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segunda-feira, 1 de abril de 2019

A Rua das Portas Pintadas, no Funchal.

Daquelas em que podemos andar para a frente e para trás as vezes que nos apetecer, em que podemos tirar fotos, ou trazer os postais para marcar os livros e enviar aos amigos.

Na Rua de Santa Maria (e mais umas quantas ali à beira), no Funchal.












(Dona Joana Rabo de Peixe, será?)


terça-feira, 26 de março de 2019

Deixei um pedaço do coração na Madeira.

É impossível andar pelas ruas do Funchal e não viajar no Tempo. Seria necessário bem mais que a meia dúzia de dias que lá estive para correr tudo à vontade, mas senti-me em casa assim que comecei a laurear a pevide pelas calçadas e pelas ruelas. E há muita ladeira para subir.

Não se consegue apontar o dedo ao que preferimos, se os parques, cheios de Primavera em flor, se as quintas, se as ruas características, se a pedra negra, as portas do tempo das Descobertas com que nos cruzamos em cada esquina, as flores, se a paisagem, se o mar, se o colorido de vozes e pessoas, já falei nas flores?

Voltei, mas com a sensação de que lá vou voltar...

(e vim de lá inspirada para escrever e para jardinar, com apontamentos na agenda e umas quantas sementes locais... Medo!)





























quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Ó pessoal que andais a laurear a pevide, onde estais?

Em Vila Viçosa!

Junto ao Palácio Ducal.


No Castelo.


Habemos fosso! Mas sem crocodilos ou lontras...


A vista do castelo.


Pelas ruas.


Um dos lugares onde viveu a Florbela Espanca. Não vimos as ossadas, como o rapaz do Turismo garantiu que já lá teve!


Xanã, olha a ponte levadiça!


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Que andaste tu a fazer no dia do teu aniversário, ó caramela, que a gente não te pôs a vista em cima?

Andei a laurear a pevide, que não estou a prever nos próximos anos poder celebrar o meu aniversário de t-shirt e com as temperaturas que tenho por estes lados.

Ora, desta feita, fui até ao El Pardo. Não, não é o Prado, o museu onde está a Guernica e As Meninas, mas El Pardo, que é uma aldeola aqui ao pé que tem um dos Palácios Reais, e que funcionou, primeiro, como estância de caça dos reis, porque se situava no Monte El Pardo, a Mafra cá do sítio, e depois como residência do Franco, nos tempos da ditadura.

Actualmente, funciona como residência de visita dos chefes de estado que vêm até Madrid e, aqui bem pertinho, está o Palácio da Zarzuela, que é a residência da família real desde meados dos anos 60.


O jardim é gratuito, não é muito grande, mas é bonito, e é, em geral, uma zona muito tranquila, porque ainda tem uma boa parte de floresta em redor.

A entrada do Palácio, nos dias normais, é de 9 euros, o que é uma batelada de dinheiro para se ver o quarto horroroso do Franco (mesmo mesmo horrível, com as paredes cobertas por uma seda de um verde hospital-psiquiátrico de pesadelo) e a sua ainda mais horrorosa casa de banho, com azulejos de uma tonalidade igualmente escura e medonha.

Felizmente, aqui a vossa companheira amiga palhaça tem faro para os dias gratuitos, que é assim que as pessoas desempregadas ou com ordenados de kaki podem ter acesso à cultura...


O resto do Palácio até é bonito, mas não é dos melhores, há que ser sincera.

Como era um retiro de caça, a decoração está muito na onda desse tópico, não com cabeças de veado nas paredes, cruzes credo, mas com tapeçarias alusivas ao tópico, e aqui há muitas, porque, sendo quase na serra e sendo os Invernos tipicamente bastante frios, usavam-se tapeçarias nas paredes e carpetes grossas para o ambiente aquecer um bocadinho.

Tem várias salas com pinturas de tectos fantásticas: mitologias, cenas do horóscopo e cenas do dia-a-dia, que valem a pena.

A pièce de resistance cá do sítio é a profusão de fotografias de chefes de estado autografadas... nomeadamente a do Mário Soares, e a do Cavaco com a Maria dele.

O guia disse que muitos dos chefes de estado ofereciam as suas fotos quando ali ficavam, sem ninguém lhes pedir. O que ele já não soube explicar foi se as pessoas deixavam esse recuerdo porque, quando haviam sido visitadas pelo Rei de Espanha, ele lhes tinham dado uma coisa igual, e achavam que era tradição espanhola andar a trocar fotos autografadas...

Por causa do Franco, foram construídos aqui à volta vários edifícios militares, e há muitas casas, que funcionavam como residência dos militares, que foram construídas na altura da ditadura espanhola.


E prontes, basicamente foi isto: tive direito a almoço mimimi com o Puto, fui conhecer um sítio que ainda não conhecia, ganhei umas chávenas do Gato Preto, o Puto fez o jantar, mas ganhou com uns morangos com chantilly bem fresquinhos para a sobremesa, tive montes de mensagens bem dispostas dos amigos, muito mimo de mamãe, e até consegui ter uma conversa normal com o meu pai sem a coisa descambar para a biolência!


Já agora, se querem saber, o áutefite do dia foi: t-shirt básica da Sfera, para aí uns 3 euros; calças da loja do chinês de Santa  Cruz naquele dia em que tive de comprar umas de desenrasque porque apanhei uma chuvada e não tinha mais calças, 5 euros; sapatilhas de marca, sim senhor, mas que apareceram na casa da minha sogra e não serviam a ninguém, nem ao sobrinho do lado do Puto, que tem 9 anos mas já tem as patolas maiores que as minhas, à borlix; mala da Sfera, toda pipi, em saldos.

Xanã!!