Mostrar mensagens com a etiqueta The Plumtree House. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta The Plumtree House. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A jardineira envergonhada.

Aqui por estes lados, anda-se em plantações.

Já seguiram várias espécies e feitios e alturas de bolbos, roseiras, tremocilha, favas, hibisco, jarros, pervinca, violetas e uma trepadeira de interior que se dá muito bem nas mãos da minha mãe.

Infelizmente, não há nada para vista, já que o festival de luz e cor e alturas e bolbos só deve meter o nariz fora da terra lá para a Primavera, o que quer dizer que, por agora, só mesmo uma fotografiazita da terra para mostrar progressos...

De qualquer forma, as roseiras pegaram bem e já têm mais umas folhitas, as tremocilhas já começaram para ali a espreitar,  e a violeta do parapeito já cresceu de tal maneira que até já a pude transplantar e retirar folhas para novas plantações, o que é uma novidade, porque as pessoas que conheço sabem a minha tendência para matar toda e qualquer violeta que apareça cá por casa, ...

Hei-de, um dia, ganhar coragem para as orquídeas, mas vamos ver, pode ser que façam outra vez aquela exposição no Jardim da Ajuda que me deixou a sonhar acordada...

Nos entretantos, levem lá com a gata cá de casa com a abóbora do Halloween (das americanas, vinda - em sementes, claro! - dos States, e da qual sobraram mais sementes para plantar), com uma lagartixa que se resolveu a passear aqui no quintal, e no meio da erva príncipe, que está toda à banda porque a sôdona felina tem o hábito de lá ir esfregar a dentadura.....







terça-feira, 4 de agosto de 2015

Tempos de mudança.

Pois cá estamos no campo/praia, suficientemente longe de Lisboa mas com direito a wifi e chocolates do pingo doce, as coisas quase quase todas arrumadas (tipo, faltam os cachecóis e uns quantos sapatos de Inverno...) e a cozinha limpa e pronta a funcionar como deve de ser.

Nos entretantos, demos o ok a uma mini cadelita, a chegar em meados de Agosto, agora que temos quintal para ela, sossego que só vendo é que se sabe, a miúda a dormir sestas lá fora no quintal ao som dos passarinhos, do vento nas árvores, das abelhinhas e do porco do vizinho a grunhir, o que é simpático, para variar do 736 a descer desgovernado a Estrada do Desvio.

Infelizmente, a nossa velhota estava doentinha, e faleceu aqui em casa na semana passada, mas teve muito mimo e sossego neste último mês, com muitas tardes descansadas ali no terraço, que ela adorava.

Esta foi a última foto dela, na véspera de nos deixar fisicamente.

Agora, é andar para a frente e ver o que nos espera.

Para já, em termos práticos, colheita e cozinha, o que é imenso para aprender e partilhar!


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Many years turning pollos, dia 5.

Nota mental: hei-de ensinar os meus filhos a ser pessoas desenrascadas, como o pai, a saber para que é que serve uma vassoura, e a saber que não é educado vir do quintal com as sapatilhas cheias de areia, atravessar a cozinha que a outra pessoa acabou de varrer e lavar e abrir a porta do lado que faz vento para encher o resto de mais lixo. Se me fizerem uma destas outra vez, dou a vassoura para a mão e mando a pessoa limpar o que sujou, que nunca lhe deve ter calhado!

Many years turning pollos, dia 3.

Como tornar uma coisa chata numa coisa super: a sala tem um móvel enorme, pesadíssimo e antiquado, aka "o mamarracho". A mesa e o candeeiro fazem pandan em ser daquelas coisas que um casal jovem e moderno nunca na vida ia escolher numa loja de móveis. Infelizmente, estamos um bocado encalhados com essas peças. Depois de se olhar bem, uma pessoa começa a imaginar as cortinas certas, aquele castiçal preto da Tribo que a Zabete me ofereceu há anos, e a sala já se torna tolerável com o tema de "sala de jantar gótica". Atentem, gótica tipo conde Drácula, Gary Oldman, não gótica tipo vampiros com lantejoulas. E um cantinho de leitura com aquele sofá mastodonte um bocadinho horroroso de pele (detesto mobília em pele!), com uma manta jeitosa por cima, porque as felinas cá da casa até o acham bastante confortável para a sesta...

Many years turning pollos, dia 2.

Veio a minha sogra dar uma ajuda nas limpezas. O que ela queria, e estava danada para isso, era cuscar o estado da casa que era dela e que ela mandou fazer, depois de uns três anos sem cá entrar. Ok, foi um erro, a desgraçada, sendo um bocado freak das limpezas, ficou um bocado transtornada com a falta da dita, nas mãos do meu sogro, que só cá vem ao fim de semana, e que acha que é um "luxo" pagar a alguém para vir limpar a casa, nem que seja uma vez por mês. Eu não sou tão freak das limpezas e estou transtornada com tanta kaki. Além de que ultrapassa a lógica encher as gavetas todas de naftalina quando basta arredar a cómoda e aspirar um ninho de traças... Caragos, era só desencostar a porcaria da cómoda da parede!

Many years turning pollos, dia 1.

Dia -1. Chego a casa, depois do último dia de trabalho, depois de coordenar mais umas idas para a minha colega ter uns dias de férias, com um horário que faz com que passe mais tempo fora de casa do que com a pirolita, a pensar em mais uns dias em Lisboa a empacotar tralhas, vem o Puto com a novidade do "vamos mas é já amanhã para a terra". Amanhã, dia 1. Ok, vamos lá, fica já despachado e começo já as limpezas. Estou a tentar contactar a minha chefe, mas ela é uma moça ocupada, tive de lhe mandar mensagem, o resto do tempo estou a aspirar e a lavar paredes, a minha sorte é ter ali a sogrinha a cuidar da pequenota...

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

38 semanas e a contar.

Pois tenho andado uma baldas com o(s) blog(s), não tenho genica nenhuma para a blogosfera, estou naquela do "há já tanta porcaria por aí, que eu não ando aqui a fazer nada", mas o facto é que também não ando a fazer nada em mais nenhum sítio (só a crescer, evidentemente), e o farmville já me está a derreter os neurónios, pelo que vou mandar o raio da quinta ao ar, enquanto não chega o dia em que esteja a cavar numa quinta com as minhas árvores e os meus ESPARGOS!! e umas galinhas e umas cabrinhas, até porque se avizinha que, nos próximos tempos, os bocadinhos livres são para meter o sono em dia e mandar fotos de pais babados às avós e aos tios e aos"tios" emprestados....

Ora, resumindo esta coisa, assim numa de diário mensal (ganhei um nos meus anos, em Abril, para registar as maluqueiras todas, para depois a cachopa ver o que a casa gasta...), eis o que temos:

1º mês: não se dá por nada, é um facto, até ao dia em que, mais ou menos a fazer as contas, falta ali qualquer coisa, e as mamas ficam esquisitas. Quando bate, ficamos um bocado parvos, mas no bom sentido, do tipo sorrir para o nada, mesmo a passar por maluquinho dos carretos.

2º mês: estive com o turno da tarde lá no trabalho, o que quer dizer que era qualquer coisa das 14h às 23h, o que quer dizer que, em vez dos enjoos matinais, fui daquelas pessoas abençoadas com os enjoos ao final do dia, nomeadamente quando vinha a alta velocidade e aos solavancos no 36 para casa... Consegui não chamar o Gregório vez nenhuma, e muitas não têm a sorte de se poder gabar do mesmo. Nos entretantos, a minha sogra estava danada para ir visitar a família aos Estados Unidos, embicou que queria ir nos anos dela (em finais de Setembro...), nós estávamos para ir também, mas lá o marido arranjou uma desculpa mais ou menos convincente.
De referir que, de cada vez que a minha sogra me via, olhava para a barriga a ver se já lá estava alguma coisa (tipo, assim da noite para o dia) e perguntava quase sempre quando é que vinha aí um neto ou neta, e esta passou-lhe mesmo ao lado.....

3º mês: Lá contámos a novidade à família e no trabalho, 2 dias antes do prazo previsto, porque fui misteriosamente atacada por uma borbulhagem qualquer e tive de ir ao hospital levar uma injecção. No trabalho teve de ser, porque já se começava a notar a pancinha, e umas colegas (as tias adoptivas) já estavam assim a olhar-me de esguelha e a oferecerem-se para fazer coisas mais pesadas... Fica a simpática atitude da supervisora de serviço, que ainda me perguntou, apesar de eu já estar toda vermelha das borbulhas na cara, se eu não queria antes terminar o meu turno e ir depois às urgências...

4º mês: É daquelas fases em que a médica nos dá um caixote de vitaminas para tomar, nos manda fazer uma montanha de análises, lá passa uns comprimidos miraculosos para o enjoo, que também podemos dar aos cães, quando fazemos viagens longas, temos as tias a tentar adivinhar que aquelas duas bolinhas na ecografia são os testículos a descer, ainda conseguimos ir a um concerto dos Silence 4 (o primeiro a 3), ainda não nos arrastamos e podemos fazer caminhadas como antes, e em que a médica se passa porque temos gatas e eu não tenho nenhuma intenção de me "livrar" delas, apenas controlar os pêlos e os saltos nos lugares onde está a piolha indefesa (sim, porque estas gatas são doidas, eu já as conheço, além de que a destreza felina e o discernimento são ZERO, e isso inclui janelas só com uma greta aberta porque uma delas pode saltar à maluca, e velas apagadas porque a outra, mais felpuda, dá saltos suicidas para cima e chamusca o pêlo), além de que estamos a engordar 1,5 kg por mês, o que vai estoirar lá com a tabelinha irreal dos 10 quilos ao final da gravidez.
A médica veio com a história do "ah e tal vai fazer a  amniocentese, não vai?" e mete lá um ok (já estou nos 37), mas não explica à mãe de primeira viagem como é que, em termos práticos, a coisa funciona, o que lhe dá mais uma bruta camadona de ansiedade e pelo que a mãe vai ver à net - GRANDE ERRO!!! - e depois esclarece-se com a médica que iria fazer o exame. De forma simples e descomplicada, informa: se o bebé tiver alguma coisa incompatível com a vida, o organismo elimina-o (dasse!! estes médicos!), se for compatível com a vida, vocês decidem se querem continuar com a gravidez ou não. Obviamente, mandámos a amniocentese dar uma volta ao bilhar grande, voltei a conseguir dormir descansada e tive a confirmação de que esta gente é toda doida, falar numa coisa destas a pais que, desde que sabem que a coisita pequena lá está, tem vida e vai ser uma pessoa, nós só cá estamos para ajudar o melhor que pudermos.

5º mês: Já sabemos que é uma piolha, afinal as bolinhas não eram os testículos a descer, eram os ovários a ir lá para o sítio deles. É o delírio lá em casa: do lado dos meus sogros, há 2 filhos rapazes e um neto rapaz, do meu lado está mais equilibrado, mas já se sabe que estas avós são uma malucas pelas netinhas fofinhas com uma data de mariquices cor de rosa, e o meu irmão mais novo ajuda à festa. 
Já consigo sentir as primeiras mexidelas, o que é uma coisa assim do outro mundo. Ok, parecem gases, se não soubermos o que é, mas a coisita pequena cada vez se torna mais gente, já não está escondida dentro da barriga.
A pérola deste mês da médica foi "não toque na barriga, porque pode provocar contracções", o que é coisa para deixar uma mãe de primeira viagem nos píncaros da ansiedade até à consulta do próximo mês...

6º mês: Lá escolhemos o nome, lá continuamos a aproveitar para passear enquanto não rebolo, já tenho de arranjar roupa de mamã e arrumar as t-shirts que não sei quando me hão-de servir outra vez. A cachopa cá está feita peixinha no seu saco amniótico, a dar umas patadas e a cravar peças em sítios estratégicos, como aquele músculo aqui do lado direito, impossibilitando a mãe de rir, respirar à vontadex e de se mexer como as pessoas normais.

7º mês: A mamã de primeira viagem é apresentada à dor ciática e fica meio entrevada durante umas semanas, além de manifestar uma certa dificuldade durante a noite no passar da posição decúbito lateral esquerdo para outro decúbito lateral qualquer porque já estou farta de estar virada para este lado. Nesta altura, muitas outras mães informam (só agora, caray!!) que padeceram do mesmo, mas foi coisa que durou um mês, pelo que não deve ter sido uma ciática lá muito convincente, mas o facto é que as ancas desencaixaram-se e fiquei com um andar novo, salvo seja...

8º mês: Por esta altura, já está quase tudo mais ou menos alinhavado: já temos na casa da minha sogra o berço de uma prima, que já passou por mais não sei quantos bebés e vai passar por este também, ganhei a apetência por tirar fotos com abóboras, o assunto carrinho/ovo/alcofa está resolvido, bem como roupinhas para os próximos meses, mantas oferecidas e feitas por avós e amigas,  lençóis, coisas com gatinhos, lençóis, enfeites, botinhas, babetes, tudo enfeitado com felinos, coisas cor de rosinha e etcéteras. Comprei para aí uns 3 babygrows com animais, e uns babetes muito giros com os dias da semana e um animal em cada um. E livros de histórias...
Basicamente, desvairei-me na C e A, na H e M, na Modalfa, na Primark e numa lojinha lá em Torres Vedras que dá vontade de trazer TODA!! para casa. 
E hoje vi num blog um macacão de ganga de uma marca xpto igual ao que estava na Modalfa... mas 3 vezes!! mais caro...
Ainda não sei a diferença entre um babygrow para usar de dia e um de pijama, mas a piolha vai andar quentinha, prática e confortável (além de bastante maricas, graças às avós e às tias). Tenho ordens para não deixar a miúda sair do hospital sem levar na cabeça a fita oferecida pela prima L., mesmo que não tenha cabelo nenhum...

9º mês: Obrigaram-me a vir para casa. Não que não gostem de mim lá no trabalho, ou que já não estivessem a olhar com deleite a perspectiva de um parto no call center (descansem, temos pelo menos dois médicos e uma enfermeira de serviço!), mas porque a pessoa tem de descansar antes da criança nascer, já que depois tem de estar a 100% para a meia leca. Ainda apanhei um dia de greve de metro, o que quer dizer quase duas horas em pé ou encostada ao lancil (sim, há paragens sem bancos!) à espera de um autocarro que não parou, e eventual desistência, mas já me consegui habituar a fazer as coisas com mais calma e a meter o sono em dia.
A mala já está pronta, já foi vista e revista, já fomos conhecer a maternidade, já andamos nas andanças de "ctg's" e "toques", já fiz bolos porque é o que faço quando me aborreço em casa, já fiz o bolo de despedida e fui ter com os colegas do trabalho, já tirei fotos para o outro blog, agora é só esperar a data surpresa...
(só nervos, caray! hoje vou enfardar um cachorro cheio de ketchup, que é para me distrair!)

E também ajuda actualizar os blogs!


domingo, 14 de julho de 2013

Prontes, é só mais esta, e já não os chateio mais hoje, a não se que haja rambóia lá no trabalho e tenha mesmo mesmo que contar!

Ora este era o escritório/quarto de visitas/quarto extra-sabe-se lá cá de casa.

O sofá foi estratégicamente colocado... para não se verem as manchas nas paredes... Infelizmente, não havia sofás para todas as paredes, e o cão dos anteriores inquilinos gostava de se roçar em todas as paredes...


O armário já está bem agarrado à parede, a Besta veio de Madrid, e os livros têm vindo de vários sítios.
Quem me conhece (nomeadamente Mamãe e os meus manos, que alombaram com sacos e caixotes cheios de livros e papéis...) sabe que isto não vai chegar para meter os meus livros todos, pelo que é uma sorte ter espaço no corredor para meter armários-livraria como deve ser e arrumar tudo lá. É tudo uma questão de tempo e de trabalhar para juntar a verba, pois claro!


Uma das felinas da casa em evidência. Gostam muito de dormir as suas sestas em cima das mesas de trabalho das pessoas.

Vide que ainda não há cortinas. Já ali temos os varões, e já trouxe uma cortina toda jeitosa um dia destes, só falta mesmo montar!


Mais details da deco!

Rudolfo, vindo de Cambridge, e que cagava gomas e o Angry Bird. A sério: a gente aperta as pernas contra o boneco, levanta o rabo, e pimba, cá vai disto! Gomas!


Gatos de vários sítios, o mocho de Santillana del Mar e o moinho de Santa Cruz, duas costas tão distantes, ali lado a lado!


Quem é que ainda se lembra deste gajo aqui decapitado?


Uma lucerna da loja do dragão de Óbidos! Um daqueles achados num daqueles passeios pelas ruelas sem gente da vila.


Ahahaha, a sério?!?

Sim, a sério!

Converti alguns dos quadrados em divisões de apartamentos. Tenho montes de mariquices de casas de bonecas, se há fãs daqueles carrinhos com comando e das pistas de combóios, também há de casas de bonecas. Paciência!


O antes e o mais ou menos a caminhar para o depois.

Agora temos o quarto, que também ainda não está como eu quero, porque ainda estou para descortinar o que vou meter em cima de uma cómoda ikea que andava há anos a admirar, é quase da minha altura e tem uma pazáda de espaço de arrumação.

Isto era o antes. 


A cama não tem cabeceira, e faz-me um bocado de espécie ter quadros ou crucifixos em cima da cabeça quando estou a dormir, pelo que trouxe uns autocolantes todos jólis do ikea e meti ali a dar estilo.

Mamãe ofereceu o edredon e as almofadas com os gatos, da Loja do Gato Preto (os gajos não me pagam, podiam fazê-lo, mas em géneros, têm uns candeeiros que eu andava a gabar, mas são coisas que não tenho coragem numa casa com felinos, enfim... mas faço-lhes publicidade na mesma, porque é mesmo a minha loja preferida...) e, para abrilhantar a coisa... gatos a sério em cima da cama!


Esta já foi num outro dia, em que já tinha mais uma mesa de cabeceira, um candeeiro... e cortinas!


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Então, esta é a sala!

Como podem adivinhar, ainda não tive coragem de meter cortinas, tal é a posição macaca em que estão as janelas.....


Este era o sofá do Puto, e confirmo que não é um sofá, é um trono! Belas sonecas que se dormem aqui!


Agora está assim a modos que um bocado mais colorida, mas dentro dos limites do razoável. E tem mantas para as felinas não andarem a lembrar-se de arranhar e largar pêlo no sofá...

As almofadas azuis grandes foram feitas pela minha sogra com uma daquelas mantas polares do ikea e uns botões cor de rosa e laranja que trouxe de Madrid.


Mudámos a mesa de sítio e, eventualmente, vamos encaixar mais uns quantos armários (para livros...) e, lá está, as cortinas...


O quadro que a Maf e o Jorgix nos ofereceram no casamento, pintado pela mãe da Maf, e que está neste cantinho da sala.


Eis a menina do blog armada em carapau de corrida, isto é, decoradora e isso.....

Ora, como este é um bloing que se dá ao luxo de fazer o que lhe dá na real gana, e como não temos de fazer logo tudo de enfiada, que o que tem graça é ir fazendo as coisas à nossa maneira e não chegar ao pé do senhor do "querido" e dizer, "ó psiu, tá a ver, faça desta maneira, masómenos, tá a ver?" e pumba, já está uma sala tipo revista, mas meter o nosso toque pessoal e os euros que a gente ganha a trabalhar, desenganem-se se acham que vêm para aqui ver uma daquelas cenas tipo "Esta é a minha cozinha, antes e, xanã!.... depois!".

Népia. Esta é a cozinha cá de casa, antes, no meio, e vamos lá ver quando é que me decido com as cortinas para se meter o depois.

Então, antes estava assim, muito branquinha, não muito lavadinha, fartei-me de esfregar com sonasol verde e esfregão, e desarredar armários e lavar paredes.


Pronto, cá em casa temos duas cabeças um bocado diferentes: o Puto é das matemáticas, eu sou das letras, o Puto é do apontar as coisas em gadgets, eu sou de apontar com caneta e papel, ele é de cores sóbrias... eu sou um bocado esquizofrénica e colorida. Como é que se resolve isto?


Desta maneira. Eu cedi na decisão de pintar a parede de verde ou de ameixa, ele deixou-me meter os meus tapetes coloridos, misturámos loiça colorida com preta e branca nos armários, e chávenas de gatos (vindas de onde?), a baby nespresso, companheira de aventuras lado a lado com um sóbrio micro-ondas, e as cortinas, ainda estou a pensar, devem ser tipo azul céu.


Ora esta bela peça trouxe hoje da Viva e já a espetei na parede. O Puto ainda não sabe...


Sim, temos a pancada de trazer imanes dos lugares que visitamos, e também pinhas e pedras e conchas e essas cenas assim que se apanham no chão...


E ele também teve de ceder no que se refere ao tópico "livros"...


Ops... este já desapareceu, algures pela avenida da liberdade...


domingo, 19 de maio de 2013

Et voilá! Gerberas em todo o lado!

O bolo com a cobertura de iogurte.


Cá em casa funciono como provador oficial. Ou lambona oficial. Uma delas.


Ó pra elas tão janotas nas jarrinhas do Ikea ao preço da uva mijona!


A gata foi-se à Ágata.

Pois parece que as felinas já se encontram perfeitamente instaladas no seu lar, e até se percebe que tentam interagir com os vizinhos, nomeadamente Zozas Francisca a descer até à porta do andar de baixo sempre que pode para snifar o felinaço lá de casa, e também as duas sentadas em cima da mesa da sala a ver os pombos, o que me obriga, volta e meia, a ter de limpar os vestígios das suas patinhas de pompom de uma mesa preta...

Neste parâmetro, há que informar que temos a pomba Ágata, mãe solteira, e os seus dois filhotes, Marquito e Francisquinho, instalados no canteiro da janela, facto que as podia regalar, não fosse o pormenor de haver ali um vidro.

Um vidro, precisamente, onde Doña Zozas Francisca marrou no outro dia, fazendo um grande alvoroço e estardalhaço cá em casa, fora o pratinho que ainda gozo com ela e que tive mesmo muita pena de não imortalizar. Literalmente, a gata atirou-se à Ágata, mas não teve sorte nenhuma e ainda ficou um bocado abananada.

Ontem, em vez de andar a laurear a pevide por museus gratuitos, andei a mostrar Lisboa a mamãe (que não me trouxe arroz-doce MAS que se fartou de gabar do que fez um dia antes...) e a sogrinha.

Isto porque mamãe, cagunfas assumida que não gosta de sair da terrinha, ficou um tanto escaldada de ter filhotes longe, e quer aproveitar que os tem agora perto para fazer coisas doudas, como apanhar um autocarro sozinha até Lisboa, recusar as cuecas vermelhas com as bolas brancas (eu vi!!) que a cigana lhe quis vender no Campo Grande, ir até à Baixa de autocarro, a ver as vistas, gramar com uma Benção das Fitas no Terreiro do Paço, conhecer a Sé e a casa do Santo António, passear por Alfama, ver a vista do castelo, ir num eléctrico cheio de turistas até ao Chiado, espreitar a Vida Portuguesa, descer a Garrett e a Rua do Carmo, passear pelo Rossio e abancar para um chá ao pé do Coliseu.

Como o resto da semana foi passado em entrevistas e a andar de um lado para o outro, vou mas é aproveitar este Domingo de tranquilidade para experimentar como é que funciona o forno para fazer bolos, que hoje parece que é o Dia de Fazer Bolos e o Puto chega mais logo do fim-de-semana de acampamento da empresa dele, que começo a formação no trabalho novo já na Terça-feira e desconfio que se vai acabar este tempo livre todo para andar a experimentar invenções na cozinha.

De referir que ainda não sei onde é que raio enfiei o carregador da máquina fotográfica NEM o mini-cabo para passar as fotos para o pc, pelo que fotos, a ver se dão pelo telemóvel mas, como se pode ver por esta daqui de baixo, acho que é capaz de se perceber alguma coisa.



Felinas instaladas no meio dos gatos.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A Casa da Árvore bem podia ser um episódio de uma novela da tvi, ou então esta é a maneira portuguesa de dar as boas vindas às pessoas.

Descobri, na data de hoje, precisamente nestes últimos minutos, que um dos vizinhos é do Benfica.

Eufórico, nervoso, festivaleiro, arma o barraco de cada vez que o Benfica marca um golo, espero que a velha do rés-do-chão não sofra do coração, que deve largar uma mijinha na Tena Lady de cada vez que o homem salta no sofá.

Agora que reparo, neste prédio também há uma velha do rés-do-chão... isto está a tornar-se regra...


A psicopata do chuveiro e a cagadela pestilenta, entre outras (novas) aventuras da casa da árvore.

Ora Madrid já ficou para trás, agora é ver se a tugalândia não nos dá cabo do pouco que resta da sanidade.

A viagem correu bem: chegamos lá para levantar a carrinha e lembram-se, naquela altura, de informar que a bichita não pode sair de Espanha... Também o mamarracho com rodas que era, uma pessoa até fica mais descansada de não ter de se meter lá dentro, mas adiante, lá foram umas horitas de viagem, Doña Zozas Francisca queixou-se um bocado, cruzes credo, tanto movimento, Bani Tsunami queixava-se quando o carro parava, nunca se agrada a todos, é uma verdade...

Infelizmente, o Puto teve de voltar, que os sacanas dos manolos gostam de gozar os seus feriados com pompa e circunstância, mas daqui a uns dias já o tenho cá por casa, o que quer dizer que me tenho andado a entreter a transformar uma casa que era possuidora de um Labrador que deixou as paredes todas PRETAS!!! num ninho fofinho e mimimi, mas que vai andar ainda uns dias sem cortinas, que o bricolage que envolve fazer furos certinhos nas paredes deixo para o Puto, que é coisa para a qual não tenho assim tanta vocação...

Nos entretantos, esteve cá a sogra com um aspirador que só lhe falta falar, Zozas Francisca volta a aderir à modalidade de me fazer companhia na borda da banheira, durante o banho, que esta tem cortina em vez de vidro, Sodona Bani largou uma poia que cheirava tão mal que quase a suicidei da janela abaixo, ganhei uma entrevista com o pedante mais autoritário e lerdo da cidade, logo o que me havia de calhar na rifa, e temos no canteiro da sala outra pomba com mais um ninho com dois ovinhos, está a sardinheira espanhola ali a apanhar sol no parapeito da casa de banho até a pomba a deixar ir para lá...

Além de que estou viciada em meter recuperador de móveis em todo o lado, é uma fatalidade...


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Bad girl, Spain, bad girl!

Pronto, é um bocado triste para o Moumou e para o Ronaldo, mas é giro ver a Espanha a levar uma abada, a ver se amansam a bazófia disto de serem os melhores no futebol, só tenho pena é por causa do idiota do Casillas, esse é que agora ninguém o cala, se ele estivesse em campo o resultado tinha sido 0-5, não entrava nenhum na baliza dele, e eram 5 golaços marcados pelo próprio Casillas, que era para a Sarita não ter de se enganar a fazer perguntas no final do jogo, ia já tudo combinado de casa.

Mas não, não é por isso.

É que, aqui, por muito que procure, não consigo encontrar Nestum.

Já não bastava ser a única pessoa a fazer Portela-Barajas com bacalhau da Noruega na mochila, fui também a única a fazê-lo com uma caixa das grandes de Nestum, que estava a dar-me para isso.

Agora, chego à triste conclusão, e depois de muito procurar, que os gajos também não fazem ideia do que é o Sonasol, que é daquelas coisas essenciais para a minha próxima semana de limpezas na  nossa Plum Tree house em Lisboa. Pelo menos, lá na mercearia da rua sabem o que é, pelo que me safo...

Mas hoje é dia de celebração, cá em casa comemora-se a loucura que foi a menina do blog tropeçar na sombra do Puto, ou do Puto lhe ter caído de para-quedas nos braços, qualquer coisa assim, sempre é mais uma boa desculpa para nos mimar-nos um ao outro e ir dar mais um passeio de despedida aqui pelo bairro, que o tempo já está bom para isso.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Os inquilinos cá do canteiro.

Pois eis que chegamos ao nosso canteiro da casa da árvore, e já não há ovinhos: há pombinhos!

Ó pra eles aqui todos lampeiros (e friorentos, coitadinhos...)!

Tirámos muitas fotos, parecíamos uns paparazzi, parece que é normal os inquilinos rapazes, ao sair, não terem a obrigação de deixar a casa limpa, como a encontraram ao entrar, grrrr, há para lá uma mancha amarela numa parede, de onde estava um sofá-cama, e outra noutra parede do cão se encostar, mas nada que um bocado de sonasol não resolva, e estou a prever uma grande diversão na semana em que lá vou estar só com as gatas a transformar um espaço quase vazio e umas paredes brancas num lar, daqueles onde a gente se sente feliz de voltar depois de um dia de trabalho, onde se pode beber um chá com os amigos ou convidar a família para almoçar ao Domingo.


terça-feira, 26 de março de 2013

Our House o' Dreams.

Depois de dois anos a viver aqui por Madrid numa casa emprestada, onde temos de partilhar a cozinha, onde temos os livros encaixados numa Besta (vide o catálogo do Ikea, vide, pequenas marmotas), onde nem sequer se pode meter um quadro e temos que nos desenrascar com um placcard de cortiça... eis que já estamos na recta final para entrar - finalmente! - na nossa casa da árvore!

Aliás, já estamos na recta final desde Dezembro do ano passado, um pé cá, outro em Portugal, e eles estão tão bem orientados lá no trabalho do Puto que este vai ter de se atrelar por cá até Maio...

De formas que a ausência dos próximos dias vai ser justificada com muitas fotografias lá na casa, muitos apontamentos, planos, imaginar o que encaixa onde e, depois, limpezas, pinturas, mudanças, arrumações, gatas a apoderarem-se do espaço, e as nossas coisas encaixadas nos nossos espaços, que é coisa que, apesar de já estarmos a viver juntos há uns tempos, e já casadinhos e tudo e tudo e tudo, ainda não tínhamos experimentando como deve ser, e vai ser muito bom termos o nosso cantinho, só nosso.

E das gatas, sacanas, claro!

Por isso, marmotas fofinhas da vossa marta, preparai-vos que ides gramar com muitas fotos de experiências decorativas, de antes e depois, de pregos frustrados (ops!) nas próximas semanas!

A propósito, também já temos um inquilino na nossa casa da árvore: uma pomba com os seus dois ovinhos, no canteiro da janela da sala, onde antes brilhava uma sardinheira, mas onde brilha agora um daqueles cardos que picam como o caraças, e enorme. Pondero se será necessária cortina para aquela janela, uma vez que já somos possuidores de uma cortina "natural", mas vou ter de arranjar espaço nos parapeitos e nos canteiros para as flores e plantas (pouquinhas, é a minha sorte) que tenho aqui no parapeito de Madrid.

E "prontes!" Parece que vai começar uma nova aventura!

Ou, como diz a nossa amiga Anne, "There is another bend in the road after this. No one knows what will happen."