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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Dirty little secret.

Sou daquelas pessoas que gosta de olhar para palacetes e edifícios antigos e imaginar, sendo aquela coisa toda da je, em que sítio é que lhe metia a biblioteca.

Por isso, aquela miúda de franja com ar atronhado e sorriso parvo na cara, como quem está já a ver como é que vai encaixar as prateleiras entre as janelas e os livros nas prateleiras e umas imagens pré-rafaelitas nos pedaços de parede que sobrem e uma mesa para espalhar a tralha e uma chaise longue perto da janela que apanha o sol à tarde com uma mesinha de apoio ao lado para ter o caderno, o lápis, um livro ou dois ou dez e o chá e o bolo de côco que acabei de tirar do forno, a olhar para um prémio valmor, iep, sou eu...

(Estão a ver? Já estou a fazer o filme todo!)

Não posso ir confortavelmente a Sintra, claro...



quinta-feira, 4 de junho de 2015

Um turn off do caraças.

Uma moça, há muitos anos atrás, lê um livro todo xiripiti com cenário na Irlanda.

Hum, Irlanda.....

A parte positiva é que é uma trilogia. Mais Irlanda, iupi!

A parte menos positiva é que é Nora Roberts.

A parte f$%%$ é que não encontrei o terceiro livro em LADO NENHUM!!! durante ANOS!!!!

Dei com ele, há uns dias, já o despachei e já está no monte para reler.

Agora vou reler o Sensibilidade e Bom tempo, digo Senso", mas em português, que é para, sei lá, variar um bocado as coisas.

Pois lá no livro da Dona Nora Roberts, é certo e sabido, há uma heroína, um herói, muito chamego, muito marmelanço, umas quantas cenas calientes e, pois claro, Irlanda...

A gente até está para ali, sim senhor, e tal, muito jeitoso, a imaginar a nossa heroína, os olhos verdes, o cabelo ondulado, sedoso, etc, e o nosso herói, olhos verdes, sorriso travesso, e vem depois a mulher e mete-lhe uns cabelos negros e encaracolados!

Ora isso, aqui no meu dicionário, só tem um nome: Carlos Santana!

E lá se vai o romance da coisa, e a heroína, que estava a ser imaginada na onda da Scarlett coiso e os seus lábios repenicados, passa a ter o olhar esgrouviado e a melena à Dallas da Sue Ellen!

Porra, que já me estragaram a veia romântica!

(se bem que, nos últimos anos, a herói que é herói, só lhe acho graça quando tem uma barbinha. Fraquezas, vá...)


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Poesia moderna e outras aventesmas.

A menina do blog confessa-se bastante inculta no que se refere à literatura nacional actual, e principalmente em relação à Poesia.

A grande maioria dos seus autores preferidos, na verdade, até já esticou o pernil.

As minhas referências resumem-se, basicamente, a poesia britânica do século XIX, os nossos clássicos, e em relação aos mais recentes, fico-me pelo Pessoa, pela Florbela, pela Sophia,  pelo Torga, e acho que está tudo...

O facto é que, quando leio um Torga (por simples que seja) e a poesia que se faz nos dias de hoje, pergunto-me o que é que raio aconteceu ali no meio, que me parece que se perdeu qualquer coisa num buraco negro! 

Mais depressa encontro lógica e (muito mais) diversão numa boa velha canção de escárnio e maldizer!


domingo, 8 de março de 2015

Posso desatinar, não posso?

Gosto muito da Jane Austen mas, às vezes, acho que ela inventou heroínas como a Catherine Morland ou a Fanny Price só para enervar cá os groupies!

No Mansfield Park, até o rake Henry Crawford é uma personagem mais divertida a nível literário do que o pamonha do Edmund, que só no fim do livro é que acorda para a vida!

Tipo, na última página! 

Já o Mr Tilney é um fofinho, mas a Catherine bem podia ter dado com as escadas para as masmorras e ter ficado por lá!

A Emma também me enerva um bocadinho, e não ajudou à festa uma Kate Beckinsale ou uma Gwyneth Paltrow. 

Já a Romona parece encaixar bem, mas ainda tenho de ver o filme.


Felizmente, a Jane também levou as coisas a serio, a bem da nossa sanidade, e saiu-se com uma Elizabeth e uma Jane Bennet, e com uma Anne Elliot, que deve ter sido das melhores personagens que criou.

E um Captain Wentworth.

(olhem que é o Darcy para cá e o Darcy para lá, mas gostos são gostos, e aqui somos mais para o lado do Persuasion...)



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Livros e cenas.

Os únicos livros que li de forma encarneirada foram os do Harry Potter, e mesmo assim não foi logo.

 Já tinha saído o terceiro quando, um dia, na biblioteca da escola onde estava a estagiar, a coisa chamou-me a atenção.

Claro que já conhecia a loucura que andava à volta daquilo mas, apesar de ser carneiro, não tenho o habito de seguir as outras ovelhinhas todas, só vou mesmo quando quero. 

Lá resolvi começar pelo primeiro livro, é evidente, para seguir a história como deve de ser. 

Obviamente, numa semana já tinha os três livros despachados, e conheci a profunda agonia que é ter de esperar sete ou oito meses até sair o próximo livro da colecção. 

O que até nem tem o seu aspecto negativo, porque uma pessoa pode entreter o tempo a reler os livros, para a história estar mais fresquinha quando sair o novo, e não se perde tudo. 

E, sim, fui daquelas pessoas que iam ao lançamento à meia noite na livraria-café lá da terra, e metia-me na fila juntamente com as little criancinhas que lá iam com as mesmas intenções.

 Os livros do Harry Potter, creio, foram os que li mais vezes, e eu tenho a mania de reler uns quantos que tenho ali na prateleira: os do Júlio Dinis, do Eça e da Rosa Lobato Faria, os da Sarah Addison Allen, quase todos os da Joanne Harris, que também trago para casa assim que vão parar à prateleira da livraria, o Persuasion e a Jane Eyre. 

Por isso, mentalizem-se, queridos novos êxitos literários, só lhes pego daqui a uns anos e, se forem tão bons como o lusco fusco, vão para aquela parte da prateleira para usar em situações de emergência, tipo falta de papel higiénico, acendalhas ou moca de Rio Maior para arremessar à cabeça de algum intruso mais atrevidote.



See my point?...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Mãe: a tomar más decisões desde há umas quantas semanas a esta parte.

Esta noite, quando a Baby Plum acordou para mamar (a gaja mama, arrota e cai para o lado, a mamã tem leite sonífero), em vez de optar por dormir um bocadinho e repor as horas de sono em atraso, decido ler umas 100 páginas do livro.

Que eu já li uma série de vezes....



sábado, 3 de agosto de 2013

Coisas sábias #1:

Depois de mais de um mês com folgas palhaças, ou seja, um dia de folga que é passado a acelerar porque tenho montanhas de coisas para meter em dia, ou porque estou a dançar a música tocada por outros músicos que não têm as mesmas ideias que eu (tirando o sábado passado em que até deu para respirar um bocadinho de ar puro e de iodo), depois de ter os meus piquenos neurónios feitos em papas de sarrabulho e de já não conseguir coordenar o que me aparece à frente dos olhos, venho por este meio internáutico informar que me voy de finde, estou a planear meter a leitura em dia, o crochet em dia, o mimimi em dia e a estender-me que nem um lagarto na areia da praia ao sol, e que se alguém tiver ideias de me contrariar, palavra de blogger com várias pessoas a viver na sua caixa das células cinzentas, cabeças vão rolar!


Pronto, a leitura meto em dia todos os dias, que tenho meia hora de autocarro para o trabalho e depois outra de volta, mas estou a falar de estar de papo para o ar com dois do Poirot que tenho ali para devorar.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Ó Expresso, sei lá, quér levár unstálo?

Nas minhas peregrinações autocarrísticas periferia-baixa de Lisboa, além de me distrair a escrever, ler ou ouvir música, também aprecio deveras aquela actividade extremamente criativa que é "olhar pela janela para o que se está a passar na rua".

De maneiras que dei, assim de relance, com uma publicidade de um jornal conhecido com um título que já conheço de ginjeira: o Eça Agora.

Esta coisa, para quem não sabe, é a terceira aventura de um grupo de doidos que começou, precisamente, com um remix moderno do Eça, chamado "Novos Mistérios de Sintra", fez um desvio pelo "Código de Avintes", e voltou ao Eça com este título, onde faz um remix adaptado aos nossos dias dos Maias.

Ora achava eu que iam fazer uma coisa assim a modos que gira, a partir do que estes caramelos escreveram a sete mãos, mas desenganei-me...

Pelo que isto de o jornal se armar aos cágados com a cena do "ah e tal, fomos ter uma ideia que nunca passou pela cabeça de ninguém", é um bocado uma ilusão da parte deles, porque isto até já existe...



Ora vide, aqui na prateleira de casa!

(O Avintes ainda está em Torres...)


Atentem para o nome Mário Zambujal... que entra nas duas aventuras...


Aqui temos uma pausa para as vistas.


E as Brumas. Eu avisei que tinha isto em casa!


Esta semana vou andar a laurear a pevide por todo o lado com o meu, só para me armar em mete-nodjo!


segunda-feira, 3 de junho de 2013

As nossas histórias dos livros.

Sempre tive uma relação especial com os livros.

Livros não são aquelas coisas que se usam e metem a um canto depois de usados, como alguns cadernos do liceu ou a roupa que já não nos serve.

Os livros são amigos, companheiros de certas épocas da nossa vida, marcam-nos, moldam-nos a personalidade, orientam os nossos sonhos, os nossos desejos.

De um bom amigo livro, sabemos de cor as passagens. 

Fechamos os olhos e vemos o que vê o autor, claramente, como se tivesse sido uma ideia, um pensamento, saído da nossa cabeça.

Voltamos a estar junto desse amigo de cada vez que lhe tocamos a capa, que folheamos as páginas, sentimos o seu cheiro, de cada vez que cai um papel com um poema ou uma imagem que lá deixámos dentro, há muito tempo atrás.

Há livros que nos acompanham na adolescência, e que depois vemos com outros olhos quando o lemos 10 anos mais tarde.

Há livros que nos estão tão marcados na alma que as suas histórias não são para nós apenas sonhos, mas memórias de outros tempos.

Fez-me uma certa pena ver, nos alfarrabistas da Feira do Livro, alguns dos livros que li na adolescência e dos quais seria impensável livrar-me: os volumes das Brumas, a Casa da Floresta e, sim, uma data deles do Paulo Coelho.

Deu-me a sensação de que os adultos de agora se estão a desfazer das memórias do seu início da juventude, como que se estivessem a atirar para detrás das costas aquilo que foram aprendendo a ser, trocado por coisas que se tornaram mais importantes do que a formação do seu carácter.

As minhas Brumas, arduamente conquistadas, fruto de férias a trabalhar para juntar uns trocos para livros, fruto de buscas por livrarias à procura das velhas edições, estão alinhadas na prateleira.

Volta e meia, dou um salto até aos tempos do Rei Artur e da fantástica Morgaine.

Na noite passada, teria sido possível trazer todos os livros, espalhados por várias bancadas da Feira.

Os do Paulo Coelho, enfim, fiquei com a Brida, que foi oferecida e tem a dedicatória das minhas melhores amigas, os outros já os tinha despachado para o Sr. O Mundo É o Meu Destino E Eu Sou Um Totó, também não se perdeu muito.

Há livros que ainda não foi tempo de ler, há outros que vão ficando na prateleira para se ir lendo, outros que são devorados na altura certa.

Na verdade, seria muito pouco provável desfazer-me de um livro, mandá-lo embora sem lhe dar outra oportunidade, quem sabe esteja à espera desse momento.

A não ser o Lusco Fusco, claro...

(o maior erro livrístico que já cometi, jasuis... o primeiro ainda encaixei, agora os outros... iam para a lareira...)


E aquela camisola de lã das riscas violeta e rosa, das que já temos vergonha de andar com ela na rua, com uma costura rota e um pingo de tinta branca, que continuamos a guardar como o primeiro peluche, com a desculpa do "ah e tal, dá para andar por casa e fazer as limpezas e isso"...

sábado, 23 de fevereiro de 2013

E, eventualmente, havia de se chegar a esta terrível constatação:

Da geração de hoje, muito provavelmente, nunca será parido um Mr. Darcy.

O que é que raio metem nas cerelacs dos putos de agora, que sai tudo parvo, ou a rondar o parvo, ou excessivamente parvo, francamente?!


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Orgulho e Preconceito... A dar cabo das expectativas em relação ao espécime masculino desde 1813...

Edição 2013, a desvirtuada.





Catland...


Esse e o Pride and Prejudice and Mamocas ao léu, que é para ir na onda do Fifty Shadows.




(pequeno aparte, é também o 160º aniversário do Villette, da Charlotte Bronte, não sei por alma de quem, ainda não fizeram adaptação cinematográfica disto, devem estar à minha espera, só pode...).


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O autor do momento e o grande cagaço que deu à humilde autora deste blog, porém absurdamente distraída do contexto literário nacional.

Sim, meus lobinhos lãnzudos ou vampirinhos brilhantes tipo peta zetas tóxicas, li esta referência num post, e pensei, juro!!, que era mais um super-fã do arrumadinho (além do próprio) e do seu livro recém publicado, parece.

Não, era do sr Martin, afinal, que o senhor até vai conhecer a Primavera em Portugal, um autor que, por acaso, até já escrevia coisas malucas em meados dos anos 80, mas que agora é que é um grande hit.

Qualquer dia, até cá temos aquele grande fenómeno da literatura das histórias de amor que dão para o torto, até porque os dois protagonistas morrem (spoiler!) que foi dado a conhecer no Twilight: a Emily Jane Brontë!

(foi pena a senhora daqueles quatro grandes bocados de papel não ter seguido o exemplo e ter dado cabo dos protagonistas no primeiro livro!)


sábado, 26 de novembro de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Hoje lembramos Lorca. E não será esquecido.

Las manos de mi cariño
te están bordando una capa
con agremán de alhelíes
y con esclavina de agua.
Cuando fuiste novio mío,
por la primavera blanca,
los cascos de tu caballo
cuatro sollozos de plata.
La luna es un pozo chico,
las flores no valen nada,
lo que valen son tus brazos
cuando de noche me abrazan,
lo que valen son tus brazos
cuando de noche me abrazan.

(Zorongo)

Cantávamos esta letra na Tuna, quando andava na faculdade. Era interpretada da forma mais mágica que já vi, até hoje, pela Geninha, com uma voz doce a tocar os céus, e pelo António, com a voz grave do fundo da terra.

Esta é a estátua na Plaza de Santa Ana, aqui em Madrid.

Em pleno Barrio de Las Letras.

Porque, apesar de ser pó, as suas palavras voam.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Diz que é uma espéce d'actualização - Parte 1.

Lá fomos ver o final do Harry Potter.

Expectativas? Muito más - a autora mata uma data de gente, incluíndo a minha personagem preferida, o Snape!

(ainda lhe tenho cá uma aziazita, caray!)

Também mata o Voldie, enfim, mas ele era mau como a cobra dele. Que também morre.

Ops... spoiler!

No final, gostei muito, estava com saudades da Mcgonagall, do Snape, do Hagrid, os efeitos estavam do melhor, o contra-ataque dos bons foi inspirador...

E tenho vontade de ler os livros todos de enfiada... outra vez!









sábado, 6 de agosto de 2011

Há que dizê-lo com frontalidade...

Pelo menos o Snape saiu melhor que a encomenda!

Só mesmo o Alan Rickman para dar o toque de humor negro e sarcasmo necessário!

Não se preocupem, a maioria dos professores na vida real não são assim.

A maioria...


(Are you commenting on my skills for fanfiction?... Or my calças vermelhas?)

O último do Harry Potter.

E lembro-me com saudades do tempo em que esperávamos ansiosamente os livros - pequenos e graúdos, íamos para as livrarias à meia-noite nas noites de Halloween, o único filme que existia era bom para nos fazer perceber como é que funcionavam as escadas, o meu Snape e o meu Sírius Black eram bem mais jeitosos e com uma personalidade mais rica (imaginei o Sirius Black à imagem do baixista dos Heroes del Silencio dos anos 90, que era bem jeitoso!), podíamos fazer fan fiction, e não havia qualquer preocupação com merchandising ou ganhos no cinema.
Até porque quem via o filme e conhecia bem os livros saía, regra geral, algo desapontado...

Sempre deu para fazer trocadilhos giros para as imagens. Valem por isso, ao menos.

(E a ideia do cenário na Escócia foi muito boa!)

Um dia destes, vamos ver o que falta do filme.