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quinta-feira, 12 de março de 2015

O português comum e o seu gosto pelo sado-masoquismo.

O português comum é, principalmente, adepto da boa mesa, e por boa queremos dizer cheia de coisas venenosas, e em abundantes quantidades.

Tem especial apetência, não por iguarias mais saudáveis, como fruta, ou vegetais, ou peixe grelhado (excepção aberta à sardinha, pois claro!), mas por ranchos, leitão assado, feijoadas, papas de sarrabulho, francesinhas, bifanas, carnes de porco à alentejana, bolas de berlim, lombos de porco no forno com castanhas, rojões, torresmos, farinheiras, salsichas, alheiras com ovo estrelado e mais outros exemplares de tortura intestinal, geralmente associados a situaçõezitas de gastrite, diabetes, colesterol, quilitos a mais ou um certo incómodo aqui pela barriga.

É inevitável.

Mesmo a sofrer umas pontadazitas no fígado, o português comum não resiste a alambazar-se com uma ou duas duchesses e a bica do costume, com adoçante, claro!

Daqui a nada, anda mas é tudo agarrado às Fifty Shades of Entrecosto...



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Mais uma posta que não vai de encontro ao espírito da época mas, desta vez, a culpa não é minha.

Cá por este lado, há que ver que a menina do blog é pessoa para vibrar mais com um chi-coração a uma árvore do que propriamente com o fumo branco a sair de uma chaminé, mas tenho que ser honesta, não deixava de ter uma certa simpatia pelo senhor de branco e pelas suas atitudes mais franciscanas do que bentas, sendo que até foi buscar a graça a um grande abraçador de árvores e amigo dos bichitos.

Por isso, aquela coisa de recusar receber o Dalai Lama para não criar problemas com a relação com a China foi coisa que não entrou bem na ideia que tinha das atitudes do senhor.

O próprio Maozão, sendo tão anti-capitalista, deve também estar a rebolar-se na tumba ao ver estes fenómenos todos de lojas do chinês (já tem nome próprio e tudo!) e de vistos gold.

Para quem luta habitualmente pela paz no mundo e outras utopias que tais, é um bocado frustrante ver o Papa recusar o emissário da paz, para não desagradar aos melindres de uma nação cada vez mais dominadora, opressiva, violadora dos direitos humanos e destruidora da natureza.

Além de que, como pessoa, o Dalai Lama deve ter uma personalidade interessantíssima.

Pergunto-me se o Menino Jesus se havia de se recusar a tagarelar com Dalai Lama durante um par de dias.

(Aliás, eu, como portuguesa comum, havia de aproveitar bem uma oportunidade destas... Dá Deus nozes a quem não tem dentes...)


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Nota pouco ao espírito da época #1. Já cá tardava. Vão chegar mais. Ho ho ho.

A menina do blog espreita as notícias de hoje.

O Sócrates ainda está no xelindró. Ponto. Não vi mais nada disto. Parece que há muita oferta: bilhetes para o Brasil, levarem um happy meal ao senhor, o amigo é um trafulha, a tia deixou-lhe uma batelada de dinheiro.

Resta a esperança que alguém se lembre de apanhar também o Mário Soares, coitadinho, anda tão caladinho que ainda pode ser que escape impune das ilegalidades que cometeu. Pois, parece que, afinal, também anda para aí a opinar... Quem anda à chuva... Vamos ver se a Cabrita o consegue apanhar.

Depois, Casa não sei das quantas. Passa à frente.

Futebol.

Adiante.

Maminhas.

Siga.

Mais futebol, caray!

E depois a miss nalgas que, pobrezita, está com o silicone do rabo infectado... Fico a pensar se não seria mais interessante fazer antes um concurso miss nalgas para raparigas (e rapazes) que possuam belas nalgas verdadeiras, e outro de mister melhor cirurgião plástico, para os que conseguem fazer as melhores nalgas falsas nas raparigas (e rapazes) que se queiram submeter ao processo e depois andar a desfilar as suas nalgas desnudas pelo mundo.




segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O mundo ao contrário.

Tenho ali uns cactos para meter num vaso, trouxe mais umas coisas para plantar, não consegui arranjar hoje terra em loja nenhuma das que fui, os vasos não estão na moda, por isso não há na Viva nem na Casa, piquei-me a tirar uma montanha de urtigas do canteiro, mas descobri que a flor que o Puto me ofereceu no Dia dos Namorados há dois anos atrás está viva, de boa saúde e a florir, consegui marcar para amanhã depois do trabalho a radiografia às dentolas, estou com vontade de ir para o campo ouvir passarinhos, e não para um escritório aturar gente doida, está um frio do catano, e o rapaz indiano da mercearia aqui em baixo na rua em vez de escrever "melancia" escreve "melância" e em vez de "alface" escreve "alfass"!





sexta-feira, 15 de novembro de 2013

De como se ganha em se perder:

Isto de ter trabalhos com horários marados, fins de semana às postas, turnos da manhã, turnos da tarde, turnos da noite, mais dois anos e meio em Espanha, mais uns meses sem televisão em casa, antes disso, que era televisão ou sofá e eu optei pelo sofá, faz com que uma pessoa se desabitue um bocado dessa coisa de, precisamente, ver televisão.

De modos que bem podem vir Casas de Degredos, telenovelas, jogos de futebol importantíssimos, a Barbi e o Descarrilhado à pantufada a abrir o telejornal que, por aqui, não aquece nem arrefece.

Ou já perdi a capacidade de me surpreender com a estupidez do português comum a vida, ou estou uma chata que não encontra emoção nos enormes seios à vista e nos gajos semi despidos no dia a dia televisivo, ou houve qualquer coisa que se perdeu desde que deixei de ter o Herman Enciclopédia.

Valha-nos o axn e coisas afins, para descontrair um bocadinho as vistas, e o ver na net os episódios de Downton todos seguidos sem ter de aturar a chatice que é os melindres por causa do que a Mary trazia vestido e do que o Bates disse e o quarailho, raio dos ingleses mas chatinhos, pá!

Não perco muito, pois não?




domingo, 29 de setembro de 2013

A coisa chata das autárquicas...

É serem a cada 4 anos.

Se fossem anuais ou, vá, a cada 2 anos, de certeza que havia muito mais obras terminadas.

Ali aquela estrada antiga da Ameixoeira, mesmo ao pé da escolinha onde as pessoas vão votar, atentem, está uma lástima.

Pelo menos sempre se arranjou o parque, já não é mau...



quinta-feira, 11 de julho de 2013

Ó Expresso, sei lá, quér levár unstálo?

Nas minhas peregrinações autocarrísticas periferia-baixa de Lisboa, além de me distrair a escrever, ler ou ouvir música, também aprecio deveras aquela actividade extremamente criativa que é "olhar pela janela para o que se está a passar na rua".

De maneiras que dei, assim de relance, com uma publicidade de um jornal conhecido com um título que já conheço de ginjeira: o Eça Agora.

Esta coisa, para quem não sabe, é a terceira aventura de um grupo de doidos que começou, precisamente, com um remix moderno do Eça, chamado "Novos Mistérios de Sintra", fez um desvio pelo "Código de Avintes", e voltou ao Eça com este título, onde faz um remix adaptado aos nossos dias dos Maias.

Ora achava eu que iam fazer uma coisa assim a modos que gira, a partir do que estes caramelos escreveram a sete mãos, mas desenganei-me...

Pelo que isto de o jornal se armar aos cágados com a cena do "ah e tal, fomos ter uma ideia que nunca passou pela cabeça de ninguém", é um bocado uma ilusão da parte deles, porque isto até já existe...



Ora vide, aqui na prateleira de casa!

(O Avintes ainda está em Torres...)


Atentem para o nome Mário Zambujal... que entra nas duas aventuras...


Aqui temos uma pausa para as vistas.


E as Brumas. Eu avisei que tinha isto em casa!


Esta semana vou andar a laurear a pevide por todo o lado com o meu, só para me armar em mete-nodjo!