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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Lição de estilo #5789347587348.

É ir buscar a miúda à escolinha em dia de reunião de pais, ver o parque cheio de grandes banheiras de marcas caras, e ter nas mãos um Clio de 98 azul ainda de boa qualidade mas com a plástico do pára-choques a descascar, com o leitor de cassetes com o Wolfhearted dos Moonspell a tocar (foi a única coisa de jeito que encontrei em cassete, já ninguém acha piada à banda sonora da Missão Impossível com os Limp Bizkit...) que, por mor de ter fechado na garagem por uma semana, levou com uma mijadela da gata no capot que empestou por todo o lado e não sei como me livrar do pivete!

Sou uma mãe hipster, é o que é. Se fosse gajo deixava crescer a barba e um man-bun!


terça-feira, 12 de maio de 2015

Está o caldo entornado.

Lembram-se da senhora que levou para a irmã que é abadessa a tal caixa de ampolas que tinha um ligeiro estimulante sexual?

Pois, veio buscar outra porque, pelos vistos, a irmã abadessa se deu muito bem...


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O português comum e a sua entremeada.

O português é uma criatura bem agarrada aos seus hábitos e tradições, seja a boa gastronomia, seja o arreigado hábito de gostar dos feriados mais para poder ir até à praia do que pela celebração em si.

 Uma vez disseram, e com razão, que as alforrecas, sendo venenosas, não têm predadores naturais, mas que caso dessem à costa portuguesa, isso acabava, porque havia de aparecer alguém com azeite, coentros e uns dentes de alho que descobria logo uma maneira de a cozinhar, e lá se acabava o topo da cadeia alimentar.

Os portugueses são típicos, dessa maneira: tudo se pode cozinhar, e podemos fazer um bom petisco a partir de qualquer coisa.

Bem podem vir cá de qualquer religião do mundo que seja, que não hão-de conseguir tirar aos portugueses o hábito e o gostinho de comer uma bela entremeada na brasa num dia de Verão, uma costeleta com osso para agarrar com as mãos e regalar-se a roe-lo, um lombo de carne assada pela mãe com cenouras tão no ponto que se derretem na boca e um molho saboroso onde afogar o pão caseiro, já para não falar em febras e bifanas em dia de feira.

Não, não estou a ver virem para cá com uma religião que nos sugira dispensar a carne de porco.

A não ser que se tornem vegetarianos por amor aos animais.

Também somos assim.

De pouco nos vale preocupar com isso, agora, somos um povo brando e tranquilo, e as páginas dos jornais já estão cheias de Cristianos Ronaldos e botas de ouro e gritos de guerra que ninguém percebe muito bem, as emissões de rádio já estão cheias de música alusiva a essa novidade mais fresca e agradável, já quase ninguém fala do Charlie, passando o horror momentâneo que foi ver imagens de dois doidos com armas grandes a executar várias pessoas em plena luz do dia, por motivos que, a nós, povo maioritariamente tranquilo, nos parecem absurdos.

Estes tópicos, a nosso ver, seriam mais feitos para uma conversa séria entre pessoas ponderadas, em volta de uma boa mesa de refeição, do que desculpa para guerras, mas isso somos nós.

A não ser que se pense que esta confusão toda foi por causa de uns senhores muçulmanos que não gostavam da banda desenhada do Charlie Brown, e aí já ficamos algo pasmos e completamente sem argumentos.



sábado, 27 de dezembro de 2014

Perdoem-me!!

Perdoem-me não reparar que mudaram de penteado!

Eu sei que é a época disso, mas desde já me justifico: eu sou uma pessoa distraída e venho habituada àquela técnica do "para se notar a alteração do penteado, tem de se fazer uma permanente à Maria Amélia dos anos 80 no cabeleireiro da Dona Fátima"!

Isso sim, era uma mudança visível e considerável.

Do género aparecer em casa a tresandar a laca e com uma coisa que parecia um bibelot da casa do Marco Paulo na cabeça.

A não ser que a pessoa tenha a trunfa à Jon Bon Jovi dos tempos áureos e o corte à escovinha.

Poça, aí até eu reparo!



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Era um menu Ryanair, se faz favor.

O Puto tem andado outra vez na lida dos aviões.

Ora, por mor da greve da Tap, a secretária lá do estaminé onde ele trabalha, para poupar dinheiro à casa, em vez de ser uma gaja esperta e marcar a viagem para a Lufthansa, resolveu ser uma gaja poupada e marcar antes para a Ryanair.

Acabou por não ser nada poupada, porque o destino, afinal, era para um aeroporto a uma batelada de distância do ponto final e tiveram que arrotar com uma outra batelada de euros em taxi...

Ainda por cima, o voo era mais cedo do que o habitual, para aí umas 6,30 horas, o que em termos práticos, quis dizer que o Puto, com uma pirolita de um mês em casa e vários colegas que não têm compromissos familiares disponíveis na empresa, além de ter sido cravado para um projecto a uma relativa distância (pelo menos dá para vir ao fim de semana...), ainda levou com um fim de semana cortado ao meio.

Aqui é que entra a Ryanair... Sendo que, indo mais cedo, podia aproveitar para conhecer melhor o sítio, teve os planos um bocadinho frustrados, porque depois de passar o check in, lá a companhia resolveu informar que o voo poderia estar com um pequeno atraso... de 4 horas! O que é um facto que se vem a repetir no histórico dos voos dos senhores...

Mas, para colmatar esta falha, ofereceram aos passageiros um voucher de 5 euros para se alimentarem no tempo de espera, uma vez que já não os deixavam sair para lado nenhum, o que, em termos práticos, dentro do aeroporto, dá para, tipo... um café e pouco mais.

Pelo que venho antes sugerir que abram um pouquinho mais os cordões à bolsa e coloquem nos tascos do aeroporto um Menu Ryanair, composto de uma sopinha, uma sandocha como deve de ser, um sumo, uma peça de fruta e um cafézito.

Ainda bem que tive o discernimento de, ao ver Ryanair no bilhete do Puto, lhe ter enfiado na mochila duas sandochas de bife de peru e uma meia dúzia de peças de fruta...




domingo, 6 de outubro de 2013

O Dom do Marketing. Ou não.

Ora digam-me lá, doninhinhas da sua mãe se, quando vão muito bem no autocarro, olham, de repente, para a rua e dão de caras com uma cabine da PT, daquelas que têm a publicidade de uma senhora toda feliz e contente com o seu cartão, a dizer em letras grandes e coloridas

"Eu UZO o meu PThello"

Se a ideia não vos vai logo, mas loguinho, para a cueca?

É que a mim vai. Serei normal, ou isso?



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Rúbrica "O que é que tem este café" # 754786774586.

Uns ex-colegas de trabalho são "amigos de facebook".

Ambos gostam de bicicletas.

Ambos são muito matxos lusitanos.

Agora há uns dias, juntaram-se ou criaram um grupo que se chama qualquer coisa tipo "gaijas (boas e semi-despidas, pois obviamente) e báikes".

Convém também referir que, tal como muitos outros da dita colectividade, não têm guito para aceder às tais báikes, só mesmo pela foto e também que, a estes dois, a única "namorada" que lhes conheci... foi a mão direita...



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Que andas a fazer, pah?

Atentem, por ordem de marcha:

Este.


Depois, claro, o filme.


Depois, a sequela...


De seguida, outro dos meus preferidos.


E o último que cá tenho para ler, o que quer dizer trazer mais uns quantos de Portugal... ou voltar ao princípio e seguir novamente o procedimento indicado...


Enquanto este sacana filho de uma trute não me chega às mãos.....


Nos entretantos, formação no novo trabalho, facílimo, comparado com os outros (onde, venho depois a saber, cai o Carmo e a Trindade depois de a gente virar costas, os espanhóis estão piores que os portugueses, valham-nos as empresas internacionais, nomeadamente, God Bless America, há que dizê-lo com frontalidade), os bracinhos meio furados das análises, ao menos apanhei uma enfermeira que, ao contrário da que me deixou o braço todo negro porque não dava com a veia, diz que tenho boas veias e consegue tirar o sangue todo do mesmo furinho sem me deixar o braço tipo passador de compotas meets Oceano da Marina Mota, um calor de cair para o lado e uma volta na porcaria que ando a comer porque tenho de comer coisas saudáveis, o que nem me chateia, que agora descobri uns tomates kumato que ficam mesmo bem na salada de atum e um vício por uns pêssegos achatados mas que sabem mesmo a pêssego chamados paraguaios, nada daquelas porcarias grandes e inchadas que só sabem a água e apodrecem em dois dias que vendem como pêssegos.

Sacana do livro, já cá calhavas, hem!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Contrariamente à estatística...




Eis o filme em que o Sean Bean desejava ter morrido.



(sério, como é que ele conseguiu aguentar sem cortar os pulsos quando, na cena final, já depois de uma caca de filme, a princesita dá em cantar uma música do Bollywood? Como??)

sábado, 5 de maio de 2012

Um dia, isto vai mudar!

Já ficam a saber!

Quando, um dia, aqui no trabalho, abrirem uma copa como deve ser para a gente poder comer, e com uma máquinazita de cafés gratuita (de bolachinhas já não digo, mas também estão à vontade...), informo-vos que tal será por minha causa, e pela chavasqueira que faço a comer no meu lugar!

Tenho dito!

(então, também andam a aproveitar o pc do trabalho para actualizar o vosso bloing? não me andem para aí a carregar em botões insuspeitos nas vossas viaturas, tá?!)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Viva o futebol!

Temos lá um colega no departamento espanhol que é, vá, um bocado apanhado da mona.

Nos dias normais.

Nesses dias, lá anda ele com um olhar alucinado, a ouvir Judas Priest e Metallica no turno da noite, depois da chefalhada dar toda de frosques, e com uma barba à feiticeiro medieval que lhe fez ganhar a sublime e carinhosa alcunha de... talibã...

Ora, ontem, foi um dia especial!!

Jogou o Atlético de Madrid!

Logo, o nosso amigo, assim que o pessoal virou costas, e assim que se começou a aproximar a hora da saída para o seu encontro com amigos e cañas e um ecrã gigante, sofre uma transformação!

Tira a camisola de lã, saca da mochila de uma t-shirt e um cachecol do Atlético e apetrecha-se a rigor.

Eis senão quando, todo orgulhoso, saca tabém de uma mini-coisinha destas que temos na imagem:




... para se dirigir aos lavabos laborais...

e ajeitar a barba!!


(e ainda acrescentou - em pormenores!! - o espectáculo que deu quando foi comprar aquilo ao Corte Inglés).


terça-feira, 3 de abril de 2012

Pequenas considerações pessoais acerca do trabalho antigo e acerca do novo trabalho - #1.

Contrariamente ao que a maioria das pessoas deseja num trabalho, aqui esta que vos fala até prefere uma coisinha mais mexida, que, efectivamente, se possa chamar de trabalho.

No anterior, não me queixava, havia muito disso.

Convém referir que tal se devia a outros departamentos não funcionarem bem, nomeadamente o que devia passar a informação dos clientes às empresas que, supostamente, deveriam enviar o produto, e aí tínhamos muitos momentos no dia que eram do género:

"Ó menina, onde é que está o meu tablet/helicóptero telecomandado/relógio/soutien/plataforma vibratória oscilante que encomendei há 2 semanas/1 mês/9 meses?"

A que nós, invariavelmente, respondíamos:

"Já passámos a informação dos seus dados ao nosso departamento de parceiros, para que contacte com a empresa e nos confirme o estado da sua encomenda".

Que era, de facto, o que fazíamos.

Infelizmente, o departamento de parceiros da empresa trabalhava meio na lua, meio a abanar as mamocas na cara do senhor com nome de cão, e com a cabeça no ar feito os balõezinhos que meteram pelo escritório todo no dia do Valentim...

Estas comunicações típicas eram depois pontuadas por outras - e cada vez mais frequentes - do género:

"Ó menina, eu queria saber quando é que chega a bicicleta articulada/aspirador inteligente/relógio-espião/robot-de-cozinha-a-imitar-rascamente-a-bimbe que encomendei há 3 semanas/1 mês/6 meses."

Logo seguida de outra:

"Ó menina, eu sou o senhor das sapatilhas adelgaçantes/esfregona-eléctrica/auriculares/colchão viscoelástico, e gostaria muito de enviar o produto, até porque os clientes já me andam aqui a bater à porta e a ameaçar de porradinha, mas ainda estou à espera que o vosso departamento de parceiros me envie as moradas dos ditos clientes!!"

Ao que nós optámos por começar a responder:

"Olhe, deixe-me só ir ali buscar um taco de basebol/toalha molhada e enrolada/vassoura eléctrica para dar no trombil à anta do departamento de parceiros que ainda está ali a abanar as mamocas à frente dos olhos do senhor com nome de cão que, por acaso também é o chefe aqui do estaminé e um gajo, aparentemente, cheio de guito, a ver se ela desce com a cabeça à terra e vai fazer algum trabalho que se veja. Ora, com licença!"

Aqui no trabalho novo, apesar de ter um horário que "ai Jasus!", o habitual, nos dias apertados, como o de ontem, é receber 5 chamadas.

Três das quais enganadas, porque o número azul de uma clínica que faz radiografias é parecido, e estão sempre a tentar convencer-nos de que querem marcar mamografias, radiografias ao torax, à perna, ao pé e etc.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Porque é que as aulas de Língua Portuguesa são boas para toda a gente?

Porque depois não escrevem para um serviço de Apoio ao Cliente a dizer que dá "código inválido" quando estão a preencher o formulário do vosso Colchão Viscoelástico e não metem um dos "C"s na palavra "Colchão".

Duas vezes.

E está pérola ainda é fotografada pelo telemóvel xiripiti cor-de-rosinha todo fofinho de uma das assistentes.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Instantes gloriosos cá do trabalho #1.


Alguém quer?

(Isto desde que aprendi a fazer print screen copy paste no paint à velocidade da luz, só me dá para isto! "Ó minha menina, cá a mim ninguém me pagou nada!", "Olhe que sim.", "Olhe que não!", "Olhe que sim.", "Olhe que não!", "Então veja lá.", "Olha, pois, afinal pagaram!")