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segunda-feira, 8 de junho de 2015

A psicanálise deu-me cabo dos contos de fada.

Quando andava na faculdade, tive de ler um livro sobre a psicanálise dos contos de fadas.

Era um livro bastante escandaloso porque o senhor, basicamente, levava tudo para a cueca, e chegava-se ao fim da obra menos com a sensação de estarmos esclarecidos acerca do tópico e mais com a sensação de que o senhor tinha fugido da casa de malucos que estudava casos freudianos.

A modos que uma pessoa fica com a percepção do mundo da fantasia da nossa infância um bocado alterada, depois de passar por um teste de vida destes, e foi o que aconteceu quando, um dia destes, depois de muitos, muitos anos, dou comigo a cantarolar as pombinhas da Catrina à baby plum e aquilo começa a soar-me mais a Fifty Shades de Catrina...

Começamos logo com as pombinhas da moça, que andam de mão em mão.

Ora, cá na terra, pombinha é um termo que se usa para as partes fodengas de uma senhora, utilizado principalmente por senhoras mais tímidas ou púdicas, ou octogenárias, como a minha tia-avó, além de outras expressões, também bastamente usadas por ela, como pechenaica, pachacha, pardalita, pardaloca ou pardala.

Já os senhores são um bocadinho mais brutos e chamam pachacha ou c***, a não ser que se estejam a referir às suas filhotas, e aí lá sai um pipizito.

Mas vagina, por estes lados, só calha mesmo ao médico, salvo seja.

Pronto, lá andaram a passear, foram aqui, foram ali, tudo na maior.

Depois, a mãe da moça manda-a à fonte, e a desgraçada parte a cantarinha, uma inequívoca referência ao "partir a bilha", expressão sobejamente conhecida em território português.

O que deve querer dizer que a rapariga deve ter algum problema em fechar as pernas, de acordo lá com o senhor do livro, que me deu cabo da mística popular infantil, e foi por causa disto que passei antes para "todos os patinhos sabem bem nadar", na esperança de não me cruzar com nenhum trocadilho à Rosinha...



domingo, 26 de abril de 2015

25 de Abril, sempre.

Cá em casa, o 25 de Abril é dia de revolução.

Revolução da vida, que a nossa deu uma bela reviravolta num 25 de Abril, e cá estamos para ver no que vai dar.

Habitualmente, dia de bolo e jantar de família, este foi o primeiro em que não fomos dois, mas 3.


Quanto ao outro 25 de Abril, alguém que avise as p***s fascistas de que estamos num país de liberdade e direitos e rebéubéu pardais ao ninho, ok, parece que anda esquecido...

quinta-feira, 5 de março de 2015

Mamã de primeira viagem com a mania de que percebe as coisas desde 2014.

A criança cá de casa é amamentada. 

Por mor de estar a crescer e a desenvolver-se bem, a enfermeira e a pediatra dão o ok  a continuar exclusivamente até aos seis meses. 

A pediatra, no entanto, aconselha a começar a outra alimentação a partir dos cinco meses, começando pela papa, que é mais doce e parecida com o leite.

Como sou uma mamã teimosa, vou começar primeiro pela sopa, que acho mais saudável e natural do que uma papa que sei lá o que é que leva dentro.

Como sou uma mamã egoísta, apetece-me aproveitar que fui dispensada de funções lá no trabalho para amamentar em exclusivo até aos seis meses e curtir a coisa boa que é ter a pirolita ao meu colinho e ainda não pode fugir para muito longe e achar mais graça a estar com os amiguinhos do que com a sua mamã...

Só maus exemplos...


domingo, 1 de março de 2015

Sonos trocados, ou falta de horas de sono, ou porque é que tenho de reduzir o café, mas o organismo depressa se habitua a esta vida, afinfa!

A pirolita cá de casa tem 4 meses e meio. 

Como é normal nos bebés destas idades, acorda a meio da noite para mamar.

 A sequência de eventos, a cada 3 horas, é: a bebé mama, arrota, mudo a fralda, faço massagem na barriga, meto óleo de amêndoas doces na cabeça, vai para a cama dela, apago a luz e estou uns minutos à espera que adormeça ferrada para lhe ir dar uma beijoca e tapar como deve de ser. 

Isto leva, no mínimo, uma hora, uma hora e meia. 

Daí a duas horas, ou uma hora e meia ou, se for daqueles dias em que me viro de um lado para o outro e não consigo dormir, meia hora, mais coisa menos coisa, se estiver tudo calmo repete-se o procedimento. 

As 7.30h, 8h da manhã, já não precisa de dormir mais. 

Vai dormindo sestas durante o dia.

 Mas eu não. 

Há sempre coisas para fazer.

 Por isso, se o meu cérebro estiver um molho de bróculos e não souber sequer o que acabei de almoçar, ou se eu não me manifestar muito entusiasmada para algumas actividades, em que as outras pessoas estão com a pica toda, se calhar é mesmo porque elas dormiram a noite toda, mesmo que tenham acordado às 6h da matina, e eu nem por isso, ok?


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O dia em que quase quase tive de ir buscar t-shirts à gaveta do homem que me fez a filha.

Esta foi a última foto da pança, horas antes da pequena pirolita manifestar que queria vir conhecer o mundo naquela data, 15 de Outubro.

Não lhe noto grande diferença nas últimas semanas. Estava, provavelmente, um pouco maior, mas nada de visível a olho nu.

A última vez que me pesei, nessa última semana, já chegava aos quase 69 kgs. Eu era uma catraia de 50 kgs...

Disseram-me uma data de coisas que não se concretizaram:

 "Ah e tal, a cara vai inchar". Não inchou.
"Ah e tal, vais inchar por todos os lados". Nope.
"A barriga ainda tem de descair mais". A barriga nem se mexeu.
"É na mudança da lua". Pois, uma delas, eventualmente...

Isto, na cabeça de uma mamã de primeira viagem um bocadinho stressada com a teoria da médica de "tem de ser cesariana e no hospital privado onde trabalho porque o bebé pode não descer", era uma data de macaquinhos alucinados aos pulos pelo cérebro fora.

Afinal, a Baby Plum era uma pequena baby-bomba-relógio, e saiu do quentinho quando quis, deitando ao ar as teorias todas e mais algumas que me meteram à frente.

Cá para mim, ainda acho que a sacaninha esteve à espera que as avós estivessem juntas e que houvesse, por acaso, um passeio combinado, para vir meter o seu baby-bedelho no assunto...



(PS: Já estava a ficar sem t-shirts onde me conseguisse enfiar, (esta foi de uma altura da gravidez em que pensei qualquer coisa do género "isto já não vai crescer muito mais") e farta da moda das riscas! Mais uma semanas, e ficava deprimida!)

sábado, 3 de janeiro de 2015

Frustração: nível carpete da cozinha.



A cozinha cá de casa era, até há uns poucos dias atrás, possuidora de uma carpete na zona da bancada, num tom de lilás todo joli que muito me agradava, apesar de já um bocadinho gasto, uma vez que já tinha servido de carpete de corredor e passou por várias casas onde morei.

A bela da carpete, há umas semanas atrás, mais ou menos por volta da altura em que a pirolita nasceu e eu não estava no meu castelo, apareceu com umas  pintas suspeitas, uma coisa que me parecia assim tipo "salpicos de lixívia".

Bem, achei que podia ser, com mãe e sogra em casa sozinhas com uma fúria de limpeza, sendo que mamãe é adepta de lixívia e sonasol verde, mas não juntos, é claro!

Há uns dias, não houve mesmo dúvida: a sogra agarra na garrafa da lixívia,  no armário de baixo, aquilo salta, e pimbas, desta vez não foi salpico, foi mesmo uma vistosa mancha branca que me deu cabo da beleza da carpete para todo o sempre.

Ou era o destino a dizer "esta porra está velha, arranja mas é uma nova", e manda-me estes sinais que não dá para ignorar.

Ora tendo um folheto do continente ali em cima da mesa, com as coisas todas organizadas e em fotografias atraentes, logo me deixo entusiasmar pela secção "carpetes e afins", entusiasmo frustrado, enfim, assim que uma pessoa entra na referida secção, mas no local, porque é mais caótica do que uma bancada do mercado, está tudo ao monte, algumas carpetes até lá têm o preço marcado, que muitas vezes não é o mesmo que passa na caixa, mas não se consegue dizer com segurança que preço dá com a respectiva carpete, pelo que acabamos a sair de la sem carpete, e com uma palavra em uníssono nos lábios: IKEA!!


(Nos entretantos, pela página, os tapetes também não são grande coisa, nem na Casa, Espaço Casa ou Viva, a Natura não tem, e o Gato não tem o tamanho que quero. Hoje vi o catálogo do Jumbo, a ver se tenho mais sorte. Sim, porque faço as minhas pesquisas de tapetes online de madrugada, depois de alimentar a pequena sugadora de mamilos e enquanto espero que a bichinha adormeça como deve ser para a tapar, aconchegar e dar mais umas beijocazitas...)

sábado, 27 de dezembro de 2014

Labuta familiar na cozinha em véspera de Natal

Nesta casa, mete-se toda a gente na cozinha:

Quem cozinha os doces, habitualmente as mulheres, e desta vez eu e a minha sogra.

Na casa dos meus avós, acrescenta-se a minha avó, Dona Maria Amélia, basicamente, inventora, a minha mãe, doceira excepcional que faz tudo a olho, às vezes a Maria Rosa, a minha tia-avó, que vem de passagem depois de andar a laurear a pevide na "vila" (é cidade desde 79, mas ainda chamamos "vila" ao centro da terreola...), a minha tia dos Estados Unidos a telefonar e a marcar também presença, com sorte a minha prima Rita, que agora vive em Leiria.

Os homens da casa também participam: o Puto, perfeitamente capacitado para as lides culinárias, e o meu avô, homem simples do campo, educado daquela maneira que diz que o lugar das mulheres é na cozinha e homem não entra, mas que sabe potes de agricultura, de conhecimentos da terra e que me ensinou uns valiosos truques, lá está, culinários, e bastante antigos. O meu avô, supostamente, está na sala, longe da azáfama, mas adivinha quando as primeiras filhoses estão a sair do açúcar e da canela, ainda a ferver, e sabe que é altura de as vir provar.

O meu padrasto, transmontano de gema, trata do almoço típico do dia de Natal, que junta a família toda à mesa.

Este ano, a nova pequena aquisição familiar também marcou presença na cozinha. Aliás, ela adora os barulhos da cozinha, levo-a para lá muitas vezes.

No seu primeiro Natal, a minha mãe já lhe forneceu o seu primeiro avental. Daqui a nada já nos ajuda a amassar e fazer as broas saloias.

(as receitas natalícias deste ano estão ali no blog ao lado: filhoses, torta de laranja e arroz doce, claro!)


sábado, 20 de dezembro de 2014

Momento "pela boca morre o peixe" da questão.

Na semana em que a pirolita estava prevista nascer, mamãe já se sentia incomodada com algumas contracções.

Nada de muito evidente, mas os pais de primeira viagem levam as coisas muito a sério, especialmente se têm uma médica a querer sacar uma cesariana no hospital particular onde trabalha habitualmente.

Ora quando a médica de serviço na urgência do hospital público pergunta qual o nível da dor que estou a sentir, não sabendo muito bem como o definir, saio-me com a tirada esperto-parva de "bem, não está nada de intolerável, já fiquei mais dorida de bater com o dedo mindinho do pé na quina de uma cadeira..."

(pelo menos não respondi como os nossos fregueses das apólices Angolanas, devem ter andado todos na mesma escola, quando perguntamos, pelo telefone, "então do que é que se queixa, de que especialidade é que precisa?", respondem quase sempre "Estou incomodado", e depois temos de andar a fazer mais uma data de perguntas directas para saber se o "incomodado" é dor de cabeça, vómitos, dor na perna, dor de barriga, febre e etc...).

Uma semana depois, nasce a criança, as contracções são daquelas filhas da mãe que dão nos rins, uma pessoa até tem ganas de trepar pelas paredes, até vir a epidural e, a partir daí, é mais o nervoso miudinho de irmos conhecer o pequeno girino que nos vinha a crescer na barriga e no coração, e que nos vai andar no coração e já não tanto na barriga (só umas lonchazitas...) o resto da vida.

O parto lá se fez, faça lá um bocadinho de força, agora mais outro bocadinho, agora espere lá, que é para o pai estar também aqui ao pé, agora um dois três, mais um dois três outra vez, e já cá temos uma coisinha em cima de nós, a encher a sala de partos com um nível 10 de apgar.

Depois de uma meia dúzia de dias, mais abananada com a novidade da coisa e com as novas noitadas do que propriamente com aquela confusão toda que se passou entre as minhas pernas, já me sinto perfeitamente restabelecida (até porque, lá no hospital, devagarinho e com jeitinho, nos vão incentivando a mexer e a caminhar um pouco), o que quer dizer, em termos práticos, aproveitar o tempo ameno para dar um passeio aqui pela rua, coisa que faço toda lampeira, quase sem dificuldade física nenhuma, e toda orgulhosa da coisinha mini que levávamos no carrinho.

Uns dias depois, derivado do péssimo hábito que tenho de andar descalça em casa e por ter o carrinho com o berço ali encaixado do meu lado da cama, dou uma valente castanhada na roda, daquelas em que se ouve um "crac" e em que parece que o dedo até se vira todo, o que me deixa coxa e entrevada durante um par de semanas e com o aspecto de "coitadinha, deve ter tido um parto tããão difícil!".

Não, senhores. O parto foi perfeitamente tolerável - gracias, epidural! - mas a sacana da castanhada com o dedo mindinho do pé na roda do carrinho é que me lixou a reputação...



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Constatação de mãe:

Eu não tenho uma bebé com vícios, mas sou uma mamã viciada, que só quer miminhos e a quem lhe apetece andar sempre agarrada à pirolita a dar beijinhos e a cheirar o pescoço e os pézitos e a beijocar os refegos e as mãozinhas.



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A nostalgia da gravidez. #57345897

Ah, aquele exame ao nível da Diabetes Gestacional! Fez lembrar-me a Floribela: tão doce que enjoa, caragos!!

A sorte é que foi mais rápido que a novela, perdi ali uma manhã, fico com uma recordação para toda a vida, e não o vou ver nos próximos tempos!

E não saí da clínica a falar com as fadinhas das árvores! Não, que eu falo directamente com as árvores, sem cá a interferência de intermediários, quando posso, no jardim, cumprimento-lhes nos ramos fortes e na beleza viçosa das folhas, e dou-lhes festinhas e, muitas vezes, sou aquela senhora maluca que está abraçada à árvore (frequentemente acompanhada do senhor que está a tirar a fotografia do momento).

Também falo com os gatos, falava com a pirolita quando estava na barriga, e falo com ela agora, quando ainda mal me dá troco. 

Somos uma sensação no supermercado!


(na imagem, mamãe agarrada a árvore enorme em Adaúfe, com a pirolita dentro da barriga, e o senhor a tirar a foto do momento)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Onde a Baby Plum não irá meter os costados nos próximos tempos:

A Caixa Geral de Depósitos da João XXI: portas a abrir para fora, que não se seguram. Uma pessoa tem de ter uma grande habilidade, ou a sorte de aparecer uma pessoa educada que abra e segure as portas. Felizmente, ainda há muitas. Já referi que são pesadas como o caraças? São. Temos de pedir licença para usar o elevador, e amamentar só sentada na pia do wc. Não sei se há fraldário nas instalações. Felizmente, os funcionários do r/c são uma simpatia E temos música clássica de fundo no wc.

No primeiro andar, para regularizar o seguro, pedem o nº de contribuinte a um bebé de dias, e temos de preencher umas quantas folhas com o histórico clínico do mesmo bebé de dias. Faz exercício? Claro, sujo a fralda. Fuma? Quer levar uma patada na fronha?

Vamos agora tratar do nº de contribuinte da infanta cá de casa. Somos informados, pela ave rara do primeiro andar da CGD da João XXI, de que temos de tirar o cartão do cidadão. A piolha nem segurava a cabeça. Dias, lembram.se? Lá vamos para a Fontes Pereira de Melo. Amamentar? Wc... Afinal não é preciso tratar do CC, apenas do Contribuinte, umas portas mais acima na rua...

Amamentar? Wc grande. Mudar a fralda? No chão...

E não vale a pena optarem pelo metro de Picoas se levarem carrinho. Só há escadas...


Não vou falar nas calçadas. Fico deprimida...


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Baby Plum Amélizada.

Baby Plum com o baby resmungo do sono.

Mamãe mete o cd da banda sonora a tocar.

Baby Plum cala-se e põe-se a escutar, atenta.

Baby Plum adormece tranquilamente.

(Com alguns abanicos na alcofa, claro)

Temos futuro....

Além de que os peluches do berço já estão todos oitentizados. Sim, um urso que se chama Winnie the Pooh, uma cabrinha branca igual à da Heidi que se chama Branquinha, um cão com o bigode do Willy Fog e uma gata chamada Milady!

Multitasking 2.0.

É evidente a capacidade da Baby Plum para comer e encher a fralda ao mesmo tempo.

Já a competência de comer, dormir e encher a fralda ao mesmo tempo, ainda deve estar longe de conseguir atingir.

Parece apenas um bebé que não sabe o que está a fazer...



sábado, 15 de novembro de 2014

1 mês de Ana Clara por estes lados.

Hoje apoderei-me aqui do estaminé de mamãe, em modo de celebração de 1 mês a encher a vida desta gente doida, que decidi oficializar com o encher da minha fralda até ao pescoço pela primeira vez, e em dia de ter cá por casa as avós Ana e Gena! Foi um brilharete!

Ora há um mês atrás, às 41 semanas, estavam os meus pais decididos a abancar em Santa Maria a ver se aqui a je se decidia a sair ou se teria de ter algum empurrãozito, uma vez que as técnicas que eles usaram estavam a sair todas furadas e a minha mãe já estava farta de caminhar, pelo que decidi poupar-lhes o trabalho (mais ou menos, claro...) e acordar toda a gente assim a meio da noite, que era para ir cedinho para o hospital.

A minha mãe, até hoje, está convencida de que foram aquelas chamuças do nosso vizinho da mercearia, e que lhe souberam a ginjas. Não a quero desenganar.

Ora ao fim de alguns minutos ligada à máquina do ctg, já mamãe a trepar as paredes, lá se decidiram a dar o ok ao outro piso, porque se percebeu que era altura da criança querer conhecer o mundo e, ao fim de um par de horas, de uma data de enfermeiros fixes, de uma epidural que agradou muito a mamãe e de uma turma de futuros médicos a olhar para o meio das pernas de mamãe, lá vim eu ao mundo e me meteram ao lado dos caramelos que vou melgar durante os próximos anos.

Convém referir que passei com distinção lá nos testes todos da senhora enfermeira, o que quer dizer que berrei que me desalmei, numa de mostrar que já estava ali.

Umas horas depois já tive a visita das avós que me têm estado a mimar, porque elas já tinham combinado vir passear com mamãe, planos esses que eu vim furar um bocadinho, alterado a modalidade "passeio com barriguda quase a rebolar pela calçada lisboeta" para "visita a coisinha mais fofinha deste planeta e arredores", o que, a meu ver, foi uma alteração bem mais catita.

Neste mês, já cresci um bocadinho, já conheci avôs, bisavós, primos, amigos, já recebi muitas prendinhas, já fiz xixi de surpresa na cama dos meus pais, na toalha do banho e para o resguardo, já tomei uns quantos banhos, o que é uma chatice, porque acordo com fome, peço leite à minha mãe, e ela vai de meter-me num alguidar com água quentinha e cheirosa, coisa que até nem desgosto, porque me sabe bem a água pelas costas, o chápe chápe que a minha mãe faz e o levar com o sol morninho, mas é um facto, o que me apetecia mesmo era comer..., já passeei, já dormi muitas sestas ao colinho e outras coisas que os bebés pequenos fazem.

A esta altura do campeonato, estou aqui ao lado a dormir uma bela sesta enquanto deixo a minha mãe actualizar o blog, o meu pai dormir a sesta e fingir que está a ver um filme com as tias gatas, e até já deixei mamãe ler umas quantas páginas de um livro. Pronto, há alturas em que nem a deixo terminar a frase que está a ler, mas fazer esta mulher estar mais de um par de dias sem pegar num livro é obra para além das minhas possibilidades. Por enquanto.




terça-feira, 28 de outubro de 2014

Ah, pois é, a criança já está por cá!

Ganhámos uma Ana Clara no dia 15 de Outubro, 3600grs e 50, 5 cms de fofinheza, tem os pés de macaquinho da mãe, mas são bem feitinhos como os do pai, os olhos são de mamãe, mas o resto é tudo papai, está tudo ainda meio atordoado, estamos super-babados, é uma bebé muito mimada, muito esperada e muito bem recebida!

(Tragam-me um bidão, isto é só baba a escorrer!)


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Quase, quase a rebentar.

Ah e tal, tens de caminhar (muito!!), é na mudança da lua, tens de comer coisas picantes, e canela, falar com a piolha, fazer os exercícios na bola de pilates, caminhar mais (já fizemos a expo de fio a pavio, o parque dos Poetas, a Quinta das Conchas e dos Lilazes e o jardim lá do outro lado, o Ikea, o Oeiras parque, Ameixoeira de cima a abaixo várias vezes, Estádio Universitário, o parque do Jamor...), e nada, a piolha não se resolve.

Chegou agora a avó Gena, que esteve um mês nos States a visitar a família, e que trouxe uma mala cheia de mimos das tias, pode ser que se decida, agora que tem as duas avós a postos para a afofinhar, e a telefonar todos os dias.


domingo, 5 de outubro de 2014

Últimos dias.

E a piolha nada de querer sair do ninho.

Então, agora estamos numa de:

Pai: incentiva a mãe a caminhar.

Mãe: toca a dar aos penantes!

(Espero que estas caminhadas me deixem as nalgas mais firmes, pelo menos!)