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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Em Setembro de 2009.

Voltei para a minha cidade a 19 de Junho de 2009, depois de anos agarrada a outra vida que, com mãos levezinhas, não me deixava voltar.

Voltei para o lugar de que mais gosto, o primeiro que escolhi, sem pensar duas vezes, quando vi o meu castelo cair todo em pedaços aos meus pés.

Foi uma altura difícil, mas boa.

Ainda tenho muitos planos, muitos sonhos, relacionados com este lugar.

Sei que, por muitas voltas que dê, por muitos sítio que conheça e por que me apaixone, o meu coração regressará sempre aqui, no final de tudo.

Agora, busco o Futuro que estou a escrever, e busco o Passado que não conheci.

Neste dia, em Setembro, deixei-me levar pela estrada.

Foi um dia muito bom. Libertador.

Cheio de descobertas.

Feliz, como já não tinha há uns meses.

Diverti-me com o caminho, com a minha família, com a máquina.

Fartei-me de malucar com o meu irmão.

Resultou nestas imagens:



Uma delas foi escolhida pelo Turismo do Oeste como imagem representativa da zona, entre 15 fotos (muito bem) seleccionadas, e dezenas de outras difíceis de escolher.

Por acaso, esta é a minha preferida.

No coração do meu coração, o lugar onde está a minha alma.

As raízes do meu sangue.

Terra e vinhas e céu e moínhos e pinhal.


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Como conseguir clientes assim como quem não quer a coisa, de forma relativamente rápida e ligeiramente indolor.

Acordar de madrugada numa Segunda-feira, meter uma coisa que sabe a café mas que não tem a pedalada da cafeína para dentro do bucho e ir levar o nosso mais que tudo ao aeroporto, para uma viagem curta mas que quer dizer duas semanas longe.

Mandar ao rapaz um docito de Laranja e Gengibre da casa, feito com carinho, dedicação e a promessa de muitas artroses no futuro.

Saber, algumas horas depois, que o sacana do segurança do check in confiscou o belo do doce.

E que o tentou oferecer à colega segurança que estava para aqueles lados...

(espero mais encomendas para breve...)


terça-feira, 22 de junho de 2010

Não percebo... Juro que não percebo...

Aparentemente, o Verão acabou de começar.
O dia soalheiro e escaldante parece provar isso mesmo.

Mas, então, porque é que já me apetece o Outono, as castanhas, os dióspiros, as abóboras, as folhas vermelhas e castanhas e a estalar debaixo dos pés, as broas acabadas de sair do forno, a névoa fusca da manhã, aquela camisola de lã e o dia das bruxas?

O Outono é, de longe, a minha estação do ano preferida.

E este Outono vai ser bem giro!!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Às vezes, fazemos coisas completamente doidas.

Do tipo... mesmo insanas!
Por tudo, por nada, pelo risco, pela descoberta, pela maldita curiosidade, por um rapaz, por nós próprias.
Experimentei coisas que nunca tinha experimentado.
Fiz coisas que, se calhar, quem me conhece bem, esperaria de mim, mas não quem me conhece do meu pacato e sossegado dia-a-dia.
E vale a pena??
Ó se vale!!!!!


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


Heroes Del Silencio-Flor De Loto-P.Deportes-C.Madrid93


Nunca fue tan breve una despedida
nunca me creí que fuera definitiva
nunca quise tanto a nadie en mi vida
nunca a un ser extraño le llamé mi familia

Nunca tuve fe en mi filosofía
nunca tuve yo ni gurú no guía
nunca desprecié una causa perdida
nunca negaré que son mis favoritas

Esta es mi flor de loto
y yo era su sombra
esta es mi flor de loto
mi mundo no se aclarará
tanto vagar para no conservar
nunca nada

Nunca una llama permanece encendida
nunca aguanté su calor
nunca más, nunca más de un día
nunca desprecié ser un alma invadida
hasta que vi frente a mí por quién yo moriría

Esta es mi flor de loto
y yo era su sombra
esta es mi flor de loto
mi mundo no se aclarará
tanto vagar para no conservar
nunca nada

Querrás tu rectificar
las líneas de mis manos
¿quién esparcirá al azar los posos del café?
¿Y qué decía la bola de cristal
cuando echó a rodar?
¿Qué más puedo necesitar?
Tengo algo que perder
¡no puedo perder!

Flor de loto
flor de loto
flor de loto
fácil es buscar
fácil no encontrar

Querrás tu rectificar
las líneas de mis manos
¿quién esparcirá al azar los posos del café?
¿Y qué decía la bola de cristal
cuando echó a rodar?
¿Qué más puedo necesitar?
Tengo algo que perder
¡no puedo perder!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Atracção pelo Inevitável?

Há coisas que, há exactamente 20 anos atrás, me pareciam impossíveis.
Há coisas que, há exactamente 10 anos atrás, julgava fazerem parte do meu futuro, do caminho que escolhera.
Ao longo destes últimos meses, aprendi que o caminho que escolhemos e construímos pode ser facilmente derrubado por qualquer outra pessoa.
Aprendi que, apesar custar muito e de nos partir a alma e o coração por dentro, temos de escolher caminhar por outra estrada.
Aprendi que há amizades que são tão destrutivas e falsas que aprendemos a dar o maior valor à Amizade que é realmente verdadeira.
Aprendi que não se brinda a essa amizade.
Aprendi que há pessoas que não são nada do que se mostram, seja no bom ou no mau sentido da coisa.
Aprendi que, felizmente, e apesar de nos custar o silêncio, somos facilmente esquecidos, mas que assim acabamos por nos virar para o nosso novo horizonte sem ter desejo de olhar para trás.
Aprendi que não é assim tão difícil apagar números de telemóvel e contactos da internet se já significamos pouco para essas pessoas, e que somos tão virtuais como se não existíssemos realmente, ou como se já estivéssemos mortos.
Aprendi que se pode saber perdoar, mas que não se consegue esquecer.
Aprendi que é impossível desculpar a traição e que, apesar de haver várias definições de traição, cada qual chamada ao caso de acordo com a conveniência de quem o faz, a traição da confiança não precisa de ser efectivamente física para ser quebrada.
Aprendi que, mesmo que não queiramos mal às pessoas, agradecemos apenas que elas não estejam mais na nossa vida, e até lhes fazemos o favor de mudar de cidade, deixar tudo para trás e começar de novo.
Aprendi que o começar de novo é difícil e doloroso, mas que sabe a mel cada momento novo de liberdade e que, apesar desejarmos dar Felicidade e não a aceitarem onde a queríamos dar de alma e coração, há muitos outros lugares que precisam dela.
Aprendi que a luz que temos cá dentro não é a dor que a faz apagar, e que essa luz pode iluminar um pouco o fundo do poço em que estamos, e que nunca, nunca se apaga, apesar de às vezes estar tão escuro que nem a vemos, mas que quando a deixamos crescer, ela consegue iluminar o mundo e fazer-nos soltar as gargalhadas da infância pelas mesmas coisas que nos faziam soltar gargalhadas quando éramos crianças, como a descida de uma ladeira em bicicleta, a aventura, a adrenalina, subir uma árvore, andar de baloiço, uma borboleta a rodopiar à nossa volta, ou os patos no parque.
Aprendi que, às vezes, as coisas têm de se deixar acontecer a seu tempo porque, se não fosse assim, teria sido impossível conhecer a miniatura de gente que me fez ver um pequeno ponto de luz brilhar mais forte e que me fez olhar nessa direcção.
Aprendi que o Amor à primeira vista existe. E que não tem de ser necessariamente entre Homem e Mulher, mas pode ser entre Mãe e Filha, entre amigos de verdade, entre pessoas que dão as mãos.
Aprendi que há sempre mais uma vida a ser salva. Que, muitas vezes, essa vida é a nossa. Mas que para isso temos de salvar outras também.
Aprendi que aquilo que, há 10 anos atrás, eu julgava fazer parte do meu futuro, se desfez, afinal, em cinza, lágrimas e desilusão.
Aprendi que aquilo que, há 20 atrás, eu julgava impossível, se tornou, afinal, inevitável.

Este é o meu novo caminho. O que escolhi.
O que está para trás foi guardado num baú, tal como o rascunho do futuro que tinha escrito antes.



terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Escrito nas linhas da mão. Written in the lines of the hand.

Que parte de nós é Destino, e que parte de nós é Escolha?
Como é que se decide na estrada?
Vou para a esquerda? Ou, se quiser, vou antes para a direita.
Telefono?
Ou, se calhar, até não.
Digo? Ou calo?
Vou? Ou fico?
Uma palavra pode mudar tudo o que estava antes.
Um caminho pode levar-nos para bem longe, e ao lado temos a hipótese de escolher outro que nos leva ao ponto de partida, e que também sempre lá esteve, afinal.
A minha escolha é o quê, então?
Já estava prevista na minha Linha do Destino?
E se, a meio do caminho decidir deitar tudo ao chão e mudar de rota?
Também já lá está escrito, ou posso ir alterando o percurso ao longo da estrada?

Quando tinha 18 anos, meio a sério, meio a brincar, leram-me a palma da mão.
Se vinha uma das escolhas que fiz antes, não me apercebi dela, ou foi tão insignificante que nem sequer se via.
É estranho, porque houve uma altura em que me parecia a coisa mais importante do mundo.
Agora, porém, a minha escolha é outra.
Uma delas.
A outras, logo se verão!
Mas qual é a parte em que vêm escritas as minhas escolhas, se não as fiz ainda?
Ainda só estou a olhar o caminho em frente. Do meu novo Ponto de Partida.
Que, coincidentemente, foi o Primeiro Ponto de Partida.