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domingo, 6 de outubro de 2013

Ambiente de trabalho:


Meio mundo a tentar dar uma facada nas costas de outro meio mundo.

Meia dúzia de gente com formação superior encalhada num call center.

Uns quantos que até gostam da dinâmica disto.

E depois o pessoal que sobe na horizontal, faz kakizita e ninguém pode dizer nada.

Estamos bem f... tramados!


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Então e agora?

Imagino a quantidade de Casas-Museu que, depois do vício Downton Abbey se instalar em força, se arrependem de ter dado cabo da parte Downstairs dos edifícios para encaixar uma loja de recuerdos moderna e que não tem nada a ver.

Numa delas, no outro dia, ainda apanhei uma pessoa a apontar para o elevador e a perguntar se era dali que vinham os criados, e outra a perguntar onde eram as cozinhas (sim, não sou sou eu que tenho curiosidade de ver as cozinhas! Yes!!), e a funcionária a informar que essa parte foi destruída para se meter a recepção e a loja toda chique do museu...


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Nota da Autora: também não somos assim tão lerdos acerca da fáshon, caray!


Por miúdos, este blog até percebe a diferença entre um:

"Ó prá menina aqui cheia de estilo! (não, não é um cigarrette, que essa pourra está cara como os cornos, é um palito salgado, para entreter o estômago enquanto aqui ando)"


e...

"Ay, caray, que estou mesmo aflitinha para ir órinar!"


Gotcha?

Pois percebemos bués!

(chiça penico, qual é a mania de entortarem as pernas, ó jovens?!"

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O mundo visto pelo mundo e o mundo visto pelos espanhóis.

Para o mundo inteiro, foi uma cagada de uma velha que deu cabo, permanentemente e de forma provavelmente irreversível, de uma obra de arte. Ainda por cima, uma obra de arte religiosa, que é coisa que pica algumas pessoas mais do que se fosse a fronha de um rei ou as mamocas de uma incógnita qualquer, coisa que há, também, à farta, no Prado.

Ok, bem vistas as coisas, o gajo que pintou isto, para nós, é só mais um espanhol, mas aqui eles têm a mania que até o Emplastro cá do sítio é melhor que os gajos todos do mundo só por ser espanhol, e mais ainda comparado com os portugueses.

Nos jornais espanhóis, e ainda há bocado deitei a unha a um, é que "houve a intervenção por parte de uma octogenária - que agora até anda com uns ataques de ansiedade por causa da perseguição, só é pena é não dar o mesmo ao Relvas - numa obra de, passo a citar "escasso valor", e que agita as redes sociais e se converteu numa notícia internacional"!

Não se preocupem, manolitos fofinhos, não é por causa da velha!

Nada que um Froilán, um Iñaki, um Rajoy ou um Juan Carlos não sejam capaz de tapar daqui a uns dias com uma parvoada valente!



terça-feira, 12 de junho de 2012

Perdonem-me, não é defeito, é feitio.

Mas não acho gracinha nenhuma ao Pablo Albornão-sei-das-quantas, aquele espanhol que canta com a Carminho.

E tenho dito!


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Viva o futebol!

Temos lá um colega no departamento espanhol que é, vá, um bocado apanhado da mona.

Nos dias normais.

Nesses dias, lá anda ele com um olhar alucinado, a ouvir Judas Priest e Metallica no turno da noite, depois da chefalhada dar toda de frosques, e com uma barba à feiticeiro medieval que lhe fez ganhar a sublime e carinhosa alcunha de... talibã...

Ora, ontem, foi um dia especial!!

Jogou o Atlético de Madrid!

Logo, o nosso amigo, assim que o pessoal virou costas, e assim que se começou a aproximar a hora da saída para o seu encontro com amigos e cañas e um ecrã gigante, sofre uma transformação!

Tira a camisola de lã, saca da mochila de uma t-shirt e um cachecol do Atlético e apetrecha-se a rigor.

Eis senão quando, todo orgulhoso, saca tabém de uma mini-coisinha destas que temos na imagem:




... para se dirigir aos lavabos laborais...

e ajeitar a barba!!


(e ainda acrescentou - em pormenores!! - o espectáculo que deu quando foi comprar aquilo ao Corte Inglés).


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Coisas de espanhóis...

Pah, isto pela quantidade de foguetes e de buzinadelas que se ouviam aqui em Madrid... eu cá achava que o Real tinha ganho ao Bayern! Ora esta... vai-se a ver, há mais alemães cá que espanhóis!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Assistência em Viagem da sua marca e as pessoas que não deviam conduzir ligeiramente inebriadas.

Amiguinhas, atentai:

Não andem a fazer chamadas para a linha gratuita de assistência em viagem às 2.15h da madrugada caso não estejam mesmo a precisar de um reboque!

As voitures novas que vocês compram andam cheias de mariquices eletrónicas (até porque são vocês que pedem as mariquices todas, é um facto...), que, por acaso, são muito sensíveis, e que põem as luzinhas do tablier a piscar e desaceleram o motor caso vocês façam merdinha.

Logo, se as luzinhas anti-poluição dos vossos bebés ficarem amarelinhas, em vez de andarem a cuscar nas netes os milhares de pobres consumidores que tiveram essas situações desagradabilíssimas, e de telefonarem para a assistência em viagem de madrugada a ameaçar que são importantíssimas jornalistas e que vão ao facebook e às televisões com esta história que transtorna tanta gente, vejam lá se não foram meter a gasosa no Jumbo ou no Zé Jaquim lá da terra que, por acaso, até adoça a gasolina com um bocadinho de água com açúcar...

Ou se andam com cerveja a mais no bucho...

(sério, a mulher devia ser doidinha... coitado do operador de guarda nessa noite!)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Dar um tiro no pé - a expressão em termos práticos. Ou como não fazer...

Constata-se que, afinal, os espanhóis também têm sentido de humor!

O que me tenho rido estes dias com esta história macaca!!

Ora as coisas passaram-se desta forma singela:

Froilán de Todos los Santos, neto dos reis e filho da Infanta Elena e de um mamarracho, um catraio de 13 anos, estava a passar uns dias com o seu papá, o dito mamarracho.

Ora o senhor acha por bem meter o catraio a caçar lá num bosquezito, com uma arma verdadeira na mão.

Toda a gente sabe que, putos desta idade, acham que as armas é tudo à maneira da Playstation, ou seja, que não faz nada.

Pois estava o infante Don Froilán muito descansadinho da sua vida quando, sem perceber muito bem como, mete as mãos onde não deve e aquela porcaria dispara, o que se tornou bastante aborrecido para ele, porque estava apontada precisamente ao seu pé direito...

Nos casos normais, e foi o que se passou neste, a criança lá é levada para o hospital e depois fica com o pé em banho-maria e acabou-se a história.

Só que, por aqui, derivado de haver mais jornalistas a sair da faculdade do que notícias importantes para transmitir, há muita gente que se dedica a esta parvoíce do show off, e acabamos por ter várias edições da ihola e publicações semelhantes seguidas sempre a falar do mesmo.

Felizmente, descobre-se pessoal que, afinal, tem mais veia para humorista do que para jornalista, e saem pérolas fantásticas, motivo pelo qual ainda me estou aqui a rir, que se fosse só a história do puto que deu o tiro no pé (pppprprrrrrrrrr...) eu estava aqui muito bem caladinha (ppppppprprrrrrr, pois estavas estavas!!)

Temos desde a piadola do

"Papá, ¿te puedo contar un secreto? Claro Froilán, dispara".

ou

"Froilán a cortarse las uñas. ¡Pero bueno! ¡así no!"

as chalaças da herança do avô, que teve mais sucesso, neste caso, porque conseguiu matar o seu irmão mais velho e, por acaso, herdeiro do trono...

até à fantástica

"La prima de riesgo, el tabaco, la gasolina, Froilán... todo se dispara!",

já para não falar em meter o tio Iñaki (mais falado recentemente por estar envolvido num escândalo de desvio de dinheiros de entidades públicas, que diz "qué no, qué no!", mas que, afinal parece que é "qué si, qué si, Iñaki!") ao barulho com uma "Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo!"

Enfim, daqui a uns dias isto deve chegar à Nova Gente...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Este botão é para quê? - a aplicação prática e o que não deve fazer o consumidor.

Ora o trabalho está mais animadito, em termos gerais, agora que me deixam falar com os clientes e explicar aquelas coisas maravilhosas do tipo "Onde é que está que é para mandar o reboque", "Se acenderam as luzes anti-poluição é porque o carro detectou emissão de gases e deve levá-lo à assistência, porque pode estar um filtro ou a válvula de emissão de gases entupida. Não, senhor, não é esse tipo de gases. Para este caso, aconselho a abertura das janelas. Sim, todas." ou até mesmo um "Não, minha senhora, daqui não é o IMI."

Uma das coisas a que chegamos logo à conclusão, é que, ali, há coisas que são uma grande aldrabice: começam logo a abrir a dizer que trabalhamos numas Torres Brancas, e a gente fica assim um bocado pasmados a ver qual será o mistério da história.

O mistério, afinal, foi falta de guito nos anos 60, até porque era mais fixe estourá-lo em ganza e outras droguinhas, do que propriamente noutra torre e numa camadona de mármore branco.

Resultado: em vez de termos duas maravilhosas e brilhantes Torres Brancas no centro de Madrid, temos, na prática, só uma das torres que, afinal de contas, é um mamarracho cinzento, porque nem sequer se deram ao trabalho de caiar aquilo...

Aproveito a ocasião para vos solicitar, caros leitores, que não andem a carregar nos botões da vossa viatura cujas funções ignorem, porque há situações em que, estando uma pessoa muito sossegadinha no seu trabalho (moi même...), ouve-se uma sirene de alarme nuclear pelo escritório fora, que provoca assim a modos que pequenos ataquezitos de coração, especialmente aos novatos (moi même, novamente...), ao que invariavelmente, a resposta, quando contactamos a pessoa, é "Ah, carreguei num botão? Olhe, nem reparei! E este botão é para quê, afinal?"...


segunda-feira, 26 de março de 2012

Marta, a carocha??

Pois digo-vos que passava por chavala de Chelas, pela maneira como a enfermeira me deixou o braço só para tirar a porra das análises!

Isto num dos braços, em que, mesmo estando aqui a je a segurar a veia e a metê-la mesmo à frente do nariz da outra, a agulha ainda espetou VÁRIAS vezes na dita veia.

"Ah ah... vai ficar aí com uma hematosezita..."

(Ah pois vai, vai, caray!!)

(o outro braço está melhor, só levou um furito que, assim que topei que ela não via bem a veia, perguntei-lhe logo se não queria mudar antes para o outro braço...)

(ó pá, sou mesmo esperta...)

(depois é que percebi porque é que a outra rapariga, quando saiu do consultório, achou por bem sentar-se mais um bocadinho, a respirar bem fundo e a abanar o folheto...)

domingo, 4 de março de 2012

Mais um dia de trabalho, mais um dia de ordenado que se ganha.

Ora cá andamos nós todos stressados, os 4 resistentes, a ver quando é que nos chamam - à última da hora... - para ir assinar os belos dos papelitos.

Para explicar de forma curta e grossa, há que informar que a gente faz um grande cagaçal.
E os espanhóis também.

Logo, toca de despachar o Apoio ao Cliente da empresa para um lugar onde eles não se oiçam.

Tipo Chamartín, ou isso.

Claro que "avisar" é coisa que não está no programa.

Ora dos 8 que éramos no início de Fevereiro, perdemos a A., que os mandou dar uma volta e foi com o marido para a Suisse.

Depois, despacham com a T. para Chamartín dia sim dia não, mandaram embora 10 espanhóis num dia e 12 no outro, assim mesmo no final do dia, para depois os contratarem pela outra empresa... para fazer a mesma coisa.

A partir daí, já começávamos a ver os sinais do "é hoje, caray!" em todo o lado.

Do tipo, a B. (a chefona) chegava ao pé de nós e dizia "Hola! Buenos días, chicos!", e nós "É hoje, caray!!"

Ou "Hasta mañana, chicos!" e nós "É hoje, caray!!"

Na outra sexta, ao final do dia, 3 da nossa equipa foram despachados. Claro que já andávamos um bocado f* lixados por andarem a fazer estas cenas nas nossas costas, quando não custava nada avisar antes, que ninguém levava a mal.

Obviamente, dos 3 ovos no cu da galinha com que estavam a contar, só o R. é que alinhou, e é mesmo porque (não pode viver sem os meus bolos) precisa do emprego.

A parte positiva da coisa é que nos pagam os acertos, o que equivale a um ordenado extra, e passamos a fazer horas normais.

Eu e a gaja fashión de Buarcos andamos ali a ver quando é que é a nossa vez.

Será hoje, que é o fim do mês?

Será hoje, que é sexta-feira?

(sacana da mulher, foi lá parar com os costados na sexta ao fim do dia, nós já a ver "caray, queres ver que é hoje??")

Não foi.

Andamos , enfim, numa de viver um dia de cada vez.

Cada dia em que não nos dizem nada, é um dia mais que ganhamos.

Da equipa nova, já saiu uma: arranjou melhor, disse logo que sim.

Na sexta - olhem, uma surpresa! - "temos aqui os três novos para vocês darem formação!"

Quem??

Pelos vistos, até ao final da semana, estamos entretidas e lá mantemos o nosso lugar.

Ou não!

(hoje, para descomprimir, fomos ver o Museu do Traje cá do sítio - de borla!! - e estourar o ordenado em vernizes e rimel!

Ó pás minhas unhas tão jeitosas!!

sábado, 10 de dezembro de 2011

15 dias para o Natal, e o que é que se faz?

Se calhar a uma sexta-feira e estiverem em Madrid...

Sair do trabalho com os colegas, encontrar-se com o resto do pessoal, apanhar o metro para o Tribunal, enfiar-se num tasco, e dedicar umas horas a galhofa, risada, cañas y tapas!

A gente já se diverte dentro do horário de trabalho, a diferença é que assim juntamos mais uns!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Pensamento de Segunda-feira de manhã:

Está um frio do catano.

Quando é que neva, hem?

Estava bem enroscada era na caminha... no ninho.

(estou cá com umas ganas de cafeína!)

Ah, pois, descoordenados!

E está frio.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Hoje até as orelhas queimaram!

Duas baixas na equipa, o outro serviço fechado, foi chamadas seguidas umas atrás das outras, acho que não fiz nenhum mail seguido de uma vez.

Amanhã é outro dia.

A primeira chamada vai logo assim de rajada!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Tempo.

Ora, eis que esta que alomba com cerca de 1500 km deste fim de semana e 24 horas de sono no total da semana passada no pêlo vos fala!

Dias muito intensos, nem sei bem em que terra ando, novidades há muitas, ando desbocada para além das medidas e num trabalho que me leva a crer que os portugueses são lerdos e trafulhas, mas os sacanas dos espanhóis são piores.

E o que é fodido é que ando o dia todo a meter as unhas num teclado espanhol e chego aqui a este e pareço um camafeu, ele é til fora do sítio (sim, que os cabrões dos espanhóis não usam a porra do til!), ele é o cê de cedilha noutro lugar, uma grande merda!

Ler, só mesmo ás mijinhas, estou concentradíssima na cena em que o Captain Wentworth (outra vez) se dirige á Anne Elliot (outra vez), numa cena de intensa tensão romântica (outra vez), e chega-se-me a porra do metro, parece aqueles filmes em que estamos muito bem bem a ver uma cena e, de repente, mudamos o canal. Trágico.
Se já não soubesse a história de fio a pavio até saber as palavras deles de cor, ficava fodida, mas é que ficava!

Já disse que ando desbocada, caray???