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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Dúvida fashion #354783457:

Quando é que a gente percebe que as barbas da moda deixam de ser chiques e passam a ser chungas?

(e olhem que eu acho graça à barbinha, mas uma coisa mais asseada, não é tão giro uma coisa que dá para perder cenas lá dentro, tipo arroz, canetas, o gato, estão a ver?)



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

E mais Miguel Sousa Tavares...

No final da adolescência, tinha tanto entusiasmo pela profissão de jornalista que, em vez de ter uma mala de ombro normal, como a das raparigas, tinha uma daquelas malas de levar as máquinas fotográficas reflex, das básicas, da fnac, em azul seco, muito gira, que me durou até cair de podre. 

Claro que, nessa altura, já andava na faculdade, os cursos de jornalismo estavam na moda, tal como a televisão, e o pessoal queria o curso de jornalismo para ficar depois sentado numa cadeira em Carnaxide a apresentar as notícias, depois de espetar a faca nas costas a meio mundo e de lamber as botas a outro meio (descobri que, na educação, é a mesma coisa, e fiquei escandalizada - eu era uma miúda muito fresquinha... - pela forma traiçoeira como se portavam algumas colegas de turma que, supostamente, iam ensinar valores, que não tinham, a meninos pequenos. Não, ainda hoje me escandaliza!), não era cá José Rodrigues dos Santos com o colete castanho, que vai com o Lusitânia até ao outro lado do mundo, e que faz com que a juventude do país largue tudo para estar ali à hora certa a ver o telejornal, e veja tudo até ao fim, mesmo a reportagem da amnistia internacional que dava todos os dias, não é Paulo Camacho que se enfia pelo Paris-Dakar fora, não é Maria João Ruela que leva um tiro na perna pela causa, não é Miguel Sousa Tavares num jipe pelo deserto fora com o caminho apontado num mapa a marcador.

Pois, o Miguel Sousa Tavares, outra vez.

Quero lá saber que o homem seja agora um idiota.

O que é certo é que me deu ganas de ler o Equador, e não é cá em pdf por causa de ter um curso de professora e a criatura ter chamado palermas aos professores que, ofendidos (há professores que são palermas, é um facto, afinal...), disponibilizaram tudo neste formato.

A menina cá da casa gosta é de livros de papel.

Mesmo que tenham o tamanho de uma almofada.





quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Profissões que me dariam um gozo enorme ter, onde calculo que me sentisse realizada e compensada, e onde veria com olhos mais tranquilos os desaires do dia-a-dia:

. Escritora. Mas daquelas secretas, que escrevem e até publicam, mas que não têm de tingir o cabelo de loiro e ajeitar as bochechas à Castelo Branco, nem de fazer a campanha autárquica da coisa e ganhar músculo a dar autógrafos e a sorrir para as fotos. Se bem que a parte do viajar pelo mundo (megalómana, pah!) não me desagrada.

. Livreira ou Bibliotecária. Atentem, não é funcionária de uma daquelas lojas que têm uma data de porcarias E livros, lugares impessoais e frios, onde um livro é apenas mais um produto para vender, ali ao lado dos sacos de papel do continente e das capas da kitty e da nova gente, tipo fnacs e bookits. Tinha de ser qualquer coisa tipo Sá da Costa ou Pó dos Livros. Uma livraria aconchegada, com armários, eles próprios, com as suas histórias, recheados de livros, um cantinho com cadeirões, mesa, almofadas, tapete, chá, biscoitos (não têm de ser macarons!) e gatos, onde uma pessoa se pode sentar tranquilamente com o seu livro, a repousar e a sonhar pela janela fora. Perfeito, perfeito, seria um edifício antigo. E com jardim!

. Funcionária do Ministério de Educação encarregada de escolher os livros para o Plano Nacional de Leitura. Ler o dia todo, estendida na praia, na relva do quintal, no sofá, em cima do pufe, gatos à beira e litradas de chá à disposição. E ainda ganhar um ordenado por isso. Uau!

. Professora, quem sabe, mas preferia que os catraios viessem de casa já educados, e que o Ministério não nos pedisse tantos formulários preenchidos, para me dedicar àquela coisa na qual é suposto os professores se focarem, que é ensinar coisas giras e interessantes aos miúdos que querem aprender e crescer. Gosto do 1º ciclo, mas também não me importava de experimentar o 2º.

. Professora de História da Universidade, que nas férias faz uns biscates in loco. Ok, ainda tenho de ir tirar aquela lista de cursos que tenho há séculos na agenda. Não me consigo decidir entre Idade Média, Descobrimentos e Egiptologia, uff!! Aqui, também não se descartavam as viagens pelo mundo. Sempre tive cá dentro um Indiana Jones de mala a tiracolo com uma agenda com conhecimentos interessantes e cheia de areia das pirâmides, que tem andado por estes dias a dar-me umas pantufadas e a perguntar que merd@ ando eu a fazer na vida. Escrever policiais, aventuras, romances de cordel e outras histórias seria uma hipótese a considerar, nesta situação.

. Operadora. Trabalhar num call center e ter imensa informação parva e extremamente inútil, porém divertida para poder ser autora de mais uma blog-novela de êxito. Espera........


(Tenho os Muse em altos berros como banda sonora quando estou a escrever, para não ouvir a histérica do andar de baixo a desatinar com o marido. Sinto-me como a autora do Twilight. Autch!)

sábado, 7 de dezembro de 2013

Estarei numa novela da tvi?

Uma das colegas, que até nem era grande coisa na função, foi destacada para outra posição dentro da empresa, posição essa que lhe vai dar um horário com normal com folga ao fim de semana e um acrescento no ordenado.

Para a função especial dela no call center, adquirida nas últimas duas semanas, e que consistia em comandar um sistema de operações novo, devidamente caótico e falível, mas que lhe deu fins de semana, que ela partilhava com uma outra colega (que, sem perceber um cu de espanhol, foi fazer a dita formação... em espanhol...), foi seleccionado, em primeiro lugar, o algarvio, que se viu obrigado a recusar tamanha honra porque preferiu ir de férias para o Algarve, como já tinha planeado.

Depois, obviamente, foi seleccionada a Pitazinha.

Resultado, agora temos estas duas armadas em patroas de toda a gente e chatas como a potassa, a olhar-nos de alto e a chatear o juízo dos mortais que estão ali para fazer o que fomos contratados para fazer: trabalhar!

Uma das colegas antigas, daquelas que se desdobra em três, faz todos os trabalhos, todos os horários e ainda dias extras, mas que já estava com estas cenas pelos cabelos, fartou-se e, ainda nem estava a Pitazita a desconectar o telefone porque "agora sou uma pessoa importante e vou para ali ter formação com a outra e vou telefonar ao meu namorado que também é supervisor que é para ver se me calha o horário sem fins de semana aqui enfiada e férias em Agosto", já estava a telefonar aos Recursos Humanos para entregar a carta de despedimento.

Quando vemos colegas que são medíocres a serem louvados e recompensados, e colegas competentes e profissionais a levarem sticadas e patadas, começamos a pensar se aquela gente que está para ali a ditar ordens e com funções de gestão terá realmente competência para o que está a fazer....


domingo, 29 de setembro de 2013

A coisa chata das autárquicas...

É serem a cada 4 anos.

Se fossem anuais ou, vá, a cada 2 anos, de certeza que havia muito mais obras terminadas.

Ali aquela estrada antiga da Ameixoeira, mesmo ao pé da escolinha onde as pessoas vão votar, atentem, está uma lástima.

Pelo menos sempre se arranjou o parque, já não é mau...



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Como confundir o Português comum:

Dar às crianças nome de animais, tipo Mia, Lua ou Morgana.

Dar aos animais de estimação nome de pessoa, tipo Mateus, Francisco ou Maria.

É ou não é coisa que confunde uma pessoa?!?


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Então e agora?

Imagino a quantidade de Casas-Museu que, depois do vício Downton Abbey se instalar em força, se arrependem de ter dado cabo da parte Downstairs dos edifícios para encaixar uma loja de recuerdos moderna e que não tem nada a ver.

Numa delas, no outro dia, ainda apanhei uma pessoa a apontar para o elevador e a perguntar se era dali que vinham os criados, e outra a perguntar onde eram as cozinhas (sim, não sou sou eu que tenho curiosidade de ver as cozinhas! Yes!!), e a funcionária a informar que essa parte foi destruída para se meter a recepção e a loja toda chique do museu...


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Dúvidas da menina do blog # 375834768437865.

Em termos práticos, o que é que será que passou pela cabeça do Bartolomeu de Gusmão, que era padre, para inventar uma coisa que se chamava Passarola e que o fazia ir aos céus, aka voar?


Para pensar durante aqueles momentos em que estamos a pasmar da janela do autocarro para a estátua do senhor Saldanha com a senhora com as mamas ao léu um bocadinho mais abaixo.

sábado, 29 de junho de 2013

Miss Fofinha em linha.

Como já devo ter mencionado, o dia de antes de ontem, lá no trabalhinho, foi o Texas em cuecas.

Ontem já correu de feição, não sei se por estar motivada por ter um fim de semana de folga, se por já saber o que vinha aí, ou se porque, desta vez, foi mesmo o fusível do discernimento ao ar.

De qualquer das formas, ainda consegui, ontem, em apenas dois minutos, fazer perceber ao meu supervisor que tenho várias pessoas cá na caixa dos fusíveis, nomeadamente aquela que mandou imprimir umas folhas com informação desnecessária e apagou a que continha informação importante, e a que, no meio de cerca de 200 chamadas que atendeu depois das 17 horas, ainda sabia o nome do cliente, mais ou menos a duração da chamada, o problema do equipamento, a marca do equipamento, mais ou menos os números de telefone, parte da morada e ainda  parte do número de telefone de onde o senhor tinha ligado, e que era diferente dos outros dois.

Do género, em vez de se estar a testar uma dúzia de chamadas, a menina do blog olhou para o ecrã, apontou, disse "é esta!", e era mesmo.

Resumindo, com aquela confusão toda e com a falta dos dados necessários para mandar o técnico do ar condicionado lá à casa do senhor, foi preciso ouvir a chamada. Mas o gajo foi um fixe e não me fez passar a vergonha de ser ele a fazê-lo: deu-me os auscultadores para a mão e não me apontou o dedo ("sua desmiolada!"), deixou-me a ouvir a chamada sossegada e a tirar notas da informação de que precisava.

Ora aqui acontecem aquelas coisas sinistras da nossa vida, que são ter de ouvir a nossa própria voz ao telefone.

Garanto, é sinistro, é estranho, é anti-natural, é o restaurador Olex dos telefones!

Ainda por cima, descobri que, ao telefone, tenho voz de menina fofinha! Tipo, MESMO Fofinha! Tipo muito mimimi! Medo!!



terça-feira, 4 de junho de 2013

Motivos pelos quais as pessoas bem podem ter certas conversas mesmo ao meu lado e eu não oiço:

1) A senhora minha mãe e a senhora minha avó ensinaram-me que não é educado escutar as conversas dos outros.

2) Tenho um fusível cá no cérebro que faz com que todo o sistema se esteja a c@g@r para essas determinadas conversas. Facilmente activado com cafeína, mas habitualmente a funcionar como deve ser.


E se a conversa é de kaki, o problema não é meu de todo, mas da formação das pessoas.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Prioridades, ou uma pessoa mais na onda do "and now for something completely different!"

Estou a enviar currículos para Portugal, porque nos vamos em breve.

Ok, aqui começo logo por uma coisa que ninguém, nos dias de hoje, no seu juízo perfeito, faz: regressar a Portugal.

Pronto, é só por uns tempos, para estar mais perto da família, e renhónhó, que temos outros planos familiares futuros, mas é um facto: malas e a gatas, e ala em direcção à parvolândia, por uns meses!

Há que referir, aqui por Espanha, as coisas também não estão famosas.

Mas também há que ser honesta: a nível de oferta de emprego, também estão mais organizados no que se refere a sites da área do que em Portugal, e podemos abrir uma página de oferta sossegados, sem termos aquele receio de que nos vão meter pelos olhos dentro um estágio em que temos de pagar para trabalhar, um posto em que não pagam ordenado mas onde nos "pagam" em experiência profissional, onde nos oferecem empréstimos com juros parecidos com vender a alma ao Demo, ou onde nos impingem um franchising qualquer ou uma venda de produtos da moda porta a porta qualquer, coisa semelhante a, também, vender a alma ao Demo.

Há que esclarecer que tenho muitas qualidades a nível profissional, do tipo não faltar, chegar a horas, cumprir horário, tarefas, ser rápida a aprender, desdobrar-me em várias funções, trabalhar bem em equipa, mas essas, pelo que tenho observado, não interessam nem ao menino jesus, muito menos aos patrões que me têm calhado na rifa, que preferem mais coisas do género, "ah e tal, não falas 4 idiomas, e chegas todos os dias meia hora atrasado, mas és bom amigo de copos, por isso ficas tu".

Eu tenho vida, sabem. E prefiro melgar o Puto e as gatas e um bom livro ou um bom filme do que ir para os botellons com umas espanholas malucas que daí a 10 minutos estão tão bêbedas que nem conhecem a própria mãe, e menos ainda capacitadas de identificar se o pai da filha que trazem na barriga é o namorado habitual ou aquele colega com quem se enrolou numa jantarada há nove meses atrás.

(Do mal o menos, também se viu que uma personagem importante de uma das empresas onde estive (que começa por G, acaba em n, e tem no meio oupon, uns gajos muito simpáticos, que nos mandavam assinar os mails para os clientes com o nosso nome verdadeiro mas que depois os enchiam de patranhas, que se lixem mas é vocês, ó arraia miúda!), foi despedido à lá G...n: "ah e tal, baixaste o rendimento (aldra!!), assina isto aqui e amanhã já não é preciso vires. Gracias!" Bem, digamos que houve uma onda (ondinha) de "ó pá também a ti, xiiii..." da parte dos ex-colegas Portugal e Espanha, que foram despachados da mesma maneira, mas à dúzia de cada vez, e com uma indemnização consideravelmente mais pequena, claro.)

Há um aspecto em que, realmente, sou péssima.

Mas mesmo mesmo muito má.

Não tenho jeito nenhum para a área comercial que, para mal dos meus pecados, é das que há mais oferta ou, também muito pecadora eu sou, para a área da Informática, que de código percebo uma figa, lá tenho o blog e sei meter imagens e isso (yay!), mas, meus amigos, o resto já é muita coboiada!

Pelo que cheguei à singela conclusão (e os currículos que envio realmente comprovam esse facto) de que prefiro andar a podar árvores e a abrir canteiros para tomates do que a tentar impingir-vos algo que, muito provavelmente, não vos interessa comprar e, muito mais provavelmente, não vos faz também falta, já que o dinheirito faz falta mas é para coisas mais essenciais.

Ou então isto é algum acesso qualquer de nostalgia campestre que me deu, sei lá, agora com o raio de todos os transportes em greve, afinal se viver no campo, quero é que a carris e o metro e a cp vão para a real peidola da sua real tia, que vou a pé ou de bicicleta e ouço os passarinhos e vejo as estrelas e falo com as árvores e as ovelhas e como verduras fresquinhas da horta!



sábado, 23 de fevereiro de 2013

E, eventualmente, havia de se chegar a esta terrível constatação:

Da geração de hoje, muito provavelmente, nunca será parido um Mr. Darcy.

O que é que raio metem nas cerelacs dos putos de agora, que sai tudo parvo, ou a rondar o parvo, ou excessivamente parvo, francamente?!


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Uma pessoa está, obviamente, na profissão errada.

E andou a queimar as pestanas gratuitamente na faculdade na ilusão de criar um mundo melhor para as nossas crianças e o nosso país e renhónhó e pardais ao ninho.

A minha dentista acabou de ganhar 90 euros em menos de meia hora. Melhor que ela, só mesmo uma putéfia fina, e não me estou a referir a Monsanto ou Intendente.

Aproveitou a ocasião e brindou-me com uma anestesia que me deixou com aspecto de quem acabou de sofrer um ABC*, ele foi os dois maxilares (o de cima e o de baixo), foi lábios, foi bochecha, foi metade do nariz e até sinto aqui o olho um bocado apanhado, motivo pelo qual me estou agora a alambazar com um gelado (estão 2 graus lá fora...) e pareço o nosso amiguinho dragão da imagem abaixo.

Ao menos, os músculos da cara não se mexem, por isso, caros amigos, quando se sentirem assolados por pensamentos negativos relacionados com o flagelo do passar do tempo e da isbeleza, não se agastem com o botox: passem no vosso dentista preferido e apontem para o sítio da cara que querem que não se mexa!


*ABC: Ah Bruta do Caray!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ah... o ambiente de trabalho logo de manhã... Essa sarna!

Eu cá sou pessoa que gosta de despachar o trabalho de manhã e sair quando ainda está sol.

Aqui no antro dos cubículos, para alguns, trabalha-se numa semana de manhã e noutra de tarde, saindo já de noite escura.

Para outros, há horários fixos: ou de manhã, ou de tarde. Traduzindo, os lambe-botas escolhem primeiro, e os outros ficam com o que sobra, e os ainda outros (moi même incluída) alternam os turnos, que é para não terem ideias de juntar mais um trabalho, senão são postos a andar, como aconteceu com uma das miúdas novas.

O ambiente com os colegas que estão encalhados com a tarde é infinitamente melhor do que com os lambe-botas que, para mal dos meus pecados, também gostam de trabalho pela fesquinha, o que é uma grande chatice, porque enervam um bocado a paciência das pessoas, mas acaba por ter o seu aspecto positivo: há sempre material para o blog!

O tópico de hoje é a revelação das alcunhas!

Ora explicando: o nosso grupo era composto por 10 caramelos. Desses dez, um nem apareceu, o número 9 só foi ao primeiro dia de formação, 2 não entraram, 2 tinham cunha e foram promovidos assim de repente e sobrámos 4.

Será desnecessário dizer que somos todos, vá, um bocadito apanhados.

Pelo que foi fácil chegar à conclusão de que era preciso inventar alcunhas para conversar em código e animar o ambiente com piadolas parvas, que aquilo estava por demais enfadonho, e não pode ser.

Começámos com 3 a tentar falar português e uma a tentar explicar a pronúncia portuguesa.

No meio, vou ensinando expressões como "fessureira", "tafoder máizó caray" e explicando que "queres comer uma boa" não é o mesmo que "queres comer uma broa" (sim, levei broas para os colegas... há colegas de trabalhos passados que podem não se lembrar muito bem da cara da marta, mas lembram-se daquele bolo de chocolate da marta e daqueles biscoitos que a marta trouxe no Natal e do bolo de ananás ao contrário da marta...)

Depois temos uma a tentar falar espanhol e 3 a tentar explicar a pronúncia espanhola, o que me lixa um bocado, que os gajos têm uma pronúncia estranha, e aprendi da pior maneira que uma terrinha que eles têm que se chama Ametlla não se pronuncia almeja, mas quase, e que almeja é o mesmo que para nós é o mexilhão... pois... esse. Agora imaginem aqui a menina a falar destas coisas para um cliente e estarmos os quatro a morder os dedos para não rir.

Escusado será dizer que chamámos a atenção (não pela positiva...) dos outros cubículos...

Pelo meio, expressões como o nosso moto "siempre transparentes", que era um poster nos cubículos onde eu e o A. estávamos, e que era exactamente o oposto do moto da empresa em termos práticos, visto que são mais para o trafulha nos contratos de trabalho, e tratarmos-nos por "estimados compañeros", que é o que temos de escrever nos e-mails uns para os outros dentro da empresa, nem que seja para dizer "Estimados compañeros, vós sois uns figos de p*** que não querem trabalhar, ide lá sacar essa porra do paquete a reparto, mas é!"

Ah, as alcunhas!

Ora adivinhem quem é quem!

Temos a Reina de Sabá, que é a chefona aqui dos cubículos. Gosta especialmente de favorecer alguns e criar mau ambiente de trabalho entre os colegas. Correu-lhe particularmente mal o dia em que nos veio dizer que não se podia ter nada em cima da mesa de trabalho, nem telemóveis, nem café, nem bananas, nem gatos, porque vinham os senhores da nave-mãe e o sistema, curiosamente, foi-se abaixo uma hora...

Depois temos as duas supervisoras. Uma é loira, outra é morena. Uma é groupie do Alejandro Sanz, a outra tem ar de ter mais juizo. Gostam de começar as más notícias com expressões de grande alegria, como se estivessem a dar bolinhos quentes.

No grupo dos grandes sacaninhas lá do sítio, ao fundo da sala, temos o Bundão, e perceberiam porquê se o vissem, mas ele parece não perceber, a L., preocupada com o trabalho de todos e, principalmente, com o trabalho de todos, e a M., que é a sua fotocópia em português, mas com um sotaque menos estranho.

Depois, mais para o nosso lado, com um bocadinho de jeito até os levamos para caminhos mais desvirtuados, temos o Cuadriculado, que me faz lembrar um antigo supervisor que tive, que embica que só da maneira dele é que está certo, se é para ter tracinho não é para ter dois pontos, embora vá lá ter na mesma, a Van e a mini-Van (porque está de bebé...), D., uma das bichonas do poiso, com o seu leque vermelho que abanica em horas de mais stress e a S., portuguesa, florzinha de estufa, se está debaixo do ar condicionado não se queixa, mas ameaça que vai quinar quando se abre a janela lá do fundo, "ai que estou que nem posso!"

Por agora, estamos a pensar em ver quantos de nós têm gatos, que é para depois formarmos um clube, ou isso!

Gracias y un saludo!




quinta-feira, 8 de novembro de 2012

É tudo uma questão da maneira como se põem as coisas.

Lá no trabalho, temos duas supervisoras muito mimimi (como a música do nosso amigo Marquito, uma é loira, outra é morena...) que, quando abrem as suas santas boquinhas superiores, é para dar más notícias, mas que, e deve ter sido a qualidade que lhes valeu aquelas posições profissionais dentro da empresa, saem de forma que parece, sei lá, a melhor coisa que foi inventada desde o ristretto da nespresso e os émánémes de amêndoim.

Exemplificando:

E., numa mistura de ganhei a lotaria e sou groupie do Alejandro Sanz, mas tão groupie que já fiquei a dormir na rua para estar na fila de um concerto (a sério, pá? Isso existe??):

"Chicos, vamos ficar a trabalhar até noite cerrada, mas não é por causa disso que lhes vamos dar mais horas pagas de trabalho!"

A., em ar de ó dios mío, que a nova máquina das merendas tem brownies com zero calorias e eu adoro chocolate mas não me posso dar ao luxo de ter mais calorias dentro do corpinho:

"Chicos, vamos passar a trabalhar os sábados e o feriado de sexta-feira, sim eu sei que já é quarta-feira!"



Bem, pelo menos teve o bom-senso de acrescentar que ganhamos um bocadinho mais por trabalhar o feriado.

De qualquer forma, a bichinha do leque cá do estaminé continua na dele do "cá a mim não me disseram nada, por isso, não sei, e sexta-feira não ponho cá os pés, que eu cá sou uma pessoa muita religiosa e vou-me enfiar na Almudena... da Chueca! Olé!"

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Fifty Shadows of Gud Coffeeeeee.

Diversas cogitações consagradas ao tópico:

Estava aborrecida que nem um repolho,


Está um frio do catano,


Pode ser que neve, pode ser que não,


Pelo menos já chove,


Estou a ouvir os cds do David,


Estive a babar-me para os bilhetes do concerto,


As gatas também estão aborrecidas que nem repolhos,


Estive a tirar fotos às gatas, ao café, aos bilhetes, à chuva e às lãs.

E ainda só vamos a meio da semana...

domingo, 21 de outubro de 2012

Ou é a minha cabeça que não está boa, ou é o mundo que anda às avessas...

Fico deprimida só de ler as notícias, não sei se as pessoas andam em buscam de justiça, de um mundo melhor, ou se querem só aparecer...

Por um lado, são os professores que são uns bandidos violentos que deixam as crianças a passar fome ou que lhes rasgam as orelhas, mas depois, se calhar, vem-se a saber que há pais que, afinal, são negligentes e sabem que o filho está na escola sem comer, mas querem fugir com o rabo à seringa, ou que não dão educação aos filhos.

Depois são os enfermeiros com a cabeça na lua que metem as senhoras a fritar nas máquinas. Quais enfermeiros? Aqueles que trabalham horas a fio e que depois acabam por decidir emigrar? Não terá sido o Director do hospital, que ganha umas vinte vezes mais e que não mexe o cu da secretária?

Ou andar agora toda a gente a dizer, por causa da miúda canadiana, que "ah e tal, tem de se acabar com o bullyng!" e tem, mas também tem de se educar as crianças para que não se metam a fazer parvoíces na internet, nem os adultos às vezes sabem o que é, quando menos uma criança. Bem se vê as fotos que miúdas de 12, 13 anos metem na net, a mentir na idade para terem acesso sem os pais saberem e a "falar com estranhos", coisa que nos ensinavam desde miúdos a não fazer.

Que é que estes putos querem ser quando crecerem??? Médicos? Astronautas? Cabeleireiras? Bombeiros? Professores? Veterinários?

Ná... querem ser ricos e famosos, como vi nas composições de uns ex-alunos, uns pivetezitos de 9 anos!

Ou entrar na Casa dos Degredos...


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Vamos lá, Viana!

Não é cá por coisas, mas ainda na quarta-feira, aqui ao pé, em Las Ventas, houve mais um parvo de um toureiro cheio de bazófia que levou com umas valentes cornadas, e só pensei, "estavas era a pedi-las, não era?"

Que metam a tourada num sítio que eu cá sei!

Se Viana é, manifestamente, cidade anti-tourada, se o presidente recorreu a tribunal porque NÃO QUER ali ao raio da tourada, vão fazê-la para outro lado, nem que seja na sala deles, com as vacas das mulheres e os cornos que têm na cabeça!

Irra!!

(e, já agora, aproveitem a arena para armar umas esplanadas e meter uns fados! Querem tradição? Pois fado é tradição!)