito uns dias de calorzinho, que já estamos fartos da porcaria de tempo que nos tens mandado este ano.

Nada de muito exagerado, também não somos tão lambões, não é preciso ser daquele calor que obriga as pessoas andar com aqueles calções que deixam a pechenáica à mostra, mas informo-te que seria bastante agradável poder andar de t-shirt no fim de Junho em que estamos!

E chanatas!


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Quem semeia ventos, colhe tempestades.

Numa das empresas onde trabalhei, os gajos tinham a mania de pegar em funcionário competentes e aplicados e despedirem-nos à última da hora por questões financeiras.

Traduzindo, por números.

Cada um de nós, independentemente de ser despachado, inteligente, assíduo, eficiente, não passava de um número, perfeitamente dispensável.

Ora essa empresa, em Madrid, decidiu acabar com o departamento de Portugal aí, e passou-o para Lisboa.

Claro que só fomos avisados à última da hora, mais concretamente, meia hora antes de sermos despedidos, porque nos chamaram para assinar os papéis.

Quando regressei a Lisboa, há um mês e tal atrás, foi uma das empresas que me chamou para entrevista.

Ah e tal, gostamos muito dos vossos currículos, ainda bem que já tem experiência com a empresa, é uma mais valia, dentro de uns dias damos a resposta.

Não deram.

Obviamente, como a gente não se pode fiar só numa entrevista, nessa semana tive várias outras.

De uma das posições tive resposta ainda antes de chegar a casa, depois de sair da dita entrevista, numa Sexta-feira. "Pode começar a formação na próxima Terça-feira?". "Posso."

Era a hipótese que tinha o ordenado não tão alto, era a que tinha o horário mais macaco, mas foi a que me pareceu mais estável.

Ora a empresa número 1, que despacha os funcionários como números, está agora com um problema de "funcionário de baixa", "funcionário que despediram porque era um número a mais há meia dúzia de dias", "funcionário de férias", "funcionário que arranjou melhor e bazou", "funcionário que se fartou das m&rd@s deles e bazou"... e lembra-se de contactar, para encher os buracos os que tinha despachado anteriormente, que já tinham prática e formação feita.

Obviamente, f*d&r@m-se....


quarta-feira, 10 de abril de 2013

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Moral da história: quem é que raio percebe os gajos?

Entra pela cozinha o colega do Puto, o tal que desdenhou da sopinha tuga e da chouriça e do camembert, cheira a sopinha, espreita a sopinha no tacho, um caldinho de cenoura daqueles à maneira de mamãe, com pedaços de alho francês a boiar, bem cozidinhos, dos que se derretem na boca, e sai-se, afinal, com um:

"Ah e tal, tem boa pinta, a sopa!"

Ou seja, juntou-se a nós, comeu a sopa, a chouriça, o paté de atum, o camembert... e até gostou.

Pimbas!