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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Então, quem é que já estava a dar em maluca com as configurações novas do blogger?

Eu estava!

E já nem devem ser novas, já há OUTRAS novas para me dar cabo dos poucos neurónios que ainda não se faiscaram, porque entrei aqui e está tudo ao avesso, vamos lá a ver se alinho nisto ou se volto aos tempos do século XX e escrevo antes cartas ao director do jornal local a reclamar que as ovelhas do vizinho fazem barulhos de ovelha logo ao amanhecer. E à mão!

Qualquer dia tenho de pedir ajuda às crianças para conseguir meter uma posta no blog!



 

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Rúbrica "Marta, larga os mortos" #56465746...

França Borges - Sobral de Monte Agraço

Coloco esta pequena pesquisa aqui disponível a quem possa interessar. Se há alguma página específica de informação genealógica do Sobral de Monte Agraço, terei também todo o gosto em partilhar. Tenho as certidões em pdf e posso enviar. Agradeço qualquer informação que possam acrescentar.

Comecei a pesquisa neste ramo da família França por Dona Cândida da Conceição França Borges, madrinha física de Dona Maria França. Digo isto porque, de acordo com a sua certidão de Baptismo, a Madrinha foi Dona Maria Clementina Alves Estrela, viúva , moradora em Lisboa e ocasionalmente na Villa de Collares, representada por procuração por Dona Cândida, residente no Sobral e sua tia paterna.
Não sei se terá residido eventualmente com a Madrinha, uma ou outra, em alguma fase da sua vida, calculo que em alguns periodos, aquando do falecimento da sua mãe, para ter um modelo feminino, ou após o falecimento do pai, por se encontrar sozinha, já que não se encontra qualquer registo de que tenha casado ou tenha tido filhos (pela informação que tenho, em 1916 tinha 37 anos e era ainda solteira, regressando em a 24 de Julho de 1919 da França, onde esteve ao serviço do CEP).
Dona Cândida da Conceição França (Borges) nasceu na freguesia de São Salvador do Mundo, no Sobral de Monte Agraço, a 22 de Agosto de 1837. Casou em Lisboa, na freguesia de São Sebastião da Pedreira, Lisboa, a 15 de Fevereiro de 1868 com António Ribeiro Borges, logista e proprietário no Sobral, que nasceu a 17 de Novembro de 1815 na freguesia de Meda dos Mouros, Tábua, Distrito de Coimbra e faleceu no Sobral em 3 de Março de 1896 com 80 anos. Era 20 anos mais velho que a esposa e casaram, ela com 30 anos e ele com mais de 50, sendo já viúvo de uma senhora Dona Maria Amália da Conceição, falecida também no Sobral.
Em 14 de Maio de1880, data de baptismo de Dona Maria França, residia no Sobral.
António Ribeiro Borges era filho de José Borges e de Josefa Ribeiro, de Meda dos Mouros, neto paterno de Manoel Borges e de Maria Nunes, de Passados de Mouronho, creio, e materno de José Ribeiro de Pereira e de Ritta Maria de Mouronho.
Dona Cândida era filha de José Christóvão França, médico-cirurgião, da freguesia de Senhora das Dores de Rabaçal, Coimbra e de Dona Marianna de Jesus Dias França, casados a 24 de Novembro de 1836 na freguesia de São Lourenço de Carnide, Lisboa, e irmã de, pelo menos, Dona Isabel Maria da Conceição França e do Dr Inácio França, nascido no Sobral a 18 de Outubro de 1848 e pai de Dona Maria França e do Dr Carlos França.
Dona Cândida era neta paterna de João Cristóvão e Joanna Victória e materna de José Dias da Silva e de Anna de Jesus, do Sobral. Encontrei também como filho deste último casal, tio de Dona Cândida, José Egídio Dias.
Foi mãe de António Victorino França Borges, escritor, jornalista, repúblicano e maçon, fundador do jornal “O Mundo” em 1890, que dirigiu até à data da sua morte, nascido no Sobral em 10 de Janeiro de 1871 e falecido de tuberculose num sanatório em Davos-Platz, na Suiça, em 5 de Novembro de 1915, sendo sepultado no Cemitério do Alto de São João a 19 de Novembro de 1915. Foram padrinhos de baptismo de António Victorino o avô materno, José Chistóvão França e a tia materna, Dona Isabel Maria da Conceição França. Como não deixou herdeiros, pelo que encontrei na net, a casa de seus pais, que herdara, passou para o seu irmão José Cristóvão França Borges, comerciante no Sobral, que foi pai, por mãe ou mães incógnitas (ainda não consegui descortinar, embora tenha lido que registou estes dois filhos na Câmara do Sobral em 28 de Setembro de 1910, uma semana antes da revolução do 5 de Outubro) de José Cândido França Borges, nascido em Lisboa em 1902, e de António Victorino França Borges, nascido em Lisboa em 8 de Maio de 1901 e falecido em Lisboa em 1989, militar e político, que foi Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras entre 1932 e 1934, Governador da Madeira em 1958, e Presidente da Câmara Municipal de Lisboa entre 1959 e 1970, sendo, ao contrário do seu tio paterno, de quem foi herdeiro de bens e do nome, apoiante do regime ditatorial.
Se alguém puder acrescentar mais informação, agradeço!




domingo, 24 de fevereiro de 2019

Dica de vida de mãe #538647567:

Tempo que é permitido a uma mãe de duas crianças pequenas para fazer um bocadinho de meditação ou aspirar a três ou quatro posições básicas de ioga para esticar os músculos e tentar meter no lugar as vértebras que deslocamos a fazer agachamentos com uma criança de 11 quilos ao colo:


12 segundos.

Mai nada.

Querem fazer meditação?

Esperem até os conseguir treinar para isso, provavelmente...

Entretanto, fiquem com a vista do meu spot.




segunda-feira, 6 de julho de 2015

Many years turning pollos, dia 2.

Veio a minha sogra dar uma ajuda nas limpezas. O que ela queria, e estava danada para isso, era cuscar o estado da casa que era dela e que ela mandou fazer, depois de uns três anos sem cá entrar. Ok, foi um erro, a desgraçada, sendo um bocado freak das limpezas, ficou um bocado transtornada com a falta da dita, nas mãos do meu sogro, que só cá vem ao fim de semana, e que acha que é um "luxo" pagar a alguém para vir limpar a casa, nem que seja uma vez por mês. Eu não sou tão freak das limpezas e estou transtornada com tanta kaki. Além de que ultrapassa a lógica encher as gavetas todas de naftalina quando basta arredar a cómoda e aspirar um ninho de traças... Caragos, era só desencostar a porcaria da cómoda da parede!

Many years turning pollos, dia 1.

Dia -1. Chego a casa, depois do último dia de trabalho, depois de coordenar mais umas idas para a minha colega ter uns dias de férias, com um horário que faz com que passe mais tempo fora de casa do que com a pirolita, a pensar em mais uns dias em Lisboa a empacotar tralhas, vem o Puto com a novidade do "vamos mas é já amanhã para a terra". Amanhã, dia 1. Ok, vamos lá, fica já despachado e começo já as limpezas. Estou a tentar contactar a minha chefe, mas ela é uma moça ocupada, tive de lhe mandar mensagem, o resto do tempo estou a aspirar e a lavar paredes, a minha sorte é ter ali a sogrinha a cuidar da pequenota...

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Uma tarde na baixa.

Pronto, não foi uma tarde, foram 45 minutos depois do trabalho, mas o título fica mais poético assim, e eu ando com manias de que sou tipo escritora ou coisa que valha. O facto de ter blogs dá-me essas ideias parvas, vou fazer o quê?...

Pois a aventura de ontem à tarde, enfim, vamos antes chamar-lhe "A Missão", era passar por uma loja de roupa bastante conhecida, com um nome de iniciais a vermelho e uns quatro andares, cujo nome não vou revelar, é claro, por mor de arranjar umas mariquices fofinhas para os sobrinhos que acabaram de chegar da Suisse para as férias na Parvónia, que é como quem diz, praia e piscina e papo para o ar, para voltarem para a Suisse outra vez, mas com uma tonalidade mais à moda da Tunísia.

A parte fácil era olhar lá para o índice dos andares e ver onde estava o que queria.

A parte não tão fácil era tentar encontrar o que queria, que eu não sabia muito bem o que era, o que é logo uma desvantagem, e, ao mesmo tempo, desviar-me das hordas de clientes que tiveram a mesma ideia, além de turistas que não devem ter uma loja destas com as iniciais em letras vermelhas lá na Aveclândia de onde vêm.

Lá escolhi umas coisas mimis para os sobrinhos, umas coisas mimis para a baby plum cá de casa, pois claro, não podia sair de uma loja cheia de coisas giras para petizes sem trazer um miminho para a petite cá de casa, uma t-shirt dos saldos e dei um salto ao andar da roupa interior para dar uma arejada ao stock de braguitas. Salvo seja. 

Pelos vistos, as cuecas de cintura descaída que costumo usar já não se designam "cuecas de cintura descaída", mas "cueca hipster". Senti-me logo, automaticamente, mais inteligente. Andei eu a ler Eça estes anos todos e, afinal, bastava-me ir a uma loja de roupa na Baixa e comprar meia dúzia de cuecas. Estamos sempre a aprender!

Pois uma vez que estava nesse piso, decidi ficar nessa caixa, o que se traduziu em dez minutos parada em 

a) olhar para as restantes cuecas e soutimamas, já que as peúgas giras e os pijamas com bonecada estavam fora do alcance do meu olhar

e

b) estar mais ou menos atenta às pessoas que ali andavam a rondar.

Obviamente, a hipótese b era muito mais divertida!

À minha frente estavam duas gaiatas castelhanas: enquanto uma estava na fila, a outra ia vendo as estantes, e depois trocavam, papagueando castelhanices entre elas, coisa que me transportou para os passeios à hora do almoço à mesma loja com a miúda fashión de Buarcos, em Madrid, há uns anos atrás. Ah... recuerdos....

Depois, atentei para as moças da caixa. Se por um lado, achei simpático da marca não ter inibições em contratar uma miúda com montes de tatuagens, quando há empresas que são um bocadinho fdp's nesse sentido, e com grávidas também, mas adiante, quanto aos outfits das moçoilas já achei um bocado exagerado, porque elas pareciam menos funcionárias de loja de roupa internacional numa das mais bonitas capitais europeias e mais funcionárias do bar de uma casa de alterne numa das mais bonitas capitais europeias.

Depois, tivemos a senhora que tirou os preços de dois soutiens que, por si, já estavam a metade do preço, e tentou levá-los pelo preço mais baixo da promoção. A funcionária disse "olhe que não, esses estão nos de 7 euros", ao que a senhora contestou "ai não não, estavam na prateleira dos 3 euros, vou levá-los a 3 euros!", ao que a funcionária reagiu com um "vou ver à prateleira, são os 7 euros, arrotas com o dinheiro ou não levas nada da casa!". Ganhou a funcionária, obviamente.

Mas a pièce de resistence da coisa foi a avózinha!

A avózinha era uma senhora que devia ter mais ou menos a idade da minha avó, ou seja, octogenária, e estava a tentar levar uns quantos soutiens da moda, almofadados e push-ups e com rendas, quem sabe inspirada por qualquer calhamaço que tenha andado a ler recentemente, mas, alas!, não havia medida para ela!

Lá se foi a senhora com um olhar de desilusão e a pensar, provavelmente, que o seu destino mais certo seria a banca da feira das Galinheiras com os soutiens cor de pele reforçados, que empinam as mamas descaídas e com aquela aba debaixo das ditas, para amparar ali um bocado as peles flácidas.



sexta-feira, 19 de junho de 2015

Dúvida fashion #354783457:

Quando é que a gente percebe que as barbas da moda deixam de ser chiques e passam a ser chungas?

(e olhem que eu acho graça à barbinha, mas uma coisa mais asseada, não é tão giro uma coisa que dá para perder cenas lá dentro, tipo arroz, canetas, o gato, estão a ver?)



quinta-feira, 4 de junho de 2015

Um turn off do caraças.

Uma moça, há muitos anos atrás, lê um livro todo xiripiti com cenário na Irlanda.

Hum, Irlanda.....

A parte positiva é que é uma trilogia. Mais Irlanda, iupi!

A parte menos positiva é que é Nora Roberts.

A parte f$%%$ é que não encontrei o terceiro livro em LADO NENHUM!!! durante ANOS!!!!

Dei com ele, há uns dias, já o despachei e já está no monte para reler.

Agora vou reler o Sensibilidade e Bom tempo, digo Senso", mas em português, que é para, sei lá, variar um bocado as coisas.

Pois lá no livro da Dona Nora Roberts, é certo e sabido, há uma heroína, um herói, muito chamego, muito marmelanço, umas quantas cenas calientes e, pois claro, Irlanda...

A gente até está para ali, sim senhor, e tal, muito jeitoso, a imaginar a nossa heroína, os olhos verdes, o cabelo ondulado, sedoso, etc, e o nosso herói, olhos verdes, sorriso travesso, e vem depois a mulher e mete-lhe uns cabelos negros e encaracolados!

Ora isso, aqui no meu dicionário, só tem um nome: Carlos Santana!

E lá se vai o romance da coisa, e a heroína, que estava a ser imaginada na onda da Scarlett coiso e os seus lábios repenicados, passa a ter o olhar esgrouviado e a melena à Dallas da Sue Ellen!

Porra, que já me estragaram a veia romântica!

(se bem que, nos últimos anos, a herói que é herói, só lhe acho graça quando tem uma barbinha. Fraquezas, vá...)


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Ser do Benfica, versão cá de casa.

Cá em casa, é-se do Benfica. 

É tradição do meu lado da família e também do lado do puto. 

Está na história famíliar a forma como a minha mãe aderiu ao clube. 

Era uma gaiata de seis anos e estava a brincar com um jogador de loiça que o meu avô tinha em grande estima, como se fosse uma mariquita. 

Ora um boneco de loiça nas mãos de uma miúda de seis anos é uma coisa que vai dar bronca, eventualmente no tempo.

E foi o que aconteceu. 

Ao ouvir o barulho, os meus avós foram ao quarto, para ver se estava tudo bem com a piolha, e ela, ao achar que tinha feito kaki, só respondeu "sou do Benfica...". 

Estão na história familiar as incontáveis birras de adolescente casmurra e ferrenha benfiquista que eu tinha com o meu padrasto, adulto casmurro e ferrenho portista, com direito a troca de galhardetes e comigo a meter na porta do quarto um poster da selecção a um metro do chão e a ensinar ao meu irmão mais novo, que mal sabia andar ou falar, única e apenas quem era o João Vieira Pinto, na altura e sempre do Benfica!, apesar de achar o Fernando Couto extremamente atractivo, e isto nunca eu ia dar o braço a torcer na altura e admiti-lo. 

O meu irmão, agora, é do Sporting.

Acho que nunca os viu ganhar um campeonato.

Isto durou ate à era Vale e Azevedo.

Hoje em dia, passada a fase parva da adolescência, estamos mais calmos, e lá em casa discute-se futebol tranquilamente, toda a gente torce pela selecção, e torcemos por quem quer que jogue internacionalmente, independentemente da cor da camisola.

No ano passado, grávida com uma barriga enorme aos seis meses, calhou sair do turno às 23h, na Avenida da Liberdade em dia de vitória do campeonato pelo Benfica, o que quer dizer nada de metro nem de autocarros até Picoas, e uma bela caminhada àquelas horas com uma data de malucos festivaleiros na rua, aqui a je agarrada à barrica just in case de apanhar parvos acelerados e descontrolados.

Acabei com a brincadeira quando cheguei à Andrade Corvo, vinha de lá o autocarro vermelho, e uns quantos caramelos começaram a dar uso, numa rua cheia de gente, aos very lights e aos foguetes.

Eu consegui fugir, já a mesma sorte não tiveram as little criancinhas e os patudos que estavam atracados aos festivaleiros...

(depois ainda apanhei com um Benfica-Milão e transportes cheios ao final de um dia de trabalho e huge baby bump, e uma final da taça com o Real e o Atlético, versão festivaleira mas em espanhol...)

Até achei que a pirolita ia ficar traumatizada com isto tudo, mas vamos ver no que dá.

No outro dia, à espera do meu 736, lá calhou outra vez o autocarro vermelho.

O da carris, para não variar, atrasou-se e vinha cheio.......



segunda-feira, 18 de maio de 2015

Uma questão de prioridades de vida.

O vizinho daqui da rua é do Benfica.
Vai daí, em dia de vitória de campeonato, veste o equipamento, veste o equipamento ao filhote e sacode as teias de aranha ao cachecol que esteve pendurado à cabeça da cama o ano todo, junto ao crucifixo e à imagem benzida em Fátima da Nossa Senhora.
Só que, em vez de ir com o grosso da festa para o marquês, decide meter-se aqui numa curva numa descida na Estrada do Desvio a fazer uma valente fogueira e a abanar o cachecol aos carros que passam.
Levou umas quantas buzinadelas...



domingo, 29 de março de 2015

Um septuagenário é um losango de sete lados, #75897348. Edição Especial Domingo de Ramos.

Tocam os sinos ali da igreja de Santa Clara, bem no cimo da colina, a torre a alcançar os montes em redor, alguns com casas, outros com prédios, muitos apenas com campos.

Uns minutos depois, vejo pela janela, ao estender as carpetes lavadas ao sol, uma pensionista que desce a Calçada do Poço em direcção aqui à rua, com um ramo de verduras e flores na mão, em passo acelerado.

Penso "que giro, somos tão típicos, com um cheirinho de Primavera já andamos a encher a casa de flores silvestres!"

Depois lembro-me: é Domingo de Ramos, as igrejas e os adros são enfeitados de ramos e de flores e as velhas andam no fim, e nas costas do padre, claro, a arrebanhar as ramas todas que podem e mais algumas, já sem pensar nas imensas mazelas que as fazem estar à porta da farmácia meia hora antes de abrir ao serviço.

Ah... somos tão típicos!


terça-feira, 17 de março de 2015

Critério do absurdo #57634856


Enquanto as pessoas normais têm como parâmetro de escolha de um par de calças de ganga o estilo, a marca ou a cor, cá por estes lados, o critério é: "se consigo vestir e despir as calças com as sapatilhas calçadas, sim, estas estão perfeitas para mim!"



quarta-feira, 11 de março de 2015

O que é um nome...



É sempre uma surpresa quando pessoas que sabes que são totalmente desprovidas de sentido de humor, vão e são brutalmente criativas com a escolha da graça dos seus petizes.

(e dos seus amigos de quatro patas lá de casa...)



quarta-feira, 4 de março de 2015

E eu pergunto-me: o que é que fiz mal aqui?

Ou podia-se subtitular "american way of seeing foreign (european) things":

Junto o facto da sogrinha vir cá a casa para o chá com as ganas de experimentar a receita de tarte de amêndoa, já que as desgraçadas têm a mania de me escapar das mãos de forma bastante atrevida, sendo que eu ainda sou uma pessoa traumatizada com uma tarte de amêndoa fantástica na mesa do segundo dia do casamento de uns amigos, há uns quantos anos atrás, e que foi traiçoeiramente rapinada por uma velha que, aposto, ainda há 5 minutos se havia de estar a queixar das úrsulas e dos diabretes e do castrol à velha do lado dela. E então se era uma fatia gigantesca!! Dava para alimentar 5 velhas com diabetes!

Adiante, que traumas não pagam dívidas.

Ora lá fiz a receita, tirei as fotos da praxe, e vai de meter no facebook.

Mamãe e a minha tia dos Estados Unidos, outra viciada em tartes de amêndoa, e mais umas tias e amigas e amigos, comentam, o ai e tal que bom aspecto, ai e tal que já comia, ai e tal qual é a receita. 

O normal, portanto.

Vai daí, a meio da noite, uma moça conhecida da net, cozinheira também, mas americana, pergunta, singelamente:

"Crickets?"

Tipo, grilos?

Será que "crickets" é uma expressão tipicamente americana para palitos de amêndoa caramelizados que me passou ao lado a vida toda?

Ou será que um americano comum acha que o português comum, já que é apreciador de caracóis e camarões, também devora outras espécies crocantes?

Bem, lá esclareci a moça que não, é mesmo amêndoa, estou à espera que se saia com o "ó pá, és mesmo totó, a gente chama isso à amêndoa, por aqui".

Mas não ia achar estranho que acreditassem mesmo ser grilos.

Quando vieram os primos dos Estados Unidos, num Verão, uma das primas estava grávida e vinha com instruções do médico para não se meter na água do mar porque podia apanhar "bactérias".

Passou cá um mês, esteve nas Berlengas e só molhou os pés...


(ora vede lá se isto tem aspecto de grilinhos! Será que o americano comum alguma vez viu um grilo além daquele da Disney?)




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Um septuagenário é um losango de sete lados, #67865466.

Conversa de duas septuagenárias no autocarro, em que cada uma se gaba de ser mais poupada que a outra, nomeadamente no que toca a gastos de água: uma diz que lava na máquina uma vez por semana, a outra lava a roupa a cada 15 dias, uma diz que gasta 10 ou 11 euros por mês em água, a outra só gasta 4 metros.

Uma pessoa fica a imaginar até que ponto aquela saia de fazenda está mofenta, e se a senhora gasta em pó de talco o que poupa em água, despejando bastas quantidades nas mamas e nas partes intimas. 

Uma pequena reflexão para a próxima vez que vos calhar uma septuagenária no banco ao lado, no autocarro...



domingo, 4 de janeiro de 2015

Elegia em honra de uns pastéis que foram para o galheto, ou de como, às vezes, me apetecia mandar o meu cunhado pela janela.

O meu cunhado é do signo Leão, não sei se como desculpa para as porcarias que faz na vida, se para o alto nível de bazófia que tem, mas é um bocado como aquelas pessoas que, sendo habitualmente (e quando digo habitualmente quero dizer quase sempre) fazedoras de kaki, gostam de evidenciar as kakis dos outros, de forma a que a deles passe despercebida, até porque, por acaso, têm um curso de cozinheiro que não usam para mais nada senão para mostrar que sabem cozinhar melhor que o comum mortal (já que, por motivos misteriosos, claro, são persona non grata  nos barcos de cruzeiro onde trabalhavam nessa função) e o que é coisa que é fixe de evidenciar umas quantas vezes, quanto mais não seja para insuflar o ego.

Isto porque, no outro dia, fiz uma grande kaki com o raio de uns pastéis de bacalhau de marca branca quando usei as placas vitro cerâmicas na casa dos meus sogros, com uma noite em branco em cima dos costados por estar tão entupida que nem conseguia respirar, um dia cansativo, uma constipação e uma dose de elefante de sinusite em cima, em que mal conseguia abrir os olhos, o que levou o meu incrédulo cunhado a dar-me uma lição de "como fritar um rissol", e vir depois perguntar/afirmar ao irmão " então a tua mulher nem sabe fritar um rissol?".

Por isso, acho por bem esclarecer que, sim, eu até sei fritar a porcaria do rissol mas é num fogão normal e não naquela coisa do demo que são as placas de vitro cerâmica, e não é com aquele tacho psicótico, o que me demorou quase uma hora a aquecer o óleo, sendo que, no meu fogão da idade da pedra, com este tempo, o óleo já estaria mas era queimado, e também já não havia rissóis para ninguém!

É a mesma coisa que dizer que a minha mãe não sabe fazer bolos só porque queima o fundo do bolo de maçã e o deixa meio cru por dentro ao usar o meu forno com manhas pela primeira vez, coisa que qualquer pessoa com dois dedos de testa, e conhecendo os bolos da minha mãe, sabe que é um absurdo, ou que o peixe é um incompetente porque não consegue trepar a uma árvore. 

Mas se serve para a pessoa passar pelo melhor cozinheiro deste mundo e arredores, uáréva, é para o lado que eu durmo melhor!

 Na imagem, não uns rissóis, mas umas muy saborosas pataniscas de courgette,  correctamente fritas pela minha pessoa, mas num fogão normal, acepipe mais difícil de alcancar, uma vez que é necessário ao cozinheiro em questão dominar a técnica de ralar a courgette e a técnica de misturar farinha, ovo, água e temperos na consistência certa e sem grumos, além da de saber fritar em óleo a ferver, claro!


sábado, 3 de janeiro de 2015

Frustração: nível carpete da cozinha.



A cozinha cá de casa era, até há uns poucos dias atrás, possuidora de uma carpete na zona da bancada, num tom de lilás todo joli que muito me agradava, apesar de já um bocadinho gasto, uma vez que já tinha servido de carpete de corredor e passou por várias casas onde morei.

A bela da carpete, há umas semanas atrás, mais ou menos por volta da altura em que a pirolita nasceu e eu não estava no meu castelo, apareceu com umas  pintas suspeitas, uma coisa que me parecia assim tipo "salpicos de lixívia".

Bem, achei que podia ser, com mãe e sogra em casa sozinhas com uma fúria de limpeza, sendo que mamãe é adepta de lixívia e sonasol verde, mas não juntos, é claro!

Há uns dias, não houve mesmo dúvida: a sogra agarra na garrafa da lixívia,  no armário de baixo, aquilo salta, e pimbas, desta vez não foi salpico, foi mesmo uma vistosa mancha branca que me deu cabo da beleza da carpete para todo o sempre.

Ou era o destino a dizer "esta porra está velha, arranja mas é uma nova", e manda-me estes sinais que não dá para ignorar.

Ora tendo um folheto do continente ali em cima da mesa, com as coisas todas organizadas e em fotografias atraentes, logo me deixo entusiasmar pela secção "carpetes e afins", entusiasmo frustrado, enfim, assim que uma pessoa entra na referida secção, mas no local, porque é mais caótica do que uma bancada do mercado, está tudo ao monte, algumas carpetes até lá têm o preço marcado, que muitas vezes não é o mesmo que passa na caixa, mas não se consegue dizer com segurança que preço dá com a respectiva carpete, pelo que acabamos a sair de la sem carpete, e com uma palavra em uníssono nos lábios: IKEA!!


(Nos entretantos, pela página, os tapetes também não são grande coisa, nem na Casa, Espaço Casa ou Viva, a Natura não tem, e o Gato não tem o tamanho que quero. Hoje vi o catálogo do Jumbo, a ver se tenho mais sorte. Sim, porque faço as minhas pesquisas de tapetes online de madrugada, depois de alimentar a pequena sugadora de mamilos e enquanto espero que a bichinha adormeça como deve ser para a tapar, aconchegar e dar mais umas beijocazitas...)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Posta das Festas.

Boas!

Estes dias vou andar entretida a retalhar abóbora, a fazer filhoses, arroz doce e outras porcarias, a limpar a casa e a enfeitar com mariquices, nomeadamente aquelas pinhas que apanhamos em todos os jardins onde vamos passear, a amimalhar a família mas, basicamente, pelo reino da cozinha.

Não se preocupem, vou tirar montes de fotos.....


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Mãe: a tomar más decisões desde há umas quantas semanas a esta parte.

Esta noite, quando a Baby Plum acordou para mamar (a gaja mama, arrota e cai para o lado, a mamã tem leite sonífero), em vez de optar por dormir um bocadinho e repor as horas de sono em atraso, decido ler umas 100 páginas do livro.

Que eu já li uma série de vezes....