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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

You know nothing, menina do blog!

As velhotas já não estão por cá. Banny Tsunami estava velhota e doente, mas gostou do sossego do campo e adorava estar ao solinho no terraço. Gasosas Pestilenta, infelizmente, foi atropelada por um urso Y"#)?="!$&!!! que passou aqui em frente de casa às sete da manhã.

Vai daí, passado uns tempos, decidimos adoptar outra felina, já que casa sem gato não é a mesma coisa. Ou por outra, chateei tanto o homem cá de casa, que teve de ser.

Ora a minha ideia era ir até ali à associação e trazer um gatito pequeno, para ir ensinando, uma vez que temos uma piolha pequena cá em casa e não ia ser boa ideia trazer um felino esgrouviado.

O que é que se fêz, em termos práticos? Adoptámos uma gatinha de rua, que veio de BRAGA!!! e ainda por cima com brinde.

Daí ter ganho a graça de Gaia...

É um bocado doida, mas é uma paz de alma, sentiu-se logo em casa.

Daí a umas semanas, chega a hora de desovar os gatinhos: 1... 2... 6!

A menina do blog mete a mão na barriga, "ah e tal, ainda está para aqui qualquer coisa a mexer", diz o homem, "não pode ser, isso para ao fim de algumas horas, vi no google", "ah e tal, mas olha que sim, olha que eu já tive uma criança a mexer na barriga e sei o que é", "olha que não, eu vi no google".

24 horas depois, vou espreitar os gatinhos e estava lá um mesmo, mas MESMO bem lambido, tipo, banho, espera... vou a contar: 1... 2.... 7!!

Pois, nasceu mesmo um 24 horas depois! Embrulha e vai para a China, google!

Esta semana, já os gatinhos todos encaminhados e a gata sem leite nas maminhas, pronta para ir à faca e acabar com as parvoíces do cio, e começa-se a achar que já está de barriga outra vez, por mor de ter mais chicha.

Vem o homem e diz "ah, está com gatinhos! Mas como é que é possível, se não teve cio?", vêm os meus primos "ah, está com gatinhos, tem uma grande pança, e dura!", eu opino "olha que não, ela estava magrinha de dar leite, mas está é gorda, ela tem enfardado que nem um abade!".

Vamos ao veterinário por causa da castração, e a enfermeira acha o mesmo que todos: "ah, sim, de certeza, isto é uma gatinha grávida!"

Chega à ecografia, "olha... fezes e comida! Está mesmo gorda!"


Tipo... lontra, estão a ver? Pachola!

Nunca ouvem o que eu digo, caray!




quarta-feira, 25 de março de 2015

O civismo do português comum, ou a falta dele nos transportes de Lisboa.

A mamã anda com a bebé no carrinho, muitas vezes, nos autocarros da carris. 

Se repararem, à frente, ao pé da porta de entrada, tem uns círculos azuis com as prioridades de entrada no veiculo. 

O que, em termos práticos, quer dizer que, mesmo que a mamã com o carrinho seja a primeira pessoa a estar à espera do autocarro, o português comum acha que tem de passar à frente, porque ela demora muito, já que tem de levantar e entrar com o carrinho. 

E é para ajudar a mamã?, perguntam-se vocês.

 Não, é mesmo para entrar primeiro. 

Eu ate nem me sento, vou naquele cantinho para os carrinhos, em pé. 

Alias, em termos de ajuda, posso contá-las pelos dedos das mãos, e a maioria das vezes foi oferecida por pessoas idosas e até mesmo velhotes de bengala. 

As pessoas válidas, geralmente, não oferecem ajuda, pelo contrário, até se metem na frente do caminho a pasmar na vida ou a olhar para o penteado ou o rabo da outra pessoa.

E aquelas leis novas não estão a ser aplicadas, coisa nenhuma!

 É ver a porra das velhas jarretas a abifarem-se aos lugares prioritários e ver as pessoas de muletas, crianças ou barriga de mamã em pé. 


Acho que, já que perdi a vergonha no supermercado e passei a chamar a atenção aquelas pessoas que tentam passar a frente nas filas, posso muito bem dar nas orelhas no autocarro. 

Se calhar não tanto no 96, bem vistas as coisas, mas há que ter coragem e enfrentar aquela senhora que vai para o campo grande impingir a cueca gola alta e a tanga às senhoras incautas que saem dos autocarros, depois de passar pelos CTT para ir levantar o RSI, porque se vem de autocarro (sem pagar bilhete, e a levantar a garimpa a quem lhe diz "olhe, a senhora não passou o bilhete"), é porque o audi deve estar sem gasosa, coitadinho...




segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Pão de Deus no facebook.

Foto meio desviada de uma vitrine de uma conhecida pastelaria lá na terreola, e a legenda:

"Bola de Berlim, Arrofada ou Croissant?"

A menina do blog pensa: "ArrUfada, caray!"

Mais abaixo, um comentário.

"Ai que giro, traz-me uma Arrefada!".



terça-feira, 19 de novembro de 2013

O meu vizinho do lado tem estado possuído.

Desde há umas horas que estava para ali aos guinchos e aos balidos como um possesso.

Provavelmente, estava a ver a bola, e já esquecido do stress que foi hoje de manhã para chegar ao trabalho aqui por estes lados.

Abençoado futebol, dás uma animação aqui ao prédio, que só te digo!

Agora percebo a cobóiada que estava na casa da velha do r/c, quando vinha a entrar!



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Dicas de estilo que não deve seguir:

Uma pessoa assim mais ou menos prática, como moi même, anda com as porcarias todas na mala: documentos que têm de ser, o passe, moedas numa carteira com gatos e cães, chaves, caderno, horário do trabalho, caneta, lápis, livro, penso higiénico, lenços de papel, baton, just in case, mp3, telemóvel, mais uma caneta, no caso da outra falhar, saco para as compras e, entre outras coisas, derivado de poder andar com o pingo no nariz e um ameaço de sinusite, com o inalador nasal da vicks.

Ora este último tem exactamente o formato característico e particular do baton, que é assim aos lados de um rosa, daqueles que não fere as vistas, além de que é guardado, concretamente, na mesma bolsa do baton.

Isso quer dizer que, um dia destes, também derivado de aqui a moi même ser uma pessoa assim meio aluada, se vos aparecer à frente uma moça com as narinas assim todas besuntadas de baton... pois... Em vez de enfiar o inalador no nariz, foi mesmo o baton rosa.

Já faltou menos, é um facto.


sábado, 20 de julho de 2013

Always look on the bright side... of the thing...

Tenho uma coleguinha que tem saídas tão parvinhas, mas tão parvinhas que, às vezes, pergunto-me se ela deixou o seu piqueno cérebro no mesmo sítio onde deixou o resto das calças de ganga que devia trazer para o trabalho a tapar as pernas...


terça-feira, 25 de junho de 2013

Ingatos. Sois uns ingatos.

Uma pessoa aproveita a folga para ir buscar uma saca de friskies às meninas, sabor coelhinho e vegetais, mnham mnham, chega cheia de calor, pois claro, e carregada, e à hora do lanche mas, antes de pensar em si, mete na gamela o mimo de coelhinho, muda a água para outra mais fresquinha e mima as felinas com o blábláblá whiskas saquetas.

Nos entretantos, arrumo as compras e, depois, pego num iogurte líquido fresquinho e na caixa dos bolinhos de canela e penso, por uns momentos, enquanto me sento, "isto é que é vida!".

Foi mesmo por uns momentos, porque Bani Tsunami resolveu, mesmo ao meu lado, largar uma daquelas vomitangas mal-cheirosas e cheias de nhenha...

Eu sei que é normal os meio-arraçados de persa fazerem isto, ao longo dos anos já a consegui convencer a não vomitar em cima de tapetes, sofás, móveis, pessoas ou outros gatos, que é coisa assim a raiar o impossível, por isso, olha, quando sai, limpa-se.

Mas agora vir mesmo para o meu lado largar uma quando me vou refastelar com os bolinhos de canela, já não tem sorte, e leva com uma chinela arrezoirada atrás dela!

Claro que mais tarde no dia aproveitou para me ferrar a dentola no dedo, mas isso foi porque lhe fui chagar o juízo armada em parva, e enquanto o dentinho lá estava ferrado só me dava para ter ataques de riso incontroláveis, em vez de fazer como as pessoas normais, que gritam de dor, mas nós cá em casa somos assim.

Já Zozas Francisca, apesar de ter água fresquinha na sua gamela, continua a preferir lamber a água com gostinho a sabão da banheira.

Estou a ponderar meter um bocado de fairy na gamela dela, a ver se a atrai mais.



quinta-feira, 13 de junho de 2013

O problema não sou eu. És tu.

Quando a página à nossa frente, no computador, começa a empacotar, a armar-se aos cágados, a recusar informação, a não permitir um simples copy paste como deve de ser, em que já estamos pelos cabelos, a ver as coisas a piscar e com ganas de chamar nomes feios à máquina, e só não o fazemos porque está um, ou vários, dos supervisores atrás de nós, quando já nem conseguimos sequer raciocinar que raio de porra é que fizemos mal para isto não querer funcionar...

É realmente um alívio quando a colega lá do fundo berra para o alto "a porra do sistema está a falhar outra vez!"



quinta-feira, 7 de março de 2013

Turn on versus turn off: a definição prática.

O Miguel Sousa Tavares não vai publicar na Leya, mas numa nova pequena editora da qual também é sócio.

A menina do blog manifesta-se curiosa e interessada na dita editora, a ponto de se propor a googlá-la antes de ler a notícia toda.

Eis senão quando a menina do blog repara que Margarida Rebelo Pinto também faz parte dos sócios.

A editora já não foi googlada.



Mas o que é que se passa hoje com o DN? Deu em comuna assumido ou é para celebrar (?) a libertação do mundo desse flagelo social que era o Chavez e o desejo de que a seguir siga o Alberto João?

Mas porque é que me apetece dar uma panada no raio do blogger e das suas configurações modernas mas que dão cabo dos nervos das pessoas?

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

As Vacas.

Daquelas expressões tipicamente espanholas às quais acho a sua graça.

Vacas, abreviatura corriqueira de "vacaciones", de férias.

Pode dizer-se "me voy de vacaciones", é o correcto, mas quem é que resiste a um "me voy de vacas, hasta chicos!". Faz inveja, pois faz, meus meninos!


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Mais um prego no caixote...

Podem acrescentar mais esta à lista das coisas que me vão atirar à cara quando tiver os meus pimpolhos, mas continua a fazer-me uma certa impressão que uma criança não tão pequena assim entre numa loja, essa sim, pequena e arrumada (nórdica, obviamente), que os pais/avós/responsáveis lhe dêm para as mãos um brinquedo ou peça da dita loja (na sua embalagem original e ainda não pago) e que esta peça, a meio da loja, nas mão do infante, já esteja escaqueirada e definitivamente inutilizada.



E o mesmo digo para as idas ao supermercado em que se começam a servir como se estivessem na sua casa (e pior, adultos!), não por fome, que isso desculpa-se, mas por lambarice e falta de maneiras.

Um par de estalos naquela educação, pah!!

sábado, 2 de junho de 2012

Isto ainda são horas?

Depois do Puto levar a ensaboadela da castidade antes do casamento no curso de preparação para o matrimónio enquanto eu tive de ir trabalhar (aka atender as chamadas do maluquinho, que bem podia ir apanhar ar mas não, está para ali a agastar-me e a deformar os polegares a marcar os números no telemóvel), apeteceu-lhe armar-se em carochinha e fazer o gaspacho que eu andava a desejar há dias, com o calor que anda cá por Madrid, e gaspacho com cebola e pimento, que agora fui promovida a miss ex-nem-posso-ver-pimento-à-frente-cruzes-credo!, o que faz com que, de momento, estejamos os dois um um bafo verdadeiramente diabólico, e que a inspiração ande mais na onda de mandar a cena da castidade antes do casamento às de vila-diogo!

Estes padres são doidos, mas é!


terça-feira, 3 de abril de 2012

Pequenas considerações pessoais acerca do trabalho antigo e acerca do novo trabalho - #1.

Contrariamente ao que a maioria das pessoas deseja num trabalho, aqui esta que vos fala até prefere uma coisinha mais mexida, que, efectivamente, se possa chamar de trabalho.

No anterior, não me queixava, havia muito disso.

Convém referir que tal se devia a outros departamentos não funcionarem bem, nomeadamente o que devia passar a informação dos clientes às empresas que, supostamente, deveriam enviar o produto, e aí tínhamos muitos momentos no dia que eram do género:

"Ó menina, onde é que está o meu tablet/helicóptero telecomandado/relógio/soutien/plataforma vibratória oscilante que encomendei há 2 semanas/1 mês/9 meses?"

A que nós, invariavelmente, respondíamos:

"Já passámos a informação dos seus dados ao nosso departamento de parceiros, para que contacte com a empresa e nos confirme o estado da sua encomenda".

Que era, de facto, o que fazíamos.

Infelizmente, o departamento de parceiros da empresa trabalhava meio na lua, meio a abanar as mamocas na cara do senhor com nome de cão, e com a cabeça no ar feito os balõezinhos que meteram pelo escritório todo no dia do Valentim...

Estas comunicações típicas eram depois pontuadas por outras - e cada vez mais frequentes - do género:

"Ó menina, eu queria saber quando é que chega a bicicleta articulada/aspirador inteligente/relógio-espião/robot-de-cozinha-a-imitar-rascamente-a-bimbe que encomendei há 3 semanas/1 mês/6 meses."

Logo seguida de outra:

"Ó menina, eu sou o senhor das sapatilhas adelgaçantes/esfregona-eléctrica/auriculares/colchão viscoelástico, e gostaria muito de enviar o produto, até porque os clientes já me andam aqui a bater à porta e a ameaçar de porradinha, mas ainda estou à espera que o vosso departamento de parceiros me envie as moradas dos ditos clientes!!"

Ao que nós optámos por começar a responder:

"Olhe, deixe-me só ir ali buscar um taco de basebol/toalha molhada e enrolada/vassoura eléctrica para dar no trombil à anta do departamento de parceiros que ainda está ali a abanar as mamocas à frente dos olhos do senhor com nome de cão que, por acaso também é o chefe aqui do estaminé e um gajo, aparentemente, cheio de guito, a ver se ela desce com a cabeça à terra e vai fazer algum trabalho que se veja. Ora, com licença!"

Aqui no trabalho novo, apesar de ter um horário que "ai Jasus!", o habitual, nos dias apertados, como o de ontem, é receber 5 chamadas.

Três das quais enganadas, porque o número azul de uma clínica que faz radiografias é parecido, e estão sempre a tentar convencer-nos de que querem marcar mamografias, radiografias ao torax, à perna, ao pé e etc.

terça-feira, 27 de março de 2012

A menina do blog e os sacanas dos médicos.

Espero que esta saga acabe em breve, ou não vou visitar mais porra de médico nenhum até ser velha e vestir as cuecas por cima das meias!

Prognóstico para o dia de hoje: consulta de oftalmologia.

Detesto levar secas. Consultas são secas.

A não ser consultas de dentistas, que são secas e torturas.

Abstenho-me de comentar as consultas de ginecologia, já agora.

Pois a consulta, muito para meu agrado, até foi brevezita.

"Ah e tal, vou só meter-lhe estas gotazitas para dilatar a pupila, e daqui a uns 15 minutos já lhe faço o teste para ver se está tudo normal com o estado da sua miopia"

(Pá, isto sabe a ginjas! Não está a custar nada! E está a ser rápido!)

Ora o tal teste consistia num:

"Mire arriba, a la derecha, a la izquierda, ahora abajo, a la derecha, a la izquierda" (o sacana trocava-as de vez em quando, a ver se me confundia...), isto enquanto me apontava uma lanterna de 100 watts DIRECTAMENTE à porra da pupila!

Saí de lá toda torta, nem conseguia olhar para cima para ver a porra do número do autocarro, parecia uma mistura de inválida com pessoa descapacitada mentalmente até chegar a casa!

Sorte a dele que não tinha de conduzir, bem lhe podia ter feito uma espera ao pé do lugar onde ele tinha parado o carro dele!


Marta, a carocha - parte 2...

E eis o meu bracito todo negro...