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sábado, 2 de novembro de 2013

Nostalgia dos Anos 80 em grande estilo.

Tenho uma colega de faculdade que, na altura, era hiper mega ultra fã de Modern Talking.

Ela deve ter-nos tomado de ponta, um belo dia, a nós, jovens e inconsequentes, que estávamos a cavaquear acerca dessa preciosidade que eram as bandas dos anos 80, nomeadamente Modern Talking, porque se vira para nós com o ar mais sério deste mundo e diz:

"Eu sou fã dos Modern Talking."

Estes anos todos depois, encontramo-nos de novo, via facebook, e eis que a minha amiga continua a acompanhar a carreira dos senhores e, acima de tudo, a carreira do moreno, de sua graça Thomas Anders.

Pronto, se nos anos 90 e tal já achávamos as fatiotas dos anos 80 uma piadola, imaginem agora em 2000 e troca o passo, além de que o senhor cresceu - para os lados -, cortou a longa trunfa, casou e tem um filhote.

Se, por um lado, podem achar que esta dedicação ao Thomas Anders é excessiva e vos daria ganas de cortar com esta amizade de longos anos (e não somos nós todos assim de particulares e especiais?), por outro lado, é coisa que até tem uma certa graça e que nos anima o dia.

Ora atentem para estas pérolazitas internauticas:


Thomas Anders a acompanhar-nos na estrada.


Thomas Anders a acompanhar-nos nos jantares fora.


Thomas Anders especial Halloween.

Isto não é do mais fixe? Olha fazerem disto ao Edsie!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Lógica, falta dela, A vida dá voltas, Ainda dou uma pantufada a alguém, Estou que nem posso, chamem o que quiserem a esta posta!

Ok, estive um mês inteiro sem ganas de vir actualizar o blog.

Olhava para isto e pensava "Não tenho pachorra!"

Olho para o meu trabalho e vejo que, sim, sou uma sortuda porque tenho emprego, que se faz bem e não dá chatices mas, bem vistas as coisas, estou a aturar gente que não sabe trabalhar, gente que sobe na horizontal e chateia os cornos aos colegas, gente que não se sabe organizar e chateia os cornos aos colegas, gente que "cai bem" com os supervisores e depois vem chatear os cornos aos colegas, que não têm pachorra nem personalidade para "dar graxa" só porque sim, com folgas que não lembram nem ao capeta e fins de semana de meia dose.

Saio mais tarde, corto nas pausas, vou almoçar a horas estúpidas, tento desdobrar-me em três ou quatro, e tratam-me como se, sim, fosse esse o meu dever, quando, na realidade, o meu dever é trabalhar bem, o que faço, e sair a horas decentes.

Uma das colegas/companheira/outra doida, fartou-se, não os quis aturar, encontrou uma coisa melhor, e saiu. A pseudo-supervisora, que antes implicava com esta colega, implica agora comigo... Implicar com o Cromagnon que, esse sim, da azo a reclamações? Ná! Implicar com a Lassie, amiga do(s) peito(s) da Pitazita, que mete os pés pelas mãos, que escreve coisas como "Opel Corça" no processo e deu (deram as duas) reclamação porque deixou apeada na auto-estrada e esposa de um amigo do Director, sozinha e de noite? Ná....

Há dias em que me apetece largar a porcaria do telefone e vir apanhar ar, porque estou farta de ter de dar ao litro quando a colega do lado está com o telefone desligado "porque tem de fazer coisas importantes".

Venho para casa chateada, acordo a meio da noite a pensar nas situações, vou para o trabalho desmotivada...

Resumindo, ando chateada com estes idiotas, e isso reflecte-se nas outras coisas: não tenho pachorra para as coisas que gosto de fazer, quando devia acontecer exactamente o contrário, e ter vontade de as fazer para me esquecer destes gajos.

A chatice foi que comecei nesta função com colegas impecáveis, doidos e muito profissionais, e uma Supervisora que era do melhor: justa, imparcial, um capitão de navio.

Logo, chego aqui e comparo com a equipa-maravilha e estes são obviamente medíocres...

Ontem foi um dia bom. Está bem, foi folga...

Limpei e arrumei a casa toda.

Arejei os quartos e os armários, organizei o crochet do meu cesto, espreitei os livros de receitas, fiz o jantar para o meu Puto, enfeitei a mesa de Samhain, fiz Doce de Tomate para oferecer às mães e à amiga que vem cá hoje jantar, fiz tarte de maçã só porque sim, porque éramos só os dois, hoje é que temos o jantar de início do ano celta, mas ontem foi a despedida do anterior e nós merecíamos!

É tempo de deitar fora o que não faz falta, de arrumar as prateleiras da minha cabeça, de arejar os cantinhos do meu cérebro.

O que é que quero fazer?

Aquele trabalho, bem vistas as coisas, não tem futuro. Pode ter, mas pode não ter.

Tenho colegas que "cairam mal" e estão como operadores há 12 anos. Tenho colegas que "cairam bem" e ao fim de uns meses estão com um horário das 9h às 18h com folga ao fim de semana. Eu não vou cair bem porque não dou graxa a ninguém. Dei bolachas de canela ao Director, é certo, mas foi de boa vontade, não foi para subir. Para ele, sou só ali um número com uns headsets na cabeça.

E não é o que quero.

Quero ter uma vida calma, útil, sem aturar gente com problemas na cabeça, fazer doces e mantas para os meus amigos, ler e escrever histórias interessantes, dedicar-me à minha família, quem sabe trabalhar para ter uma quinta, ou uma livraria lá na aldeia ao pé do mar, onde podemos dar passeios com o cheiro da maresia todos os dias, sem levar com as greves do metro e as correrias de gente insensível e mais preocupada com o seu próprio umbigo do que com a harmonia dos universo!

Nos entretantos, welcome to my new life: amanhã entro e saio a horas (duh, há menos gente e o ambiente é mais calmo E não está lá a supervisão, o que quer dizer que a pitazita não vai estar tão concentrada em chatear o juízo às pessoas porque está no facebook), hoje vamos cá ter os amigos para uma reunião de bom início de ano celta, cheia de boas vibrações e planos luminosos de futuro e inspirações, vou caminhar até ao jardim só porque sim, porque é Outono e as árvores estão lindas, vou meter o crochet em dia e vou-me enfiar na cozinha a fazer coisas boas!

(Já estive em amena cavaqueira com mamãe, que também vai fazer broas na casa dos meus avós, e que agora, em vez de ir ver as revistas do chefe Silva, como fazia antes, vai ver à internet! Além de que o meu avô, que foi criado na maneira do "homem não entra na cozinha" mas que antes o fazia para vir roubar broas e filhoses, lhe está para lá a dar as instruções, e não a minha avó. Isto quando a gente acha que já viu tudo... surpreende-se e acorda para a vida!)




domingo, 6 de outubro de 2013

Posso apenas dizer que foi por solidariedade à causa!

Ontem, mamãe foi ver o Tóne.

Foi o primeiro concerto do Tóne que mamãe teve a alegria de ver.

Nas semanas antes, mamãe não se calava com o Tóne.

Nos dias antes, mamãe não se calava com o raio do Tóne.

Hoje, acordei com a porra de uma música do Tóne na cabeça, não tinha nada a jeito para tirar aquilo, aguentei parte do dia de trabalho com o Tóne a cantar, e só parou - mais ou menos! - quando houve uma alma caridosa que ligou para lá uma estação de rádio castelhana.

Mamãe gostou muito da festarola. Doem-lhe os pés, mas gostou muito.



sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Dát moment...

Desde quando é que é normal passar por uma rua com quintais, conversar acerca dos gatos que costumamos ver nesses quintais, olhar para um deles e comentar "Olha, aquele quintal tem um porquinho!"...

E, afinal, é um cão...


quarta-feira, 6 de março de 2013

Pensamento se calhar não muito sensato de pessoa desempregada mas que não tem pais cheios de guito e que tem de se desenrascar e ser poupadinha:

Às vezes penso se, quando o nosso actual Primeiro vai à casa de sua excelsa mamãe, a senhora também não terá umas daquelas ganas de lhe dar um par de estalos naquelas fuças e meter uma malagueta na língua, com tanta parvoada que o moço deita daquela santa boquinha para fora.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Escrevo, logo existo.

Depois de uma história de amor daquelas de deixar sorrisos parvos na cara (ó pra ela tão modesta!), estou agora entretida com outras que são mais ou menos, outras em que enveneno pessoas, ou lhes corto a cabeça, ou mordo o pescoço, ou enveneno mais um bocadinho ou, vá, as meto felizes para sempre com a sua metade da laranja.

O que é uma obra de grande envergadura, porque a sogra veio passar cá uma semaninha, e é preciso ter um grande jogo de cintura para me conseguir concentrar em rever as calinadas de teclado que escapam nos textos, passear até mais não, e meter o crochet e a conversa em dia!

Daqui a uns dias, depois de dar conta destas histórias como deve ser (ou seja, imprimir tudo como deve ser e enviar tudo como deve ser, ai Jazuz!), lá volto eu ao meu belo policial, para decidir como vou envenenar a próxima vítima.

E, claro, hoje foi dia de eliminar mais uns quantos personagens fictícios e cozinhar coisinhas pipis, tudo ao mesmo tempo, que é para provar, com todas as letras, que sim, cá as gajas conseguem fazer coisas absolutamente opostas ao mesmo tempo, e não pensem que isto vai ser dia do Valentim (Loureiro?) cá por casa, que vamos ter sogra e colega de trabalho para o jantar, e a namorada dele em vídeo-conferência, que é para não haver o azar da desgraçada ter de cheirar essa coisa horrorosa que são os coentros!