"Not all girls are made of sugar and spice and all things nice. Some are made of witchcraft and wolf and a little bit of vice." Nikita Gill
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Traumas da vida de Professora # 4365754645.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
As miúdas não se percebem. Facto.


quarta-feira, 26 de maio de 2010
Considerações pedagógicas
da parte de uma pedagoga que se auto-considera anti-pedagógica, nomeadamente por ser da opinião de que as disciplinas “Iniciação ao Sarcasmo” e “Humor Negro Avançado” fazem falta ao nosso currículo do 1º ciclo, quiçá antes, até.
Os miúdos andam esquisitos.
Os pais também.
E os professores também, há que ser frontal!
Esta semana, aqui na zona, um puto de 14 anos, aluno do 6º ano, suicidou-se num guarda-fato com um cachecol porque teve nega a Inglês e os pais lhe cortaram telemóvel, net e saídas à noite até ao final do ano lectivo. Daqui a 15 dias.
Culpa.
Responsabilidades.
São logo as palavras que saltam.
A culpa terá de ser de alguém.
O malvado professor de Inglês que ofereceu uma negativa?
Porquê? Se o miúdo não apresentava resultados, será justo dar-lhe uma nota só para passar, quando outros mostram algum esforço?
Os diabólicos pais que privaram o infeliz adolescente do telemóvel, da internet e das saídas à noite com os amigos?
Como seria possível sobreviver sem isso??
Será a sociedade que, cada vez mais, incita as pessoas que as coisas se conseguem sem esforço, e que por isso qualquer contrariedade deve causar desgosto?
A geração de onde venho, menos do que a anterior, sofreu contrariedades.
Trepávamos a árvores e caíamos. Era um risco, e nós – conscientemente ou não… - sabíamos disso. Podiamos partir a cabeça, um braço, uma perna, esfolar a coxa toda, mas aguentávamos as consequências dos nossos actos.
Nos dias de hoje, seria a autarquia, porque deveria ser obrigatório a árvore ter um sinal a indicar que subir era perigoso.
Havia o puto gordo, o dos óculos, o parvinho, a trinca-espinhas. Sobrevivemos.
Nos dias de hoje, são referenciados.
Quase todos sofrem de hiperactividade, quando na realidade têm actividades físicas a menos, carradas de açúcar no sangue e horas a mais dentro da escola porque os pais não os podem ter em casa.
Numa das minhas turmas há um puto – como muitos que já toda a gente conheceu – que passa a vida com a cabeça na lua. Mas apanha tudo. Esperto como uma raposa! Mas cheio de moleza… Numa conversa com a professora titular, um dia destes, a mesma diz que a criança está a ser avaliada por um especialista. O J. L. tem 7 anos. Em tom de brincadeira, teacher diz que J. L. deve ter apenas temperamento de artista. A professora I. olha para teacher com uma nítida expressão “teacher-precisa-também-de-aconselhamento-psiquiátrico”.
Noutra sala, a Professora M., preocupada, manda recado na caderneta à mãe do R. S., a informar que o menino não come ao almoço, e só quer lanchar o bolicao/kinder/chipicao que traz para o lanche.
A mãe do R. S., indignadíssima com o atrevimento da pessoa que acompanha o seu infante desde as 8. 30h da manhã até às 19h da noite, informa que o menino não gosta de carne, não gosta de peixe, não gosta de verduras, não gosta de massas, não gosta de arroz, não gosta de fruta e que a única coisa que come bem é o bolicao e o leite com chocolate.
Ponto final no assunto.
Este ano lectivo, surgiram na escola dois casos de Diabetes tipo 1.
Se calhar, devíamos afixar isto na porta.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Não me lembro de ver isto no Programa elaborado pelo Ministério da Educação, garanto!
Moonspell - Alma Mater (Cover Do Clube Infantil De Música)
(Acabei de meter para dentro um penico de arpeggio e estou pronta para a loucura de um dia em que não tenho de aturar catraios de espécie alguma. A não ser aqueles com quem me vou cruzar. E está de chuva para o desfile de Carnaval. Não tenho pena nenhuma. Vão-se divertir mais, até!)
(Pah, e o meia leca com a vozinha grutural a sair-se com o "Alma Materrrrrrr!" Nandinho, põe-te a pau!)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
A minha vidinha em retalhos. Parte sei lá qual, já!
Teacher é picuinhas e minuciosa na escolha de flashcards, cançõezinhas, wordcards, fichas, actividades, livros, tabelas, decorações e afins.
Teacher, às vezes, lixa-se em grande estilo, porque há o estafermo de little criancinhas opinionadas que acham que sabem melhor as "Orientações Programáticas" que Teacher, e que opinam, precisamente, que Inglês é fichas.
Teacher, obviamente, discorda, e como é Teacher, coincidentemente, quem manda ali, as little criancinhas opinionadas, bem como as outras que até curtem o que Teacher lhes leva, vêm-se obrigadas a gramar com o Teacher tem para elas.
Teacher, por ocasião do tópico "Days of the Week" desunhou-se para encontrar uma canção que soasse a isso.
Teacher, não obstante o esforço e empenho dedicado à causa, foi amargamente criticada ontem, por uma miniatura de beto.
J. N.: Ó Teacher, os meninos cantam mesmo mal!
Pessoa de qualidades dúbias que habita algures no cérebro de Teacher, e também opinionada, refere que, na próxima vez, traz mas é a porra do cd do Zappy, que é a coisa mais parecida que existe com o Coro de Satanás!!
Rai's part'ó fedelho!!!!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Eu achava que era boa, mas tenho que confessar que, às vezes, me metem mesmo no lugar.

domingo, 17 de janeiro de 2010
As novas gerações. Que título tão poético!
A I. tem 6 anos. Sofre de epilepsia mas, felizmente, nunca teve nenhum ataque na escola. Volta e meia, passa as aulas rabugenta, cheia de sono. Volta e meia, damos com ela a dormir em cima do livro onde devia estar a trabalhar. Por Deus, serão as aulas tremendamente aborrecidas? Não. A mãe da I. vai buscá-la à escola, leva-a para o trabalho, faz horas extraordinárias, depois ainda tem uma palestra ou uma formação e vai jantar com os colegas. A miúda vai arrastada atrás. No outro dia, alguém vai levar a criança à escola, e a mãe fica a descansar.
No 3º ano temos a M. – o pai nunca foi às reuniões da escola. Não pode. Não tem tempo. É uma pessoa muito ocupada. A mãe foi algumas vezes.
“M., escreve na caderneta para informar a mãe que a reunião é no dia 14 às 18h.”
“Ó Professora, a minha mãe não deve vir.”, “
“E o teu pai, querida?”
“O meu pai nunca tem tempo. Quem veio às reuniões do ano passado foi o namorado da minha mãe, mas ela agora mudou de namorado, e este também não pode vir.”
Há turmas onde, de 24 meninos, 4 têm famílias “normais”. E são turmas de 1º ou 2º ano, com crianças de 6, 7, 8 anos. Tenho t-shirts que duram mais que as relações desses pais!
Há mães que ligam para a escola na Segunda de manhã a dizer que lhe “parece” que a criança está com… (e depois enumera uns quantos sintomas da Gripe A). Resultado: a criança sete dias em casa. Sete dias em que a mãe não tem de se levantar às 8 horas para a ir levar à escola! Boa!
Ou como fui obrigada a fazer no ano passado, quando um puto de 6 anos e que ainda nem tinha dentes definitivos, inspirado pela mãe e pelo novo namorado se lembrou de tentar apalpar as maminhas ao pessoal docente todo da escola – “Tentas essa outra vez, e eu vou-te aos cornos!” Sorriso desdentado meio parvo. “Puto, estou a falar a sério, parto-te o resto dos dentes”. É anti-pedagógico, é certo, mas é assim a vida!
Até o Professor L., que era gajo, tinha uma tarântula preta enorme tatuada no braço, andava de barba por fazer, óculos de sol, cabelo no ar, calças de paraquedista, t-shirt dos Ramones, tinha um sentido de humor cáustico e não tinha maminhas começou a ficar preocupado! De qualquer maneira, o puto arranjou maneira de partir a fronha toda sozinho “Ó Tuómas, não te ponhas em cima do muro!” “Ponho se eu quiseeeeeeeee….” E pum! Acho que ainda houve alguém que bateu palmas. Foi a Constança, salvo erro.
Se com um pai e uma mãe ditos “Normais” as crianças apanham com estes crominhos, não, acho que não me importo muito se a criança me aparecer com dois pais ou duas mães, se eles estão dispostos a ser pais decentes e a acompanhar a criança que decidiram criar, apesar de, à partida, não parecer uma coisa muito “natural”, como gostam de chamar às situações.
Ok, tens dois pais, ou duas mães. Mas desenhos em que aparecem o pai, a mãe, as 3 namoradas do pai, o ex-namorado da mãe, o amigo especial da mãe, os filhos do amigo especial da mãe com a primeira e a segunda mulher, e mais um que foi um acidente com a secretária lá do escritório, olha, aconteceu? É normal??
E tenham paciência, mas continuo é a não concordar com o aborto como o método anti-concepcional que ele é visto.
Se fazem a merdª, ao menos sejam uns homenzinhos – e mulherzinhas – e assumam as vossas responsabilidades!
As pílulas são à borla no Centro de Saúde, e os preservativos vendem-se em todo o lado, até na bomba de gasolina no cú de Judas!
sábado, 16 de janeiro de 2010
O Karma pode ser bem lixado... esperem por ela, que o gajo não se esquece!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Novas da Atlântida!
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Nhenhices 1:
Quando tragar xarope para a tosse directamente do frasco, lembre-se de ter em atenção a quantidade de álcool que o produto contém.
Pelo menos antes de ir trabalhar.
Principalmente, se for trabalhar com little criancinhas, ou se tiver uma reunião com os outros docentes do 1º ciclo, e mais os do 2º ciclo.
É claro que se, habitualmente, vai trabalhar de sapatilhas, calças de ganga e uma t-shirt do Star Wars, estes avisos já caem em saco roto.
Um bem-hajam!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
1º dia de aulas. 1ª aula.
Professora M., no seu jeitinho particular, que faz as littles criancinhas parecerem umas tótós quando se estão a armar em carapau de corrida, e que eu aprecio deveras observar: Ai, coitadinho, sabe, é que está todo dopado!
Opsi...
Começámos bem...

