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terça-feira, 16 de junho de 2015

Deve ser moda, agora.

A Marta do teleseguro foi despachada, e trocada por uma Marta nova.

Ou estava a terminar a licença de maternidade ou tinha um blog.

Das duas, uma...


terça-feira, 12 de maio de 2015

Está o caldo entornado.

Lembram-se da senhora que levou para a irmã que é abadessa a tal caixa de ampolas que tinha um ligeiro estimulante sexual?

Pois, veio buscar outra porque, pelos vistos, a irmã abadessa se deu muito bem...


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Momento Ai Jasus no trabalho.

No outro dia, vendemos uma caixa de ampolas para a memória a uma senhora, que as ia oferecer à irmã, que é Madre Superiora num convento.

A minha colega queria despachar da prateleira umas que estão com menos validade. 

"Então, isto não tem contra-indicaçōes?"

"Não, não, pode levar à vontade!"

 Eu estava a ver um estimulante sexual na composição.

Vá, suave.

Seja o que Deus quiser...




sábado, 28 de fevereiro de 2015

Pontos nos I's.


Agora que fui dispensada de funções, um mês antes de terminar a licença de maternidade, espalhou-se lá pelo trabalho a hipótese de que teria sido por causa dos blogs. 

Aparentemente, e apesar de nunca ter feito segredo acerca dos meus blogs e até de os ter aberto à frente de toda a gente, aquilo ofendeu algumas alminhas, e pelos vistos estou a ser recompensada com o silent treatment da parte de colegas que, julgava eu, eram amigos também, e que tinha em melhor conta.

 Ou o universo está a conspirar qualquer coisa, mas isto soa mesmo a silent treatment. 

O que é facto e que o big boss lá da empresa que, muito provavelmente, nem me reconheceria na rua, apesar de eu estar no mesmo edifício todos os dias (tirando folgas e férias) desde há quase dois anos a esta parte, andou a ver a minha página do linkedin, mas daí até chegar ao blog da desorientação sozinho e sem ajuda ainda é preciso dar umas voltinhas, e a criatura de deus tem mais o que fazer na vida do que andar a cuscar um blog anónimo. 

Lá andei a espreitar a página com olhos de ver, a tentar descobrir o que podia ter escandalizado tanto, eu as vezes sou um bocado bruta e esgrouviada, o que pode ser uma mistura perigosa mas, tirando a posta dos cabazes de natal, em que, é um facto, o senhor se deve ter retratado, uma em que me refiro ao caos que era a entrega dos horários no ano passado e em que a senhora dos recursos humanos também se deve ter retratado na injustiça laboral para com os nossos colegas espanhóis e outra ainda, em que desabafo acerca das avaliações, que desmotivaram toda a gente (garanto, ninguém ficou satisfeito com aquilo, dava a sensação de sermos uma porcaria a fazer o nosso trabalho, foi verdadeiramente deprimente!) e em que, vá, estava chateada com a senhora das avaliações (raios, a senhora até é uma querida, apesar de me ver grávida e cheia de borbulhas de uma alergia misteriosa e de me ter tentado convencer a terminar o meu turno antes de ir às Urgências!) e fui um bocado mais ácida, não houve nada do que escrevi que, a meu ver, possa ser considerado má língua ou falta de respeito para com alguém. 

Ai falei da colega que levava os calções a mostrar as nalgas? Pois falei.

 Falou toda a gente, nas costas dela e à frente, reviravam os olhos quando ela passava, a rapariga andava com aquilo para todo o lado! 

Foi escrito há mais de um ano atrás, e na altura ela dava cabo dos nervos a toda a gente, venham cá dizer-me que não é verdade! 

Mas também admito que, sendo há mais de um ano atrás, e sendo uma miúda, nos entretantos já cresceu um bocado (não em altura, felizmente, que isso já ela tem de sobra), e agora não acho nada daquilo. 

O que é facto é que ela fazia com cada uma que, sim, dava para escrever um livro ou, neste caso, um blog! 

Ai falei do supervisor/formador que não se percebe bem o que está ali a fazer? Pois falei, ele é mesmo um bocado incógnito.

 Mas também circulam entre os colegas mais antigos histórias dele lá dentro que até eu tenho um certo pudor em trazer para um blog, sei lá se são verdade, e não é o meu lugar falar de coisas que não vejo e não sei.

 Ai escrevo aquelas brejeirices todas acerca do colega Cromagnon? Pois escrevo, ele di-las alto e bom som para toda a gente ouvir, mesmo que o director do departamento esteja sossegadinho lá no seu escritório a olhar para ele, ou a supervisora lhe esteja a deitar olhares de "sossega, mas é!" que ele não percebe.

 Se estivessem com atenção, nestes momentos eu fazia uma facepalm, ou benzia-me, e apontava a coisa no meu caderninho preto. 

Sim, eu escrevo palhaçadas e sou muitas vezes um bocado idiota, mas caragos, só escrevo acerca das piadolas da vida diária, não estou para aqui andar a meter os esqueletos dos armários das pessoas e espero que não achem que as liberdades criativas, como arranjar um romance ao Cromagnon, sejam verdade! 

É uma historia, senhores! 

A maioria das postas até são sobre situações caricatas da assistência em termos práticos. Em que é que raio me vão dizer que aquilo é ma língua ou ofende alguém?? 

Por isso, estou na minha, o caderninho preto ainda tem montes de coisas, a minha cabeça mais umas quantas, e o blog, bem vistas as coisas, e isto sou eu que acho, até está uma ideia gira, até admira ainda nenhuma marta se ter lembrado de fazer uma destas, mas realmente o que rende não são blogs de histórias de call centers, são fashion blogs ou blogs fifty shades ali no intendente. 

Se não gostam, não fico ofendida, há mais coisas para lerem por essa internet fora,  escrevo o blog só para desabafar e exorcizar os demónios, não me importo de ser também só eu a ler.



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A mercearia do meu bairro.

O meu bairro tem uma mercearia.

Aliás, o meu bairro tinha uma mercearia nos anos 80 (antes disso, não me lembro), mudou de donos, esteve fechada durante uns anos e, agora, na onda do renascimento das mercearias e das tascas (mas sem os balcões riscados pelo amolar da faca de cortar o presunto e sem as nódoas de azeite sob pena de fecharem as portas por ordem da Asae), o meu bairro volta a ter uma mercearia.

Cresci num bairro de vivendas simples, cada uma com o seu quintal (o que chamávamos à parte da frente) e o seu pátio (o que chamávamos à parte de trás) construído, na altura, fora da vila (agora cidade).

Houve uma altura  em que teve o nome do governante da época, mas que, após a efusividade do 25 de abril, passou a ter a graça de Vila Morena, e agora as ruas até têm nomes de artistas da época (sempre é mais simpático uma Rua Natália Correia ou Zeca Afonso do que uma Rua Mário Soares...).

A maioria das pessoas vinha dos campos, das aldeias em redor e, por isso, nos pátios, alguns vizinhos plantavam árvores, outros tinham hortas, outros alpendres fechados com ramos de videira que, claro, davam uvas e, muitos deles, como a minha avó, tinham galinheiro com criação de galinhas, coquichas, patos e coelhos, porque o campo não estava realmente longe.

Quase todas as casas tinham garagem, ou uma abertura na frente da casa para isso mas, nessa altura, quase ninguém tinha carro, e era ver garagens usadas como sala, quarto extra para visitas, quarto de brincadeira dos miúdos, refúgio secreto dos adolescentes cheios de revistas do Tio Patinhas, alpendre para apanhar sol, nas abertas, armazém para secar as maçãs das árvores do quintal ou, como no caso de uns vizinhos, transformada em mercearia.

Claro que, nessa altura, tiveram de comprar uma Ford Transit vermelha para levar as mercadorias, e deixaram de ter garagem...

 O facto é que, depois de passarem a mercearia para outras mãos porque se aventuraram noutro negócio, de ter estado fechada uma data de anos, a bela da mercearia lá do bairro voltou a abrir pela mão dos descendentes dos proprietários originais (afinal, a casa ainda é a deles), meio renovada, meio com sabor aos velhos tempos, uns aventais todos janotas, e voltou a juntar na mesma esplanada (ex quintal) os habitantes do bairro.

Parece que tudo volta ao mesmo.

Vou começar a contar com aquela noite quente de Verão em que um vizinho mete a televisão no parapeito da janela, para os outros vizinhos verem o telejornal e a novela...



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Sabem aquelas pessoas que telefonam para a vossa linha já chateadas da vida, e ainda por cima a vossa linha não é o sítio para onde deviam ligar?

Hoje calhou-me uma senhora assim, que estava a falar de uma coisa, e eu estava a responder de outra, não percebíamos nada do que estava uma a dizer, a supervisora também não se soube explicar e lá veio falar com a senhora para meter os pontos nos i's.

A senhora telefonou de volta, alguns minutos depois, calhou a uma colega, foi a A., que sabe falar com as pessoas, toda aflita, com receio de que esta situação desse em reclamação e que eu fosse despedida.

Minha senhora, se, por acaso, alguma vez vier parar aqui a este estaminé, fique a saber que me derreti toda e que a achei uma querida!

Não é todos os dias que recebemos considerações deste tipo, e mesmo que não tivesse telefonado de volta, que não tinha nada que o fazer, mas ainda bem que o fez, não ia ser por causa disso que me ia chatear consigo.

Espero que tenha conseguido resolver o seu problema pelo melhor, e deixo-lhe aqui um gatinho fofinho para lhe dar uma vibração positiva e colorida à vida.

Bisou! 




(E não se preocupe, que não me despediram! Podem despedir, caso aquele senhor a quem recusei a viatura de substituição por 3 vezes por não ter seguido os protocolos da apólice seja primo do Director. Aí sim, vou com os suínos!)

domingo, 8 de dezembro de 2013

Alguém me chama um exorcista cá a esta casa, por favor?

Hoje, dois colegas de médicos disponíveis, colocam-nos no mesmo horário.

Têm de chamar um colega que estava de folga para fazer um dia extra, para... ter alguém para o outro horário.

Foudasse, que são espertos!


sábado, 7 de dezembro de 2013

Estarei numa novela da tvi?

Uma das colegas, que até nem era grande coisa na função, foi destacada para outra posição dentro da empresa, posição essa que lhe vai dar um horário com normal com folga ao fim de semana e um acrescento no ordenado.

Para a função especial dela no call center, adquirida nas últimas duas semanas, e que consistia em comandar um sistema de operações novo, devidamente caótico e falível, mas que lhe deu fins de semana, que ela partilhava com uma outra colega (que, sem perceber um cu de espanhol, foi fazer a dita formação... em espanhol...), foi seleccionado, em primeiro lugar, o algarvio, que se viu obrigado a recusar tamanha honra porque preferiu ir de férias para o Algarve, como já tinha planeado.

Depois, obviamente, foi seleccionada a Pitazinha.

Resultado, agora temos estas duas armadas em patroas de toda a gente e chatas como a potassa, a olhar-nos de alto e a chatear o juízo dos mortais que estão ali para fazer o que fomos contratados para fazer: trabalhar!

Uma das colegas antigas, daquelas que se desdobra em três, faz todos os trabalhos, todos os horários e ainda dias extras, mas que já estava com estas cenas pelos cabelos, fartou-se e, ainda nem estava a Pitazita a desconectar o telefone porque "agora sou uma pessoa importante e vou para ali ter formação com a outra e vou telefonar ao meu namorado que também é supervisor que é para ver se me calha o horário sem fins de semana aqui enfiada e férias em Agosto", já estava a telefonar aos Recursos Humanos para entregar a carta de despedimento.

Quando vemos colegas que são medíocres a serem louvados e recompensados, e colegas competentes e profissionais a levarem sticadas e patadas, começamos a pensar se aquela gente que está para ali a ditar ordens e com funções de gestão terá realmente competência para o que está a fazer....


sábado, 30 de novembro de 2013

Doing it the Lassie way.

A nossa coleguinha Lassie levou um bocado a mal que a supervisora lhe dissesse que, no horário de trabalho, ela tem de, tipo... trabalhar, em vez de andar a passear pela sala, a conversar com os coleguinhas de alemão ou a ver parvoíces na net ou no telemóvel, alapada na cadeira com se estivesse no sofá lá de casa.

Vai daí, desistiu de ser groupie da Pitazita e vai de procurar "outra coisa", faltando uns quantos dias pelo meio e chegando atrasada outros tantos, até que se chega ao pé de nós, feliz da vida, com um:

- Ah e tal, vou-me embora, que encontrei melhor!
(ok, não estamos muito mal, ganha-se um bocado mais que o mínimo, ela ainda tinha o extra do alemão, trabalhamos dois fins de semana, muitas vezes não somos valorizados, é um facto, mas ela até nem era muito chateada, por mor de ser amiga das mamas da gaja que anda a comer o outro supervisor)

- Ena pá, que bom, ainda bem! E é o quê?
(tipo, foi uma proposta irrecusável, um trabalho de sonho, vais voltar para a Alemanha, aceitaste aquela proposta da Irlanda???)

- Outro call center!!
(uau!)

- Ah... ok... Olha, boa sorte...


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Abriu oficialmente a época da caça! Que é como que diz "Ou isto ou medicação adequada!"

Não sei porque é que não me lembro destas coisas, de verdade!

Provavelmente, por estarem mesmo à frente dos meus olhos.

Mais provavelmente ainda, por ter a cabeça a andar à roda por andar o dia todo a tentar desdobrar-me em todas as funções.

O que também faz com que, apanhando um dia de folga entre 9 ou 10 dias de trabalho, me apeteça ver 5 episódios de Downton Abbey seguidos enquanto adianto uma mantinha de crochet que tenho há que séculos no cesto das malhas... Mas adiante!

O que é facto é que os meus amigos e afins, além de não serem pessoas normais, graças a deus, o que seria a minha vida rodeada de gente que quer ser igual aos crominhos das telenovelas e da casa dos degredos, são também uns fofinhos que acham que até escrevo coisas giras.

Não são uns queridos?

Daí que o Puto cá de casa, à maneira do que os amigos também já me disseram, saiu-se com o "Escreve!"

Escrever? As kakis lá do trabalho?

E eis que a imagem apareceu toda à minha frente:

A Blog-novela!!

Aquilo dá uma autêntica blog-novela, das que mete a Odisseia do Tacho numa prateleira, mas que tem tudo:

o galifão que tem a mania que é conquistador, a galdéria que come o supervisor, o supervisor que não sabe o que está ali a fazer, o director, o outro director, que é mais director que o primeiro, cenas de loucura escabrosas, desafios do dia a dia, e os doidos do outro lado da linha!

De modos que agora ando com um belo caderninho preto por todo o lado (sim, que eu sou também dessas pessoas que coleccionam caderninhos...), a rir-me de modo algo ensandecido com as cenas deles quando uma pessoa normal devia chorar ou meter mais um comprimido para dentro.

Há lá melhor terapia que esta?


Ou isso, ou o Loki baixou em mim. Uma delas.

Saravá, meu senhor!


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Quem não tem pecados que atire a primeira pedra. Espera, tu tens! Ops, já foi! Toma lá água benta e um bocadinho de presunção, vá lá...

As duas coleguinhas novas chegaram ontem atrasadas.

Uma delas apanhou greve e chegou quase meia hora depois da hora.

Outra não sei nem perguntei, mas não foi greve, pode ter ido a uma consulta ou ter adormecido, não é da minha conta. Se avisou e teve autorização, é com ela e a chefia, e não com os colegas.
Reparei que chegou mais tarde do que a colega número 1, mas não vi o relógio.

No entanto, a Pitazita que anda enrolada com o formador-supervisor-qualquer-coisa-ali reparou na hora exacta, 50 minutos mais tarde, e fez questão de se apresentar bastante incomodada com o facto.

Iep, a Pitazita que faz, habitualmente 1.30h de almoço, em vez da 1h do contrato, não se oferecendo sequer para compensar o tempo de atraso, a Pitazita  que, volta e meia, chega também largos minutos depois da hora, e que no outro dia se deu ao luxo de fazer 3 horas de jantar sem dar cavaco a ninguém e nem sequer se preocupar que, se calhar, os colegas não podiam sair do posto para irem para a hora de jantar deles.

Foi a única que comentou, e os colegas limitaram-se a olhar para ela com uma expressão de "não deves estar a processar com o tino todo, é croma!".



Aprendam que eu não duro sempre #573787267894

Em termos de assistência em viagem, quando apanhamos com uma pessoa do outro lado que coopera, apesar de estar muitas vezes aflito/a ou nervoso, e que segue as instruções da operadora como se fosse quase a única pessoa do mundo que a pode ajudar (e geralmente é, tendo em conta que conseguimos sacar informação suficiente à pessoa para conseguir descobrir onde ela está, coisa que muitas vezes a pessoa não sabe, e enviar o reboque ou o táxi mais próximo e o mais rapidamente possível), percebemos que a avaria não passou de um simples azar.

Quando a pessoa do outro lado levanta a garimpa, é mal educada ou desagradável, é quase sempre certo que a avaria é por sua responsabilidade, seja por ter trocado o combustível ou por se ter metido numa viagem grande, ou nem por isso, sem ter aberto o capôt para espreitar o nível de óleo ou para fazer uma revisão ao carro.

Regra geral, são audis e o condutor acabou de lhes f#$@€r o turbo!



domingo, 6 de outubro de 2013

Ambiente de trabalho:


Meio mundo a tentar dar uma facada nas costas de outro meio mundo.

Meia dúzia de gente com formação superior encalhada num call center.

Uns quantos que até gostam da dinâmica disto.

E depois o pessoal que sobe na horizontal, faz kakizita e ninguém pode dizer nada.

Estamos bem f... tramados!


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

He´s no Mr Darcy...

O encalhado lá do trabalho, além de ter o Bob Dylan num altar lá em casa, com velinhas e incensos, e que diviniza o Tom Cruzes e a seitazita dele, provavelmente por terem em comum o tópico da altura, e que começa a levantar o volume para se fazer perceber em vez de explicar as coisas com um bocadito mais de lógica, que é o que lhe pedimos,também se gaba de ser gajo que só usa os barbeiros, numa de "ah e tal, eu cá sou um galináceo homem à antiga".

Hoje armou-se em cágado com uma colega, levantou a voz e a garimpa, foi perfeitamente mal educado, e fiquei realmente esclarecida em relação ao que ele quer dizer com "homem à antiga".

 Atentem, "homem à antiga, e não "cavalheiro".

O nosso amigo encalhado é tipo bué bué à antiga. É mesmo do tempo dos Cromagnons.

Um Cromagnon da Linha, que bem!


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Sinceramente, continuo sem perceber muito bem a lógica da coisa, e já cá ando há uns anos.

Os níveis de serviço baixaram. É preciso trabalhar mais. Quando uma pessoa não está motivada, não trabalha com tanta vontade. Quando está motivada, trabalha mais e melhor. É a lógica.

Tecnicamente. Em termos práticos, a alma genial que faz os horários lá no estaminé, tem uma pontaria brutal para meter a organização dos dias da semana de pernas para o ar, geralmente metendo um dia de trabalho quando a pessoa lhe diz que tem de fazer as matrículas do filho no dia x, ou que tem uma consulta no dia y, não se abrindo (salvo seja...) à possibilidade de mudar o dia, e metendo a folga... no dia exactamente a seguir.

Enerva um bocado.

Também chateia quando mete fins de semana seguidos a algumas pessoas... e depois vem com a história do "ah e tal, baixámos o rendimento, vamos precisar de pessoas para fazer dias extras".

Claro que seria uma boa ideia (genial, vá!) meter as pessoas que têm um rendimento mais baixo a fazer as horas extras, já que os outros aproveitam o horário de trabalho para dar ao litro e não a andar a laurear a pevide no youtube, no messenger e a fazer chamadas para os amigos.

E depois, como é que vão recompensar as folgas que vamos ter de trabalhar, e que vão meter-nos em semanas de 6 dias de trabalho com um dia de descanso seguido de mais 6 dias de trabalho?

Com um dia de folga extra para descansarmos?

Ná... com 25% do que pagam por um dia de trabalho...

Epá, estou a sentir-me mesmo motivada!

(mesmo assim, tive de dar uma nega ao próximo sábado, uma vez que simplesmente me meteram a trabalhar nesse dia, nem tiveram a delicadeza (sim, eu sou assim de chata...) de perguntar se queria ou se estava disponível. Não, por acaso não estou. Ainda tentei dar a volta ao horário para ver se conseguia não ter de desmarcar as coisas, mas não houve margem de manobra da parte da senhora dos horários, então, olhem, não posso mesmo.)


E vou esquecer que hoje vi a palavra "avaria" escrita como "havaria". Exacto. Com "H" no início...

sábado, 20 de julho de 2013

Always look on the bright side... of the thing...

Tenho uma coleguinha que tem saídas tão parvinhas, mas tão parvinhas que, às vezes, pergunto-me se ela deixou o seu piqueno cérebro no mesmo sítio onde deixou o resto das calças de ganga que devia trazer para o trabalho a tapar as pernas...


sexta-feira, 19 de julho de 2013

A pequena pterodáctila.

A nossa gaivota continua bem disposta e cheia de genica.

Ontem até teve ali ao lado um grande cagaçal festival com um Melão, ou lá o que era, mas não fugiu acagaçada, felizmente.

Já começa a ensaiar os primeiros voos à maneira, e esmera-se quando estamos ao pé dela.

No outro dia, as coleguinhas de Espanha estavam para ali a cuscar, chamadas por outro colega, que as chamou, todas melosas por estar lá a mamã da menina ("Mira, que guay! Su mamá! Mira qué preciosas!"), até que se dá o que estávamos à espera: mamãe está ali para alimentar a cria, pelo que regurgita uma coisa que parecia um rato morto e já meio digerido, o que calou as coleguinhas de Espanha e que as fez andar dali em três tempos, com a promessa solene de não voltar.


E Piquena Pterodáctila porque se mete no alto da clarabóia a grasnar que nem um pássaro-réptil pré-histórico a chamar os pais à hora da comida...


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Estão a ver o que vos digo? É que só me falta acertar no euromilhões!

Última chamada da noite:

"FTFTRTF Assistência, boa tarde (sim, são 11h da noite, mas eu ainda estou com a cassete no boa tarde...), fala a marta, em que posso ajudar?"

"Olhe, ó menina, eu estou aqui no INCONTINENTE de Santarém e o carro não pega!"

(Ok, tomo nota da ocorrência, aponto os dados no processo, dois minutos está feito, segue!)

"Reboques de RDGFHH, boa noite."

"Olá, boa noite, estou a telefonar da JURDCGJKIUY Assistência, sou a marta, posso passar-lhe um serviço?"

"Pode, pode mas, olhe, ligue-me daqui a cinco minutos, que eu agora estou no banho!"

("No... onde?... Ó balha-me deus...")


domingo, 14 de julho de 2013

A mascote lá do trabalho!

Uma das coisas fixes para as pessoas que gostam de inventar histórias em todo o lado é viver numa cidade. Há aqueles que gostam de olhar para as pessoas e imaginar histórias, há os que olham para situações e imaginam a história toda por detrás daquilo, e há outras cabeças de vento, como eu, que gostam é de olhar para os lugares, viajar no tempo e imaginar as pessoas que ali viveram.

Por agora, estou pela Avenida da Liberdade, o que quer dizer que, no meio de tanto mamarracho moderno, tenho também a sorte de poder conhecer alguns edifícios que já ali estão desde que o senhor Marquês os mandou meter lá, isto enquanto não vier um pequeno terramoto e deixar toda aquela parte de Lisboa, nós incluídos, debaixo do Tejo...

Lá nas traseiras do edifício onde trabalho, há um prédio abandonado, que faz as minhas delícias nas horas de pausa, quando vou para o sexto andar sozinha, a olhar para cada janela, varanda e cortina, e me ponho a ver a gente que ali viveu. Tenho também muitas ganas de trepar o muro para ir explorar o pátio e o prédio, mas isso é coisa que eu fazia em miúda e, vá, na adolescência, acho que com esta idade ainda me habilitava a passar umas noites no chelindró, mas adiante...

Mas voltando à realidade!

Todos os anos, no telhado desse prédio abandonado, há ninho de gaivota, pelo que, volta e meia, vemos as gajas penduradas ao nosso lado na janela, em cima do ar condicionado.

Tendo as costelas quase todas dali da zona saloia de Santa Cruz, e mais umas quantas de Peniche, tenho uma relação privilegiada com as bichinhas, e até as acho muito estilosas e cheias de personalidade. Coisa a que as pessoas normais chamam "feitio fdp"...

As nossas gaivotas tiveras duas crias este ano e, um dia destes, quando lá chegámos, demos com uma das crias no pátio do nosso edifício.

Foi uma boa ocasião para descobrir os colegas que são apanhados por animais e os que nem por isso, porque assim já sabemos que somos mais que um nestas demandas, e não passamos tanto por maluquinhos da cabeça...

Vimos que não estava magoada, as asas estavam bem, parece ser apenas falta de confiança.

Lá nos metemos a observar, os pais andavam a rondar, o irmão, mais atabalhoadamente, também.

Uma colega telefonou para várias instituições ligadas à natureza selvagem: uma senhora disse que não havia verba para resgates, e rematou com um "deixe a natureza seguir o seu curso, percebe" (fantástico, a senhora tem um dom!), mas depois teve sorte e apanhou com um biólogo que deu sugestões bem mais práticas e humanas.

Ou seja, nesta situação, é dar tempo ao tempo: monitorizar e meter água com fartura. A outra hipótese seria apanhá-la e levá-la à instituição, mas seria animal que depois não poderia ser posto em liberdade por não se saber alimentar sozinho. Esta hipótese, não.

Apercebemo-nos que os pais vão lá alimentá-la e continuamos com a água, e a ir à janela conversar com ela, e com isto já lá vão 6 dias.

Como trabalho no fim de semana, calhou-me, com outro colega, de estar de olho e meter a água. E, nestas coisas, temos contado com a ajuda até dos Seguranças do edifício, que devem olhar para nós como se tivéssemos perdido uns quantos parafusos pelo caminho, mas podia ser pior. Acho eu.

De modos que levei a máquina para lhe tirar umas belas fotos!

Aqui está a nossa menina numa de "ó pá, não me chateies a moleirinha!"


Xanã! O prédio abandonado! Digam lá se isto não dá vontade de explorar!


Mais uma da nossa pequenita.


Ó pra ela, toda cheia de estilo!


Aproveito a ocasião para me queixar da espécie de "pátio" que ali temos, um autêntico antro de ares condicionados. Aquilo com uma limpeza como deve de ser, umas mesas, cadeiras e chapéus de sol dava um belo terraço de refeições de Verão ali para o pessoal, até se trabalhava com mais alegria. Vou meter esta ideia brilhante na caixa das sugestões, mas é!

sábado, 29 de junho de 2013

Miss Fofinha em linha.

Como já devo ter mencionado, o dia de antes de ontem, lá no trabalhinho, foi o Texas em cuecas.

Ontem já correu de feição, não sei se por estar motivada por ter um fim de semana de folga, se por já saber o que vinha aí, ou se porque, desta vez, foi mesmo o fusível do discernimento ao ar.

De qualquer das formas, ainda consegui, ontem, em apenas dois minutos, fazer perceber ao meu supervisor que tenho várias pessoas cá na caixa dos fusíveis, nomeadamente aquela que mandou imprimir umas folhas com informação desnecessária e apagou a que continha informação importante, e a que, no meio de cerca de 200 chamadas que atendeu depois das 17 horas, ainda sabia o nome do cliente, mais ou menos a duração da chamada, o problema do equipamento, a marca do equipamento, mais ou menos os números de telefone, parte da morada e ainda  parte do número de telefone de onde o senhor tinha ligado, e que era diferente dos outros dois.

Do género, em vez de se estar a testar uma dúzia de chamadas, a menina do blog olhou para o ecrã, apontou, disse "é esta!", e era mesmo.

Resumindo, com aquela confusão toda e com a falta dos dados necessários para mandar o técnico do ar condicionado lá à casa do senhor, foi preciso ouvir a chamada. Mas o gajo foi um fixe e não me fez passar a vergonha de ser ele a fazê-lo: deu-me os auscultadores para a mão e não me apontou o dedo ("sua desmiolada!"), deixou-me a ouvir a chamada sossegada e a tirar notas da informação de que precisava.

Ora aqui acontecem aquelas coisas sinistras da nossa vida, que são ter de ouvir a nossa própria voz ao telefone.

Garanto, é sinistro, é estranho, é anti-natural, é o restaurador Olex dos telefones!

Ainda por cima, descobri que, ao telefone, tenho voz de menina fofinha! Tipo, MESMO Fofinha! Tipo muito mimimi! Medo!!