Raios partam mais aos filmes que nos fazem ficar de pé atrás em relação à vacina que vai curar uma doença gravíssima e incurável, ficamos a imaginar que não, não é a eminente salvação da humanidade, mas um plano maquiavélico de um cientista malvado, que consegue fazer com que toda a gente de injecte com uma bactéria venenosa que nos deixe todos zombies e com ganas de comer cérebros à hora da buxa.
"Not all girls are made of sugar and spice and all things nice. Some are made of witchcraft and wolf and a little bit of vice." Nikita Gill
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sexta-feira, 6 de março de 2015
domingo, 18 de janeiro de 2015
Ah, o Torga e a minha adolescência!
O Miguel Torga morreu em 17 de Janeiro, há 20 anos atrás.
Pasmem, há 20 anos atrás, estava eu a fazer o 12° ano. Eu sei, também ainda não me recompus...
Voltando. Na altura, tinha 3 disciplinas: Literatura Portuguesa, Inglês e Francês, sendo que no fim do ano tínhamos de fazer a prova de aferição de Literatura e, caso a ideia fosse tentar a Universidade, fazer ainda mais umas quantas provas específicas exigidas pelos curso que queríamos.
Ora o nosso professor de Literatura era um gajo muito divertido e muito à frente.
Era forreta com as notas, mas depois dava-nos oportunidade de recuperar fazendo uns quantos trabalhos e apresentando-os à turma, como se fossemos nós os professores.
A matéria resumia-se a: 1° período, Poesia, Fernando Pessoa e heterónimos, e Miguel Torga; 2° período, Teatro, O Judeu, uns adoraram, outros odiaram; 3° período, Prosa, A Sibila, os que adoraram o Judeu odiaram a Sibila e os que odiaram o Judeu adoraram a Sibila.
Eu fui uma das alunas que teve de fazer um trabalho para "acertar a média", subindo a nota umas quantas centésimas. Como também tinha aquela atracção pelo mar, escolhi a Sophia.
Com o aproximar do Verão, chegavam as férias mas, antes disso, as provas, o que se traduziu em aulas extra para quem estivesse ali a sério, e muitos conselhos de profissional da parte do professor, do tipo " estudem o Torga, que morreu este ano, e já não sai há dois anos; não vale a pena estudar muito o Pessoa, que saiu nestes dois e não deve sair neste outra vez."
Felizmente, acho que a maioria de nós teve juízo e estudou um bocadinho de tudo.
Saiu Pessoa e Sophia, que não estudamos na aula, e Torga, nem se falou dele.
Também nunca mais ouvi falar deste professor...
No Verão, ainda tive a sorte de ir com a família a Trás os Montes, o meu padrasto é de lá, e fomos visitar o lugar de repouso do Torga, na altura com uma arvorezita raquítica ao lado, lá mesmo em cima no sossego da montanha.
Claro que depois andámos todos com os intestinos desarranjados, porque era Agosto, estava um calor desgraçado e bebíamos água fresca de todas as fontes de beira da estrada, nomeadamente uma que agora tem uma bela de uma placazinha a dizer "água imprópria para consumo", mas isso já são outros quinhentos...
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Ah... o espírito da época #5989496...
Coisas de que a gente se apercebe quando anda com um carrinho de bebé. O supermercado.
Nos supermercados portugueses, temos à disposição três tipos de caixas.
A caixa normal, onde não temos prioridade e onde estamos dependentes da boa vontade e educação das pessoas que estão na fila, e que, habitualmente, vá-se lá saber, não possuem essas características.
A caixa prioritária onde, sim senhor, até temos prioridade, mas onde as pessoas ficam magicamente cegas e surdas a tudo o que se passa, nomeadamente à grávida, ao idoso, à senhora das muletas ou à do carrinho de bebé, e onde só temos realmente prioridade se abrirmos a boca ou se vier lá do outro lado um operador fixe.
Claro que, depois, temos de gramar com os olhares de esguelha e os comentários ditos para dentro, mas ide levar na real bufa, que tentar passar à frente dos outros por meter-se na fila prioritária é filhadaputice.
E depois temos as caixas exclusivas do continente, não são cá prioritárias, e mesmo que uma pessoa tenha poucas coisas e a fila até esteja curta (e as outras enormes, estamos no Natal), lamentamos, mas estas são exclusivas e estão aqui bem à vista os desenhos.
Mesmo assim, há sempre o português comum que quer se mais exclusivo e doutor do que todos os outros, e quer passar à frente do prioritário que já lá está, mesmo que seja só um, como aquela senhora de ontem, que reclamou com a desgraçada da operadora porque, ok, eu tinha a bebé, mas a outra senhora não tinha prioridade coisa nenhuma.
A outra senhora, de facto, era a minha sogra, e estava a ajudar-me (acompanhar-me...) com as compras. E por acaso até tem uma prótese na bacia.
A gaja com os maus fígados não tinha bengala, não tinha bebé e não tinha sequer barriga.
Se por acaso, até estava grávida, devia ser para aí de meia hora, e a cambalhota não lhe correu de feição.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
As merd@s do Miguel Sousa Tavares.
A minha "relação" com o Miguel Sousa Tavares é daquelas de um só sentido; ou seja: eu sei quem ele é, mas a criatura nem sequer sabe da minha existência. Há quem opine que é o tipo de relação humana mais saudável, que nos livra de muita parvoíce.
Também é o tipo de relação em que, tal como os três macaquinhos, há coisas que eu não ouço, não vejo, e opto por, muitas vezes, ficar antes calada.
Nomeadamente, nos anos mais recentes a esta parte, que é para poupar a minha cabecinha a muita decepção e arrelio, é um facto.
Na verdade, a imagem do Miguel Sousa Tavares ficou cristalizada em meados dos anos 90, e desde essa época, toda e qualquer coisa que aconteça no mundo ou na vidinha social, política, profissional, futebolística dele, se andar fora dos eixos da imagem inicial, é automáticamente eliminada pelo meu cérebro.
Por exemplo: o Equador está muito bem posicionado na minha memória, ao passo que não existe qualquer tipo de recordação relacionada com futebol.
Estão a ver como funciona?
O Miguel Sousa Tavares dos anos 90, não sei se se lembram dele, era uma espécie de "quando eu crescer quero ser assim, mas com a depilação mais bem feita e mais mamas" para mim.
Com a depilação tive sorte, com as mamas nem por isso, mas adiante, que também não se arranja trabalho com mamas. Ou por outra, arranja-se, mas não é coisa que se ponha no Curriculo, tipo "tenho uma licenciatura em Inglês e umas grandes mamas".
Nos anos 90, andava eu no liceu e, depois de me livrar quase completamente das Matemáticas (quase, porque arranjei em casa um pequeno altazinho satânico para exorcizar as Matemáticas da minha vida), lá me consegui enfiar na área de Humanísticas e ficar rendida à disciplina de Jornalismo, que foi o que, ingenuamente, decidi que queria ser quando crescesse, mas numa onda mais de jornalista Indiana Jones do que de pivô da Sic, coisa que acabou por não acontecer, porque me decepcionei um bocado com a área, porque a área de História, que eu gostava, não tinha saída e porque o que tinha saída era o Ensino, que afinal não tem, e é por isso que estou no desemprego na pesquisa de ensinamentos desse grande mestre que é a Vida.
E tenho um blog.
Isto aconteceu porque a nossa professora nos meteu a ler a Grande Reportagem, neste caso, uma reportagem sobre uma viagem à Tunísia, e eu fiquei de tal modo fascinada pelas aventuras de jornalista/viajante/Indiana Jones de um gajo que mete uma foto de um mapa rabiscado a marcador roxo nos lugares por onde passou, e fotos de desertos e palmeiras e uma porta azul turquesa numa parede branca batida pelo sol forte da tarde, que conta as histórias vistas pelos seus olhos, pela pessoa que esteve mesmo lá, nesses lugares, nessas aventuras, nesses pedaços de História do Mundo que, ainda hoje, tenho as folhas velhas dessa revista guardadas, e a imagem do Miguel Sousa Tavares cristalizada no jornalista fantástico que ele era na altura.
Por isso, meus amigos, ele bem pode dizer as merd@s que quiser, e fazer as merd@s que quiser que, aqui, não se passa nada.
Caraças, quem é que raio é o Quintela, comparado com o Miguel Sousa Tavares dos anos 90?
P.S.: aquilo do altarzinho não é verdade, ok.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
1998 - Parte 1.
A Google nasceu em 1998.
Foi um ano de glórias! A apontar:
Yield, dos Pearl Jam, com o fantástico Given to Fly!
(Aliás, um tempo de libertação para o nosso Edsie, também!)
Não me canso deste dvd... "I speak lousy spanish when I'm drunk!"
Não é fantástico?
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Nos anos 90 não havia Justin Bieber.
No liceu onde eu andava, regra geral, o mundo estava dividido entre betos e não-betos.
Os betos eram uma espécie de amostra da série Beverly Hills, na parte das poupas e das farpelas à maneira, mas não tanto, porque não havia o batalhão de maquilhadores atrás para encher de base uma borbulha repentina, ou avisar que o batom vermelho tinha esborratado os dentes.
Não sei o que era pior, sinceramente.
Mas nos anos 90 conseguíamos distinguir entre os que eram rapazes e as que eram raparigas, e agora confesso que, às vezes, tenho alguma dificuldade...
Para as nossas mãe também era um sossego, uma vez que a mesma mochila dava para mais de um ano, não precisava de ser de marca, e se tivesse aspecto de ter feito os Estados Unidos de costa a costa, cheia de rabiscos a marcador preto e autocolantes, mais cool!
As fotografias nos cadernos eram mais limitadas, tirando um ano em que fizeram uns muito giros (e mais caros...) com os anúncios dos anos 50 da Coca-Cola, e perfeitamente acessíveis, até ao dia em que me lembrei que era muito mais giro (e depois percebi que consideravelmente mais barato!) comprar cadernos de capa preta e decorá-los eu própria.
Devo ter sido a única pessoa a ter sido possuidora de cadernos com mapas, reportagens de viagens e recortes de fotografias do Rudolph Valentino, caray...
terça-feira, 22 de março de 2011
Disparidades entre rapazes e raparigas num liceu, meados dos áureos anos 90.
- Andar ao pé dos rapazes da turma: "Vamos lá fora apanhar ar, pessoal!"
- Andar ao pé das raparigas da turma: "Vamos enfiarmo-nos todas na casa de banho da escola a arranjar a pôpa!"
("oh God... please kill me before highschool is over...")
(Depois comecei a pesquisar imagens para este post e, por motivos escandalosamente óbvios, tive dificuldade em parar...)


quinta-feira, 10 de junho de 2010
Isto deve estar avariado, só pode!
É que ainda me lembrei de meter umas músicazitas e tudo... eu que percebo tanto disto como de beterrabas cor-de-laranja com o rabiço azul!!
Vamos a ver se a canalha gosta de Queen...

Lá estão, os Quatro Fantásticos, disfarçados de travecas, para o vídeo do "I want to break free", aprendam, isto é só cóltura dos anos 80! Na altura, diga-se de passagem, eu ainda não compreendia as subtilezas das mensagens do Freddie...

O Freddie dear.

O Roggie dear, baterista do estaminé, que passa bem por uma cachopita de liceu, daquelas que mostram as maminhas ao prof de Literatura para ele subir a nota...
(pensar que tive uma paixão platónica por esta criaturinha... ai os anos 80, o que fazem de nós... a sorte foi que a paixão platónica seguinte foi pelo baixista dos Heroes del Silencio, que sempre é coisa mais jeitosa... tirando as calças de napa justas...)
domingo, 16 de maio de 2010
Day 09 - A song that makes you fall asleep.
Video: Moonspell "Scorpion Flower"
Não há nenhuma, já adormeci ao som de moonspell e já fui repentinamente acordada – daqueles acordares que nos deixam mesmo mesmo mal-dispostos! – pela Katie Melua.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Heroes Del Silencio-Flor De Loto-P.Deportes-C.Madrid93
Nunca fue tan breve una despedida
nunca me creí que fuera definitiva
nunca quise tanto a nadie en mi vida
nunca a un ser extraño le llamé mi familia
Nunca tuve fe en mi filosofía
nunca tuve yo ni gurú no guía
nunca desprecié una causa perdida
nunca negaré que son mis favoritas
Esta es mi flor de loto
y yo era su sombra
esta es mi flor de loto
mi mundo no se aclarará
tanto vagar para no conservar
nunca nada
Nunca una llama permanece encendida
nunca aguanté su calor
nunca más, nunca más de un día
nunca desprecié ser un alma invadida
hasta que vi frente a mí por quién yo moriría
Esta es mi flor de loto
y yo era su sombra
esta es mi flor de loto
mi mundo no se aclarará
tanto vagar para no conservar
nunca nada
Querrás tu rectificar
las líneas de mis manos
¿quién esparcirá al azar los posos del café?
¿Y qué decía la bola de cristal
cuando echó a rodar?
¿Qué más puedo necesitar?
Tengo algo que perder
¡no puedo perder!
Flor de loto
flor de loto
flor de loto
fácil es buscar
fácil no encontrar
Querrás tu rectificar
las líneas de mis manos
¿quién esparcirá al azar los posos del café?
¿Y qué decía la bola de cristal
cuando echó a rodar?
¿Qué más puedo necesitar?
Tengo algo que perder
¡no puedo perder!
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