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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

A casa na floresta.

Ora digam lá se não era um sítio tranquilo para se estar a ler um livro à janela, com uma chávena de chocolate quente ao lado, e a ver a trovoada cá fora.

Era ou não era?


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

You know nothing, menina do blog!

As velhotas já não estão por cá. Banny Tsunami estava velhota e doente, mas gostou do sossego do campo e adorava estar ao solinho no terraço. Gasosas Pestilenta, infelizmente, foi atropelada por um urso Y"#)?="!$&!!! que passou aqui em frente de casa às sete da manhã.

Vai daí, passado uns tempos, decidimos adoptar outra felina, já que casa sem gato não é a mesma coisa. Ou por outra, chateei tanto o homem cá de casa, que teve de ser.

Ora a minha ideia era ir até ali à associação e trazer um gatito pequeno, para ir ensinando, uma vez que temos uma piolha pequena cá em casa e não ia ser boa ideia trazer um felino esgrouviado.

O que é que se fêz, em termos práticos? Adoptámos uma gatinha de rua, que veio de BRAGA!!! e ainda por cima com brinde.

Daí ter ganho a graça de Gaia...

É um bocado doida, mas é uma paz de alma, sentiu-se logo em casa.

Daí a umas semanas, chega a hora de desovar os gatinhos: 1... 2... 6!

A menina do blog mete a mão na barriga, "ah e tal, ainda está para aqui qualquer coisa a mexer", diz o homem, "não pode ser, isso para ao fim de algumas horas, vi no google", "ah e tal, mas olha que sim, olha que eu já tive uma criança a mexer na barriga e sei o que é", "olha que não, eu vi no google".

24 horas depois, vou espreitar os gatinhos e estava lá um mesmo, mas MESMO bem lambido, tipo, banho, espera... vou a contar: 1... 2.... 7!!

Pois, nasceu mesmo um 24 horas depois! Embrulha e vai para a China, google!

Esta semana, já os gatinhos todos encaminhados e a gata sem leite nas maminhas, pronta para ir à faca e acabar com as parvoíces do cio, e começa-se a achar que já está de barriga outra vez, por mor de ter mais chicha.

Vem o homem e diz "ah, está com gatinhos! Mas como é que é possível, se não teve cio?", vêm os meus primos "ah, está com gatinhos, tem uma grande pança, e dura!", eu opino "olha que não, ela estava magrinha de dar leite, mas está é gorda, ela tem enfardado que nem um abade!".

Vamos ao veterinário por causa da castração, e a enfermeira acha o mesmo que todos: "ah, sim, de certeza, isto é uma gatinha grávida!"

Chega à ecografia, "olha... fezes e comida! Está mesmo gorda!"


Tipo... lontra, estão a ver? Pachola!

Nunca ouvem o que eu digo, caray!




segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A nostalgia da gravidez. #57345897

Ah, aquele exame ao nível da Diabetes Gestacional! Fez lembrar-me a Floribela: tão doce que enjoa, caragos!!

A sorte é que foi mais rápido que a novela, perdi ali uma manhã, fico com uma recordação para toda a vida, e não o vou ver nos próximos tempos!

E não saí da clínica a falar com as fadinhas das árvores! Não, que eu falo directamente com as árvores, sem cá a interferência de intermediários, quando posso, no jardim, cumprimento-lhes nos ramos fortes e na beleza viçosa das folhas, e dou-lhes festinhas e, muitas vezes, sou aquela senhora maluca que está abraçada à árvore (frequentemente acompanhada do senhor que está a tirar a fotografia do momento).

Também falo com os gatos, falava com a pirolita quando estava na barriga, e falo com ela agora, quando ainda mal me dá troco. 

Somos uma sensação no supermercado!


(na imagem, mamãe agarrada a árvore enorme em Adaúfe, com a pirolita dentro da barriga, e o senhor a tirar a foto do momento)

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A lógica da batata, em directo do Metro de Lisboa.

. Nº1: Se a pessoa tem 1 hora para se despachar, deve optar entre a) alimentar-se com um pequeno-almoço saudável ou b) encher a cara de base e/ou outras porcarias, sendo que a portuguesa comum opta pela segunda hipótese, enfardando depois durante a viagem de Metro 1) um folhado (opção pouco saudável), 2) um pão de sementes com queijo, fiambre e manteiga (é saudável, porque tem sementes!) ou 3) uma bola de berlim (uma tentativa de suicídio ao vivo e em directo, pelo menos para as ancas alheias...).

. Nº2: Se a pessoa, seja rapaz ou rapariga, leva um carapuço na cabeça, desenganem-se, não é para proteger do frio. Tal acessório tem uma utilidade meramente decorativa, geralmente combinada com outras vestimentas estupidamente frescas que deixam a chicha à mostra (em ambos os casos, atentem!), e fazendo as pessoas exibirem figuras não muito sãs ao ajustar as melenas MILIMETRICAMENTE!! pela janela do Metro, como se estivessem no espelho da casa de banho lá de casa.
Aqui ainda se consegue encaixar aquela miúda do outro dia, que conseguia meter uns headsets grandalhões por cima dos cabelos E do carapuço de lã da serra (vulgo garruço). De certeza que não era possível passar nenhum som ali, mas os cabelos, garantidamente, não se iam mexer para mais lado nenhum!

. Nº 3: Aquela rapariga que não toca em nada, não se segura, só se agarra à mala... porque tem nojo. Sim, babe, Metro é o transporte certo para ti!

. Nº 4: Já referi aquela miúda croma que quer sair numa saída e que tem o dom de apontar para a que fica mais distante? Pois...



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Profissões que me dariam um gozo enorme ter, onde calculo que me sentisse realizada e compensada, e onde veria com olhos mais tranquilos os desaires do dia-a-dia:

. Escritora. Mas daquelas secretas, que escrevem e até publicam, mas que não têm de tingir o cabelo de loiro e ajeitar as bochechas à Castelo Branco, nem de fazer a campanha autárquica da coisa e ganhar músculo a dar autógrafos e a sorrir para as fotos. Se bem que a parte do viajar pelo mundo (megalómana, pah!) não me desagrada.

. Livreira ou Bibliotecária. Atentem, não é funcionária de uma daquelas lojas que têm uma data de porcarias E livros, lugares impessoais e frios, onde um livro é apenas mais um produto para vender, ali ao lado dos sacos de papel do continente e das capas da kitty e da nova gente, tipo fnacs e bookits. Tinha de ser qualquer coisa tipo Sá da Costa ou Pó dos Livros. Uma livraria aconchegada, com armários, eles próprios, com as suas histórias, recheados de livros, um cantinho com cadeirões, mesa, almofadas, tapete, chá, biscoitos (não têm de ser macarons!) e gatos, onde uma pessoa se pode sentar tranquilamente com o seu livro, a repousar e a sonhar pela janela fora. Perfeito, perfeito, seria um edifício antigo. E com jardim!

. Funcionária do Ministério de Educação encarregada de escolher os livros para o Plano Nacional de Leitura. Ler o dia todo, estendida na praia, na relva do quintal, no sofá, em cima do pufe, gatos à beira e litradas de chá à disposição. E ainda ganhar um ordenado por isso. Uau!

. Professora, quem sabe, mas preferia que os catraios viessem de casa já educados, e que o Ministério não nos pedisse tantos formulários preenchidos, para me dedicar àquela coisa na qual é suposto os professores se focarem, que é ensinar coisas giras e interessantes aos miúdos que querem aprender e crescer. Gosto do 1º ciclo, mas também não me importava de experimentar o 2º.

. Professora de História da Universidade, que nas férias faz uns biscates in loco. Ok, ainda tenho de ir tirar aquela lista de cursos que tenho há séculos na agenda. Não me consigo decidir entre Idade Média, Descobrimentos e Egiptologia, uff!! Aqui, também não se descartavam as viagens pelo mundo. Sempre tive cá dentro um Indiana Jones de mala a tiracolo com uma agenda com conhecimentos interessantes e cheia de areia das pirâmides, que tem andado por estes dias a dar-me umas pantufadas e a perguntar que merd@ ando eu a fazer na vida. Escrever policiais, aventuras, romances de cordel e outras histórias seria uma hipótese a considerar, nesta situação.

. Operadora. Trabalhar num call center e ter imensa informação parva e extremamente inútil, porém divertida para poder ser autora de mais uma blog-novela de êxito. Espera........


(Tenho os Muse em altos berros como banda sonora quando estou a escrever, para não ouvir a histérica do andar de baixo a desatinar com o marido. Sinto-me como a autora do Twilight. Autch!)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Gato Sabão.

Cá em casa, gostamos de estar os quatro no mesmo metro quadrado.

De preferência, empilhados uns nos outros, mas qualquer espaço estreito serve.

Nomeadamente, a casa de banho, sendo que, neste caso particular, somos preteridos pelas várias formas de sabão existentes no espaço:

Zozas Francisca abifa-se ao pufe da banheira, de preferência depois do banho de alguém.

Bani Tsunami salta para a bancada (com a pouca destreza e elegância que tem, nada felinas...) e vai lamber o sabonete.

E isto com água fresquinha nas suas respectivas gamelas.

Já nem vou mencionar a pancada da gata número 1 pela escova de tirar pêlos, já que ela se põe a miar de forma histérica e esgrouviada - mas mesmo HISTÉRICA!! - de cada vez que alguém entra na casa de banho, na esperança de que ela - e o seu neurónio solitário -  sejam escovados!


domingo, 14 de julho de 2013

A mascote lá do trabalho!

Uma das coisas fixes para as pessoas que gostam de inventar histórias em todo o lado é viver numa cidade. Há aqueles que gostam de olhar para as pessoas e imaginar histórias, há os que olham para situações e imaginam a história toda por detrás daquilo, e há outras cabeças de vento, como eu, que gostam é de olhar para os lugares, viajar no tempo e imaginar as pessoas que ali viveram.

Por agora, estou pela Avenida da Liberdade, o que quer dizer que, no meio de tanto mamarracho moderno, tenho também a sorte de poder conhecer alguns edifícios que já ali estão desde que o senhor Marquês os mandou meter lá, isto enquanto não vier um pequeno terramoto e deixar toda aquela parte de Lisboa, nós incluídos, debaixo do Tejo...

Lá nas traseiras do edifício onde trabalho, há um prédio abandonado, que faz as minhas delícias nas horas de pausa, quando vou para o sexto andar sozinha, a olhar para cada janela, varanda e cortina, e me ponho a ver a gente que ali viveu. Tenho também muitas ganas de trepar o muro para ir explorar o pátio e o prédio, mas isso é coisa que eu fazia em miúda e, vá, na adolescência, acho que com esta idade ainda me habilitava a passar umas noites no chelindró, mas adiante...

Mas voltando à realidade!

Todos os anos, no telhado desse prédio abandonado, há ninho de gaivota, pelo que, volta e meia, vemos as gajas penduradas ao nosso lado na janela, em cima do ar condicionado.

Tendo as costelas quase todas dali da zona saloia de Santa Cruz, e mais umas quantas de Peniche, tenho uma relação privilegiada com as bichinhas, e até as acho muito estilosas e cheias de personalidade. Coisa a que as pessoas normais chamam "feitio fdp"...

As nossas gaivotas tiveras duas crias este ano e, um dia destes, quando lá chegámos, demos com uma das crias no pátio do nosso edifício.

Foi uma boa ocasião para descobrir os colegas que são apanhados por animais e os que nem por isso, porque assim já sabemos que somos mais que um nestas demandas, e não passamos tanto por maluquinhos da cabeça...

Vimos que não estava magoada, as asas estavam bem, parece ser apenas falta de confiança.

Lá nos metemos a observar, os pais andavam a rondar, o irmão, mais atabalhoadamente, também.

Uma colega telefonou para várias instituições ligadas à natureza selvagem: uma senhora disse que não havia verba para resgates, e rematou com um "deixe a natureza seguir o seu curso, percebe" (fantástico, a senhora tem um dom!), mas depois teve sorte e apanhou com um biólogo que deu sugestões bem mais práticas e humanas.

Ou seja, nesta situação, é dar tempo ao tempo: monitorizar e meter água com fartura. A outra hipótese seria apanhá-la e levá-la à instituição, mas seria animal que depois não poderia ser posto em liberdade por não se saber alimentar sozinho. Esta hipótese, não.

Apercebemo-nos que os pais vão lá alimentá-la e continuamos com a água, e a ir à janela conversar com ela, e com isto já lá vão 6 dias.

Como trabalho no fim de semana, calhou-me, com outro colega, de estar de olho e meter a água. E, nestas coisas, temos contado com a ajuda até dos Seguranças do edifício, que devem olhar para nós como se tivéssemos perdido uns quantos parafusos pelo caminho, mas podia ser pior. Acho eu.

De modos que levei a máquina para lhe tirar umas belas fotos!

Aqui está a nossa menina numa de "ó pá, não me chateies a moleirinha!"


Xanã! O prédio abandonado! Digam lá se isto não dá vontade de explorar!


Mais uma da nossa pequenita.


Ó pra ela, toda cheia de estilo!


Aproveito a ocasião para me queixar da espécie de "pátio" que ali temos, um autêntico antro de ares condicionados. Aquilo com uma limpeza como deve de ser, umas mesas, cadeiras e chapéus de sol dava um belo terraço de refeições de Verão ali para o pessoal, até se trabalhava com mais alegria. Vou meter esta ideia brilhante na caixa das sugestões, mas é!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Como uma pessoa se apercebe que está pronta para o estado de graça da maternidade. Ou não.

Passo aqui na rua à noite, a caminho de casa vinda da paragem do autocarro e oiço um ruído que me parece o de um gato com o cio.

Era a birra do sono de um catraio num dos prédios, que ecoava pela rua toda, até então perfeitamente calma e silenciosa.

Estás lá, man!


terça-feira, 25 de junho de 2013

Ingatos. Sois uns ingatos.

Uma pessoa aproveita a folga para ir buscar uma saca de friskies às meninas, sabor coelhinho e vegetais, mnham mnham, chega cheia de calor, pois claro, e carregada, e à hora do lanche mas, antes de pensar em si, mete na gamela o mimo de coelhinho, muda a água para outra mais fresquinha e mima as felinas com o blábláblá whiskas saquetas.

Nos entretantos, arrumo as compras e, depois, pego num iogurte líquido fresquinho e na caixa dos bolinhos de canela e penso, por uns momentos, enquanto me sento, "isto é que é vida!".

Foi mesmo por uns momentos, porque Bani Tsunami resolveu, mesmo ao meu lado, largar uma daquelas vomitangas mal-cheirosas e cheias de nhenha...

Eu sei que é normal os meio-arraçados de persa fazerem isto, ao longo dos anos já a consegui convencer a não vomitar em cima de tapetes, sofás, móveis, pessoas ou outros gatos, que é coisa assim a raiar o impossível, por isso, olha, quando sai, limpa-se.

Mas agora vir mesmo para o meu lado largar uma quando me vou refastelar com os bolinhos de canela, já não tem sorte, e leva com uma chinela arrezoirada atrás dela!

Claro que mais tarde no dia aproveitou para me ferrar a dentola no dedo, mas isso foi porque lhe fui chagar o juízo armada em parva, e enquanto o dentinho lá estava ferrado só me dava para ter ataques de riso incontroláveis, em vez de fazer como as pessoas normais, que gritam de dor, mas nós cá em casa somos assim.

Já Zozas Francisca, apesar de ter água fresquinha na sua gamela, continua a preferir lamber a água com gostinho a sabão da banheira.

Estou a ponderar meter um bocado de fairy na gamela dela, a ver se a atrai mais.



domingo, 19 de maio de 2013

A gata foi-se à Ágata.

Pois parece que as felinas já se encontram perfeitamente instaladas no seu lar, e até se percebe que tentam interagir com os vizinhos, nomeadamente Zozas Francisca a descer até à porta do andar de baixo sempre que pode para snifar o felinaço lá de casa, e também as duas sentadas em cima da mesa da sala a ver os pombos, o que me obriga, volta e meia, a ter de limpar os vestígios das suas patinhas de pompom de uma mesa preta...

Neste parâmetro, há que informar que temos a pomba Ágata, mãe solteira, e os seus dois filhotes, Marquito e Francisquinho, instalados no canteiro da janela, facto que as podia regalar, não fosse o pormenor de haver ali um vidro.

Um vidro, precisamente, onde Doña Zozas Francisca marrou no outro dia, fazendo um grande alvoroço e estardalhaço cá em casa, fora o pratinho que ainda gozo com ela e que tive mesmo muita pena de não imortalizar. Literalmente, a gata atirou-se à Ágata, mas não teve sorte nenhuma e ainda ficou um bocado abananada.

Ontem, em vez de andar a laurear a pevide por museus gratuitos, andei a mostrar Lisboa a mamãe (que não me trouxe arroz-doce MAS que se fartou de gabar do que fez um dia antes...) e a sogrinha.

Isto porque mamãe, cagunfas assumida que não gosta de sair da terrinha, ficou um tanto escaldada de ter filhotes longe, e quer aproveitar que os tem agora perto para fazer coisas doudas, como apanhar um autocarro sozinha até Lisboa, recusar as cuecas vermelhas com as bolas brancas (eu vi!!) que a cigana lhe quis vender no Campo Grande, ir até à Baixa de autocarro, a ver as vistas, gramar com uma Benção das Fitas no Terreiro do Paço, conhecer a Sé e a casa do Santo António, passear por Alfama, ver a vista do castelo, ir num eléctrico cheio de turistas até ao Chiado, espreitar a Vida Portuguesa, descer a Garrett e a Rua do Carmo, passear pelo Rossio e abancar para um chá ao pé do Coliseu.

Como o resto da semana foi passado em entrevistas e a andar de um lado para o outro, vou mas é aproveitar este Domingo de tranquilidade para experimentar como é que funciona o forno para fazer bolos, que hoje parece que é o Dia de Fazer Bolos e o Puto chega mais logo do fim-de-semana de acampamento da empresa dele, que começo a formação no trabalho novo já na Terça-feira e desconfio que se vai acabar este tempo livre todo para andar a experimentar invenções na cozinha.

De referir que ainda não sei onde é que raio enfiei o carregador da máquina fotográfica NEM o mini-cabo para passar as fotos para o pc, pelo que fotos, a ver se dão pelo telemóvel mas, como se pode ver por esta daqui de baixo, acho que é capaz de se perceber alguma coisa.



Felinas instaladas no meio dos gatos.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O pêlo, o mamilo e o ataque de posidonite.

Aqui a menina do blog, há que confessar, não é pessoa muito felpuda.

Longe vai a época da juventude da Dona Amélia, senhora minha avó, que se gaba de ter sido muito farfalhuda por baixo, com um gesto explicativo a demonstrá-lo. Medo!

Ora por estes lados, felizmente, a depilação é uma alegria, que não me dá nem chatices nem encontros imediatos com aquelas máquinas diabólicas de tortura, vulgo "depiladoras".

Mas há um pormenor um pouco, digamos, constrangedor mas, ao mesmo tempo, quiçá devido minha natureza a rondar o sarcástico, algo engraçado, com que nos divertimos bastante em família, o marido e eu, as gatas é que não ligam peva a estas cenas: tenho um pelito de estimação num dos mamilos, que acarinho com tanto sentimento como aos cabelitos brancos que me começam a surgir na cabeça, fruto de herança genética, gracias, pai!

Ora já cortei este pelito, já o tentei arrancar, já meti álcool a ver se enfraquece, mas nada resulta. O gajo está para ficar.

De modos que me limito a fazer piadolas parvas e a sonhar com o dia em que venha a ser mãe e a amamentar, para poder espetar com o pêlo no nariz do petiz quando este se vier alimentar sôfregamente ao biberão natural materno.

Estão a ver, ainda nem sequer tenho filhotes, mas o instinto materno já está irremediavelmente misturado com a parvoíce da minha cabeça, pelo que podem já pensar com antecedência: pobre criança!

(Pior: pobres leitores, se alguma vez me der para abrir um baby-blog decorado com cegonhas e afins!)

Como também é sabido, e é facto que eu alardeio por todo o lado, este lar é possuidor de duas felinas, estas borregas que podem observar nas imagens seguintes.

E, como calculam, as felinas são peludas e, em época de mudança de estação, largam as suas pelugens por todo o lado.

Para o caso de ainda não terem reparado na foto desta predadora de salsa e de cravos do canteiro cá de casa, a criatura é possuidora de pelugem branca.

E foi precisamente um destes (só um!!) pelitos imaculadamente brancos que, sei lá como, de tanto sítio onde podia aterrar (imaginando que não atormento as gatas depois do banho e de mamocas ao léu...), me veio parar... exacto: ao mamilo também possuidor do seu pelinho solitário!

Há que ver que aqui a menina é pessoa que tem um dose generosa de paciência, mas há que ver também que, sendo uma comum mortal, esta tem os seus limites, e já me basta desatinarem com os cabelos brancos no cimo da cabeça mas, juro, um pêlo branco de estimação no mamilo era uma dose de flagelo bem grande a enfrentar!

Mas sacudi com a toalha, e era só um pêlo branco da gata, afinal!


(Ó que linda salsa, estás mesmo a fazer-me cá uma comichão nas gengivas!)


(Tu queres? Desampara-me a loja, máisócara.........)

Estou mesmo a ver é que, com a qualidade destes títulos de postas, qualquer dia me estão a convidar para escrever uma novela para a tvi. Ou um livro para a Margaridta...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Alternativa aos senhores que vêm de lá com aquele colete muito pouco fáshon que se ata com os braços atrás das costas.

As pessoas, é certo e sabido, utilizam os seus blogs sob várias motivações.

Há quem, desta forma, faça uma dinheirama.

Há quem alimente o ego.

Há quem se adore de calças vermelhas e sapatilhas amarelas e passe a vida a 1)tirar fotos das mesmas, 2) postá-las no blog, 3) admirá-las looooongamente, 4) ter uma horda de fãs/wannabes que também as admiram looooongamente ou, alternativamente, no caso de tão ter a tal horda, possuir uma horda de contas do blogger com que possa comentar e admirar loooongamente as suas próprias fotos no anonimato, já o diz a minha amiga Z., "a ignorância é uma benção", e se os outros não sabem deste pormenor, estão bem assim, vamos mas é deixá-los quietos.

Há quem dispense psicólogos, exorcistas, médicos de clínica geral porque, bem  vistas as coisas, para quê ir parar às Urgências locais a 250kms de casa por causa de um lápis enfiado pelo nariz acima, se aquela senhora do blog não sei das quantas nos informa caridosamente e afirma categóricamente qual o processo mais eficaz de se desenfiar o lápis do nariz, tranquilamente e em casa, sem ter de se deslocar, a não ser depois do processo, até àquele restaurante de sushi muito na moda.

Há quem o faça, pura e simplesmente, e a estes eu tiro-lhes o chapéu, para chular o patrão que paga mal e é um grande filho da truta, como já o fazia o meu amigo A. quando trabalhava nas férias na estação de serviço de Aveiras, com um patrão que era um sovina, mas que autorizava a que o pessoal se alimentasse na casa, azar o dele que o A. era daquelas pessoas que dava prejuízo até ao Chimarrão, por isso ninguém o mandou ser sovina, saiu a perder, o sacana.

Aqui, nesta humilde chafarica, enfim, não há calças vermelhas, até porque me limito àquela coisa normal, tipo ganga e isso, não se ganha dinheiro nenhum, ó, nem isto!, também não se gasta em psicólogos e exorcistas (ainda, tirando aquela vez depois de ser despachada pelo sacana do Sr. Dupla Personalidade O Meu Destino é o Mundo E Eu Sou Um Totó em que fui fazer uma regressão - uau! - só porque sim, e que afinal não me elucidou em nada, mas foi uma tarde bem passada e até enfardei com dois travesseiros de Sintra, pelo que não se perdeu tudo), aproveita-se, isso sim, para se cortar na casaca e esquentar as orelhitas fofinhas de uma das felinas cá de casa, precisamente aquela que está, de madrugada, a rondar a ver se já estou acordada, ó pra eu aqui tão fofinha!, e se uma pessoa pensa "ah e tal, só mais 10 minutos", esquece, pá, que ela põe-se à volta de uma pessoa como uma pequena assombração até a gente se levantar e ir até à gamela da comida, mas depois passa o dia todo! - mas todinho!! - nesta posição, a meter em dia os soninhos da madrugada.

Badameca!


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Retalhos da vida de uma lontra... perdão, gata!

As pessoas normais dedicam-se a coisas úteis, tipo produtivas e tal.

Aqui não.

Por um lado, estou para aqui a organizar escritos e material pedagógico mas, ao mesmo tempo (é fantástica esta capacidade das mulheres!), estou a fazer um estudo muito atento e profissional dedicado ao tópico "o que é que raio a gata faz todo o santo dia, que quando saio de casa e volto, a gaja ainda está no mesmo lugar?".

Eis as provas das suas "movimentações" ao longo do dia:

1. dorme.


2. dorme (de língua meio de fora).


3. dorme (não me chateies, mazé!).!


4. pequena pausa para posar como modelo de mais uma mantinha de lã (e o que estas gatas adoram sestas nas mantas de lã!).


5. dorme.


6. dorme.


7. dorme.


8. dorme.


9. dorme.


10. dorme (atentem ao grande plano da língua ali entre os dentitos...).


11. dorme (mais ou menos...)


12. quésta porra, pá?


sábado, 17 de novembro de 2012

November #17: the last thing you bought.

Ah pois, por estes lados, o dia de S. Receber é mesmo a dia 15 (ou a 16, porque as senhoras da ETT também fizeram greve, mas não calhou despachar o trabalho devido antes, então os ordenados tiveram mesmo de ficar para depois. Avisar as pessoas por mail? Náááá...), de maneiras que fui logo estoirar uns tustos em parvoices: umas coisitas para a nossa decoração de Natal familiar, estes ano só os dois e as felinaças em Madrid, outra vez, e a experimentar receitas, as etiquetas e a fitinha das prendas, os postais... e o exorbitante montante de 14.80€ em livros, que deu para, vá, dois! É o que dá ter faro para as pechinchas editoriais...


Nota da Autora: gata com olhar esgrouviado não incluída.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Uma leide na mesa...

Uma das gatas cá de casa, sôdona Gasosas Frederica, é a contrariedade em forma de felino, motivo pelo qual é carinhosamente apelidada, no recado do lar, de Esquizofrénica.

É uma gata que é o cúmulo da educação na gamela da água, não a sorvendo como os outros gatos, que enfiam a língua no líquido fresco, mas colocando delicadamente a sua graciosa patinha, e lambendo-a depois com as mais preciosas maneiras.

Já na gamela dos secos, é uma javardolas que come de boca aberta e se lembra de olhar para a origem de todos os ruídos, especialmente quando está a comer de boca aberta.



Isto de estar a devorar um livro da Nora Roberts é perigoso para as minhas teclas... Vou mas é meter o Edsie mais alto, a ver se baixam os níveis de pirosíce literária...


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Mas ainda dá para fazer uma tarde de cinema.


Rock of Ages.


E agora, com licença, que vou ver um Pride and Prejudice de 2005, que é para parecer que sou uma pessoa com os neurónios todos no sítio e que nem estive a cantarolar o Hurricane e o Paradise City e o   Wanted Dead or Alive...

Aquele Tóme é do caraças!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ainda não foi desta que rebentei com a cozinha, e não ia ser uma coisa dessas a perturbar o (s) sono (s) de uma das felinas cá de casa.

Esta bicha tem as formas mais caricatas e inusitadas de meter o sono em dia.

Atentem: dormir com a língua de fora. (vale a pena mencionar a posição macaca?)


"Espera aí que daqui a bocado já acordo e então é que vais ve...rrrrrrróóóóóóóó..."


Super atenta, a gata braço-direito da cientista amadora, a dar apoio moral...


Et voilá: Suprêmes de Volaille a Brun!
(aka peitos de frango com molho de... adivinhem... manteiga!)


E Tarte Genoise para sobremesa, forradinha com doce de frutos silvestres e acompanhada de yolado de frutos silvestres!


terça-feira, 31 de julho de 2012

Que andaste tu a fazer, mulhere, que a gente não te pôs as vistas em cima este mês? - Parte 2, a foto cromage...

Vidinhas


O gato do café da praia. (um dos gatos, aliás).


A feira cá da terra. ( o meu irmão e os primos andaram nesta coisa, medo!!).


O gato Tobias Fofinho...


Fã número um de manteiga...




segunda-feira, 7 de maio de 2012

Não estou cá.

Estou em modo writing, em pleno século XIX e na língua de Sua Majestade, mas sem aquela coisa de anadar a chamar os 14 corgies (como é que aquilo se escreve, caray?), a porra dos pitufos miniatura!...

(estou a divertir-me à brava e, nos entretantos, lá vou resolvendo umas incidênciazitas e enviando uns reboques, e tentar compreender - lá está, a gente acaba sempre por se meter com comparações... - como é que a noção de "responsabilidade" muda tanto ao longo do tempo... Se o Mr Darcy metesse gasolina no carro em vez de gasóleo, era menino para assumir a sua responsabilidade sem mais aquela, mas hoje não, a pessoa faz m&rd@, e depois acha que a culpa é sempre dos outros... Ó senhora, e ficar apeada, era giro, não era?!)