Mostrar mensagens com a etiqueta eu não sou assim são as pessoas na minha cabeça. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta eu não sou assim são as pessoas na minha cabeça. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Rúbrica "Marta, larga os mortos" #56465746...

França Borges - Sobral de Monte Agraço

Coloco esta pequena pesquisa aqui disponível a quem possa interessar. Se há alguma página específica de informação genealógica do Sobral de Monte Agraço, terei também todo o gosto em partilhar. Tenho as certidões em pdf e posso enviar. Agradeço qualquer informação que possam acrescentar.

Comecei a pesquisa neste ramo da família França por Dona Cândida da Conceição França Borges, madrinha física de Dona Maria França. Digo isto porque, de acordo com a sua certidão de Baptismo, a Madrinha foi Dona Maria Clementina Alves Estrela, viúva , moradora em Lisboa e ocasionalmente na Villa de Collares, representada por procuração por Dona Cândida, residente no Sobral e sua tia paterna.
Não sei se terá residido eventualmente com a Madrinha, uma ou outra, em alguma fase da sua vida, calculo que em alguns periodos, aquando do falecimento da sua mãe, para ter um modelo feminino, ou após o falecimento do pai, por se encontrar sozinha, já que não se encontra qualquer registo de que tenha casado ou tenha tido filhos (pela informação que tenho, em 1916 tinha 37 anos e era ainda solteira, regressando em a 24 de Julho de 1919 da França, onde esteve ao serviço do CEP).
Dona Cândida da Conceição França (Borges) nasceu na freguesia de São Salvador do Mundo, no Sobral de Monte Agraço, a 22 de Agosto de 1837. Casou em Lisboa, na freguesia de São Sebastião da Pedreira, Lisboa, a 15 de Fevereiro de 1868 com António Ribeiro Borges, logista e proprietário no Sobral, que nasceu a 17 de Novembro de 1815 na freguesia de Meda dos Mouros, Tábua, Distrito de Coimbra e faleceu no Sobral em 3 de Março de 1896 com 80 anos. Era 20 anos mais velho que a esposa e casaram, ela com 30 anos e ele com mais de 50, sendo já viúvo de uma senhora Dona Maria Amália da Conceição, falecida também no Sobral.
Em 14 de Maio de1880, data de baptismo de Dona Maria França, residia no Sobral.
António Ribeiro Borges era filho de José Borges e de Josefa Ribeiro, de Meda dos Mouros, neto paterno de Manoel Borges e de Maria Nunes, de Passados de Mouronho, creio, e materno de José Ribeiro de Pereira e de Ritta Maria de Mouronho.
Dona Cândida era filha de José Christóvão França, médico-cirurgião, da freguesia de Senhora das Dores de Rabaçal, Coimbra e de Dona Marianna de Jesus Dias França, casados a 24 de Novembro de 1836 na freguesia de São Lourenço de Carnide, Lisboa, e irmã de, pelo menos, Dona Isabel Maria da Conceição França e do Dr Inácio França, nascido no Sobral a 18 de Outubro de 1848 e pai de Dona Maria França e do Dr Carlos França.
Dona Cândida era neta paterna de João Cristóvão e Joanna Victória e materna de José Dias da Silva e de Anna de Jesus, do Sobral. Encontrei também como filho deste último casal, tio de Dona Cândida, José Egídio Dias.
Foi mãe de António Victorino França Borges, escritor, jornalista, repúblicano e maçon, fundador do jornal “O Mundo” em 1890, que dirigiu até à data da sua morte, nascido no Sobral em 10 de Janeiro de 1871 e falecido de tuberculose num sanatório em Davos-Platz, na Suiça, em 5 de Novembro de 1915, sendo sepultado no Cemitério do Alto de São João a 19 de Novembro de 1915. Foram padrinhos de baptismo de António Victorino o avô materno, José Chistóvão França e a tia materna, Dona Isabel Maria da Conceição França. Como não deixou herdeiros, pelo que encontrei na net, a casa de seus pais, que herdara, passou para o seu irmão José Cristóvão França Borges, comerciante no Sobral, que foi pai, por mãe ou mães incógnitas (ainda não consegui descortinar, embora tenha lido que registou estes dois filhos na Câmara do Sobral em 28 de Setembro de 1910, uma semana antes da revolução do 5 de Outubro) de José Cândido França Borges, nascido em Lisboa em 1902, e de António Victorino França Borges, nascido em Lisboa em 8 de Maio de 1901 e falecido em Lisboa em 1989, militar e político, que foi Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras entre 1932 e 1934, Governador da Madeira em 1958, e Presidente da Câmara Municipal de Lisboa entre 1959 e 1970, sendo, ao contrário do seu tio paterno, de quem foi herdeiro de bens e do nome, apoiante do regime ditatorial.
Se alguém puder acrescentar mais informação, agradeço!




quarta-feira, 17 de junho de 2015

Dirty little secret.

Sou daquelas pessoas que gosta de olhar para palacetes e edifícios antigos e imaginar, sendo aquela coisa toda da je, em que sítio é que lhe metia a biblioteca.

Por isso, aquela miúda de franja com ar atronhado e sorriso parvo na cara, como quem está já a ver como é que vai encaixar as prateleiras entre as janelas e os livros nas prateleiras e umas imagens pré-rafaelitas nos pedaços de parede que sobrem e uma mesa para espalhar a tralha e uma chaise longue perto da janela que apanha o sol à tarde com uma mesinha de apoio ao lado para ter o caderno, o lápis, um livro ou dois ou dez e o chá e o bolo de côco que acabei de tirar do forno, a olhar para um prémio valmor, iep, sou eu...

(Estão a ver? Já estou a fazer o filme todo!)

Não posso ir confortavelmente a Sintra, claro...



quinta-feira, 12 de março de 2015

O português comum e o seu gosto pelo sado-masoquismo.

O português comum é, principalmente, adepto da boa mesa, e por boa queremos dizer cheia de coisas venenosas, e em abundantes quantidades.

Tem especial apetência, não por iguarias mais saudáveis, como fruta, ou vegetais, ou peixe grelhado (excepção aberta à sardinha, pois claro!), mas por ranchos, leitão assado, feijoadas, papas de sarrabulho, francesinhas, bifanas, carnes de porco à alentejana, bolas de berlim, lombos de porco no forno com castanhas, rojões, torresmos, farinheiras, salsichas, alheiras com ovo estrelado e mais outros exemplares de tortura intestinal, geralmente associados a situaçõezitas de gastrite, diabetes, colesterol, quilitos a mais ou um certo incómodo aqui pela barriga.

É inevitável.

Mesmo a sofrer umas pontadazitas no fígado, o português comum não resiste a alambazar-se com uma ou duas duchesses e a bica do costume, com adoçante, claro!

Daqui a nada, anda mas é tudo agarrado às Fifty Shades of Entrecosto...



quarta-feira, 11 de março de 2015

O que é um nome...



É sempre uma surpresa quando pessoas que sabes que são totalmente desprovidas de sentido de humor, vão e são brutalmente criativas com a escolha da graça dos seus petizes.

(e dos seus amigos de quatro patas lá de casa...)



domingo, 4 de janeiro de 2015

Elegia em honra de uns pastéis que foram para o galheto, ou de como, às vezes, me apetecia mandar o meu cunhado pela janela.

O meu cunhado é do signo Leão, não sei se como desculpa para as porcarias que faz na vida, se para o alto nível de bazófia que tem, mas é um bocado como aquelas pessoas que, sendo habitualmente (e quando digo habitualmente quero dizer quase sempre) fazedoras de kaki, gostam de evidenciar as kakis dos outros, de forma a que a deles passe despercebida, até porque, por acaso, têm um curso de cozinheiro que não usam para mais nada senão para mostrar que sabem cozinhar melhor que o comum mortal (já que, por motivos misteriosos, claro, são persona non grata  nos barcos de cruzeiro onde trabalhavam nessa função) e o que é coisa que é fixe de evidenciar umas quantas vezes, quanto mais não seja para insuflar o ego.

Isto porque, no outro dia, fiz uma grande kaki com o raio de uns pastéis de bacalhau de marca branca quando usei as placas vitro cerâmicas na casa dos meus sogros, com uma noite em branco em cima dos costados por estar tão entupida que nem conseguia respirar, um dia cansativo, uma constipação e uma dose de elefante de sinusite em cima, em que mal conseguia abrir os olhos, o que levou o meu incrédulo cunhado a dar-me uma lição de "como fritar um rissol", e vir depois perguntar/afirmar ao irmão " então a tua mulher nem sabe fritar um rissol?".

Por isso, acho por bem esclarecer que, sim, eu até sei fritar a porcaria do rissol mas é num fogão normal e não naquela coisa do demo que são as placas de vitro cerâmica, e não é com aquele tacho psicótico, o que me demorou quase uma hora a aquecer o óleo, sendo que, no meu fogão da idade da pedra, com este tempo, o óleo já estaria mas era queimado, e também já não havia rissóis para ninguém!

É a mesma coisa que dizer que a minha mãe não sabe fazer bolos só porque queima o fundo do bolo de maçã e o deixa meio cru por dentro ao usar o meu forno com manhas pela primeira vez, coisa que qualquer pessoa com dois dedos de testa, e conhecendo os bolos da minha mãe, sabe que é um absurdo, ou que o peixe é um incompetente porque não consegue trepar a uma árvore. 

Mas se serve para a pessoa passar pelo melhor cozinheiro deste mundo e arredores, uáréva, é para o lado que eu durmo melhor!

 Na imagem, não uns rissóis, mas umas muy saborosas pataniscas de courgette,  correctamente fritas pela minha pessoa, mas num fogão normal, acepipe mais difícil de alcancar, uma vez que é necessário ao cozinheiro em questão dominar a técnica de ralar a courgette e a técnica de misturar farinha, ovo, água e temperos na consistência certa e sem grumos, além da de saber fritar em óleo a ferver, claro!


sábado, 3 de janeiro de 2015

Frustração: nível carpete da cozinha.



A cozinha cá de casa era, até há uns poucos dias atrás, possuidora de uma carpete na zona da bancada, num tom de lilás todo joli que muito me agradava, apesar de já um bocadinho gasto, uma vez que já tinha servido de carpete de corredor e passou por várias casas onde morei.

A bela da carpete, há umas semanas atrás, mais ou menos por volta da altura em que a pirolita nasceu e eu não estava no meu castelo, apareceu com umas  pintas suspeitas, uma coisa que me parecia assim tipo "salpicos de lixívia".

Bem, achei que podia ser, com mãe e sogra em casa sozinhas com uma fúria de limpeza, sendo que mamãe é adepta de lixívia e sonasol verde, mas não juntos, é claro!

Há uns dias, não houve mesmo dúvida: a sogra agarra na garrafa da lixívia,  no armário de baixo, aquilo salta, e pimbas, desta vez não foi salpico, foi mesmo uma vistosa mancha branca que me deu cabo da beleza da carpete para todo o sempre.

Ou era o destino a dizer "esta porra está velha, arranja mas é uma nova", e manda-me estes sinais que não dá para ignorar.

Ora tendo um folheto do continente ali em cima da mesa, com as coisas todas organizadas e em fotografias atraentes, logo me deixo entusiasmar pela secção "carpetes e afins", entusiasmo frustrado, enfim, assim que uma pessoa entra na referida secção, mas no local, porque é mais caótica do que uma bancada do mercado, está tudo ao monte, algumas carpetes até lá têm o preço marcado, que muitas vezes não é o mesmo que passa na caixa, mas não se consegue dizer com segurança que preço dá com a respectiva carpete, pelo que acabamos a sair de la sem carpete, e com uma palavra em uníssono nos lábios: IKEA!!


(Nos entretantos, pela página, os tapetes também não são grande coisa, nem na Casa, Espaço Casa ou Viva, a Natura não tem, e o Gato não tem o tamanho que quero. Hoje vi o catálogo do Jumbo, a ver se tenho mais sorte. Sim, porque faço as minhas pesquisas de tapetes online de madrugada, depois de alimentar a pequena sugadora de mamilos e enquanto espero que a bichinha adormeça como deve ser para a tapar, aconchegar e dar mais umas beijocazitas...)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Constatação de mãe:

Eu não tenho uma bebé com vícios, mas sou uma mamã viciada, que só quer miminhos e a quem lhe apetece andar sempre agarrada à pirolita a dar beijinhos e a cheirar o pescoço e os pézitos e a beijocar os refegos e as mãozinhas.



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Era um menu Ryanair, se faz favor.

O Puto tem andado outra vez na lida dos aviões.

Ora, por mor da greve da Tap, a secretária lá do estaminé onde ele trabalha, para poupar dinheiro à casa, em vez de ser uma gaja esperta e marcar a viagem para a Lufthansa, resolveu ser uma gaja poupada e marcar antes para a Ryanair.

Acabou por não ser nada poupada, porque o destino, afinal, era para um aeroporto a uma batelada de distância do ponto final e tiveram que arrotar com uma outra batelada de euros em taxi...

Ainda por cima, o voo era mais cedo do que o habitual, para aí umas 6,30 horas, o que em termos práticos, quis dizer que o Puto, com uma pirolita de um mês em casa e vários colegas que não têm compromissos familiares disponíveis na empresa, além de ter sido cravado para um projecto a uma relativa distância (pelo menos dá para vir ao fim de semana...), ainda levou com um fim de semana cortado ao meio.

Aqui é que entra a Ryanair... Sendo que, indo mais cedo, podia aproveitar para conhecer melhor o sítio, teve os planos um bocadinho frustrados, porque depois de passar o check in, lá a companhia resolveu informar que o voo poderia estar com um pequeno atraso... de 4 horas! O que é um facto que se vem a repetir no histórico dos voos dos senhores...

Mas, para colmatar esta falha, ofereceram aos passageiros um voucher de 5 euros para se alimentarem no tempo de espera, uma vez que já não os deixavam sair para lado nenhum, o que, em termos práticos, dentro do aeroporto, dá para, tipo... um café e pouco mais.

Pelo que venho antes sugerir que abram um pouquinho mais os cordões à bolsa e coloquem nos tascos do aeroporto um Menu Ryanair, composto de uma sopinha, uma sandocha como deve de ser, um sumo, uma peça de fruta e um cafézito.

Ainda bem que tive o discernimento de, ao ver Ryanair no bilhete do Puto, lhe ter enfiado na mochila duas sandochas de bife de peru e uma meia dúzia de peças de fruta...




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Nota pouco ao espírito da época #1. Já cá tardava. Vão chegar mais. Ho ho ho.

A menina do blog espreita as notícias de hoje.

O Sócrates ainda está no xelindró. Ponto. Não vi mais nada disto. Parece que há muita oferta: bilhetes para o Brasil, levarem um happy meal ao senhor, o amigo é um trafulha, a tia deixou-lhe uma batelada de dinheiro.

Resta a esperança que alguém se lembre de apanhar também o Mário Soares, coitadinho, anda tão caladinho que ainda pode ser que escape impune das ilegalidades que cometeu. Pois, parece que, afinal, também anda para aí a opinar... Quem anda à chuva... Vamos ver se a Cabrita o consegue apanhar.

Depois, Casa não sei das quantas. Passa à frente.

Futebol.

Adiante.

Maminhas.

Siga.

Mais futebol, caray!

E depois a miss nalgas que, pobrezita, está com o silicone do rabo infectado... Fico a pensar se não seria mais interessante fazer antes um concurso miss nalgas para raparigas (e rapazes) que possuam belas nalgas verdadeiras, e outro de mister melhor cirurgião plástico, para os que conseguem fazer as melhores nalgas falsas nas raparigas (e rapazes) que se queiram submeter ao processo e depois andar a desfilar as suas nalgas desnudas pelo mundo.




sábado, 30 de novembro de 2013

Doing it the Lassie way.

A nossa coleguinha Lassie levou um bocado a mal que a supervisora lhe dissesse que, no horário de trabalho, ela tem de, tipo... trabalhar, em vez de andar a passear pela sala, a conversar com os coleguinhas de alemão ou a ver parvoíces na net ou no telemóvel, alapada na cadeira com se estivesse no sofá lá de casa.

Vai daí, desistiu de ser groupie da Pitazita e vai de procurar "outra coisa", faltando uns quantos dias pelo meio e chegando atrasada outros tantos, até que se chega ao pé de nós, feliz da vida, com um:

- Ah e tal, vou-me embora, que encontrei melhor!
(ok, não estamos muito mal, ganha-se um bocado mais que o mínimo, ela ainda tinha o extra do alemão, trabalhamos dois fins de semana, muitas vezes não somos valorizados, é um facto, mas ela até nem era muito chateada, por mor de ser amiga das mamas da gaja que anda a comer o outro supervisor)

- Ena pá, que bom, ainda bem! E é o quê?
(tipo, foi uma proposta irrecusável, um trabalho de sonho, vais voltar para a Alemanha, aceitaste aquela proposta da Irlanda???)

- Outro call center!!
(uau!)

- Ah... ok... Olha, boa sorte...


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

De como se ganha em se perder:

Isto de ter trabalhos com horários marados, fins de semana às postas, turnos da manhã, turnos da tarde, turnos da noite, mais dois anos e meio em Espanha, mais uns meses sem televisão em casa, antes disso, que era televisão ou sofá e eu optei pelo sofá, faz com que uma pessoa se desabitue um bocado dessa coisa de, precisamente, ver televisão.

De modos que bem podem vir Casas de Degredos, telenovelas, jogos de futebol importantíssimos, a Barbi e o Descarrilhado à pantufada a abrir o telejornal que, por aqui, não aquece nem arrefece.

Ou já perdi a capacidade de me surpreender com a estupidez do português comum a vida, ou estou uma chata que não encontra emoção nos enormes seios à vista e nos gajos semi despidos no dia a dia televisivo, ou houve qualquer coisa que se perdeu desde que deixei de ter o Herman Enciclopédia.

Valha-nos o axn e coisas afins, para descontrair um bocadinho as vistas, e o ver na net os episódios de Downton todos seguidos sem ter de aturar a chatice que é os melindres por causa do que a Mary trazia vestido e do que o Bates disse e o quarailho, raio dos ingleses mas chatinhos, pá!

Não perco muito, pois não?




terça-feira, 1 de outubro de 2013

Só para que conste:

Ponto 1: Acho que se perde imenso por não termos os sete livros da história da Anne Shirley traduzidos para Português e espalhados pelas prateleiras de casa dos nossos miúdos.

Ponto 2: Não me importo nadinha de fazer a tradução e de os espalhar por todo o lado.

Ponto 3: As aventuras da Anne são bem mais giras do que as das Gémeas.

Ponto 4: As Gémeas eram giras no início, mas depois ficaram um bocado betas, máizócaray!

Ponto 5: As Gémeas não têm um Gilberto. A Anne tem. Todos os livros como deve ser deviam ter um Gilberto.

Ponto 6, e vou levar uma coça por causa disto: O Gilberto mete o Darcy a um cantinho e máinada!



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Para que não digam que eu não vos dou nada, parte #357634647896, Edição Lisboa Menina e Moça, com o Pé do Senhor ali ao Canto.














Desenganem-se, a ausência não se deve a férias numa road trip pelas Ilhas Gregas.

Foi mesmo a mudança do horário que me deixou assim meio desorientada dos neurónios.

Ponto da situação:

1: Ando numa de ler tudo, despachei uma data de livros, e decidi-me a ler os livros todos do Harry Potter de seguida, outra vez, o que me deixa sempre muito regalada, apesar de me lembrar com tristeza os velhos tempos em que tinha de esperar MESES para ferrar os dentes no próximo livro...

2: Um dos colegas lá do estaminé tinha a mania de fazer piadas parvas e de fazer partidas parvas, do género esconder os headsets dos colegas (além do colega ficar desorientado por não saber onde os tinha posto, ficava a pensar "dasse, pah, lá vou ter de arrotar com os 150 euros", que é o que se paga por perder os ditos) ou dizer que x assegurado tinha feito uma reclamação nossa ou que tínhamos enviado o reboque errado. Um dia, conheceu o Baldomero. Eu fico de mau humor quando estou muitas horas sem comer. Nesse dia estava há várias horas sem o fazer, as chamadas estavam uma loucura, toda a gente dava me dava respostas tortas, passavam por cima da minha vez e iam à pausa, e ele deu uma piada parva, que foi a última gota do copo. Mandei-o para um sítio muito feio. Antes de ter noção do que estava a dizer, pimbas, já tinha saído... Fiquei envergonhadíssima, pedi-lhe desculpas, sinceramente, porque eu não sou aquele bicho mau. Ele ficou um bocado em choque, mas aceitou as desculpas.
Claro que, no outro dia, foi fazer queixinhas à supervisão e pedir que eu fosse punida... Por mail... O que, visto pelos colegas, foi uma grande sacanagem. De facto, a opinião geral foi de que "ele estava mesmo a pedi-las". Calhou ser eu, podia ter sido outro qualquer.
Ponto positivo: acabaram-se as piadas parvas.
E não, não fui castigada. A supervisão é assim de fixe, sabe como é que eu trabalho, e sabe que o algarvio também é de esticar - muito! - a corda às pessoas.
Acho que a supervisão também deve ter o desejo secreto de, às vezes, o mandar para o mesmo sítio que eu mandei...

3: Já estivemos a penduricar mariquices na cozinha, encontrámos os varões para a sala com aquele formato macaco (ikea, pois claro...) e, daqui a uns dias, até vai ter cortinados.
Está na lista trazer o meu tapete azul para a sala, que ainda está arrumado, os armários para os livros... e mais uns quantos livros.

4: Fomos passear até Almograve, levámos os croissants do Trenó e trouxemos pedras com riscas.
Na semana passada fomos conhecer o Cabo da Roca, não percebo qual é a pancada que toda a gente tem com aquilo, ok, é o ponto mais ocidental da Europa, tem falésias e calhaus, mas cá para mim, achei que é mais um farol da nossa costa, cá para mim são todos fantásticos e com paisagens de histórias de aventuras, e cá para mim, não me importava de morar em todos.

Estranho, estranho, foi a minha sogra comentar numa foto nossa "ai que sítio tão lindo para namorar", e eu só me lembrava do desgraçado do Sassetti, que caiu dali abaixo...

Nos entretantos, vou ver se me oriento um bocado mais, que não me parece bem deixar aqui o blóing ao abandono, coitadinho, as Histórias do Harry Potter já conheço de ginjeira, não percebo como é que aquilo agarra tanto, e já estou com saudades de fazer fan fics parvas em que o herói é o Snape e tem um sentido de humor mordaz e é tão fofinho e sarcástico e atormentado e mimimi!




sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Dát moment...

Desde quando é que é normal passar por uma rua com quintais, conversar acerca dos gatos que costumamos ver nesses quintais, olhar para um deles e comentar "Olha, aquele quintal tem um porquinho!"...

E, afinal, é um cão...


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"Em Lisboa com os dois pés"

É um dos cartazes das autárquicas cá da capital.


Será que sou a única pessoa que passa por aquilo, exibindo um ar muito tranquilo e uma expressão deveras atinada, mas que visualiza a cena com um Chuck Norris a fazer uma entrada com os dois pés juntos num espectáculo de luz, cor e banda sonora de filme de faroeste?

sábado, 3 de agosto de 2013

Coisas sábias #1:

Depois de mais de um mês com folgas palhaças, ou seja, um dia de folga que é passado a acelerar porque tenho montanhas de coisas para meter em dia, ou porque estou a dançar a música tocada por outros músicos que não têm as mesmas ideias que eu (tirando o sábado passado em que até deu para respirar um bocadinho de ar puro e de iodo), depois de ter os meus piquenos neurónios feitos em papas de sarrabulho e de já não conseguir coordenar o que me aparece à frente dos olhos, venho por este meio internáutico informar que me voy de finde, estou a planear meter a leitura em dia, o crochet em dia, o mimimi em dia e a estender-me que nem um lagarto na areia da praia ao sol, e que se alguém tiver ideias de me contrariar, palavra de blogger com várias pessoas a viver na sua caixa das células cinzentas, cabeças vão rolar!


Pronto, a leitura meto em dia todos os dias, que tenho meia hora de autocarro para o trabalho e depois outra de volta, mas estou a falar de estar de papo para o ar com dois do Poirot que tenho ali para devorar.

domingo, 14 de julho de 2013

A mascote lá do trabalho!

Uma das coisas fixes para as pessoas que gostam de inventar histórias em todo o lado é viver numa cidade. Há aqueles que gostam de olhar para as pessoas e imaginar histórias, há os que olham para situações e imaginam a história toda por detrás daquilo, e há outras cabeças de vento, como eu, que gostam é de olhar para os lugares, viajar no tempo e imaginar as pessoas que ali viveram.

Por agora, estou pela Avenida da Liberdade, o que quer dizer que, no meio de tanto mamarracho moderno, tenho também a sorte de poder conhecer alguns edifícios que já ali estão desde que o senhor Marquês os mandou meter lá, isto enquanto não vier um pequeno terramoto e deixar toda aquela parte de Lisboa, nós incluídos, debaixo do Tejo...

Lá nas traseiras do edifício onde trabalho, há um prédio abandonado, que faz as minhas delícias nas horas de pausa, quando vou para o sexto andar sozinha, a olhar para cada janela, varanda e cortina, e me ponho a ver a gente que ali viveu. Tenho também muitas ganas de trepar o muro para ir explorar o pátio e o prédio, mas isso é coisa que eu fazia em miúda e, vá, na adolescência, acho que com esta idade ainda me habilitava a passar umas noites no chelindró, mas adiante...

Mas voltando à realidade!

Todos os anos, no telhado desse prédio abandonado, há ninho de gaivota, pelo que, volta e meia, vemos as gajas penduradas ao nosso lado na janela, em cima do ar condicionado.

Tendo as costelas quase todas dali da zona saloia de Santa Cruz, e mais umas quantas de Peniche, tenho uma relação privilegiada com as bichinhas, e até as acho muito estilosas e cheias de personalidade. Coisa a que as pessoas normais chamam "feitio fdp"...

As nossas gaivotas tiveras duas crias este ano e, um dia destes, quando lá chegámos, demos com uma das crias no pátio do nosso edifício.

Foi uma boa ocasião para descobrir os colegas que são apanhados por animais e os que nem por isso, porque assim já sabemos que somos mais que um nestas demandas, e não passamos tanto por maluquinhos da cabeça...

Vimos que não estava magoada, as asas estavam bem, parece ser apenas falta de confiança.

Lá nos metemos a observar, os pais andavam a rondar, o irmão, mais atabalhoadamente, também.

Uma colega telefonou para várias instituições ligadas à natureza selvagem: uma senhora disse que não havia verba para resgates, e rematou com um "deixe a natureza seguir o seu curso, percebe" (fantástico, a senhora tem um dom!), mas depois teve sorte e apanhou com um biólogo que deu sugestões bem mais práticas e humanas.

Ou seja, nesta situação, é dar tempo ao tempo: monitorizar e meter água com fartura. A outra hipótese seria apanhá-la e levá-la à instituição, mas seria animal que depois não poderia ser posto em liberdade por não se saber alimentar sozinho. Esta hipótese, não.

Apercebemo-nos que os pais vão lá alimentá-la e continuamos com a água, e a ir à janela conversar com ela, e com isto já lá vão 6 dias.

Como trabalho no fim de semana, calhou-me, com outro colega, de estar de olho e meter a água. E, nestas coisas, temos contado com a ajuda até dos Seguranças do edifício, que devem olhar para nós como se tivéssemos perdido uns quantos parafusos pelo caminho, mas podia ser pior. Acho eu.

De modos que levei a máquina para lhe tirar umas belas fotos!

Aqui está a nossa menina numa de "ó pá, não me chateies a moleirinha!"


Xanã! O prédio abandonado! Digam lá se isto não dá vontade de explorar!


Mais uma da nossa pequenita.


Ó pra ela, toda cheia de estilo!


Aproveito a ocasião para me queixar da espécie de "pátio" que ali temos, um autêntico antro de ares condicionados. Aquilo com uma limpeza como deve de ser, umas mesas, cadeiras e chapéus de sol dava um belo terraço de refeições de Verão ali para o pessoal, até se trabalhava com mais alegria. Vou meter esta ideia brilhante na caixa das sugestões, mas é!