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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Uma questão de prioridades de vida.

O vizinho daqui da rua é do Benfica.
Vai daí, em dia de vitória de campeonato, veste o equipamento, veste o equipamento ao filhote e sacode as teias de aranha ao cachecol que esteve pendurado à cabeça da cama o ano todo, junto ao crucifixo e à imagem benzida em Fátima da Nossa Senhora.
Só que, em vez de ir com o grosso da festa para o marquês, decide meter-se aqui numa curva numa descida na Estrada do Desvio a fazer uma valente fogueira e a abanar o cachecol aos carros que passam.
Levou umas quantas buzinadelas...



terça-feira, 12 de maio de 2015

Deixem cá fazer as contas...

Mais depressa vejo o Cristiano Ronaldo a dar dinheiro para ajudar os desgraçados daquele bairro em Luanda onde há um surto de malária do que a Isabel dos Santos a abrir os cordões à bolsa.


Já agora, um pequeno aparte: uma vez que estou a trabalhar numa ervanária, deixo desde já disponível a informação de que possuímos excelentes fórmulas laxantes, em pó e indetectáveis, para o caso de alguém querer fazer uma oferta especial para a prisão de Évora, para acrescentar às opíparas ementas de quem está habituado a comer nos melhores restaurantes.

Ou chatos em geral.

É só uma ideia.


terça-feira, 28 de abril de 2015

Dica da semana, ou destes dias de feriados revolucionários ou isso.

Como fazer dinheiro rapidamente, aparecer numas entrevistas a revistas da sociedade e algumas televisões e, quem sabe, um exclusivo ou outro no programa da tarde da tvi:

Aproveitar um feriado com um tema quente e revolucionário para dizer que se é filho / tio / avô em segundo grau / primo na Suiça de (inserir nome de qualquer figura da dita revolução) e que teve de emigrar porque se sentiu oprimido no nosso país mauzão, sei lá, não há trabalho, zero, nem há pessoal a meter-se em projectos giros, tem uma pessoa que escolher se quer comida no frigorífico até ao final do mês ou o telemóvel mais recente, e essas cenas!



domingo, 8 de março de 2015

Posso desatinar, não posso?

Gosto muito da Jane Austen mas, às vezes, acho que ela inventou heroínas como a Catherine Morland ou a Fanny Price só para enervar cá os groupies!

No Mansfield Park, até o rake Henry Crawford é uma personagem mais divertida a nível literário do que o pamonha do Edmund, que só no fim do livro é que acorda para a vida!

Tipo, na última página! 

Já o Mr Tilney é um fofinho, mas a Catherine bem podia ter dado com as escadas para as masmorras e ter ficado por lá!

A Emma também me enerva um bocadinho, e não ajudou à festa uma Kate Beckinsale ou uma Gwyneth Paltrow. 

Já a Romona parece encaixar bem, mas ainda tenho de ver o filme.


Felizmente, a Jane também levou as coisas a serio, a bem da nossa sanidade, e saiu-se com uma Elizabeth e uma Jane Bennet, e com uma Anne Elliot, que deve ter sido das melhores personagens que criou.

E um Captain Wentworth.

(olhem que é o Darcy para cá e o Darcy para lá, mas gostos são gostos, e aqui somos mais para o lado do Persuasion...)



sexta-feira, 6 de março de 2015

Porque é que eu vi filmes nos anos 90?



Raios partam mais aos filmes que nos fazem ficar de pé atrás em relação à vacina que vai curar uma doença gravíssima e incurável, ficamos a imaginar que não, não é a eminente salvação da humanidade, mas um plano maquiavélico de um cientista malvado, que consegue fazer com que toda a gente de injecte com uma bactéria venenosa que nos deixe todos zombies e com ganas de comer cérebros à hora da buxa.




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Nos entretantos, a catraia acordou, estive dedicada aos afazeres da maternidade, e cá estou de volta.

Update dos óscares para este ano que, mais uma vez, não vi:

Birdman: parece que ganhou quase tudo. Vi os primeiros cinco minutos. Achei uma seca. Não vi o resto. Acho que fui fazer bolo de maçã, ou talvez fazer experiências com os bolos de chávena no micro-ondas. Uma delas.

O do Stephen Hawkins. A miúda já era uma seca no filme da Jane Austen e, pelos vistos, não melhorou muito neste. Vi uns bocaditos e achei, vá, chatinho...

Boyhood: a ideia estava gira, mas era muito loooooooongo. Não tenho vida para isto, enfim.

Vi o do Benedict Coiso, prontes, gosto do senhor e a história estava interessante, até para uma pessoa que é uma naba a Matemática, como moi même. De qualquer forma, ele já tem um brinde a caminho, que depois vai acordar a meio da noite e encher fraldas até às orelhas, o que é mais divertido do que ter um óscar.

American Sniper. Prrrrrrrt... You just can't unsee the fake baby scene. A sério, Clint, cortavas essa m&rd@, caray!

Desculpem lá, estou muito crítica, ando a ressacar a cafeína, provavelmente, ou será da hora.


Retrospectiva dos óscares que não vi.

Ou seja, todos. 

Tenho a confessar que foi coisa que nunca me entusiasmou muito. 

Para já, não sou assim tao grande apreciadora de outfits para achar que vale a pena perder uma noite bem dormida, depois porque quando uma pessoa começa a ver o espectáculo, aquilo é uma seca pegada e perde a motivação toda, que já não e muita, mas acima de tudo porque eu e os gajos dos óscares não nos entendemos: tanto filme como actores, os que gosto quase nunca ganham, e arrebatam tudo uns quantos que eu ainda estava a pensar em desculpas para que estivessem ali naquele lugar.

É certo, gostei do senhor dos anéis e aquilo levou tudo para casa, houve filmes que não conhecia mas que se revelaram boas surpresas, como o Crash, e graças aos céus que a Meryl Streep é merecidamente valorizada, mas o Johnny Depp é dos meus actores preferidos, e extremamente versátil, e ficou varias vezes sentado na cadeira, e no ano do Pulp Fiction ganhou outro actor de que ninguém se lembra, mas o que ficou para a história foi o "bad motherfucker".

Por isso, deu-me para fazer assim a modos que uma compilaçãoo não dos vencedores dos óscares, mas dos que deviam ter ganho se fosse eu a mandar naquela cena toda.


E isto quer dizer dar prémio ex-equo ao Frida e ao The Hours, bem como à Nicole e à Salma e à Meryl só porque acho que merecem!

Bolas, a Meryl merece varrer aquilo tudo de cada vez que lá vai! E a Cate Blanchett!

Ora vamos ver, só assim por alto, enquanto ali a pirolita dorme a sesta:

95: o ano do Forrest Gump... Nada mais a dizer. Mas tinha marchado óscar para o Morgan Freeman (claro!), a Uma, o Travolta e o S.L. Jackson pelo Pulp Fiction. Então digam lá, qual é que é o filme de culto agora?

96 é histórico: dá um óscar ao Nicholas Cage e deixa de lado Sean Penn e Anthony Hopkins... O Brad Pitt no 12 monkeys, que é um filme épico (e não ganhou o óscar, mas vá, o Braveheart estava lá...) também ficou de fora e, apesar de gostar da Susan Sarandon, senhores, dava o gajo dourado à Meryl e às pontes de Madison county!

98 foi difícil, tanto o Bom Rebelde como o Melhor é Impossível davam luta, mas mesmo assim o sacana do Titanic levou tudo ao fundo com ele...

2000: o Sexto Sentido saiu a perder com o American Beauty, que não acho nada por aí além, num ano que tinha o fantástico The Green Mile e o Magnolia. E dava um óscar ao Tom Cruise!

2001: Chocolat. Ao lado. Ok, também adorei o Gladiador. Mas Erin Brockovich? Nah... E vi uma vez o Pollock e tive vontade de me atirar da janela!

2003: Frida e The Hours. Tudo para eles! Mas rendeu mostrar as pernas no Chicago, pelos vistos...


2006: O Crash foi uma boa surpresa. Brokeback Mountain tinha grandes previsões, mas não chegou lá. Felizmente.

2009: Para mim, Benjamin Button. Mas o Sean Penn, enfim...

2013: Argo. Mais que merecido.




domingo, 18 de janeiro de 2015

Ah, o Torga e a minha adolescência!

O Miguel Torga morreu em 17 de Janeiro, há 20 anos atrás. 

Pasmem, há 20 anos atrás, estava eu a fazer o 12° ano. Eu sei, também ainda não me recompus... 

Voltando. Na altura, tinha 3 disciplinas: Literatura Portuguesa, Inglês e Francês, sendo que no fim do ano tínhamos de fazer a prova de aferição de Literatura e, caso a ideia fosse tentar a Universidade, fazer ainda mais umas quantas provas específicas exigidas pelos curso que queríamos.

Ora o nosso professor de Literatura era um gajo muito divertido e muito à frente.

Era forreta com as notas, mas depois dava-nos oportunidade de recuperar fazendo uns quantos trabalhos e apresentando-os à turma, como se fossemos nós os professores.

A matéria resumia-se a: 1° período, Poesia, Fernando Pessoa e heterónimos, e Miguel Torga; 2° período, Teatro, O Judeu, uns adoraram, outros odiaram; 3° período, Prosa, A Sibila, os que adoraram o Judeu odiaram a Sibila e os que odiaram o Judeu adoraram a Sibila.

Eu fui uma das alunas que teve de fazer um trabalho para "acertar a média", subindo a nota umas quantas centésimas. Como também tinha aquela atracção pelo mar, escolhi a Sophia.

Com o aproximar do Verão, chegavam as férias mas, antes disso, as provas, o que se traduziu em aulas extra para quem estivesse ali a sério, e muitos conselhos de profissional da parte do professor, do tipo " estudem o Torga, que morreu este ano, e já não sai há dois anos; não vale a pena estudar muito o Pessoa, que saiu nestes dois e não deve sair neste outra vez."

 Felizmente, acho que a maioria de nós teve juízo e estudou um bocadinho de tudo.

Saiu Pessoa e Sophia, que não estudamos na aula, e Torga, nem se falou dele.

Também nunca mais ouvi falar deste professor... 

No Verão, ainda tive a sorte de ir com a família a Trás os Montes, o meu padrasto é de lá, e fomos visitar o lugar de repouso do Torga, na altura com uma arvorezita raquítica ao lado, lá mesmo em cima no sossego da montanha.

Claro que depois andámos todos com os intestinos desarranjados, porque era Agosto, estava um calor desgraçado e bebíamos água fresca de todas as fontes de beira da estrada, nomeadamente uma que agora tem uma bela de uma placazinha a dizer "água imprópria para consumo", mas isso já são outros quinhentos...



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O português comum e a sua entremeada.

O português é uma criatura bem agarrada aos seus hábitos e tradições, seja a boa gastronomia, seja o arreigado hábito de gostar dos feriados mais para poder ir até à praia do que pela celebração em si.

 Uma vez disseram, e com razão, que as alforrecas, sendo venenosas, não têm predadores naturais, mas que caso dessem à costa portuguesa, isso acabava, porque havia de aparecer alguém com azeite, coentros e uns dentes de alho que descobria logo uma maneira de a cozinhar, e lá se acabava o topo da cadeia alimentar.

Os portugueses são típicos, dessa maneira: tudo se pode cozinhar, e podemos fazer um bom petisco a partir de qualquer coisa.

Bem podem vir cá de qualquer religião do mundo que seja, que não hão-de conseguir tirar aos portugueses o hábito e o gostinho de comer uma bela entremeada na brasa num dia de Verão, uma costeleta com osso para agarrar com as mãos e regalar-se a roe-lo, um lombo de carne assada pela mãe com cenouras tão no ponto que se derretem na boca e um molho saboroso onde afogar o pão caseiro, já para não falar em febras e bifanas em dia de feira.

Não, não estou a ver virem para cá com uma religião que nos sugira dispensar a carne de porco.

A não ser que se tornem vegetarianos por amor aos animais.

Também somos assim.

De pouco nos vale preocupar com isso, agora, somos um povo brando e tranquilo, e as páginas dos jornais já estão cheias de Cristianos Ronaldos e botas de ouro e gritos de guerra que ninguém percebe muito bem, as emissões de rádio já estão cheias de música alusiva a essa novidade mais fresca e agradável, já quase ninguém fala do Charlie, passando o horror momentâneo que foi ver imagens de dois doidos com armas grandes a executar várias pessoas em plena luz do dia, por motivos que, a nós, povo maioritariamente tranquilo, nos parecem absurdos.

Estes tópicos, a nosso ver, seriam mais feitos para uma conversa séria entre pessoas ponderadas, em volta de uma boa mesa de refeição, do que desculpa para guerras, mas isso somos nós.

A não ser que se pense que esta confusão toda foi por causa de uns senhores muçulmanos que não gostavam da banda desenhada do Charlie Brown, e aí já ficamos algo pasmos e completamente sem argumentos.



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Mais uma posta que não vai de encontro ao espírito da época mas, desta vez, a culpa não é minha.

Cá por este lado, há que ver que a menina do blog é pessoa para vibrar mais com um chi-coração a uma árvore do que propriamente com o fumo branco a sair de uma chaminé, mas tenho que ser honesta, não deixava de ter uma certa simpatia pelo senhor de branco e pelas suas atitudes mais franciscanas do que bentas, sendo que até foi buscar a graça a um grande abraçador de árvores e amigo dos bichitos.

Por isso, aquela coisa de recusar receber o Dalai Lama para não criar problemas com a relação com a China foi coisa que não entrou bem na ideia que tinha das atitudes do senhor.

O próprio Maozão, sendo tão anti-capitalista, deve também estar a rebolar-se na tumba ao ver estes fenómenos todos de lojas do chinês (já tem nome próprio e tudo!) e de vistos gold.

Para quem luta habitualmente pela paz no mundo e outras utopias que tais, é um bocado frustrante ver o Papa recusar o emissário da paz, para não desagradar aos melindres de uma nação cada vez mais dominadora, opressiva, violadora dos direitos humanos e destruidora da natureza.

Além de que, como pessoa, o Dalai Lama deve ter uma personalidade interessantíssima.

Pergunto-me se o Menino Jesus se havia de se recusar a tagarelar com Dalai Lama durante um par de dias.

(Aliás, eu, como portuguesa comum, havia de aproveitar bem uma oportunidade destas... Dá Deus nozes a quem não tem dentes...)


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Nota pouco ao espírito da época #1. Já cá tardava. Vão chegar mais. Ho ho ho.

A menina do blog espreita as notícias de hoje.

O Sócrates ainda está no xelindró. Ponto. Não vi mais nada disto. Parece que há muita oferta: bilhetes para o Brasil, levarem um happy meal ao senhor, o amigo é um trafulha, a tia deixou-lhe uma batelada de dinheiro.

Resta a esperança que alguém se lembre de apanhar também o Mário Soares, coitadinho, anda tão caladinho que ainda pode ser que escape impune das ilegalidades que cometeu. Pois, parece que, afinal, também anda para aí a opinar... Quem anda à chuva... Vamos ver se a Cabrita o consegue apanhar.

Depois, Casa não sei das quantas. Passa à frente.

Futebol.

Adiante.

Maminhas.

Siga.

Mais futebol, caray!

E depois a miss nalgas que, pobrezita, está com o silicone do rabo infectado... Fico a pensar se não seria mais interessante fazer antes um concurso miss nalgas para raparigas (e rapazes) que possuam belas nalgas verdadeiras, e outro de mister melhor cirurgião plástico, para os que conseguem fazer as melhores nalgas falsas nas raparigas (e rapazes) que se queiram submeter ao processo e depois andar a desfilar as suas nalgas desnudas pelo mundo.




terça-feira, 30 de setembro de 2014

Tipo Descomplicada e Supé-Honesta!

Ah, as coisas giras e fofinhas que descobrimos no facebook pelo que as adolescentes ou pré-adolescentes (sim, porque 7 anos já é sinónimo de pré-adolescência e fotos de bikini na piscina...) da nossa página metem like...

Do género, é tão gira uma página que diz às pitazitas que são simples e sinceras, mas que depois só tem imagens de miúdas mais cresciditas (com maminhas e pernocas à mostra), carregadas de maquilhagem, com cabelos platinados e aqueles óculos sem lentes da moda........

Fico confusa, sei lá...


(Tinha uma colega na faculdade que entrava nas aulas com um olhar esgazeado como este. A sério!)

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A pessoa que não vê as notícias pergunta:

O presidente da Câmara de Lisboa quer que, até acabar a greve dos senhores dos lixo:

1. As pessoas deixem o lixo em casa.

ou

2. As pessoas deixem o lixo em casa DELE?


Decisions, decisions.....


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Profissões que me dariam um gozo enorme ter, onde calculo que me sentisse realizada e compensada, e onde veria com olhos mais tranquilos os desaires do dia-a-dia:

. Escritora. Mas daquelas secretas, que escrevem e até publicam, mas que não têm de tingir o cabelo de loiro e ajeitar as bochechas à Castelo Branco, nem de fazer a campanha autárquica da coisa e ganhar músculo a dar autógrafos e a sorrir para as fotos. Se bem que a parte do viajar pelo mundo (megalómana, pah!) não me desagrada.

. Livreira ou Bibliotecária. Atentem, não é funcionária de uma daquelas lojas que têm uma data de porcarias E livros, lugares impessoais e frios, onde um livro é apenas mais um produto para vender, ali ao lado dos sacos de papel do continente e das capas da kitty e da nova gente, tipo fnacs e bookits. Tinha de ser qualquer coisa tipo Sá da Costa ou Pó dos Livros. Uma livraria aconchegada, com armários, eles próprios, com as suas histórias, recheados de livros, um cantinho com cadeirões, mesa, almofadas, tapete, chá, biscoitos (não têm de ser macarons!) e gatos, onde uma pessoa se pode sentar tranquilamente com o seu livro, a repousar e a sonhar pela janela fora. Perfeito, perfeito, seria um edifício antigo. E com jardim!

. Funcionária do Ministério de Educação encarregada de escolher os livros para o Plano Nacional de Leitura. Ler o dia todo, estendida na praia, na relva do quintal, no sofá, em cima do pufe, gatos à beira e litradas de chá à disposição. E ainda ganhar um ordenado por isso. Uau!

. Professora, quem sabe, mas preferia que os catraios viessem de casa já educados, e que o Ministério não nos pedisse tantos formulários preenchidos, para me dedicar àquela coisa na qual é suposto os professores se focarem, que é ensinar coisas giras e interessantes aos miúdos que querem aprender e crescer. Gosto do 1º ciclo, mas também não me importava de experimentar o 2º.

. Professora de História da Universidade, que nas férias faz uns biscates in loco. Ok, ainda tenho de ir tirar aquela lista de cursos que tenho há séculos na agenda. Não me consigo decidir entre Idade Média, Descobrimentos e Egiptologia, uff!! Aqui, também não se descartavam as viagens pelo mundo. Sempre tive cá dentro um Indiana Jones de mala a tiracolo com uma agenda com conhecimentos interessantes e cheia de areia das pirâmides, que tem andado por estes dias a dar-me umas pantufadas e a perguntar que merd@ ando eu a fazer na vida. Escrever policiais, aventuras, romances de cordel e outras histórias seria uma hipótese a considerar, nesta situação.

. Operadora. Trabalhar num call center e ter imensa informação parva e extremamente inútil, porém divertida para poder ser autora de mais uma blog-novela de êxito. Espera........


(Tenho os Muse em altos berros como banda sonora quando estou a escrever, para não ouvir a histérica do andar de baixo a desatinar com o marido. Sinto-me como a autora do Twilight. Autch!)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Quem não tem pecados que atire a primeira pedra. Espera, tu tens! Ops, já foi! Toma lá água benta e um bocadinho de presunção, vá lá...

As duas coleguinhas novas chegaram ontem atrasadas.

Uma delas apanhou greve e chegou quase meia hora depois da hora.

Outra não sei nem perguntei, mas não foi greve, pode ter ido a uma consulta ou ter adormecido, não é da minha conta. Se avisou e teve autorização, é com ela e a chefia, e não com os colegas.
Reparei que chegou mais tarde do que a colega número 1, mas não vi o relógio.

No entanto, a Pitazita que anda enrolada com o formador-supervisor-qualquer-coisa-ali reparou na hora exacta, 50 minutos mais tarde, e fez questão de se apresentar bastante incomodada com o facto.

Iep, a Pitazita que faz, habitualmente 1.30h de almoço, em vez da 1h do contrato, não se oferecendo sequer para compensar o tempo de atraso, a Pitazita  que, volta e meia, chega também largos minutos depois da hora, e que no outro dia se deu ao luxo de fazer 3 horas de jantar sem dar cavaco a ninguém e nem sequer se preocupar que, se calhar, os colegas não podiam sair do posto para irem para a hora de jantar deles.

Foi a única que comentou, e os colegas limitaram-se a olhar para ela com uma expressão de "não deves estar a processar com o tino todo, é croma!".



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Rúbrica "O que é que tem este café" # 754786774586.

Uns ex-colegas de trabalho são "amigos de facebook".

Ambos gostam de bicicletas.

Ambos são muito matxos lusitanos.

Agora há uns dias, juntaram-se ou criaram um grupo que se chama qualquer coisa tipo "gaijas (boas e semi-despidas, pois obviamente) e báikes".

Convém também referir que, tal como muitos outros da dita colectividade, não têm guito para aceder às tais báikes, só mesmo pela foto e também que, a estes dois, a única "namorada" que lhes conheci... foi a mão direita...



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"Em Lisboa com os dois pés"

É um dos cartazes das autárquicas cá da capital.


Será que sou a única pessoa que passa por aquilo, exibindo um ar muito tranquilo e uma expressão deveras atinada, mas que visualiza a cena com um Chuck Norris a fazer uma entrada com os dois pés juntos num espectáculo de luz, cor e banda sonora de filme de faroeste?

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A pequena pterodáctila.

A nossa gaivota continua bem disposta e cheia de genica.

Ontem até teve ali ao lado um grande cagaçal festival com um Melão, ou lá o que era, mas não fugiu acagaçada, felizmente.

Já começa a ensaiar os primeiros voos à maneira, e esmera-se quando estamos ao pé dela.

No outro dia, as coleguinhas de Espanha estavam para ali a cuscar, chamadas por outro colega, que as chamou, todas melosas por estar lá a mamã da menina ("Mira, que guay! Su mamá! Mira qué preciosas!"), até que se dá o que estávamos à espera: mamãe está ali para alimentar a cria, pelo que regurgita uma coisa que parecia um rato morto e já meio digerido, o que calou as coleguinhas de Espanha e que as fez andar dali em três tempos, com a promessa solene de não voltar.


E Piquena Pterodáctila porque se mete no alto da clarabóia a grasnar que nem um pássaro-réptil pré-histórico a chamar os pais à hora da comida...