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terça-feira, 23 de abril de 2019

Da Rúbrica "Marta, larga os mortos"!

Quando uma pessoa é freak da genealogia e vai muito bem a passear pelas ruas do Funchal, já um bocado arreada porque teve de subir uma colina até uma fortaleza com um caganico de 10 quilos ao colo, e depois descer, num dia assim a tender para o veranito, e dá com o portão para o que parece ser um jardim, e descobre que afinal é um jardim britânico com um cemitério britânico lá dentro, ganha energias renovadas e vai dar a volta àquilo tudo com a máquina fotográfica ligada.

Aviso: este post tem campas muháhahahahahah!

(e preciosidades históricas!)
































quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Então..... mudança de orientação!

Uma moça anda inspirada, cheia de ganas de meter coisas nos cadernos, a parar a meio de uma factura para meter dois ou três apontamentos no caderno (se o meu chefe sabe, dá-me nas orelhas, e manda-me apontar as coisas como deve de ser no "notebook" do telemóvel, deixa mas é de ser cromagnon e rende-te às tecnologias do século XXI" e, vai daí, faz um esforçozito mais e decide que, se calhar, o blog ainda vale a pena.

É que isto de vida de deusa do multitasking não nos deixa tempo para muito. Uma pessoa bem gostava de se dedicar a meter coisas aqui de forma mais aplicada, mas alás!, a roupa precisa de ser passada a ferro, e a época áurea em que os blogs eram mais para nossa diversão e menos para fazer negócio já se foi há muito, e a beleza (e pureza) da coisa já não é bem a mesma.

Por isso, vamos lá deixar as frescuras e voltar à carga com as histórias malucas do dia a dia, as do mundo alternativo das pessoas que ainda vivem na minha cabeça (oh, sim, elas ainda cá estão, se bem que a mais comum nestes últimos tempos seja o Baldomero que, qual maleita genética, passei ao meu filhote mainovo, e que façam com que tenha ar de pessoa mais "ecléctica" porque uns dias ponho a tocar Shakira e outros Nine Inch Nails e outros Alice Cooper) e, vá, as experiências científicas na cozinha mas com as fotos tiradas pelo telemóvel, provavelmente a tentar afastar um ou dois pares de mãozinhas curiosas da frente, em vez daquelas coisas todas elaboradas que aparecem nos blogues da moda ou no 24kitchen, mais na onda do Chackal e da Joanne Harris e da Fran Warde, e menos na onda da Nigella ou da Filipa Gomes, que eu não tenho pedalada para isto, aquela mulher é uma deusa! As duas são!

Nos entretantos, vou organizando aqui as espeluncas, vai ser divertido! Upa upa!!


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A jardineira envergonhada.

Aqui por estes lados, anda-se em plantações.

Já seguiram várias espécies e feitios e alturas de bolbos, roseiras, tremocilha, favas, hibisco, jarros, pervinca, violetas e uma trepadeira de interior que se dá muito bem nas mãos da minha mãe.

Infelizmente, não há nada para vista, já que o festival de luz e cor e alturas e bolbos só deve meter o nariz fora da terra lá para a Primavera, o que quer dizer que, por agora, só mesmo uma fotografiazita da terra para mostrar progressos...

De qualquer forma, as roseiras pegaram bem e já têm mais umas folhitas, as tremocilhas já começaram para ali a espreitar,  e a violeta do parapeito já cresceu de tal maneira que até já a pude transplantar e retirar folhas para novas plantações, o que é uma novidade, porque as pessoas que conheço sabem a minha tendência para matar toda e qualquer violeta que apareça cá por casa, ...

Hei-de, um dia, ganhar coragem para as orquídeas, mas vamos ver, pode ser que façam outra vez aquela exposição no Jardim da Ajuda que me deixou a sonhar acordada...

Nos entretantos, levem lá com a gata cá de casa com a abóbora do Halloween (das americanas, vinda - em sementes, claro! - dos States, e da qual sobraram mais sementes para plantar), com uma lagartixa que se resolveu a passear aqui no quintal, e no meio da erva príncipe, que está toda à banda porque a sôdona felina tem o hábito de lá ir esfregar a dentadura.....







terça-feira, 4 de agosto de 2015

Tempos de mudança.

Pois cá estamos no campo/praia, suficientemente longe de Lisboa mas com direito a wifi e chocolates do pingo doce, as coisas quase quase todas arrumadas (tipo, faltam os cachecóis e uns quantos sapatos de Inverno...) e a cozinha limpa e pronta a funcionar como deve de ser.

Nos entretantos, demos o ok a uma mini cadelita, a chegar em meados de Agosto, agora que temos quintal para ela, sossego que só vendo é que se sabe, a miúda a dormir sestas lá fora no quintal ao som dos passarinhos, do vento nas árvores, das abelhinhas e do porco do vizinho a grunhir, o que é simpático, para variar do 736 a descer desgovernado a Estrada do Desvio.

Infelizmente, a nossa velhota estava doentinha, e faleceu aqui em casa na semana passada, mas teve muito mimo e sossego neste último mês, com muitas tardes descansadas ali no terraço, que ela adorava.

Esta foi a última foto dela, na véspera de nos deixar fisicamente.

Agora, é andar para a frente e ver o que nos espera.

Para já, em termos práticos, colheita e cozinha, o que é imenso para aprender e partilhar!


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Este filme não é para mães.


Pelo menos, aquelas mães que acordam várias vezes por noite, têm (muitas) horas de sono em falta, e cuja capacidade de resistência ao dito sono não chega para ver um filme de uma hora e meia, quanto mais o Hobbit!

O melhor é ficar-se mesmo por um episódio de um dos desenhos animados do panda...


(Tenho andando a perder o fim de vários - imensos! - filmes, mesmo aqueles que ando com muitas ganas de ver.)


domingo, 10 de maio de 2015

Lá vamos nós outra vez!

Limpeza no blog, o que quer dizer que ali a barra dos blogs que sigo vai andar em obras nos próximos tempos, uma vez que foi tudo para o galheto...

E estive entretida a ver como é que funciona o pinterest, e a tentar descobrir como é que raio se pode fazer uma frase alusiva ao tópico e ao mesmo tempo resistir à tentação de usar o verbo pinar...

PS: E dei um jeito ao nome.


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Poesia moderna e outras aventesmas.

A menina do blog confessa-se bastante inculta no que se refere à literatura nacional actual, e principalmente em relação à Poesia.

A grande maioria dos seus autores preferidos, na verdade, até já esticou o pernil.

As minhas referências resumem-se, basicamente, a poesia britânica do século XIX, os nossos clássicos, e em relação aos mais recentes, fico-me pelo Pessoa, pela Florbela, pela Sophia,  pelo Torga, e acho que está tudo...

O facto é que, quando leio um Torga (por simples que seja) e a poesia que se faz nos dias de hoje, pergunto-me o que é que raio aconteceu ali no meio, que me parece que se perdeu qualquer coisa num buraco negro! 

Mais depressa encontro lógica e (muito mais) diversão numa boa velha canção de escárnio e maldizer!


domingo, 18 de janeiro de 2015

Ah, o Torga e a minha adolescência!

O Miguel Torga morreu em 17 de Janeiro, há 20 anos atrás. 

Pasmem, há 20 anos atrás, estava eu a fazer o 12° ano. Eu sei, também ainda não me recompus... 

Voltando. Na altura, tinha 3 disciplinas: Literatura Portuguesa, Inglês e Francês, sendo que no fim do ano tínhamos de fazer a prova de aferição de Literatura e, caso a ideia fosse tentar a Universidade, fazer ainda mais umas quantas provas específicas exigidas pelos curso que queríamos.

Ora o nosso professor de Literatura era um gajo muito divertido e muito à frente.

Era forreta com as notas, mas depois dava-nos oportunidade de recuperar fazendo uns quantos trabalhos e apresentando-os à turma, como se fossemos nós os professores.

A matéria resumia-se a: 1° período, Poesia, Fernando Pessoa e heterónimos, e Miguel Torga; 2° período, Teatro, O Judeu, uns adoraram, outros odiaram; 3° período, Prosa, A Sibila, os que adoraram o Judeu odiaram a Sibila e os que odiaram o Judeu adoraram a Sibila.

Eu fui uma das alunas que teve de fazer um trabalho para "acertar a média", subindo a nota umas quantas centésimas. Como também tinha aquela atracção pelo mar, escolhi a Sophia.

Com o aproximar do Verão, chegavam as férias mas, antes disso, as provas, o que se traduziu em aulas extra para quem estivesse ali a sério, e muitos conselhos de profissional da parte do professor, do tipo " estudem o Torga, que morreu este ano, e já não sai há dois anos; não vale a pena estudar muito o Pessoa, que saiu nestes dois e não deve sair neste outra vez."

 Felizmente, acho que a maioria de nós teve juízo e estudou um bocadinho de tudo.

Saiu Pessoa e Sophia, que não estudamos na aula, e Torga, nem se falou dele.

Também nunca mais ouvi falar deste professor... 

No Verão, ainda tive a sorte de ir com a família a Trás os Montes, o meu padrasto é de lá, e fomos visitar o lugar de repouso do Torga, na altura com uma arvorezita raquítica ao lado, lá mesmo em cima no sossego da montanha.

Claro que depois andámos todos com os intestinos desarranjados, porque era Agosto, estava um calor desgraçado e bebíamos água fresca de todas as fontes de beira da estrada, nomeadamente uma que agora tem uma bela de uma placazinha a dizer "água imprópria para consumo", mas isso já são outros quinhentos...



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Desenganem-se, a ausência não se deve a férias numa road trip pelas Ilhas Gregas.

Foi mesmo a mudança do horário que me deixou assim meio desorientada dos neurónios.

Ponto da situação:

1: Ando numa de ler tudo, despachei uma data de livros, e decidi-me a ler os livros todos do Harry Potter de seguida, outra vez, o que me deixa sempre muito regalada, apesar de me lembrar com tristeza os velhos tempos em que tinha de esperar MESES para ferrar os dentes no próximo livro...

2: Um dos colegas lá do estaminé tinha a mania de fazer piadas parvas e de fazer partidas parvas, do género esconder os headsets dos colegas (além do colega ficar desorientado por não saber onde os tinha posto, ficava a pensar "dasse, pah, lá vou ter de arrotar com os 150 euros", que é o que se paga por perder os ditos) ou dizer que x assegurado tinha feito uma reclamação nossa ou que tínhamos enviado o reboque errado. Um dia, conheceu o Baldomero. Eu fico de mau humor quando estou muitas horas sem comer. Nesse dia estava há várias horas sem o fazer, as chamadas estavam uma loucura, toda a gente dava me dava respostas tortas, passavam por cima da minha vez e iam à pausa, e ele deu uma piada parva, que foi a última gota do copo. Mandei-o para um sítio muito feio. Antes de ter noção do que estava a dizer, pimbas, já tinha saído... Fiquei envergonhadíssima, pedi-lhe desculpas, sinceramente, porque eu não sou aquele bicho mau. Ele ficou um bocado em choque, mas aceitou as desculpas.
Claro que, no outro dia, foi fazer queixinhas à supervisão e pedir que eu fosse punida... Por mail... O que, visto pelos colegas, foi uma grande sacanagem. De facto, a opinião geral foi de que "ele estava mesmo a pedi-las". Calhou ser eu, podia ter sido outro qualquer.
Ponto positivo: acabaram-se as piadas parvas.
E não, não fui castigada. A supervisão é assim de fixe, sabe como é que eu trabalho, e sabe que o algarvio também é de esticar - muito! - a corda às pessoas.
Acho que a supervisão também deve ter o desejo secreto de, às vezes, o mandar para o mesmo sítio que eu mandei...

3: Já estivemos a penduricar mariquices na cozinha, encontrámos os varões para a sala com aquele formato macaco (ikea, pois claro...) e, daqui a uns dias, até vai ter cortinados.
Está na lista trazer o meu tapete azul para a sala, que ainda está arrumado, os armários para os livros... e mais uns quantos livros.

4: Fomos passear até Almograve, levámos os croissants do Trenó e trouxemos pedras com riscas.
Na semana passada fomos conhecer o Cabo da Roca, não percebo qual é a pancada que toda a gente tem com aquilo, ok, é o ponto mais ocidental da Europa, tem falésias e calhaus, mas cá para mim, achei que é mais um farol da nossa costa, cá para mim são todos fantásticos e com paisagens de histórias de aventuras, e cá para mim, não me importava de morar em todos.

Estranho, estranho, foi a minha sogra comentar numa foto nossa "ai que sítio tão lindo para namorar", e eu só me lembrava do desgraçado do Sassetti, que caiu dali abaixo...

Nos entretantos, vou ver se me oriento um bocado mais, que não me parece bem deixar aqui o blóing ao abandono, coitadinho, as Histórias do Harry Potter já conheço de ginjeira, não percebo como é que aquilo agarra tanto, e já estou com saudades de fazer fan fics parvas em que o herói é o Snape e tem um sentido de humor mordaz e é tão fofinho e sarcástico e atormentado e mimimi!




sábado, 3 de agosto de 2013

Coisas sábias #1:

Depois de mais de um mês com folgas palhaças, ou seja, um dia de folga que é passado a acelerar porque tenho montanhas de coisas para meter em dia, ou porque estou a dançar a música tocada por outros músicos que não têm as mesmas ideias que eu (tirando o sábado passado em que até deu para respirar um bocadinho de ar puro e de iodo), depois de ter os meus piquenos neurónios feitos em papas de sarrabulho e de já não conseguir coordenar o que me aparece à frente dos olhos, venho por este meio internáutico informar que me voy de finde, estou a planear meter a leitura em dia, o crochet em dia, o mimimi em dia e a estender-me que nem um lagarto na areia da praia ao sol, e que se alguém tiver ideias de me contrariar, palavra de blogger com várias pessoas a viver na sua caixa das células cinzentas, cabeças vão rolar!


Pronto, a leitura meto em dia todos os dias, que tenho meia hora de autocarro para o trabalho e depois outra de volta, mas estou a falar de estar de papo para o ar com dois do Poirot que tenho ali para devorar.

sábado, 1 de junho de 2013

Então, pá, perdeste o pio, foi?

Ná, ainda não foi desta, tenho é andado mesmo atarefada.

E o baby mac armou-se em parvo e resolveu bloquear, pelo que foi passar uns diazitos à assistência...

Ora novidades:

A casa já tem mais móveis no sítio.

Os pombitos estão quase a sair do ninho.

As gatas ainda não os conseguiram afinfar, e é muito pouco provável que alguma vez o consigam fazer.

Já trouxe alguns livros lá de Torres. Enchi 3 quadrados do móvel do Ikea. Ainda tenho imenso espaço. Estou optimista. Pode ser que consiga encaixar a pázada de livros que ainda tenho de trazer E tenha espaço para mais alguns adquiridos nos entretantos.

Mais uma vez, tive muita sorte com os colegas de trabalho. Com os da formação e mais uns arraçados de alemães lá do 6º andar até já houve caracolada.

Obviamente, ganhei nos caracóis, mas não ganhei nas imperiais.

Acho que vou andar de candeias às avessas com uma das colegas mais antigas, porque lhe tirei o caixote do lixo do sítio, sem querer, e ia entrando à vontadex pela casa de banho com ela lá dentro, novamente sem querer.

É cá um feeling, não sei.

Vou abrir no blog a rúbrica de piadolas parvas dedicadas ao tópico "Chamar-se Marta e trabalhar na Assistência em Viagem de uma conhecida Seguradora".

Até agora, ainda não houve piadolas da parte nem de assegurados nem de fornecedores. Apenas do Supervisor. Mas como ele é um fixe, está perdoado.

Por isso, já sabem: se ficarem aflitos na estrada e vos atender uma Marta do outro lado, há grandes probabilidades de ser esta que vos escreve. Muito prováveis no caso de ser aquela #$#"$/ que vos diz que um furo em Ayamonte não está coberto, mas que podemos indicar um reboque para ir ajudar.

Na segunda-feira lá vamos fazer o xixi para uma caixinha e levar uma pica. Uma colega estava interessada em saber se nos vão fazer também testes psicológicos, mas parece que é só físicos, é a minha sorte, daqui a uns dias já percebem o que a casa gasta, mas como também me sei portar muito bem, acho que me safo.

Já me ofereci para levar bolo, porque vamos ficar todos muito fraquinhos depois de levar a pica para tirar sangue, e não pode ser.

Calhou-me na rifa o horário da tarde/noite, pelo que também calculo que vou andar com as teclas do pc marcadas na testa por mor de adormecer em cima do teclado. Espero não me babar muito.

O sítio é muito jeitoso, vou apanhar as marchas em toda a sua glória, coisa que nunca me apeteceu muito fazer, por acaso, mas estou a meio caminho entre a vida maluca da Baixa e a Feira do Livro. Decisions, decisions...

Vou andar por casa sozinha na próxima semana, e já estou a planear grandes feitos nas costas do Puto, desgraçadinho, que vai para Madrid ajudar os borregos que não sabem fazer nada sem ele: vou meter os quadros que trouxe de Torres (isso mesmo, furar paredes...), meter a leitura em dia, passear na Feira, comer farturas, vamos lá ver se o São Pedro alinha nestes belos planos.

Ontem ainda tive oportunidade de mostrar ao Puto a minha costela de Baldomero com a qual não tinha travado conhecimento: aprendeu que não se devem ter cá em casa atitudes românticas tipo tentar pegar ao colinho a sua gaja que está ferrada no sofá para a levar para a caminha sob pena desta acordar com a personalidade mais cavernícola no display. Tenho andado a manhã toda envergonhadíssima, a pedir desculpas, e devo andar de bolinha baixa nas próximas semanas...



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Que andaste tu a fazer no dia do teu aniversário, ó caramela, que a gente não te pôs a vista em cima?

Andei a laurear a pevide, que não estou a prever nos próximos anos poder celebrar o meu aniversário de t-shirt e com as temperaturas que tenho por estes lados.

Ora, desta feita, fui até ao El Pardo. Não, não é o Prado, o museu onde está a Guernica e As Meninas, mas El Pardo, que é uma aldeola aqui ao pé que tem um dos Palácios Reais, e que funcionou, primeiro, como estância de caça dos reis, porque se situava no Monte El Pardo, a Mafra cá do sítio, e depois como residência do Franco, nos tempos da ditadura.

Actualmente, funciona como residência de visita dos chefes de estado que vêm até Madrid e, aqui bem pertinho, está o Palácio da Zarzuela, que é a residência da família real desde meados dos anos 60.


O jardim é gratuito, não é muito grande, mas é bonito, e é, em geral, uma zona muito tranquila, porque ainda tem uma boa parte de floresta em redor.

A entrada do Palácio, nos dias normais, é de 9 euros, o que é uma batelada de dinheiro para se ver o quarto horroroso do Franco (mesmo mesmo horrível, com as paredes cobertas por uma seda de um verde hospital-psiquiátrico de pesadelo) e a sua ainda mais horrorosa casa de banho, com azulejos de uma tonalidade igualmente escura e medonha.

Felizmente, aqui a vossa companheira amiga palhaça tem faro para os dias gratuitos, que é assim que as pessoas desempregadas ou com ordenados de kaki podem ter acesso à cultura...


O resto do Palácio até é bonito, mas não é dos melhores, há que ser sincera.

Como era um retiro de caça, a decoração está muito na onda desse tópico, não com cabeças de veado nas paredes, cruzes credo, mas com tapeçarias alusivas ao tópico, e aqui há muitas, porque, sendo quase na serra e sendo os Invernos tipicamente bastante frios, usavam-se tapeçarias nas paredes e carpetes grossas para o ambiente aquecer um bocadinho.

Tem várias salas com pinturas de tectos fantásticas: mitologias, cenas do horóscopo e cenas do dia-a-dia, que valem a pena.

A pièce de resistance cá do sítio é a profusão de fotografias de chefes de estado autografadas... nomeadamente a do Mário Soares, e a do Cavaco com a Maria dele.

O guia disse que muitos dos chefes de estado ofereciam as suas fotos quando ali ficavam, sem ninguém lhes pedir. O que ele já não soube explicar foi se as pessoas deixavam esse recuerdo porque, quando haviam sido visitadas pelo Rei de Espanha, ele lhes tinham dado uma coisa igual, e achavam que era tradição espanhola andar a trocar fotos autografadas...

Por causa do Franco, foram construídos aqui à volta vários edifícios militares, e há muitas casas, que funcionavam como residência dos militares, que foram construídas na altura da ditadura espanhola.


E prontes, basicamente foi isto: tive direito a almoço mimimi com o Puto, fui conhecer um sítio que ainda não conhecia, ganhei umas chávenas do Gato Preto, o Puto fez o jantar, mas ganhou com uns morangos com chantilly bem fresquinhos para a sobremesa, tive montes de mensagens bem dispostas dos amigos, muito mimo de mamãe, e até consegui ter uma conversa normal com o meu pai sem a coisa descambar para a biolência!


Já agora, se querem saber, o áutefite do dia foi: t-shirt básica da Sfera, para aí uns 3 euros; calças da loja do chinês de Santa  Cruz naquele dia em que tive de comprar umas de desenrasque porque apanhei uma chuvada e não tinha mais calças, 5 euros; sapatilhas de marca, sim senhor, mas que apareceram na casa da minha sogra e não serviam a ninguém, nem ao sobrinho do lado do Puto, que tem 9 anos mas já tem as patolas maiores que as minhas, à borlix; mala da Sfera, toda pipi, em saldos.

Xanã!!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Coisas giras que se aprendem com a wikipedia:

O Lawrence, tecnicamente, recebeu uma homenagem ao ser eleito Companheiro da Ordem de Bath, a cidade.

Em Português do Brasil, na wiki dear, é companheiro da Ordem do Banho...

O gajo deve estar rebolar-se na tumba, coitado.


terça-feira, 26 de março de 2013

Our House o' Dreams.

Depois de dois anos a viver aqui por Madrid numa casa emprestada, onde temos de partilhar a cozinha, onde temos os livros encaixados numa Besta (vide o catálogo do Ikea, vide, pequenas marmotas), onde nem sequer se pode meter um quadro e temos que nos desenrascar com um placcard de cortiça... eis que já estamos na recta final para entrar - finalmente! - na nossa casa da árvore!

Aliás, já estamos na recta final desde Dezembro do ano passado, um pé cá, outro em Portugal, e eles estão tão bem orientados lá no trabalho do Puto que este vai ter de se atrelar por cá até Maio...

De formas que a ausência dos próximos dias vai ser justificada com muitas fotografias lá na casa, muitos apontamentos, planos, imaginar o que encaixa onde e, depois, limpezas, pinturas, mudanças, arrumações, gatas a apoderarem-se do espaço, e as nossas coisas encaixadas nos nossos espaços, que é coisa que, apesar de já estarmos a viver juntos há uns tempos, e já casadinhos e tudo e tudo e tudo, ainda não tínhamos experimentando como deve ser, e vai ser muito bom termos o nosso cantinho, só nosso.

E das gatas, sacanas, claro!

Por isso, marmotas fofinhas da vossa marta, preparai-vos que ides gramar com muitas fotos de experiências decorativas, de antes e depois, de pregos frustrados (ops!) nas próximas semanas!

A propósito, também já temos um inquilino na nossa casa da árvore: uma pomba com os seus dois ovinhos, no canteiro da janela da sala, onde antes brilhava uma sardinheira, mas onde brilha agora um daqueles cardos que picam como o caraças, e enorme. Pondero se será necessária cortina para aquela janela, uma vez que já somos possuidores de uma cortina "natural", mas vou ter de arranjar espaço nos parapeitos e nos canteiros para as flores e plantas (pouquinhas, é a minha sorte) que tenho aqui no parapeito de Madrid.

E "prontes!" Parece que vai começar uma nova aventura!

Ou, como diz a nossa amiga Anne, "There is another bend in the road after this. No one knows what will happen."


terça-feira, 12 de março de 2013

A saga do dia já começou:

1) Empregada de mini-mercado, horário das 8h às 20h, duas horas de almoço, com experiência. Não, não é um aprendiz, ou o puto que quer ganhar uns trocos para gastar nas noitadas das férias, é mesmo uma pessoa que tem, muito provavelmente, renda de casa para pagar e filhos para sustentar.

"Ofereço 300 euros".

Devo comentar?

Ora informem-me lá quanto é que o português médio "oferece" pelo telemóvel mais recente, que quase toda a gente tem.

2) Part-time de 3 horas.

Bastante atractivo para quem está a receber subsídio de desemprego. "Deverei deixar a minha casa, gastar uma pipa de massa em transportes, na alimentação, para fazer 3 horas diárias pagas a preço de piadola?"


3) Freelancer.

A nova designação para "recibos verdes, ou ausência de qualquer contrato legal".




quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Como explicar...

Despachei a primeira série toda de uma vez.

É o que faz estar de férias e com mantas de crochet para meter em dia.


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Resumo destas últimas semanas, versão ilustrada.

Há mais chamadas, logo, passamos da modalidade "trabalhar por duas pessoas" para a modalidade "trabalhar por seis pessoas", com o entusiasmado acréscimo do "chicos, finalmente, depois de meses a andarmos a prometer que vos íamos passar a 8 horas, chegamos finalmente a essa data, apesar de já andarem ocupados com entrevistas para ter emprego logo quando acabar a campanha, fazer os cds com as fotos do casório para os amigos e a família, escrever postais, meter no correio, fazer compras de prendas e compras de comida para a consoada tudo ao mesmo tempo!" Fica uma pessoa a arrastar-se, em vez de caminhar, e com o cérebro feito em papas de sarrabulho. Groupie, pah!


Ainda tive tempo para adiantar as mantinhas das sobrinhas e fazer uma bufanda (cachecol) única e exclusiva para o Puto desembrulhar na ocasião e não passar frio no seu pescoçinho.


Ó que surpresa, informam-me na sexta que trabalho no sábado, e que tenho bónus de mais uma hora de trabalho na segunda e duas na quarta!


Tenho um bilhete de autocarro com a data 20/12/2012, hora 12.20. Quanto é que vale uma destas, hem!?


Chegar do trabalho na véspera de Natal, vamos mas é fazer as sobremesas e o belo do bacalhau com natas. Antes disso, ainda houve tempo para fazer doce de abóbora para a N., a M. e o A., e um bolo de laranja lá para o trabalho... do qual sobraram as migalhas.


Amanhã lá actualizo o estaminé, que tenho fotos para meter, não sei porquê, recebi dois postais do PPC (ai jazus!), ganhei um saco de água quente british com gatinhos (awwwwww...) ó pra eu toda contente, amanhã lá vai ser mais um dia de correria, ufa!


E Feliz Natal, Yule, Hanukkah ou whatever!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Será mania cá dos meus lados.


Ou será que o facto de achar este pedaço da notícia um bocado idiota inútil, é porque é mesmo um pedaço de informação, vá, um bocado idiota inútil, mesmo?


"Quando soube, o actor, que é homossexual assumido, disse que temeu que fosse o fim: “É como quando fazes as provas do VIH e te perguntas  se será o fim do caminho”, disse, citado pelo ‘The Sun’."

Será tão lógico como informar os excelsos leitores dos restantes pormenores da vida do senhor:

"Quando soube, o actor, que gosta de lamber o prato do gelado à sobremesa, disse que temeu que fosse o fim: “É como quando fazes as provas do VIH e te perguntas  se será o fim do caminho”, disse, citado pelo ‘The Sun’."

ou

"Quando soube, o actor, que adorava ter um dente de ouro igual ao da Sofia Estropício, disse que temeu que fosse o fim: “É como quando fazes as provas do VIH e te perguntas  se será o fim do caminho”, disse, citado pelo ‘The Sun’."

ou ainda

"Quando soube, o actor, que tem pena de nunca lhe ter saído a porra do soufflé de queijo entufado como se vê nas fotografias, disse que temeu que fosse o fim: “É como quando fazes as provas do VIH e te perguntas  se será o fim do caminho”, disse, citado pelo ‘The Sun’."

E assim outras coisas interessantes e perfeitamente dentro do contexto da frase e, acima de tudo, da notícia.


Já agora, o que é que o cu tem a ver com as calças, ó senhores?

terça-feira, 22 de maio de 2012

Eu cá sou pessoa que, às vezes, faz um bocadito de batota...

Já perdi o cagaço de andar com o baby kindle no metro. Porquê?

Porque comecei logo a dar com o meu livro preferido, e aquilo agarrou...

Ora o ponto da situação, agora, é:

Livro preferido dentro da maquineta e despachado à velocidade do costume. Check! 


Ver a versão de 2006 com o Rochester e banda sonora preferidos (até ver...) às postas no yútubí. Check!


Ter ali a versão de 2011 com o sr Fassenão-sei-das-quantas que está para aí a levantar um alarido de histeria feminina. Provavelmente porque aparece em algum filme qualquer muito na moda, que não estou a ver uma versão da Jane Eyre fazer este levantamento de pó todo. A não ser que metam o pessoal mais descascado. Sim, porque na versão de 2006 já andavam para lá todos muy calientes, a Charlotte até se deve ter rebolado toda na tumba, que coisa tão pouco victoriana! Malucos, pah!

Enfim, este é para marchar amanhã!!


Nos entretantos, já comecei este no baby kindle, a ver se passo à frente do Puto, estou mesmo a ver que sim, e depois lá marcha a season.

(é que já vi 3 episódios, eu sei que não se faz, mas eu fiz, e tenho andado a conter-me para ver se leio o livro todo antes de ver a primeira série completa de enfiada...)

(já referi que o Sean Bean tem uma estatística de morrer nos filmes maior do que a de chegar ao fim vivo e inteiro? Pois... tem.)



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Felinas...

Hora da siesta...


Eis a face de uma gata que tem cagunfa, mas tem curiosidade, só que tem miaúfa, mas quer espreitar, no entanto, tem medo.

É a bipolar cá de casa, por excelência!

Hora do repasto...