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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Pontos nos I's.


Agora que fui dispensada de funções, um mês antes de terminar a licença de maternidade, espalhou-se lá pelo trabalho a hipótese de que teria sido por causa dos blogs. 

Aparentemente, e apesar de nunca ter feito segredo acerca dos meus blogs e até de os ter aberto à frente de toda a gente, aquilo ofendeu algumas alminhas, e pelos vistos estou a ser recompensada com o silent treatment da parte de colegas que, julgava eu, eram amigos também, e que tinha em melhor conta.

 Ou o universo está a conspirar qualquer coisa, mas isto soa mesmo a silent treatment. 

O que é facto e que o big boss lá da empresa que, muito provavelmente, nem me reconheceria na rua, apesar de eu estar no mesmo edifício todos os dias (tirando folgas e férias) desde há quase dois anos a esta parte, andou a ver a minha página do linkedin, mas daí até chegar ao blog da desorientação sozinho e sem ajuda ainda é preciso dar umas voltinhas, e a criatura de deus tem mais o que fazer na vida do que andar a cuscar um blog anónimo. 

Lá andei a espreitar a página com olhos de ver, a tentar descobrir o que podia ter escandalizado tanto, eu as vezes sou um bocado bruta e esgrouviada, o que pode ser uma mistura perigosa mas, tirando a posta dos cabazes de natal, em que, é um facto, o senhor se deve ter retratado, uma em que me refiro ao caos que era a entrega dos horários no ano passado e em que a senhora dos recursos humanos também se deve ter retratado na injustiça laboral para com os nossos colegas espanhóis e outra ainda, em que desabafo acerca das avaliações, que desmotivaram toda a gente (garanto, ninguém ficou satisfeito com aquilo, dava a sensação de sermos uma porcaria a fazer o nosso trabalho, foi verdadeiramente deprimente!) e em que, vá, estava chateada com a senhora das avaliações (raios, a senhora até é uma querida, apesar de me ver grávida e cheia de borbulhas de uma alergia misteriosa e de me ter tentado convencer a terminar o meu turno antes de ir às Urgências!) e fui um bocado mais ácida, não houve nada do que escrevi que, a meu ver, possa ser considerado má língua ou falta de respeito para com alguém. 

Ai falei da colega que levava os calções a mostrar as nalgas? Pois falei.

 Falou toda a gente, nas costas dela e à frente, reviravam os olhos quando ela passava, a rapariga andava com aquilo para todo o lado! 

Foi escrito há mais de um ano atrás, e na altura ela dava cabo dos nervos a toda a gente, venham cá dizer-me que não é verdade! 

Mas também admito que, sendo há mais de um ano atrás, e sendo uma miúda, nos entretantos já cresceu um bocado (não em altura, felizmente, que isso já ela tem de sobra), e agora não acho nada daquilo. 

O que é facto é que ela fazia com cada uma que, sim, dava para escrever um livro ou, neste caso, um blog! 

Ai falei do supervisor/formador que não se percebe bem o que está ali a fazer? Pois falei, ele é mesmo um bocado incógnito.

 Mas também circulam entre os colegas mais antigos histórias dele lá dentro que até eu tenho um certo pudor em trazer para um blog, sei lá se são verdade, e não é o meu lugar falar de coisas que não vejo e não sei.

 Ai escrevo aquelas brejeirices todas acerca do colega Cromagnon? Pois escrevo, ele di-las alto e bom som para toda a gente ouvir, mesmo que o director do departamento esteja sossegadinho lá no seu escritório a olhar para ele, ou a supervisora lhe esteja a deitar olhares de "sossega, mas é!" que ele não percebe.

 Se estivessem com atenção, nestes momentos eu fazia uma facepalm, ou benzia-me, e apontava a coisa no meu caderninho preto. 

Sim, eu escrevo palhaçadas e sou muitas vezes um bocado idiota, mas caragos, só escrevo acerca das piadolas da vida diária, não estou para aqui andar a meter os esqueletos dos armários das pessoas e espero que não achem que as liberdades criativas, como arranjar um romance ao Cromagnon, sejam verdade! 

É uma historia, senhores! 

A maioria das postas até são sobre situações caricatas da assistência em termos práticos. Em que é que raio me vão dizer que aquilo é ma língua ou ofende alguém?? 

Por isso, estou na minha, o caderninho preto ainda tem montes de coisas, a minha cabeça mais umas quantas, e o blog, bem vistas as coisas, e isto sou eu que acho, até está uma ideia gira, até admira ainda nenhuma marta se ter lembrado de fazer uma destas, mas realmente o que rende não são blogs de histórias de call centers, são fashion blogs ou blogs fifty shades ali no intendente. 

Se não gostam, não fico ofendida, há mais coisas para lerem por essa internet fora,  escrevo o blog só para desabafar e exorcizar os demónios, não me importo de ser também só eu a ler.



sábado, 20 de dezembro de 2014

Momento "pela boca morre o peixe" da questão.

Na semana em que a pirolita estava prevista nascer, mamãe já se sentia incomodada com algumas contracções.

Nada de muito evidente, mas os pais de primeira viagem levam as coisas muito a sério, especialmente se têm uma médica a querer sacar uma cesariana no hospital particular onde trabalha habitualmente.

Ora quando a médica de serviço na urgência do hospital público pergunta qual o nível da dor que estou a sentir, não sabendo muito bem como o definir, saio-me com a tirada esperto-parva de "bem, não está nada de intolerável, já fiquei mais dorida de bater com o dedo mindinho do pé na quina de uma cadeira..."

(pelo menos não respondi como os nossos fregueses das apólices Angolanas, devem ter andado todos na mesma escola, quando perguntamos, pelo telefone, "então do que é que se queixa, de que especialidade é que precisa?", respondem quase sempre "Estou incomodado", e depois temos de andar a fazer mais uma data de perguntas directas para saber se o "incomodado" é dor de cabeça, vómitos, dor na perna, dor de barriga, febre e etc...).

Uma semana depois, nasce a criança, as contracções são daquelas filhas da mãe que dão nos rins, uma pessoa até tem ganas de trepar pelas paredes, até vir a epidural e, a partir daí, é mais o nervoso miudinho de irmos conhecer o pequeno girino que nos vinha a crescer na barriga e no coração, e que nos vai andar no coração e já não tanto na barriga (só umas lonchazitas...) o resto da vida.

O parto lá se fez, faça lá um bocadinho de força, agora mais outro bocadinho, agora espere lá, que é para o pai estar também aqui ao pé, agora um dois três, mais um dois três outra vez, e já cá temos uma coisinha em cima de nós, a encher a sala de partos com um nível 10 de apgar.

Depois de uma meia dúzia de dias, mais abananada com a novidade da coisa e com as novas noitadas do que propriamente com aquela confusão toda que se passou entre as minhas pernas, já me sinto perfeitamente restabelecida (até porque, lá no hospital, devagarinho e com jeitinho, nos vão incentivando a mexer e a caminhar um pouco), o que quer dizer, em termos práticos, aproveitar o tempo ameno para dar um passeio aqui pela rua, coisa que faço toda lampeira, quase sem dificuldade física nenhuma, e toda orgulhosa da coisinha mini que levávamos no carrinho.

Uns dias depois, derivado do péssimo hábito que tenho de andar descalça em casa e por ter o carrinho com o berço ali encaixado do meu lado da cama, dou uma valente castanhada na roda, daquelas em que se ouve um "crac" e em que parece que o dedo até se vira todo, o que me deixa coxa e entrevada durante um par de semanas e com o aspecto de "coitadinha, deve ter tido um parto tããão difícil!".

Não, senhores. O parto foi perfeitamente tolerável - gracias, epidural! - mas a sacana da castanhada com o dedo mindinho do pé na roda do carrinho é que me lixou a reputação...



sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Multitasking 2.0.

É evidente a capacidade da Baby Plum para comer e encher a fralda ao mesmo tempo.

Já a competência de comer, dormir e encher a fralda ao mesmo tempo, ainda deve estar longe de conseguir atingir.

Parece apenas um bebé que não sabe o que está a fazer...



domingo, 5 de outubro de 2014

Últimos dias.

E a piolha nada de querer sair do ninho.

Então, agora estamos numa de:

Pai: incentiva a mãe a caminhar.

Mãe: toca a dar aos penantes!

(Espero que estas caminhadas me deixem as nalgas mais firmes, pelo menos!)


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O mundo ao contrário.

Tenho ali uns cactos para meter num vaso, trouxe mais umas coisas para plantar, não consegui arranjar hoje terra em loja nenhuma das que fui, os vasos não estão na moda, por isso não há na Viva nem na Casa, piquei-me a tirar uma montanha de urtigas do canteiro, mas descobri que a flor que o Puto me ofereceu no Dia dos Namorados há dois anos atrás está viva, de boa saúde e a florir, consegui marcar para amanhã depois do trabalho a radiografia às dentolas, estou com vontade de ir para o campo ouvir passarinhos, e não para um escritório aturar gente doida, está um frio do catano, e o rapaz indiano da mercearia aqui em baixo na rua em vez de escrever "melancia" escreve "melância" e em vez de "alface" escreve "alfass"!





sábado, 7 de dezembro de 2013

Estarei numa novela da tvi?

Uma das colegas, que até nem era grande coisa na função, foi destacada para outra posição dentro da empresa, posição essa que lhe vai dar um horário com normal com folga ao fim de semana e um acrescento no ordenado.

Para a função especial dela no call center, adquirida nas últimas duas semanas, e que consistia em comandar um sistema de operações novo, devidamente caótico e falível, mas que lhe deu fins de semana, que ela partilhava com uma outra colega (que, sem perceber um cu de espanhol, foi fazer a dita formação... em espanhol...), foi seleccionado, em primeiro lugar, o algarvio, que se viu obrigado a recusar tamanha honra porque preferiu ir de férias para o Algarve, como já tinha planeado.

Depois, obviamente, foi seleccionada a Pitazinha.

Resultado, agora temos estas duas armadas em patroas de toda a gente e chatas como a potassa, a olhar-nos de alto e a chatear o juízo dos mortais que estão ali para fazer o que fomos contratados para fazer: trabalhar!

Uma das colegas antigas, daquelas que se desdobra em três, faz todos os trabalhos, todos os horários e ainda dias extras, mas que já estava com estas cenas pelos cabelos, fartou-se e, ainda nem estava a Pitazita a desconectar o telefone porque "agora sou uma pessoa importante e vou para ali ter formação com a outra e vou telefonar ao meu namorado que também é supervisor que é para ver se me calha o horário sem fins de semana aqui enfiada e férias em Agosto", já estava a telefonar aos Recursos Humanos para entregar a carta de despedimento.

Quando vemos colegas que são medíocres a serem louvados e recompensados, e colegas competentes e profissionais a levarem sticadas e patadas, começamos a pensar se aquela gente que está para ali a ditar ordens e com funções de gestão terá realmente competência para o que está a fazer....


sábado, 2 de novembro de 2013

Nostalgia dos Anos 80 em grande estilo.

Tenho uma colega de faculdade que, na altura, era hiper mega ultra fã de Modern Talking.

Ela deve ter-nos tomado de ponta, um belo dia, a nós, jovens e inconsequentes, que estávamos a cavaquear acerca dessa preciosidade que eram as bandas dos anos 80, nomeadamente Modern Talking, porque se vira para nós com o ar mais sério deste mundo e diz:

"Eu sou fã dos Modern Talking."

Estes anos todos depois, encontramo-nos de novo, via facebook, e eis que a minha amiga continua a acompanhar a carreira dos senhores e, acima de tudo, a carreira do moreno, de sua graça Thomas Anders.

Pronto, se nos anos 90 e tal já achávamos as fatiotas dos anos 80 uma piadola, imaginem agora em 2000 e troca o passo, além de que o senhor cresceu - para os lados -, cortou a longa trunfa, casou e tem um filhote.

Se, por um lado, podem achar que esta dedicação ao Thomas Anders é excessiva e vos daria ganas de cortar com esta amizade de longos anos (e não somos nós todos assim de particulares e especiais?), por outro lado, é coisa que até tem uma certa graça e que nos anima o dia.

Ora atentem para estas pérolazitas internauticas:


Thomas Anders a acompanhar-nos na estrada.


Thomas Anders a acompanhar-nos nos jantares fora.


Thomas Anders especial Halloween.

Isto não é do mais fixe? Olha fazerem disto ao Edsie!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

De como o crime, afinal, até compensa.

Hoje, finalmente, comecei o horário das pessoas normais, não assim tão normais, com fins de semana, ou como a colega dos calções a ver o rêgo que anda meio enrolada com um ou os dois supervisores e que tem mais fins de semana que toda a gente e faz 1 hora e meia de almoço enquanto os comuns mortais fazem 1h, mas com aquela coisa fixe de sair ainda de dia, de poder sair do trabalho e ir à mercearia e fazer o jantar do Puto cá de casa, coisa com que me divirto bastante.

Hoje resolvi passar, tranquilamente, ali pelo mini-preço da rua de cima, com ideias de vir a descer a rua pela sombra das árvores e a levar com o pitróil dos carros, que isto é província, mas também é Lisboa.

Estava eu lá muito bem, a aproveitar que o Puto não estava nos próximos quilómetros de distância, para espreitar as qualidades e as atracções dos gelados da montra do frigorífico, a pensar com qual/quais me havia de alambazar, quando oiço um

"Pst, pst,... ó menina..."

(Ó, meu deus, "menina!" Gosto tanto que me chamem de "menina" quando já sou uma trintona!)

"Pode chamar a funcionária aqui à Padaria?"

(Não, eu não pensei essas coisas! Suas mentes perversas!)

Afinal, o senhor tinha ido à Padaria levar não sei o quê, e uma das meninas, sem saber que ele estava lá dentro, trancou-o. Sair, ou pela porta, que estava trancada, ou pelo balcão, que era alto, e eu não me aventuraria.

Moral da história: salvei o segurança do mini-preço, pratiquei a boa acção do dia, e acabei por não trazer gelado.... 


Vá, trouxe iogurte grego de morango da marca branca e areias, misturei tudo, estava fresquinho, e soube-me a ginjas!

domingo, 14 de julho de 2013

A mascote lá do trabalho!

Uma das coisas fixes para as pessoas que gostam de inventar histórias em todo o lado é viver numa cidade. Há aqueles que gostam de olhar para as pessoas e imaginar histórias, há os que olham para situações e imaginam a história toda por detrás daquilo, e há outras cabeças de vento, como eu, que gostam é de olhar para os lugares, viajar no tempo e imaginar as pessoas que ali viveram.

Por agora, estou pela Avenida da Liberdade, o que quer dizer que, no meio de tanto mamarracho moderno, tenho também a sorte de poder conhecer alguns edifícios que já ali estão desde que o senhor Marquês os mandou meter lá, isto enquanto não vier um pequeno terramoto e deixar toda aquela parte de Lisboa, nós incluídos, debaixo do Tejo...

Lá nas traseiras do edifício onde trabalho, há um prédio abandonado, que faz as minhas delícias nas horas de pausa, quando vou para o sexto andar sozinha, a olhar para cada janela, varanda e cortina, e me ponho a ver a gente que ali viveu. Tenho também muitas ganas de trepar o muro para ir explorar o pátio e o prédio, mas isso é coisa que eu fazia em miúda e, vá, na adolescência, acho que com esta idade ainda me habilitava a passar umas noites no chelindró, mas adiante...

Mas voltando à realidade!

Todos os anos, no telhado desse prédio abandonado, há ninho de gaivota, pelo que, volta e meia, vemos as gajas penduradas ao nosso lado na janela, em cima do ar condicionado.

Tendo as costelas quase todas dali da zona saloia de Santa Cruz, e mais umas quantas de Peniche, tenho uma relação privilegiada com as bichinhas, e até as acho muito estilosas e cheias de personalidade. Coisa a que as pessoas normais chamam "feitio fdp"...

As nossas gaivotas tiveras duas crias este ano e, um dia destes, quando lá chegámos, demos com uma das crias no pátio do nosso edifício.

Foi uma boa ocasião para descobrir os colegas que são apanhados por animais e os que nem por isso, porque assim já sabemos que somos mais que um nestas demandas, e não passamos tanto por maluquinhos da cabeça...

Vimos que não estava magoada, as asas estavam bem, parece ser apenas falta de confiança.

Lá nos metemos a observar, os pais andavam a rondar, o irmão, mais atabalhoadamente, também.

Uma colega telefonou para várias instituições ligadas à natureza selvagem: uma senhora disse que não havia verba para resgates, e rematou com um "deixe a natureza seguir o seu curso, percebe" (fantástico, a senhora tem um dom!), mas depois teve sorte e apanhou com um biólogo que deu sugestões bem mais práticas e humanas.

Ou seja, nesta situação, é dar tempo ao tempo: monitorizar e meter água com fartura. A outra hipótese seria apanhá-la e levá-la à instituição, mas seria animal que depois não poderia ser posto em liberdade por não se saber alimentar sozinho. Esta hipótese, não.

Apercebemo-nos que os pais vão lá alimentá-la e continuamos com a água, e a ir à janela conversar com ela, e com isto já lá vão 6 dias.

Como trabalho no fim de semana, calhou-me, com outro colega, de estar de olho e meter a água. E, nestas coisas, temos contado com a ajuda até dos Seguranças do edifício, que devem olhar para nós como se tivéssemos perdido uns quantos parafusos pelo caminho, mas podia ser pior. Acho eu.

De modos que levei a máquina para lhe tirar umas belas fotos!

Aqui está a nossa menina numa de "ó pá, não me chateies a moleirinha!"


Xanã! O prédio abandonado! Digam lá se isto não dá vontade de explorar!


Mais uma da nossa pequenita.


Ó pra ela, toda cheia de estilo!


Aproveito a ocasião para me queixar da espécie de "pátio" que ali temos, um autêntico antro de ares condicionados. Aquilo com uma limpeza como deve de ser, umas mesas, cadeiras e chapéus de sol dava um belo terraço de refeições de Verão ali para o pessoal, até se trabalhava com mais alegria. Vou meter esta ideia brilhante na caixa das sugestões, mas é!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Conversas de Supervisor 101.

Aula de formação acerca de serviços ao lar prestados por técnicos especializados.

Tópico: serviços dentro do Protocolo e serviços fora do Protocolo, sendo que os serviços habituais relacionados com canalização, pintura, electricidade são habitualmente dentro do protocolo, e os relacionados com electrodomésticos são fora do protocolo.

O Supervisor quer fazer-nos compreender a diferença, e dá uns quantos exemplos de situações:

. Tomadas que não funcionam? Dentro do Protocolo. OK.

. Esquentador que não liga? Fora do Protocolo. Ok.

. Máquina de lavar loiça que não centrifuga?  

Espera...

Qual será o segundo capítulo da história? O moço confessar-se possuidor de uma Bimbe?

Pois... é possuidor de uma Bimbe...


PS: Nada contra os possuidores de Bimbe, mas os que conheço incluem-se, exclusivamente, em dois grupos: o do pessoal que percebe potes de cozinha e usa a Bimbe como uma desculpa para inventar ainda mais coisas boas, e os que não percebem um corno de ciências domésticas, no qual calculo que possa encaixar perfeitamente o Supervisor...

sábado, 9 de março de 2013

Greve da CP, you're doing it wrong.

Ora vamos a ver:

Há maneira de, efectivamente, fazer uma greve e prejudicar os chefões cheios de guito da CP?

Pois claro que há!

Greve de maquinistas e subtracção de serviços? Obviamente, não!

Os passes já estão pagos, os patrões não usam os combóios, querem lá saber se estão na linha ou não, e quem sofre é o mexilhão, que já pagou o seu passe (e caro!) no início do mês.

Então, o que é que podemos fazer?

Orgazinarmo-nos a sério!

Amigos da CP, vocês fazem grave de picas, ok?

E quem não tem bilhete, nesse dia, apanha o combóio!

Ou seja: os serviços são os mesmos, mas a CP não ganha com a venda dos bilhetes e estes não são fiscalizados.

Ou então, em vez de, no início do mês, irem comprar o vosso passe da CP, optarem por não o fazer: vão de bicicleta, vão de carro com colegas, vão de Carris (também não são famosos, estes...), mas não gastam o vosso dinheirinho na CP, a ver se eles percebem que quem lhes dá o dinheiro são os utilizadores e que, se os utilizadores quiserem, podem não dar um tusto furado para os seus bolsos lambões!


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ainda a juventude...

No caminho para os transportes, depois do trabalho, vinha na cavaqueira com o meu colega.

O tema: livros.

Pergunta: Então e achas que no futuro vão ganhar os livros de papel ou os ebooks?

Pausa para pensar no assunto.

Futuro - Os Putos que vemos à frente - Os Adultos do Amanhã.

Ok, se calhar, não ganha nenhum deles... Depois da nossa geração, não haverá leitores de coisa nenhuma...

(e, depois, para ver se a gente percebe bem a coisa, que isto o gajo lá de cima tem gosto nas piadolas parvas, apanho no autocarro uma jovem adulta - não, não era adolescente, já era uma mulherzinha! - com um télélé topo de gama, a jogar um daqueles joguitos com corzinhas básicas, cujo objectivo era emparelhar as cores... e ela estava com dificuldades...)



Não há mesmo nada melhor para o avanço de um país do que mentes ignorantes... continuem assim, a investir na Assembléia da República em vez de em escolas como deve ser, a ver onde é que vamos parar! Portugal e Espanha!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Prémio "Somos muito à frente numas coisas, mas há outras em que deixamos sair o grunho que habita dentro de nós cá para fora!"

Pois este maravilhoso prémio vai direitinho para as mãos da supervisora lá da parvónia que é o trabalho, porque, há que dizer a verdade, a mulher tem umas tiradas que mais valia subir ao último andar e atirar-se para o meio dos cactos.

As mais comuns são as piadolas com os pretos, nomeadamente, e já estão mesmo a ver, com os colegas do escritório.

Lá no call center somos uma data de cromos: ele é espanhóis, portugueses, franceses, sul-americanos, enfim, uma salada russa. Por acaso, nem tanto, que o russo foi no primeiro dia e nunca mais lá meteu os costados.

Ora a gente, no cu da Europa que é Portugal, estamos habituados a ver mulatos desde o berço: amigos do bairro, colegas da escola, os vizinhos do lado, professores, a senhora da Biblioteca, colegas da Faculdade, de trabalho, enfim, é o mais normal.

Logo, para nós, tugazitos, chegar ao posto de trabalho e ter um colega do norte de África ao lado e no nosso grupo uma colega espanhola mas cujos pais nasceram na Guiné, é a coisa mais normal do mundo, e o mesmo é dizer que, dos 6 que entrámos, uma é portuguesa (moi même), outra de Bilbao, outro de Valência, outro da Venezuela e outro de Arroyomoliños.

Mas para a supervisora não... logo se lembrou a criatura de passar ao pé dos novos e, de toda a variedade de comentários que poderia fazer, saiu-se com o "ó que giro, já temos mais um negrinho no grupo!" (ó senhora, caray!)

Ganhou uma poker face à la Lady Gaga, enfim.

No grupo ainda mais novo, temos um desgraçado, que alia o ser café com leite a ser português e a ter um nome começado por H, vogal que os espanhóis têm uma forma muito particular de pronunciar, geralmente lançando nuvens de cuspo em toda a volta.

Comentário da chefa: "ó que giro, vamos ter mais outro negrinho no grupo!"

Que foi consideravelmente melhorado pouco depois, quando os novinhos se meteram ao lado dos outros, e duas mini-caramelas se meteram entre mim e o S. (o gajo do lado esquerdo) e ganharam um "ó, ele é assim preto mas não morde!" o que fez a parva da mulher ganhar uma poker face à la Lady Gaga, mas no dia em que ela se virou para o outro lado e foi ao grego...

Com esta deixa, ensinei aos coleguinhas de habla española o significado da palavra "grunho", que eles muito apreciaram, para juntar a "agrião" e "fessureiras" (ok, eu uso a palavra fessureiras para descrever as gatas cá de casa!)

Ah e tal os espanhóis têm a Chueca e não lhes faz espéce ver gajos e gajas agarrados e aos melos, mas uma pessoa com um bocado de carapinha já é muita areia para conseguirem digerir e não conseguirem parar com as piadolas parvas.


Bónus da coisa: piadola da minha colega N., preta:
ela diz que, geneticamente, a raça tem uns níveis de glóbulos brancos mais altos, e o que é perfeitamente normal nela, numa pessoa branca é uma anemia "ai jazuz!".
Vai daí, quando estava grávida da filha, telefonam-lhe com muita urgência do centro de saúde "Ah e tal, tem de vir cá com urgência", "Mas porquê?", "Ah e tal, venha, venha, que tem de ser!".
Chega lá a rapariga, aflita e sem saber de nada, o médico olha para ela e comenta "Mas você é negra!". Tipo, "pois sou!". "Mas você chama-se N. ... coiso... dez!" (nome típicamente espanhol). "Então e queria que me chamasse o quê? Abubadubabu???"

(a sério, se apontam que a avó materna era bipolar e o pai borderline e diabético, por que carga de água não irão apontar um pormenor destes?)



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Prémio "Get real, s#ck%r!" da semana.

Quando chego a casa do trabalho, à hora da merenda, faço o lanche, meto num tabuleiro, alontro-me no sofá e ligo a televisão. Como não há nada que se aproveite, lá me vou entretendo com aquele programa americano em que as pessoas chegam lá feitas meio num trambolho e saem todas janotas.

Ora no bocadinho que estive hoje a ver, a moça a "transformar" era uma jovem casada, mãe de três filhas, com as coisas todas da casa para tratar, com o trabalho dela em cima, que não se cuidava porque não tinha tempo nem pachorra, não comprava roupas para não gastar dinheiro, andava - pasmem!! - com as roupas que o marido já não queria (estão a imaginar? camisolões e calças de fato de treino largueironas!) e com o cabelo mal-tratado e mais a tapar-lhe a cara do que a enfeitá-la.

Motivo? O marido não gostava que ela andasse bonita, porque tinha ciúmes de que os outros olhassem para ela.

Ora vamos lá ver uma coisa, moças!

Por muito trambolho que a rapariga se deixe tornar, gajos destes não interessam nem ao Menino Jesus, por isso, se uma gaja quer ser trambolho só porque sim, que seja, se quer ser culturista, andar de patins em linha com roupas rasgadas ou com as unhas pintadas uma de cada cor e a dar com o salto alto e a malinha de mão, idem idem, aspas aspas.

Agora, um gajo que deixa ter um armário de roupa em casa, sim senhor, mas para meter as roupas dele, com as que ele não quer mais a um canto para ela usar, que se enche de porcarias e televisão em vez de ajudar em casa (sim, porque se os dois trabalham, porque há-de ser só um(a) a trabalhar em casa??) e que diz à sua gaja "quero-te feia para os outros não olharem para ti", está mas é a pedir um skate com uns foguetões nos pés, que cavalheiros (e damas) há para aí muitos (e mais ainda)!

(Cromos e idiotas também, mas vamos ser optimistas, ok?)



quinta-feira, 17 de maio de 2012

Breve nota da autora referente à tarde de hoje.

Está o tempo farrusco, mas um calor do caraças.

Ora, entra aqui a moça no Museo de Artes Decorativas, de borla às quintas-feiras depois das 17h, o que é uma boa hora para se ir passear quando faz calor, e dei logo conta que um dos andares está em stand by... Restam os outros 3, e o último é só uma amostrazinha, que o resto também ainda não está aberto ao público.

Pois aconselho, se porventura passarem por Madrid, fica mesmo ao pé do Retiro, e andamos a passear noutro tempo, até porque o edifício era o palácio de uma dama nobre.

A revelação que se segue é que, porém, poderá ferir um pouco as susceptibilidades de quem tem simpatia pelos animais, e uma certa parcialidade pelos gatos. Principalmente estas últimas...

É que nos dois andares do edifício temos os pássaros da fortuna, as andorinhas, cães de caça,os animais fantásticos, por Deus, até um unicórnio!

Mas gatos??? Népes!!

... até chegarmos à amostra do terceiro piso e darmos com a cozinha valenciana que, mais que o arroz, é um altar aos gatos!!

Gato e peixe fresco!


Grande plano de gato e peixe fresco!


A bancada do fogão.


Peixe frito (onde é que está a jeropiga?)


Vais levar, sacana!


Chocolate quente, alguém?


E biscoitos?


Manda vir, que aqui ninguém está de dieta (aliás, andamos é na engorda, que é para compor melhor as maminhas no vestido de noiva, que isso o rabo, upa upa! Hum, será que tenho de me por a pau com a senhora da loja?...)


Os gatos e as enguias do mercado!


Ui, fresquinhas!


(andava eu a pensar em que cor ia pintar a cozinha lá em casa, que é branca de alto a baixo, armários e tudo, e a tentar meter na cabeça do Puto a ideia da "parede das janelas em verde azeitona", que não é tão agressivo como o outro verde alface, mas já me decidi: vou enchê-la destes azulejos!)


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Previsão da semana:

Um par de patins para a mais recente namorada do George Clooney que, sabendo o histórico do senhor e, parte-se do princípio, sabendo também que ele despachou a fire-woman da italiana por menos, foi fazer uma sessão fotográfica de vestidos de noiva para a Pronoivas, toda alegre e contente e cheia de planos...

Já foste, croma!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Dar um tiro no pé - a expressão em termos práticos. Ou como não fazer...

Constata-se que, afinal, os espanhóis também têm sentido de humor!

O que me tenho rido estes dias com esta história macaca!!

Ora as coisas passaram-se desta forma singela:

Froilán de Todos los Santos, neto dos reis e filho da Infanta Elena e de um mamarracho, um catraio de 13 anos, estava a passar uns dias com o seu papá, o dito mamarracho.

Ora o senhor acha por bem meter o catraio a caçar lá num bosquezito, com uma arma verdadeira na mão.

Toda a gente sabe que, putos desta idade, acham que as armas é tudo à maneira da Playstation, ou seja, que não faz nada.

Pois estava o infante Don Froilán muito descansadinho da sua vida quando, sem perceber muito bem como, mete as mãos onde não deve e aquela porcaria dispara, o que se tornou bastante aborrecido para ele, porque estava apontada precisamente ao seu pé direito...

Nos casos normais, e foi o que se passou neste, a criança lá é levada para o hospital e depois fica com o pé em banho-maria e acabou-se a história.

Só que, por aqui, derivado de haver mais jornalistas a sair da faculdade do que notícias importantes para transmitir, há muita gente que se dedica a esta parvoíce do show off, e acabamos por ter várias edições da ihola e publicações semelhantes seguidas sempre a falar do mesmo.

Felizmente, descobre-se pessoal que, afinal, tem mais veia para humorista do que para jornalista, e saem pérolas fantásticas, motivo pelo qual ainda me estou aqui a rir, que se fosse só a história do puto que deu o tiro no pé (pppprprrrrrrrrr...) eu estava aqui muito bem caladinha (ppppppprprrrrrr, pois estavas estavas!!)

Temos desde a piadola do

"Papá, ¿te puedo contar un secreto? Claro Froilán, dispara".

ou

"Froilán a cortarse las uñas. ¡Pero bueno! ¡así no!"

as chalaças da herança do avô, que teve mais sucesso, neste caso, porque conseguiu matar o seu irmão mais velho e, por acaso, herdeiro do trono...

até à fantástica

"La prima de riesgo, el tabaco, la gasolina, Froilán... todo se dispara!",

já para não falar em meter o tio Iñaki (mais falado recentemente por estar envolvido num escândalo de desvio de dinheiros de entidades públicas, que diz "qué no, qué no!", mas que, afinal parece que é "qué si, qué si, Iñaki!") ao barulho com uma "Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo!"

Enfim, daqui a uns dias isto deve chegar à Nova Gente...

terça-feira, 27 de março de 2012

A menina do blog e os sacanas dos médicos.

Espero que esta saga acabe em breve, ou não vou visitar mais porra de médico nenhum até ser velha e vestir as cuecas por cima das meias!

Prognóstico para o dia de hoje: consulta de oftalmologia.

Detesto levar secas. Consultas são secas.

A não ser consultas de dentistas, que são secas e torturas.

Abstenho-me de comentar as consultas de ginecologia, já agora.

Pois a consulta, muito para meu agrado, até foi brevezita.

"Ah e tal, vou só meter-lhe estas gotazitas para dilatar a pupila, e daqui a uns 15 minutos já lhe faço o teste para ver se está tudo normal com o estado da sua miopia"

(Pá, isto sabe a ginjas! Não está a custar nada! E está a ser rápido!)

Ora o tal teste consistia num:

"Mire arriba, a la derecha, a la izquierda, ahora abajo, a la derecha, a la izquierda" (o sacana trocava-as de vez em quando, a ver se me confundia...), isto enquanto me apontava uma lanterna de 100 watts DIRECTAMENTE à porra da pupila!

Saí de lá toda torta, nem conseguia olhar para cima para ver a porra do número do autocarro, parecia uma mistura de inválida com pessoa descapacitada mentalmente até chegar a casa!

Sorte a dele que não tinha de conduzir, bem lhe podia ter feito uma espera ao pé do lugar onde ele tinha parado o carro dele!